Archive for the 'Poetizando…' Category

Pra todos saberem que…

terça-feira, setembro 7th, 2010

Eu queria gritar ao mundo o quanto você é bonito. Contar para todas as pessoas que passarem por mim, que a sua beleza está muito mais profunda do que onde elas são capazes de enxergar, e como você é muito mais do que qualquer um possa entender. Queria revelar que há algo em ti que é maior do que sua grandeza. Eu queria contar a elas como você é capaz de fazer despertar em mim as cores mais bonitas, e capazes de colorir todo os dias que o céu cismar de nascer cinza. Que você evidencia o meu lado mais bonito e que ao seu lado o meu sorriso é completo, límpido, verdadeiro, e que eu fico até mais fotogênica. Queria tanto contar pra todo mundo o quanto eu me orgulho de você e quanto mais o tempo passa, mais a minha admiração por você cresce. Mais do que eu imaginava que poderia crescer! Quero falar à todos os cantos, o quanto você me inspira. O quanto você me faz chegar perto daquilo que eu sou de verdade. Queria dizer o quanto você tirou as minhas amarras, quebrou meus paradigmas, me despiu de meus preconceitos. Que você me fez transformar-me naquilo que eu sempre quis ser e nunca consegui, precisava você chegar pra eu me transformar.

Queria dizer isso e mais tantas outras coisas… mas até isso eu aprendi. A não precisar falar nada, apenas sentir. Porque se não for com calma, a alma espana.

E de repente!

quinta-feira, julho 22nd, 2010

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais, morrem cada vez com mais facilidade. Morrem todo dia, toda hora, de todas as maneiras possíveis e inimaginarias! E a morte dói. Seja ela qual for. Dói ver a morte, mesmo quando é a prima de uma amiga sua, o filho da atriz, a mãe de um colega seu ou a gatinha de alguém que você gosta muito. E a morte não tem volta, não tem consolo, não tem palavras. Apaga-se uma luz, fecha-se uma porta, termina-se mais um conto.

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais morrem assim; subitamente. Morre inesperadamente, nos deixando sempre perplexos. E mesmo sendo a única certeza que temos da vida, ainda sim é a coisa que mais nos surpreende. Uma das únicas coisas que nos fazem frear de repente. Morre a criança de quatro anos, que não viveu pra expor suas idéias e ideais. Morre o jovem no auge da adolescência, sem nem tempo de se transformar em alguma, sabe-se lá no que! Morre a mulher com metade da vida já vivida, com filhos, netos e amigos. E morre aquele nosso animalzinho de estimação, que nos consola sempre nas horas que mais precisamos (mesmo às vezes a gente nem sabendo).

E de repente; a vida.

E no dia seguinte a luz do dia reascende, as pessoas caminham pelas ruas, o comércio, as portas e janelas se abrem novamente. E a vida continua até que no próximo semáforo, escorregão ou suspiro ela dê mais uma freada brusca e a gente se surpreenda tudo novamente. E assim quantas vezes forem preciso.

Esse texto é pra banalidade da vida e da morte. Acontece diariamente, mas seqüencialmente rolaram quatro que me frearam a vida. Meu carinho à @Prixila, à @Cissa_Guimaraes, à Fabi (Ravi) e ao @Fanitelli…que meu carinho afague vocês!

O Ex

sábado, julho 17th, 2010

A gente nunca namorou, mas você é o meu ex. Por todo o sentimento que um dia eu tive, por todos os sonhos e planos e dedicação que um dia foram voltados à você. Meu ex antes de ter sido, o ex que só deu certo por nunca ter sido “o atual”.

E quando a gente se esbarra é sempre aquela coisa de quem se conhece mais do que parece, e que hoje sabe administrar só a parte boa de uma relação findada, antes mesmo de partir ao meio. E a gente se abraça, se curte e se sorri, com um leve ar de passado bem resolvido.

Toda vez que te vejo, sinto aquela sensação de amizade-pós-termino-de-relação. E toda vez sinto aquele alívio de quem finalmente nota que nós funcionamos bem, exatamente assim. Aquela conclusão de que a gente nunca teria dado certo juntos, e que nosso “junto” é assim, meio separado mesmo.

Leia ouvindo: Cool – Gwen Stefani

Você #1254280

segunda-feira, junho 28th, 2010

E daí que tá pra nascer alguém que chegue aos seus pés! Eu viajo o mundo, conheço as mais belas paisagens, abraço Deuses, bebo do prazer, vejo cores, flores, sinto cheiros, toco o infinito, tenho dias azuis. Mas daí vem você e eu percebo onde verdadeiramente está o meu paraiso.

