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5 a Seco

segunda-feira, fevereiro 14th, 2011

A primeira indicação foi aqui no meu blog. Alguém, que não me recordo quem, me indicou 5 a Seco nos comentários de algum post de música que eu fiz. Depois disso, mais gente comentou comigo, mas sempre muito por alto. Eu, que não sou besta, já tinha escutado desde a primeira indicação há tempos; no meu blog.

Mas eu sou preguiçosa, ai como sou! Gosto de coisas meio que mastigadas e só assim acabo indo atrás. Tenho um amigo que muitas vezes me indicou coisas boas, mas ele sempre debateu comigo as indicações; sempre deu aquela introdução histórica daquilo que tava me indicando. Depois dele, outras pessoas já fizeram e fazem o mesmo! Eu gosto é disso; do debate musical, e não daquela coisa jogada como comida servida em bandejão!

Infelizmente, 5 a Seco não teve aquela introdução toda e por isso eu acabei digerindo em doses homeopáticas, só quando me dava paciência de ler ou ficar horas no youtube fuçando. Mas acabei gostando muito e deixei ali quietinho, porque nunca havia aparecido uma oportunidade de conferir um show dos caras!

De repente fiquei sabendo que 5 a Seco vinha pra Santos, sugeri aos amigos e surpreendentemente todos toparam ir. Pagamos deliciosos 3,00 no SESC e fomos felizes e contentes!

O show da banda não tem nada de extraordinário, mas tem os principais ingredientes para, em minha opinião, ser um show excelente! Além de um cenário simples e criativo; bons músicos, bons instrumentos, simpatia, presença de palco e boa música (mesmo que não sejam TODAS). Os cinco rapazes dividem o palco, os instrumentos e os microfones! Vou explicar…

O palco ascende e vemos cinco rapazes e cada qual com um instrumento e um microfone. No cenário; uma bateria no lado esquerdo, um computador no chão, um teclado, e os violões pendurados em uma espécie de trapézio. Os músicos revezam de instrumentos entre si e na troca acontecia uma espécie de sincronia no palco. É divertido e interessante.

As músicas são quase 100% de autoria própria. Passeiam por MPB, ROCK, Eletro, e até umas com balanço mais nordestino. São cantadas em momentos por todos, em outros momentos por alguns e alguns momentos por um único integrante. Não tem falação, não tem pentelhação, o show inteiro é cantado. Mas isso não faz os integrantes bestas, pois a simpatia do grupo é revelada indiretamente durante as trocas de músicas, e confirmada no término do show. Eu quis dizer, naquela hora dos agradecimentos! Os rapazes são simpáticos, brincalhões e reconhecem a presença do público, da equipe, da cidade e do lugar onde tocam!

Após o show os caras descem, atendem o público e vendem os CDs por um preço justo.

Não foi o melhor show do mundo, tendo em vista que no meu currículo de shows tem Dave Matthews Band, The Swell Season, O Teatro Mágico, Maria Bethania, Ana Carolina, entre outros. Mas sem dúvidas foi um show sensacional e que fica altamente indicado a todos que tiverem oportunidade de assistir. Se 5 a Seco passar por sua cidade, não perca!

Nota: 8.7

Música:

VOU MANDAR PASTAR
Vinicius Calderoni

Tenho estado sempre aflito
por guardar em mim um grito
de rancor irresoluto
incrustado nas idéias.

Fui ficando esquisito
na fatura de conflito
vou vivendo o não dito
e sofrendo as intempéries.

De uma dor que é tão difusa
torna as tardes inconclusas
desencanta os meus sentidos
e desmente o que se você.

E eu, já tão desiludido
apenas não acredito
como ainda tenho gana
de querer falar bonito? (de querer ganhar no grito)

Vou mandar pastar
vou parar de pensar pra viver
pois quem tem muita pressa
não pousa a cabeça em nenhum lugar.

Vou mandar pastar
vou parar de pensar pra viver
pois só quem perde tempo
é que acha que não tem mais tempo a perder.

Dave Matthews Band – #2

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Desde o dia 17 de julho, a minha vida estava voltada para o dia 08 de outubro. Na passagem desses dois meses, vivi muita coisa boa e tive muitas realizações importantes. E vivi do jeito que era merecido se viver. Mas ainda sim, era o dia 08 de outubro que estava na “área vip” dos meus pensamentos.

E nada e nem ninguém, acontece na minha vida pelo simples fato de acontecer. Não era por acaso a data, o lugar e a cidade onde aconteceria aquilo que eu tanto esperava! Era dia 08 de outubro. Era no Rio de Janeiro. Era Dave Matthews Band. E pra completar; era O Teatro Mágico.

8 – infinito

10 – 05+05 (eu nasci dia 05/05)

2010 – …

Rio de Janeiro – Cidade que eu mais amo.

Dave Matthews Band – Fernanda  /  Diogo / Fernando

O Teatro Mágico – Amigos / Cláudia / Fernando

Estava tudo tão perfeito, que a medida que a data se aproximava; eu ficava mais tensa e ansiosa. Cheguei até a ficar monotemática por alguns dias, de tanto que minha ansiedade e meus pensamentos estavam voltados pra esse show!!! Não sabia nem mais ou menos como tudo aconteceria, mas tinha certeza que seria inesquecível.

Poucos dias antes do show, recebi a notícia de que a Cris (amiga da Natália e minha fada madrinha!) possivelmente conseguiria me apresentar ao Dave Matthews, mas que ainda não tinha certeza de nada! Mesmo assim meu coração passou a bater acelerado, e minha ansiedade só triplicou. Não sabia como seriam meus dias, mas sabia que dia 08 de outubro eu estaria no Rio de Janeiro pro show da minha vida!

