Archive for the 'Li e gostei!' Category

terça-feira, março 17th, 2009

Às vezes tenho minhas fases de silêncio, e parece que quanto mais amadureço mais essa fase silenciosa se estende. Não importa como, mas chega uma hora que você aprende que o silêncio é muitas vezes o melhor a ser dito, ou simplesmente você se cansa de tudo e resolve calar.

Disse pra mim. Nenhum pio. Não vou falar nada. Já que sou tão imprópria, inadequada, boba. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceita pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação chatice. Minha insegurança problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo. Minhas críticas causam coisas terríveis. Minhas palavras cuidadas incomodam. Minhas palavras jogadas, mais ainda. Minhas opiniões sempre se alongam e cansam. Minhas histórias acabam sempre no egocentrismo ou preconceito. Meu sem fim dá logo vontade de encurtar. Minha construção, desconstrói. Meus convites quase nunca agradam. Meus pedidos sempre desagradam.

Sempre gostei de ler coisas de Tati Bernardi, Fernanda Mello, Rani Ghazzaoui, Bruna Sion pra ver que sou como todas as mulheres, e pra entender que eu sou mais prática do que imagino ser. Geralmente me encontro em algum trechos delas.

Dessa vez, Tati Bernardi se superou. Nunca um texto disse tanto em um momento tão exato da minha vida.

Agora voce decide…

terça-feira, março 10th, 2009

Quero poder estar com quem me faz tão bem, me faz feliz, quero o sorriso meu, o teu, quero poder gritar quando chegar onde almejo, quero morrer do coração pelo simples fato de ter amado demais. Vou vivendo, com atitudes que me deixam ir e a essência de criança que jamais perderei. Engulo com força o gosto amargo de cair, de fracassar mais uma vez, engulo ainda sem fazer careta! Engulo o não, o talvez, engulo o ‘deixa disso’, ‘para com isso’, engulo e observo. Observo o quanto não se permitir, o quanto não deixar pode atrapalhar, mas sei que quando há de ser, será! Eu escolho meu destino! Agora você decide se vem me dar a mão ou um abraço de despedida, porque essa parte eu não posso fazer por você“. 😉

(…)

terça-feira, março 3rd, 2009

Era como se eu controlasse o tempo. Pensando agora, no passado, parece que eu vivi tudo o que tinha que viver, só pra chegar até aqui. Ou seja, tudo o que passou foi importante, foi um passo a mais. E faz sentido agora.

Engraçado essa minha mania de ter que escrever tudo, ter que
registrar. E não é nenhuma pretensão, o propósito é criar um mapa de mim mesma. Entenderam? Autoconhecimento, é disso que se trata. É isso que me possibilita ver os degraus, compreender cada um deles. E entender, que ironicamente, cada queda me faria subir.

(…)

Esse ano está sendo importante. Desde o começo, eu só venho aprendendo algumas coisas. Finalmente, parece que chegou a hora de colocá-las em prática. Parece que a sementinha que andei plantando por todo esse tempo finalmente está gerando frutos. E sendo que foi com os meus passos que cheguei até aqui, não tem como não saber voltar.

Segurança! Era isso que faltava… Foi isso que encontrei! Segurança, abraços infinitos e um sorriso que me quebra toda, que me faz enxergar a vida que ainda está por vir.

Os erros de ontem são as soluções de hoje. E eu me lembro bem de cada um deles. Não, não vou me perder. A regra agora é soma, não subtração. Sou eu em você, e não eu pra você!

VA.

Cidade Maravilhosa

terça-feira, fevereiro 10th, 2009

“No Rio você vê o que está do outro lado da esquina e vê o que está do outro lado da outra esquina e vê a praia a sua esquerda e vê a lagoa a sua direita e vê que o dia está bonito acima de você e vê a montanha a sua frente.
No Rio você vê a bunda de todo mundo, e parte dos peitos, e as pernas de todo mundo. E vê artistas. E vê todo tipo de gente misturada a todo tipo de gente. E vê o sol e vê as horas e vê Deus. E sabe exatamente onde está, ainda que não conheça direito a cidade. E vê tudo isso numa única caminhada. E com uma claridade e uma amplitude absurda.
O Rio se escancara. O Rio, como já disse em outros textos, é pra fora. E tudo isso, assim, de repente (…)

(…) No Rio tudo é aberto, tudo é de todos, tudo é de graça, tudo é amplo. (…)”

Texto de Tati Bernardi, que me fez sem querer entender porque assim sem mais nem menos eu amo tanto esse lugar. Assim, de graça, sem me fazer nada!

Sua paz

domingo, janeiro 25th, 2009

Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.

Por: Caio F.

Seguindo em frente

terça-feira, janeiro 13th, 2009

Não se condene,
Ninguém tem culpa do que aconteceu…
Nem eu posso contrariar o meu destino,
Pouco menos tu podias contradizer o teu…
Como era bom aquele amor sincero…
Como era ruim amar sozinho!
Como era bom te ter por perto,
Mesmo sem saber se pra ti abrangia algum sentido.
Não se condene…
Nada justifica a despedida,
Mas um dia precisei desistir,
Mas não pela ausencia de forças pra lutar…
E sim por não ter mais condições de sofrer.
Não se condene, ninguém tem culpa do que aconteceu…
Tinha que ser, tudo passou, morreu.
Cada qual traz do berço seu destino,
E esse afinal, bem doloroso foi o meu.
Não se condene,
E que nunca sofrer alguém te faça…
O que sofri por você!

Anelise Martins (eu acho.)

(Im)pressionante

sábado, janeiro 10th, 2009

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Existe alguém que está contando com você
Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer

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Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças com armas na mão

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Não teremos mais problemas
Com a superpopulação

O senhor da guerra
Não gosta de crianças

Post copiado do blog da Maely, porque tem coisas que precisam ser ditas e repetidas!

Pra finalizar

terça-feira, dezembro 9th, 2008

Como chegar para alguém e dizer de repente “eu te amo” para depois explicar que esse amor independia de qualquer solicitação, que lhe bastava amar, como uma coisa que só por ser sentida e formulada se completa e se cumpre? Pois se ninguém aceitaria ser objeto de amor sem exigências (…)

Por: Caio F.

Eu volto, e virarei a página e direi coisas ditas por mim.

Na minha tela.

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

(…)queria te ouvir dizer qualquer coisa fácil sobre nós, mesmo sendo complicado pra você, mesmo parecendo estranho.

(…) Eu queria ter uma conversa sincera com você, te ouvir falando muito mais que eu, dela talvez brotasse a solução e você teria a liberdade de ser feliz e me fazer feliz do seu jeito. Então rir, ouvir Caetano, fugir pela noite em qualquer felicidade barata, discutir o que já discutimos e o que ainda não, comprar comida e Coca-Cola, beber demais, andar demais, fazer o que se quer fazer seria possível.

Queria te assistir vivendo coisas assim.

segunda-feira, novembro 24th, 2008

“Bom dia amor, você me faz feliz!
A tarde passa lenta só pra mim
O seu amor, um pedido que fiz”

Sem muitas explicações, esse pequeno trecho traduz tanto o meu tudo…