Vibra-som

quinta-feira, junho 17th, 2010

Tudo de repente virou sons e poesias. Ela vivia cantarolando pelos quatro cantos daquele salão vazio e todo de portas e janelas abertas. Ali entrava de tudo, era um colorido só. Tinha azul, verde, rosa, amarelo, vermelho, laranja, lilás. Tinha também chuvas, sóis, e até brisa. Ventava bastante às vezes. Os cabelos dela esvoaçavam forte por todo seu rosto, e atrapalhavam-na de ver de onde vinha toda aquela ventania forte e aquele som tão alto. Ela então dançava pelo salão durante horas a fio. Mas sempre chegava o momento que o vento não ventava e a música parava de tocar. E era sempre tão de repente, que ela quase sempre estava no seu melhor passo de ballet. E ela então sentava no chão, no meio do salão, ajeitava os cabelos tirando-os do rosto e olhava atrapalhada pra todo canto, procurando um botão que ligasse ou aumentasse aquela música. No fundo, ela sempre soube que era apenas o volume que era abaixado. Mas às vezes de tão baixo, ela temia que a música tivesse sido desligada. Ela então punha as duas mãos ao chão, e tentava sentir a música baixa vibrando. Todas as vezes a mesma cena, ela adormecia sentindo a vibração daquela música que, de tão baixa, ela não podia ouvir, apenas sentir. E todo amanhecer, e entardecer, e anoitecer, ela buscava novamente esse tal botão. E as luzes diminuíam, a brisa soprava suave e ela dormia mais uma vez de mãos e corpo ao chão, sentindo aquela tal vibração. E quando ela menos esperava; o vento ventava, o cabelo encobria seu rosto e o som ocupava todo aquele espaço. Ela, contagiada de tudo aquilo, dançava. Dançava por aquele salão de portas e janelas abertas. Dançava com seu vestido de cores leves e panos esvoaçantes. Dançava ela até que a música abaixasse e só lhe restasse mais uma vez a brisa, o chão e aquela vibração.

Regras do jogo

sexta-feira, junho 11th, 2010

Oi? Me permite fazer uma pergunta? Onde termina seus direitos e onde começam os meus? Será que você poderia me dizer onde está essa linha que define os espaços? Não quero invadir seu campo, mas não quero também me deixar invadir. Me dá um toque de quando eu estiver em impedimento? É que eu já não ando entendendo mais nada sobre as regras desse jogo. Acho que ando invadindo teu campo. Mas tenho a sensação de que você vira e mexe invade o meu. Não sei nem se sou titular ou reserva. Pra você ter uma noção de como estão as coisas. Vamos jogar um jogo bonito! Mas antes eu só preciso saber se sou atacante ou goleiro nesse jogo. Olha aí pra mim, a minha camisa. Me fala logo a minha posição! Já não sei mais se defendo ou se ataco. Quando acho que o jogo está perdido, escuto a galera gritar gol. Nunca sei se fiz ou se sofri esse gol. Ah! Quem é o juiz desse jogo? Quem determina a posse da bola? Como eu faço pra saber qual é meu campo? Tô perdida em meio de campo. Dá pra você me dar essa força? Não cometa falta! Olha o cartão vermelho! Tô tentando jogar direito pra não ser expulsa de campo. Gosto de jogar contigo. Mas confesso que já estou quase pedindo tempo técnico! Ainda não sei se bebo uma água, ou se sento logo no banco de reserva!

Cru e gelado…

domingo, junho 6th, 2010

Desde criança ela sempre comeu leite condensado. Tinha que ser cru. E gelado. Colocado em uma xícara e comido de colheradas. Ela tentava desde os dois anos apagar um amargo que impregnava em sua boca. Lambuzava-se de leite condensado, esperando que um dia esse gosto amargo saísse definitivamente de sua boca. Não era tristeza, trauma, nem era amargura “almática”. Era um amargo na boca. Simples assim. Nem tão simples, como ela gostaria de dizer que era. Era um amargo inquieto. Tenso. Uma ansiedade exacerbada que ela tinha desde pequenina. Alem disso, não gostava do gosto e nem do cheiro de nenhuma comida. Almoçou e jantou por um bom tempo de sua vida; leite condensado. Se negassem virava fera. Quase um bicho. Um viciado. Precisava do doce intenso e gelado do leite condensado na boca. Precisava do exagero capaz de apagar aquele amargo que brotava em sua boca. Vinte e sete anos depois, ela ainda precisa esporadicamente comer algumas xícaras de leite condensado. Ainda sente por vezes, aquele amargo brotar na boca inexplicavelmente. Um gosto ruim. Um gosto de todos os seus medos e anseios. Um gosto intragável. Ainda hoje ela precisa de algumas doses da intensidade do leite condensado. Talvez o único capaz de alcançar com exatidão todas as intensidades dentro dela. Hoje ela ainda sente um prazer indescritível em suas colheradas de leite condensado. A diferença é que hoje ela sabe ponderar as colheradas do mesmo jeito que aprendeu a lidar com sua ansiedade. Ela sabe que a comida tem sabor e que o amargo da boca nada mais é do que a boca do estomago avisando que está na hora d adoçar sua vida e não apenas a ponta da língua.