Além da minha ansiedade, tenho um carinho muito grande pelo Fernando Anitelli e pela forma de como tudo aconteceu quando o conheci, e no que se transformou no que é hoje. E, devido a todo esse carinho construído, eu estava também muito ansiosa e feliz por essa conquista dele de abrir o show da Dave Matthews Band.

Um cara que empenhou casa, carro, largou o emprego pra se jogar em um projeto maluco que nasceu na cabeça, e que poderia dar tudo errado. Um cara que lutou tanto pela música, pelos ideais e por esse projeto; como mãe que luta por um filho. Depois de tanto preconceito, tantas brigas, processos, dores, esforços. Finalmente esse cara estava prestes a subir no mesmo palco de uma das melhores bandas, e ainda por cima sua banda FAVORITA. Era muita recompensa pra um cara que vive com tanta intensidade como ele.

… E isso cara, isso pra mim era quase como se EU fosse subir naquele palco. Como se fosse meu filho, meu irmão, meu melhor amigo! De fato era um momento importante, e eu não poderia faltar.

Um dia antes de ir viajar, a Cris me mandou email confirmando que eu teria a oportunidade de conhecer a Dave Matthews Band e, dali em diante, eu não fazia mais nada que não fosse olhar os meus emails esperando as ordens da produção de como, onde e que horas eu deveria chegar.

Esse email chegou dia 08 de outubro às 16h. Daí você imagina meu emocional.

Pra completar, minha irmã estava em dúvida se iria comigo ou se iria ao show do Bon Jovi, que aconteceria no mesmo dia, na mesma cidade, só que era na Apoteose. Eu queria muito que ela fosse comigo, senão teria que ir com meus pais que apesar de dedicados e carinhosos comigo, estão velhos e acaba rolando diversos stress. Mas por outro lado, não poderia pedir que ela perdesse o show que ela tanto queria ver, e eu também achava que possivelmente ela não gostaria de ver DMB.

No fim das contas, minha irmã foi comigo, e eu fiz tanta pressão que chegamos lá no HSBC Arena por volta das 19h45.

Chegamos lá, pedimos informação sobre as instruções do email e falaram pra esperarmos até as 21h45. Aproveitamos e fomos comer rapidinho e já dei um beijo no Sr. Odacio (Pai do Fernando Anitelli do O Teatro Mágico) e compramos umas balinhas. Mas logo voltamos para o local que deveríamos esperar até as 21h45. E no meio do “chá de cadeira”, eis que surge do nada no corredor, a cabecinha curiosa do Dave Matthews, que foi ali dar uma espiadinha no saguão.

Fiquei ali ao lado da muvuca só observando o cara atender as pessoas, cheio de carinho e humildade. Ri quando ele fazia careta para as fotos, lembrei de ALGUÉM que também faz isso sempre. De repente nossos olhos se encontraram e sorriram mutuamente. Nunca vou esquecer esse momento. Dave esboçou um “Hi” sem som, e eu me surpreendi com meu próprio “Hello” não tão alto, mas o suficiente pro Dave voltar a olhar sorrindo pra mim e vir em minha direção. Uma realização. E eu, totalmente consciente do momento.

Dave se abaixou ao meu lado, sorriu, perguntou como eu estava e se estava esperando pelo show. Apesar de estar em erupção, surpreendentemente consegui respondê-lo corretamente e o principal; não morri com tanta aproximação do Dave. Depois se posicionou para tirarmos a nossa foto.

Dave Matthews conversou comigo o tempo inteiro olhando em meus olhos.

Depois disso, Dave saiu para subir ao palco pra apresentar O Teatro Mágico. E eu, mesmo não estando ainda na platéia pra ver o Fernando realizando o sonho, nem tive tempo de recuperar da minha emoção com Dave e já me emocionei ao ouvir o Dave apresentando a galera d’O Teatro Mágico.  Momentos especiais um atrás do outro!

Mandamos, através de smartphone, pro Diogo a foto minha com o Dave. Aquele momento era dele também. Era nosso. Era ele que deveria estar ali comigo. E minha irmã, no Bon Jovi.

Perdi boa parte do show do O Teatro Mágico esperando o Dave nos receber em seu camarim. Perder o show d’O Teatro Mágico tava me cortando o coração. Eu já vi o show d’O Teatro Mágico várias vezes, mas esse era tão especial. Mas a “dor” de não ver o show passou quando eu soube que o Dave estava demorando pra vir porque estava vendo o show do Teatro Mágico. Ao saber disso eu relaxei, eu perderia o show inteiro do Teatro Mágico e esperaria ali durante horas com todo prazer do mundo, sabendo que meu ídolo tava sendo visto por outro ídolo meu.

Depois de um bom tempo, Dave veio ao camarim e nos vimos novamente. Vi o olhar sorridente novamente e a voz brincalhona dele dizendo “hello again!”. Tiramos outra foto, trocamos palavras e depois de atender a todos com carinho ele foi se concentrar…

… e eu sai correndo com a cadeira, voaaando pra tentar ver O Teatro Mágico. Mas cheguei ao final da última música e só vi o momento de agradecimento.

Nessa hora me senti triste e decepcionada. Acabei não vendo os meus queridos no palco em um momento tão importante! E ainda corria o risco de nem dar sequer um oi a eles. Já os vi e verei milhões de vezes, mas é o momento, é a ocasião especial que tava contando ali!

Graças a Deus a Maíra Viana veio me buscar e me levou até eles. Foi tão especial pra mim esse encontro! Por tantas coisas. Eu queria estar nesse momento, queria abraçá-los e mostrar que tava ali vivendo junto! E foi intenso, lindo.

Depois disso voltei ao show, pra dessa vez não perder o show da Dave Matthews Band. Fiquei preocupada em não conseguir assistir o show em um bom lugar. A pista Premium estava lotada e não tinha como ficar na grade. Ali na pista esbarrei com Marisa Orth, Helena Ranaldi, Fernanda Souza entre outros.

Logo o Rodrigo conseguiu que eu ficasse na coxia pra assistir o show longe do tumulto e sem ninguém cobrindo minha visão. Não era de frente, mas era de fato um lugar privilegiado e eu pude ver tudo direitihho!!

O show da Dave Matthews Band foi realmente sensacional. Muito melhor que a minha primeira vez no “About Us” em São Paulo, dia 28 de setembro de 2008. A banda estava mais familiarizada e mais contente. Vi que todos eles estavam a vontade e animados em ver aquele o HSBC lotado de gente cantando todas as música; das mais clássicas até as menos conhecidas, se é que teve alguma que não fosse conhecidas pelo público presente!

Fico embasbacada com o carisma e o talento isolado de cada integrante da banda. Dá pra você focar em cada um e ficar vidrado durante horas vendo o cara brincar com a música. Eu obviamente fiz isso, como costumo fazer em cada show que eu vou. De voz a violino, passando por baixo, bateria e sopros; os caras deram show tocando até a nossa velha conhecida “Garota de Ipanema”.

Não decorei o setlist, mas foi sensacional ouvir mais uma vez #41, Crash Into Me, Ants Marching, ao vivo ali pertinho do palco. E com algumas pessoas que gosto muito, mesmo eu ficando vidrada no palco sem nem olhar o que acontecia ao meu redor.

É maravilhoso ver o entrosamento da banda entre si, os caras parecem estar em uma reunião de amigos, dialogando musicalmente! Você não sente desconforto nenhum entre eles, parecem que sabem exatamente o que o parceiro de palco diz através da música! Sintonia bonita de se ver.

Fiquei pertinho do cara (sei lá o nome) que era responsável pela guitarra e violões do Dave. Eu fiquei fascinada olhando os maquinários do cara!!! Parecia uma mesa de cientista, com luzes, botões, cordas, chaves, tudo preparado pra qualquer imprevisto! E a cada final de música o Dave trocava de violão e aquele que ele tinha acabado de usar era afinado novamente! O cara passa o show inteiro afinando violão!!! Acho lindo isso, esse cuidado musical!!!

Em uma dessas subidas no palco pra entregar um violão recém-afinado para o Dave, quando o cara desceu do palco me deu 4 palhetas e um setlist do show!!! Imagina se não guardei com carinho?! Muito bacana a atitude e atenção!!!

Achei muito respeitoso o modo que a banda lidou com o público e principalmente com a banda de abertura, que no caso era O Teatro Mágico. Além do do Dave apresentar pessoalmente a banda, ainda fizeram questão de assistir grande parte do show do Teatro Mágico. Além disso, conversaram com todos os integrantes da banda, sempre com muito carinho, elogio e muita humildade!!!

Minha falecida avó costumava dizer: “Quem beija meus filhos, minha boca adoça”. E isso que eu senti. Ver o carinho e respeito deles com O Teatro Mágico, só reforçou minha admiração.

Aliás, se tem uma coisa que esse show fez, foi reforçar minha admiração.

– Admiração como músicos

– Admiração como pessoas

– Admiração como artistas

Todos que participaram e, principalmente, colaboraram pra esse dia; saibam que foi um dos momentos mais felizes pra mim!

PS: Eu devo ter esquecido algo. Mas o que esqueci eu conto em uma mesa de bar, com uma cerveja gelada e um canudo!

The Swell Season – O Show!

terça-feira, agosto 31st, 2010

(esse post deve ser gigante!)

Antes de contar sobre o show em específico, preciso contar que a vida é mesmo uma danada que só!!! Quando ela quer, monta o quebra-cabeça de forma assustadoramente linda!!! Porque olha só:

– O Fernando, nas nossas trocas musicais, me falou de um tal filme chamado Once e me mostrou um vídeo da The Swell Season, que eu me apaixonei na hora e logo fui e peguei tudo que pude em mp3 dos caras!!! Depois de um pouco mais de um mês, em uma twittada e outra com o Danilo; falamos de Once e aí sim eu resolvi assistir. Me apaixonei pelo filme e fiquei com vontade de gritar para o mundo assistir também! Fui empolgada falar com o Diogo que, não só já tinha visto como tinha ido no show três dias antes dessa nossa conversa!!! Passado isso, deu uns 3 meses e foi anunciado o boato do show aqui no Brasil e logo eu e Danilo fomos os primeiros a afirmar que íamos!!! Nisso, vem a Jessica e me conta que viu um filme lindo com um casal de músicos de verdade, e que eu iria gostar. Contei que não só já conhecia e amava, como iria no show!! Ela contou ao namorado que se empolgou e então marcamos de irmos juntos.

Saca o ninho de gato que envolveu esse filme e essa banda!! E tudo isso muito coincidentemente.

– A Pati, que conheci numa dessas andanças de comunidade e de twitter sobre Dave Matthews Band, e que anos depois descobri que era amiga do Fernando e do Danilo e que era taurina e fazia artesanatos lindos; também acabou se empolgando a ir no show porque também conheceu The Swell Season através do Danilo e também se apaixonou!!