Ai essa danada dessa vida!

sábado, maio 29th, 2010

Tem horas que é assim mesmo. A vida te vira as costas. Na maior cara de pau! Eu já disse que essa vida é uma filha da puta, né? Odeio quando ela vira as costas pra mim assim tão de repente. E aí eu fico assim, sem saber pra onde me jogar! Parece que as luzes piscam feito discoteca! Te embaralham a vista e todas as tuas sensações. E aí você tenta conversar, e ninguém te ouve. TÁ ME OUVINDO? EU DISSE QUE A VIDA ME VIROU AS COSTAS, ENTENDEU? NÃO?! E aí a gente começa a cansar de gritar no meio daquele tumulto todo. E resolve então, apenas dançar conforme aquela música ensurdecedora. E a vida continua ali, de costas pra mim. E não me ouve!!! Que chata essa vida, viu?! Se você passar por ela, me faz um favor? Diga pra ela parar de virar as costas e avisa que eu estou a chamando pra dançar!

Entre linhas

quinta-feira, maio 20th, 2010

E um dia o moço disse pra ela que gostava de colher inspirações nas entrelinhas dela. E ela achou isso tão bonito e tão engraçado. Ela que sempre quis ser música, poesias e cores, mas nunca conseguiu ser. Logo ela que foi sempre tão linhas fortes, sublinhadas, lápis 2b, direta, nua, crua e tão boca suja. Ela sempre buscou a poesia no seu dia-dia, mas sempre acabava desistindo e optando pela verdade na cara, na lata, e pelo caralho sempre solto aleatoriamente. Ela sempre foi mais ácida, irônica, grossa, não tinha nada ver com a delicadeza poética que ela tanto buscava dentro dela. Fazia textos bonitinhos quando milagrosamente batia uma brisa de inspiração, entende? Uma brisa. E no meio das conversas bizarras que eles tinham; com tantas brincadeiras, xingamentos e palavrões, ele disse a ela que colhia inspirações nas entrelinhas dela. E disse mais uma vez, e mais uma… E ela então entendeu, que talvez a verdadeira poesia do dia-dia dela estavam mesmo nas entrelinhas. E talvez por isso ela tinha tanta insegurança, tanto amargo, tanta desconfiança e tanta necessidade de se proteger. Ela tinha tanta dificuldade de escrever bonito e parecer (ou ser) tão doce quanto ela gostaria. Mas de hoje em diante, ela estava mais feliz. As entrelinhas dela eram vista por alguém. E às vezes até servia pra alguma coisa, quem sabe?

Vamos tentar?

segunda-feira, maio 17th, 2010

Essa insegurança é braba mesmo. Quando dá o medo eu quero tudo, o dia inteiro, todas as horas, a cada minuto. Não perco nenhum segundo! Quero mesmo é a afirmação diária. Deixa claro pra eu entender? Eu sei, você já deixou. Mas sabe o que é? Eu tenho TDA de sentimentos. Eu nunca entendo. Eu me confundo toda, sabe? Sempre estou nas nuvens quando você diz. E quando volto, você já disse e eu perdi. Daí fico na dúvida, entende? Nunca sei se ouvi ou se sonhei. Repete, vai? É só até eu aprender! Já entendi tantas coisas, entenderei essa também! Eu juro. Mas tenha paciência comigo e com essa minha tal insegurança. Eu tenho mesmo essa mania boba de não acreditas nas coisas. E quando fico assim, insegura, eu sinto uma falta de ar e um tufão dentro do peito que você nem imagina! Tenho sensação de morte em vida, acredite! E aí, ninguém me segura mesmo; como um asmático em busca da bombinha de ar, eu meto os pés pelas mãos em busca de qualquer sinal teu que me dê segurança! Vamos fazer um pacto?! Me deixa segura que eu te deixo livre! Ouvi dizer que é sempre assim, quando mais segurança maior a liberdade. Vamos tentar?