– Quando a Jessica conheceu o Bruno, coincidentemente ele gostava de tudo que eu gosto. Toquinho, Moska, Teatro Mágico e muita música brasileira!

– Quando Danilo comprou convite, era ao lado da minha mesa!!! E ele ainda soltou a frase no twitter “Quase que a gente senta na mesma mesa!” e no final das contas… nem a minha, nem a dele, ficamos na mesma mesa vip!!

Pois bem…

Chegamos no HSBC Brasil tensos depois de tanto transito e pavor por estarmos atrasados. Além do que, eu stresso fácil e já crio aquele clima tenso. Taurina quer tudo, se algo dá errado já faz bico e sai quebrando o mundo.

Logo descemos do carro e o Bruno já pegou nossos ingresso e já veio um bombeiro que nos colocou em um lugar melhor que o nosso… na área VIP!!! Um lugar ótimo e na boca do palco, estávamos radiantes! E eu só não sabia como ligar para a Pati e outro pessoal, meu telefone tinha ficado com meus pais no carro. Mas, logo vi o Fernando saindo do camarim e já dei um “ei!” e então conversamos  e combinamos de ficar na mesma mesa. Ele foi dar uma volta e já voltou com Danilo, Renata, e depois veio a Donela. Só sei que no fim das contas juntamos uma galera legal na mesa!!!

Tudo aconteceu no tempo exato. O show começou quando já estávamos acomodados, conversados, mas não deu tempo de sentir canseira de tanta demora. Foi na hora certa, que entrou “Os Varandistas”.

Os Varandistas é um grupo de amigos que tocam, compõem, poetizam, sem muitas pretensões. Mais pela amizade e gosto pela arte mesmo. Tanto que, pelo que sei, eles ainda não gravaram nem CD. São ótimos, e precisam de mais destaque e  ferramentas; porque eles têm tudo pra decolar vôo. Aliás, a Maria Gadu, que é uma Varandista, já está alçando grandes vôos.

Não sei se gostei ou não. Precisava ouvir com tempo e sem uma pessoa SUPER EXTASIADA e ESPALHAFATOSA perto de mim repetindo mil vezes a mesma novidade. Brincadeiras à parte!! É que na verdade a abertura foi curtíssima e não deu mesmo para ver qual é a da galera no palco. O grupo é numeroso, e eu achei diferente que  eles fazem um negócio de sentarem alguns no cantinho do palco, enquanto os outros cantam. Não precisava disso, mas fica gracioso eles de platéia deles entre si.

Após o show dos Varandistas começou então os preparativos para The Swell Season. E eu já comecei gostando, porque não demorou quase nada de uma banda para outra! Foi o tempo de eu ouvir uma música inteira no Iphone e assim que a música acabou, Glen Hansard já estava no palco. Assim, como qualquer mortal. Sem jogos de luz, fogos e nenhum outro artifício. E isso já me ganhou.

O show do The Swell Season é aquele tipo de show que tem me cativado cada vez mais por aí; um show intimista e que você realmente se sente fazendo parte da coisa. O cara não precisa de um palco extraordinário, não precisa de nada além de um espaço para os instrumentos e seus companheiros de banda. E faz um showzaço com competencia e carisma!!!

Não decorei a ordem das músicas e não me preocupei com isso naquele momento. Ver e sentir aqueles caras no palco era tudo o que eu queria. Parecia uma festa entre amigos, uma suruba gigante; porque eu só ouvia gemidos de pessoas suspirando daquelas letras profundas e da força misturada com suavidade de Glen Hansard e Marketa Iglova. Cheguei a ouvir alguns comentários nas mesas ao redor, e muitos deles bem engraçados. Um comentário de um garoto me chamou a atenção, mas o adjetivo que ele usou era tão absurdo e bizarro que agora me fugiu da mente.

Achei a banda muito boa e, por vezes me perdia nos sons da bateria e do violino; que estavam logo ali na minha frente. É um som até simples, mas feito com uma intensidade absurda. E as composições são tão lindas, que realmente nos tomam de corpo e alma.

O Glen Hansard não é ruivo por coincidência. O cara emana uma luz fenomenal em cima do palco. Ele está na casa dele, brincando e cantando com seus camaradas; não é possível!!! O cara se torna gigante e ao mesmo tempo não perde a igualdade com a platéia. Ele canta, fala e olha nos olhos de cada um ali sentado diante dele. O cara bate papo, canta sem microfone e se diverte, como bons amigos fazem em uma mesa de bar de uma noite qualquer! Além de tudo isso, o cara canta pra cacete!!! Ele ecoava uma voz enorme dentro daquela casa de show, era inacreditável. Arrepiava qualquer um! E a platéia assistia e participava daquilo, de uma forma única.

Durante o show, diversas vezes o Fernando, a Jessica e o Bruno me perguntavam se eu estava gostando.  Eu acho que mesmo não convivendo com Diogo Freire, eu tenho uma mania semelhante a dele: não consigo cantar, me sacudir e me distrair durante um show. Eu fico compenetrada, gosto de observar cada mínimo detalhe; sonoro ou de presença de palco. E por isso, eu só conseguia responder “pra caralho”, pra não interromper aquela coisa toda que estava acontecendo ali, e me distrair tentando explicar minha opinião sobre o show!!

Eu ainda não comentei da Marketa, né? Mas eu não posso negar que ela  é quase  um anjo cantando naquele palco. Anjo de voz doce, anjo que toca violão e piano lindamente. Mas um anjo. Um anjo quieto, um anjo de fala suave, que quase não gesticula e que observa tudo e a todos; como quem guarda cada cena, cada olhar, em sua memória. Marketa me pareceu uma menina, menina que faz a sua própria farra interior. Marketa me parece tímida e quase que retraída, comparado com a intensidade de Glen Hansard. Mas ela é doce e deixava todos atentos àquela sua voz suave, não só quando cantava, mas também quando arriscava algumas falas em português.

Achei muito bom o esforço dos dois de tentarem falar o máximo de português possível. Não ficaram no “Oi Brasil” nem no “obrigado”. Eles se esforçaram, falaram frases completas e tentaram mostrar ao máximo que estavam gostando de estar aqui e de fazer a platéia fazer parte mesmo, daquele encontro. Em nenhum momento demonstraram superioridade por se tratar de um show internacional, muito pelo contrário. Isso pra mim conta muito, além da música perfeita.

Ao final do show, chamaram os Varandistas e o Fernando Anitelli para cantarem uma música de Bob Dylan. Tudo bem na beira do palco, em clima de bagunça e confraternização. Neste momento palco e platéia já eram uma coisa só. E foi nesse clima de brincadeira e união, que terminou um dos melhores shows que eu já presenciei.

You Ain\’t Goin\’ Nowhere

Fica também uma ressalva para todo o clima das pessoas com quais eu contei com a companhia. Aquele clima que, quem me conhece sabe o quanto gosto e é importante pra mim, que é o clima de sorrisos harmoniosos, brincadeiras saudáveis, e leveza. Todos em uma mesma sintonia. Além de estar presente pessoas muito importantes pra mim.

E que amanhã, a gente se divirta sempre assim!!!

Testando a imparcialidade

segunda-feira, abril 26th, 2010

Na calçada a fila não dava nenhum sinal. Meninos, meninas, homens, mulheres, senhoras e senhores compunham uma fila de quase meio quarteirão. De Hippie à Patricinha; nada era de se estranhar, já que se tratava de um evento cultural; Viradão Carioca.

No Teatro Carlos Gomes, as pessoas entravam calmamente e de forma organizada e amigável, escolhiam os seus lugares. Todos muito bem receptivos, conversando e trocando expectativas uns com os outros. Eu optei por sentar no meio, um pouco longe, pra ter uma visão mais panorâmica da coisa toda que estava pra acontecer.

No palco, um baquinho com algumas águas e um suporte de microfone. Coisa bem simples, exceto pela beleza do Teatro Carlos Gomes e por aquela cortina bonita, vinho, que fazia um paredão atrás do microfone e do tal banquinho de madeira com as águas.

Com cerca de 10 ou 15 minutos de atrasos, começa alguns acordes de baixo, bateria e de um tal violão. As luzes abaixam suavemente enquanto as cortinas se abrem e um homem aparece dedilhando delicadamente seu violão e solta com calmaria uma voz doce.

No palco, nenhuma cor, ninguém cuspindo fogo e nem subindo no tecido. É tudo muito mais opaco, sério, em um clima jezzístico meio “Cult”. E no microfone, Fernando Anitelli, assume seu vício por maquiagem e caracterização; conta que passou lápis no olho por sentir-se nu ao se apresentar sem nenhuma maquiagem. No figurino, Anitelli e seus amigos aderiram cores mais para o cinza e o marrom, e todos usavam um colete e uma boina estilo; bem estilo “cult” mesmo.

Fernando Anitelli dá inicio ao show com uma música que “subliminarmente” traduz a sensação que devia estar sentindo em alguma parte do seu coração; “Cuida de mim, enquanto eu não me esqueço de você”, e assim o multiartista inicia mais um dos tantos projetos da sua vida!

Durante todo o show o clima é intimista e Anitelli conversa com as pessoas de forma natural. Conta sobre o nascimento desse novo projeto, procura e me acha na platéia, responde à um elogio de uma fã mais atrevida, chama rapaz para o palco e conversa com outro. O clima é esse mesmo, de que todos estamos à mesma altura e dividindo a sala de estar de Fernando Anitelli e seus amigos Fernando Rosa (baixo) e Miguel [?] (bateria).

No decorrer do show, Fernando Anitelli Trio mostram versões suaves das músicas muito conhecidas pelos fãs d’O Teatro Mágico, mas nunca gravadas oficialmente. Elas foram “jogadas” na Rede pelo Seu Odacio Anitelli, pai do Fernando Anitelli. Nenhuma dessas músicas são encontradas no CD “Entrada Para Raros” e nem no segundo CD; “Segundo Ato”.

As músicas pedem um clima mais calmo, onde não é necessário estar de olhos atentos a tudo que acontece no palco e nem fora dele. Fernando Anitelli Trio pede que todos abram os ouvidos e a sensibilidade. O show está voltado para as sensações sonoras, para a qualidade da música (não que O Teatro Mágico não peça isso, mas divide isso com as sensações visuais por conta das tantas performances que ocorrem durante o show) e não para um espetáculo multi-sensitivo.

Os pontos negativos, na minha opinião, ficam por conta do figurino e maquiagem que ao meu ver são completamente desnecessários. O interessante seria algo mais natural, sem muito “espetáculo”, isso acaba transparecendo um vício de atitude vinda d’O Teatro Mágico. Outra necessidade é de uma reformulação no repertório de algumas músicas, mas acredito que com o tempo as coisas vão tomando molde e o projeto fica redondinho. E pelo amor de Santo Cristo, urgência na reforma do setlist de piadas infames! Mas daí, já são outros 50.

No dia 24 de abril de 2010 no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro, estreou com muita “boniteza” o novo projeto de Fernando Anitelli; o Fernando Anitelli Trio, que chegou em boa hora para aqueles que, como eu, sentiam falta de algo mais intimista com ênfase no instrumental.

Éponge – O Retorno

quarta-feira, março 24th, 2010

Então que no domingo dia 21 de Março me arrumei (até pintei o olho, ó!) e fui para mais um show do Éponge. Fui porque eu realmente acredito na banda desses caras, e porque sei que eles gostam do que fazem e fazem com brilho nos olhos; e isso pra mim é quase (eu disse quase, viu?) tão importante quanto tocar bem. E eles, tocam!!!

E daí que já fazia tempo que eu não os via no palco, fazia tanto tempo ou minha cabeça anda tão fraca que eu pensei, mas não consigo afirmar qual foi o último show que eu assisti. E aí chegamos lá, conversamos entre amigos, tomamos aquela cerveja gelada e então às 22h e alguma coisa (ou antes… Sei lá!), os “meninos” (sim, porque pra mim são sempre meninos) subiram ao palco. Eu e uma amiga optamos por assistir o show de longe, que não era tão longe assim, e eu foquei mais no som do que na “tiatagem”, na presença de palco, expressão corporal e tal.

A banda é a mesma, mas o som… quanta diferença!!!! Rolou nitidamente uma melhora geral. Dá pra notar isso tanto cada um na sua área quanto o conjunto todo da obra. O som está melhor e os detalhes mudados em uma música e outra foram sensacionais. Estão de parabéns, os queridos esponjosos!!!

O JP, meu Deus!!! Eu agora entendo tudo o que o JP canta!!! E olha que nem era acústico, como foi no Aliança Francesa! Fiquei orgulhosa de ver o galã (teador) da banda cantando mais alto e com mais nitidez! Melhorou um bucado e me deixou empolgada logo na primeira música.

Wass cresceu na banda, não cresceu? Que me corrijam se eu estiver errada, por favor! Gostei que teve coisa nova do Wass em algumas músicas, ficou ótimo, e deu um novo look na música! Mas continuo dizendo que no palco o Wass age como baixista; quietão, centrado no que está fazendo e tal.

Já o BlackFabio por sua vez parece muito mais um guitarrista rock n’ roll sacudindo a careca, fazendo caras e bocas e arrebentando no backing vocal!! Calma, não é só zuera não… O BlackFabio mandou benzaço também no baixo e fez a sua parte muito bem feita no palco! Eu sou só orgulho do meu amigo.

Em qualquer banda do planeta, inclusive a Éponge, que eu veja; eu sempre reparo cinco vezes mais na bateria! Dessa vez, me apeguei muito mais ao todo, e aos outros detalhes notáveis, que ouvi o som da batera mais no geralzão. Mas eu acho e sempre achei o Rapha muito bom. E domingo, com certeza, assim como toda a banda; ele esteve muito bem.

Só posso dizer que tive um domingo agradável não somente porque vi (muita) gente querida; mas porque vi que a fé que eu boto nesses quatro rapazes não está sendo em vão. Éponge me sugou e vai sugar muita gente por aí ainda!!!

Serviço

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Guns n’ Roses

quinta-feira, março 18th, 2010

Olha…

Quando eu tentei escrever no meu blog… tentei escrever o que eu achei e senti sobre o show… mas estou enferrujada e não consegui me fazer entender…as ideias estavam e estao desconexas na minha cabeça por diversos outros motivos.

Mas aqui, http://blogs.estadao.com.br/felipe-machado/show-do-guns-n-roses-axl-e-o-rockstar-bomba/, eu encontrei o texto que diz exatamente as minhas sensações no show.

Até tirei meu texto do blog…. deixa esse aqui até o dia que minhas palavras voltarem à minha cabeça.

Guns N’ Roses no Palestra Itália

segunda-feira, março 15th, 2010

Antes de contar exatamente minhas opiniões sobre o show do Guns N’ Roses, eu gosto sempre de dar uma introdução do que isso significa na minha vida.

Em primeiro lugar, porque comecei a ouvir Guns lá nos arredores da 6ª ou 7ª série. Tinha um garoto lá, daqueles típicos que adora tocar guitarra, deixar o cabelo crescer, a pele branca e jura que vai ser um Slash ou um Axl da vida, pois é. E como não podia ser diferente, me apaixonei temporariamente por esse rapaz, e acabei me dedicando a ouvir um pouco mais aquela banda que eu conhecia mas talvez não tanto quanto eu poderia. Mas continuei sabendo pouco, porque na verdade eu dei uma aprofundada, mas não ao ponto de saber tudo; eu não era e não sou necessariamente fã da banda. No fim das contas eu parei de gostar do rapaz em menos de um ano, mas ele é um amigo que eu tenho até hoje e que me dá muito orgulho com suas conquistas no mundo da música. E a música que marcou? Obvio; Don’t Cry. Mesmo não gostando do rapaz, eu ouvia ainda a banda uma vez ou outra. Já tinha colhido material, agora era só desfrutar mesmo! E além do mais, o Axl sempre me foi muito intrigante e eu gosto de vê-lo no palco, ler, ver ou ouvir histórias sobre ele.
Depois de um tempo, eu vi que saiu o novo CD do “novo” Guns N’ Roses; o Chinese Democracy, que demorou tanto tempo pra finalmente ser lançado. Não era um CD ruim, mas de fato não se tratava mais dos Guns que eu estava acostumada a ouvir e gostar. Era apenas uma banda quase nova em um CD completamente novo. Ouvia raramente no suffle da vida, mas tava lá rodando com tantas outras do Guns, ou não.
E, por fim, é sabido já para os que me conhecem, que eu realmente não sou de recusar nenhum convite sequer para show! E eu estou falando de qualquer um mesmo; basta ter acesso pra cadeira de rodas e eu ter dinheiro ou ser bancada, que eu estou totalmente dentro! Gosto de ouvir a música, de ver a estrutura do show, da banda, o comportamento em cima do palco, o comportamento da platéia e tudo que envolve o show! E, minha irmã me chamou para o show exatamente por saber que eu topo tudo que envolva música, arte e cultura! E a oportunidade de estar em família e curtir mais tempo ao lado da minha irmã então, fez com que o convite fosse pra mim; irrecusável!
Na semana que antecedeu o show, eu dei uma escutada novamente nas músicas e procurei ler um pouco do que estava previsto para o show. Tentei me antenar até o momento de sair de casa para o show. Soube mais ou menos o setlist e ainda li algumas críticas pra tentar não me surpreender demais, fosse pra bom ou ruim.

O show.

Levando em conta que o show começou um pouco depois das 0h30 e que graças a Deus nós chegamos o suficientemente atrasadas pra ver apenas o Sebastian Bach e tomar um chazinho de cansaço até a hora de finalmente o “Guns N’ Roses” entrar no palco, foi tudo ótimo; aventura e diversão.
De fato não é um show, e sim um espetáculo. A coisa começa com fogos de artifícios logo na entrada do Axl, e durante o show tem explosões, fogo de verdade e termina com papel picada, fogos e muito brilho. Isso tudo foi muito criticado por aí e eu confesso que também não são fogos, papéis picados e nem chamas de fogo que os fãs do Guns esperavam para aquela noite. Mas também, não vejo porque meter o pau, já que é uma comemoração ao retorno, e tudo mais! Deixa ele explodir o que quiser em paz, pô!
Na minha opinião, o Axl é um ícone e ponto final. O cara é foda no palco, desde cantando, tocando o piano, tratando o público, zuando e tudo mais que tem direito! O cara tem um jeito típico e é incrível como o tempo voa enquanto ele está no palco. Não sei se é carisma ou se eu sou mesmo retardada e fico assim em ver o Axl no palco pela primeira vez ao vivo. Mas devo dizer que eu gostei pra caramba de vê-lo cantando e correndo e dançando como eu costumava ver nos vídeos da vida por aí. Além do que, é gostoso a forma como ele fala dos fãs e de como canta e como anda o palco inteiro e de como pega cada presente que lhe jogam da platéia!
É muito chata e cansativa a freqüência que ele sai do palco e que troca de roupa! Acho que foram mais ou menos umas quatro ou cinco vezes. Enquanto isso, rola cada vez um solo de um instrumento no palco; guitarra, bateria, baixo e até piano!!!! Não que seja ruim, mas por volta das 02h da manhã é complicado ficar esperando o vocalista se trocar dez vezes! Mas de qualquer forma, quando ele voltava fazia o povo esquecer o cansaço e cantar e dançar com ele as músicas antigas e atuais; mais atuais do que as antigas.
A banda é boa pra caramba sim, ao vivo dá pra notar isso. Mas de fato remete a imagem do Charlie Brown Jr, onde o Chorão mantém uma banda que já não tem quase nada ver com a banda inicial e que goste ou não fez toda a história do grupo. Aliás, diga-se de passagem que isso faz uma diferença enorme. Minha irmã, que não acompanhou as notícias sobre o show e sobre a banda, sentiu muita falta do Slash e demonstrou não ter gostado muito das músicas do Chinese Democracy.
No fim das contas tive um sábado genial, e a oportunidade de poder estar presentes nesses acontecimentos são sempre indescritíveis! Uma pena não ter bolso suficiente e nem ser “ninguém na noite” pra ter entrada livre em qualquer um desses shows. Felicidades pelos que assisti e o lamento pelos que perdi e ainda vou perder! Rsrsrs.

O texto talvez esteja bem fraco, mas qualquer coisa entre em contato. :)

Ceumar

quinta-feira, agosto 13th, 2009

Descobri que teria show da Ceumar no dia 2 de agosto no SESC em Santos. Na hora lembrei de uma grande amiga, e sugeri que fossemos assistir o show. Eu lembro bem quando ela veio toda feliz e contente contar das músicas e de um programa que viu, se não me engano na TV, e ficou fascinada.

Chegamos no SESC e logo que entramos no Teatro, já gostamos do palco, do cenário do show. Não demorou muito e assim que nos acomodamos, o show começou.

O show é lindo, e fazia tempo que eu não via um show diferente assim. Já estava com saudades de boas novidades dessas.

Além de cantar muito bem e com um jeito todo peculiar de ser, Ceumar dialoga com o público o tempo inteiro através das músicas. Quase o tempo inteiro sozinha no palco, Ceumar toca violão, canta e consegue manter o público atento.

As músicas são simples, falam de coisas comuns misturadas com algumas coisas sentimentais, místicas, etc. Ceumar canta o cotidiano, os sentimentos, o amor.

Em um momento do show Ceumar convida um de seus parceiros de música, outro momento conta sua história e em outro, Ceumar anda pelo público tocando e cantando.

Você sai do show leve, com um bom astral e com a sensação de que o público e a cantora ficariam ali ainda por horas a fio. E eu, ainda confirmei que pela Ceumar ela não sairia do palco se não fossem as regras.

Se tiver oportunidade, veja. É no mínimo uma experiência gostosa.

Dominguinhos – Virada Cultural

terça-feira, maio 19th, 2009

Ir à um show de Dominguinhos é sem dúvida uma grande oportunidade. Além de ser uma lenda viva da safona, o cara esbanja sorriso, humildade e passa aquela sensação deliciosa do baião. Isso sim é música Brasileira, é forró de verdade.

Na virada cultural tivemos algumas boas visitas à Santos. Banda Black Rio, Farofa Carioca, Ivone Lara, Dominguinhos, entre outros. Mas como infelizmente a dificuldade de locomoção pra deficiente na cidade ainda é bastante precária, um teve de ser o escolhido da noite e obviamente que Dominguinhos foi o meu escolhido. Meu, da Jessica, da Madeleine e de mais um bucado de gente. O Coliseu lotou tanto, que deixou gente na porta chupando o dedo.

O ruim e o bom do Coliseu é que não se pode levantar. Bom porque é uma oportunidade de você curtir o show com mais atenção, e o artista ter oportunidade de mostrar melhor o trabalho. E ruim, porque é quase impossível ouvir a sanfona, a zabumba, o triangulo e não se sacudir inteiro. Aquilo contagia de tal maneira que é uma coisa louca.

O show começou pontualmente as 20h. Dominguinhos chegou com sua sanfona e seus companheiros e tocou no palco como quem toca no quintal de casa. Interagiu com o público, fez piadas bobas de tio, contou causos e fez a galera dançar forró mesmo que sentados na cadeira.

O repertório é genial, até porque não haveria música que fosse tocada e não fosse tão cantada e tão aplaudida. Clássicos como “De volta pro aconchego”, “gostoso demais”, “a vida do viajante”, não puderam faltar e pra fechar com chave de ouro ele teve que cantar “Isso aqui ta bom demais”.

Além da Sanfona de Dominguinhos, da Zabumba e do triangulo, a banda ainda era constituída de um baterista, um baixista e se não me engano um guitarrista. Todos muito bons, e casou perfeito com o baião.

Companhias nota 10. Show nota 10. Fica apenas o lamento por ser um show curto, já que se tratava de uma Virada Cultural.

Para saber mais de: ”Banda Black Rio”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Farofa Carioca”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Ivone Lara”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Dominguinhos”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Virada Cultural”

No site Oficial

Ando péssima com a escrita. Eu assumo. Desculpa pra quem lê.

Lenine – Labiata

segunda-feira, abril 20th, 2009

Hoje me disseram que sou uma pessoa feliz, mais que muita gente por aí. Na hora confesso que a coisa veio estranha pra mim, pois justo nesse dia eu reclamei um bucado dos mosquitos, da cadeira e de coisas idiotas. Estava, naquele instante, me sentindo uma chatonilda. Mas boba eu, os olhos entregam a alma e nos meus devia estar estampada o quanto eu estava feliz ali e naquele momento.

Talvez eu tenha algum distúrbio, mas eu acho que talvez eu não saiba demonstrar minha felicidade em alguns momentos. Ou talvez eu saiba e nem sei o quanto disso é mostrado. Acho que sou confusa mesmo, eu xingo querendo dizer o quanto gosto da pessoa, eu dou cortada, eu dou chilique, eu curto as coisas e demonstro estar achando péssimo, eu resmungo por coisas que nem pra mim são tão péssimas assim, eu ensaio o dia todo pra pedir um abraço e não o peço, e volto pra casa assim; com ele entalado na garganta.

No final das contas eu posso ser uma reclamilda, mas na verdade eu sou uma sortuda, e tenho total consciência disso.

Conquistei mais um objetivo no quesito “eu não posso morrer sem ver”. Assisti o show do Lenine no SESC Itaquera, em um domingo maravilhoso de céu azul, muita paisagem, pessoas queridas, mosquitos e uma BlackButterfly pra completar.

E o melhor, registrei na mente cada coisa dessas. Cada detalhe, como quem grava pequenos trechos de um vídeo; os melhores momentos.

Mas voltando ao Lenine; o show do cara é realmente muito, muito bom. Um daqueles que se houvesse a tecla repeat eu apertaria com certeza pelo menos duas vezes. Não é cansativo, não tem muito blá blá blá e mesmo assim não deixa de ter uma conexão músico-platéia, o que pra mim é muito importante.

O Lenine é fantástico em todos os sentidos. De bermudão, camiseta e um sapato surrado, ele tem carisma, presença de palco e ainda canta, toca e compõe que é uma maravilha. Fiquei contente com a qualidade do som, tanto da banda quanto da estrutura do lugar. Parecia que eu estava ouvindo o CD com uma versão ao vivo.

A banda ótima, músicos muito bons e tudo se encaixa perfeitamente. Obviamente que minha atenção vai do baterista pro vocalista e o baixista, por último e não menos importante eu olho pro guitarrista.

O setlist foi bom, mas eu particularmente faria algumas reformulações nele. Não sei se colocaria “Paciência” como muita gente gostaria, mas senti falta de algo que não sei exatamente. De qualquer forma, ele tocou a principal de todas e mais especial pra mim: É o que me interessa. E isso bastou pra mim, tirando o fato de que eu gostaria de ter visto ela (e acho que o show todo) perto de um amigo, mas não rolou =S.

Minha nota pro show é 9.0 e a promessa de ver pelo menos mais uma vez.

Para saber mais de: Lenine

No Wikipédia

Para saber mais de: Agenda de Lenine

No site Oficial