Archive for the 'Shows' Category

Éponge

domingo, março 29th, 2009

Eu estava devendo pra Jessica uma ida ao Saloon pra ver o Éponge, e já fazia uma semana que ela havia me intimado a ir esse final de semana. Pois bem, depois de alguns conflitos mentais e nhe nhe nhes, eu me vesti e saímos eu e Jessica rumo ao Saloom aqui pertinho de casa.

A primeira vez que vi a Éponge tocar foi no Saloon mesmo, mas já nem me lembro quando foi exatamente. De primeira, tive a impressão que os caras tinham um bom potencial, mas que a coisa estava meio desalinhada e o astral da banda no dia não estava dos melhores. Mesmo assim acreditei neles e fui tendo notícias como podia.

Depois disso perdi algumas oportunidades de ir ao show devido as minhas idas ao Rio de Janeiro e a outros compromissos. Mesmo assim acompanhei bastante coisa da banda bem de pertinho, inclusive novidades que devem aparecer por aí mais cedo ou mais tarde.

Nesses acompanhamentos, eu vi que a galera realmente deu uma amadurecida bem bacanuda. Inclusive minhas maiores críticas iniciais foram sanadas. Um dia aí acompanhei a Éponge tocando à céu aberto, sem guitarra, sem backing e com outros defeitinhos e stress, e mesmo assim pude notar, dessa vez ao vivo, o quanto eles estavam melhores do que eu tinha visto lá no primeiro show no Éponge.

No último show que vi agora no Saloon dia 28/abril, eu parei pra relembrar tudo que tinha visto deles antes. A sonoridade está realmente muito melhor, e até o astral no palco percebe-se muito melhor. Do guitarrista ao baterista (passando pelo baixo e vocal) nota-se o quanto eles devem se dedicar aos seus instrumentos. Sou “raruxa” mesmo, mas é que me dá um puta orgulho ver galera que toca porque e o que gosta, e não porque querem ser chiques e famosos (mas se forem, oi, lembrem-se de mim ok?!).

Outra coisa que me chama atenção pra caralho é quando a banda tem músicas próprias e boas. E quanto a isso, Éponge já tem o meu respeito e admiração. Não se trata daquela coisa chata de cantar apenas “covers” ou então aquelas bandas que tem umas músicas chatas da porra, que tu não vê a hora dos caras voltarem pras músicas “cover” e conhecida.

O saldo geral foi muito bacanudo. Um som bacana, amigos engraçados, conversas bobas e boas, pinacolada, coca-cola com vodka e só alegria.

Para saber mais de: Éponge

No Myspace
No Orkut

Forró no Mar 4ª edição

quarta-feira, março 25th, 2009

Se eu andasse, freqüentaria lugares mais diversificados. Não que eu faça algo obrigada, mas no fundo tenho total liberdade de escolha contanto que seja no cardápio de eventos que alguém se proponha a ir comigo. Não posso simplesmente decidir e ir sozinha por aí onde bem entendo. Minha sorte está em ter muitos e ótimos amigos, o que acaba me oferecendo um leque interessante de opções.

Tudo isso foi só pra dizer que não é de hoje que me interesso em ir ao Forró no Mar, na verdade desde a segunda edição eu já fiquei bastante interessada. Mas, devido à inúmeros poréns eu acabei nunca tendo a oportunidade de curtir um forrozinho bacana. Porque, verdade seja dita, quando a Fabiane me mostra uma música é porque eu vou gostar; foi assim com Hanson, Chimarruts e O Teatro Mágico.

Nessa quarta edição, ela trouxe o meu “xodó” Fernando Anitelli e aí foi o que me deu mais força e argumentos pra comparecer ao evento. Além de ter pessoas amigas que também admiram o cara, com certeza não me deixariam sem companhia pra ver o “Nariga” tocar aqui “pertinho” de casa. Ainda mais depois de eu ficar quase cinco meses sem vê-lo. E lá fomos nós forrozear com vista para o mar!

Eu não conhecia o Porto Marina Bar, e é um lugar bastante interessante. Bonito, gostoso de sentar pra conversar, e tem um espaço muito bacana. É grande, mas ao mesmo tempo todo mundo vê todo mundo. As pessoas que estavam presentes foram pessoas bacanas, sem ficar me olhando muito ou regulando por eu ser assim ou assada. O bom do forró é que a galera vai mesmo pra curtir o som e dançar muito, não tem aquela coisa boba de balada que o povo fica desfilando pra lá e pra cá só procurando uma caça. Não que no forró não exista azaração, né? Mas ali o xaveco funciona é tirando a mina pra dançar e aí como diz meu amigo “vai que vai”.

Conheci então o tal Trio Dona Flor, que a Fabiane tanto falava. As meninas têm cara de serem umas fofas (não conversei com elas) e realmente têm talento e muito carisma. Cada uma com uma voz marcante e diferente das outras do grupo, as músicas geralmente são bem divididas e a escolha de qual vai cantar determinada música é quase sempre como uma luva. Elas não abusam da sensualidade, mas sim da graciosidade feminina e investem bastante na simpatia espontânea da sanfoneira. Não precisam de absolutamente nada para atrair a atenção do público, bastou um bom repertório e a presença delas que o show está feito.

A grande constatação minha e das minhas amigas é que Dona Flor não precisa de Fernando Anitelli, ou seja lá quem for, pra chamar a atenção do público. Dona Flor precisa apenas é de oportunidade de serem vistas e assim possuem capacidade total de conquistarem seu público. Não é dizendo que a participação do Fernando Anitelli não tenha sido boa, foi maravilhosa e com certeza trouxe mais brilho para a noite de festa que comemorava o aniversario de 1 ano do Trio Dona Flor, mas de fato ficou bem claro ali no palco quem eram as donas da festa!

Em tempo de aniversário e por ter sido minha primeira vez ouvindo e vendo tudo isso, dispensarei as criticas ruins. Dou apenas os meus parabéns e aguardo por uma próxima!

Para saber mais de: Trio Dona Flor

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Para saber mais de: Fernando Anitelli

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MPB4 e Toquinho

domingo, março 15th, 2009

É sempre assim; quando se tem uma oportunidade, sempre se tem duas. E eu tive a oportunidade de escolher entre Lenine e Toquinho+MPB4. Pois é, apesar dos pesares eu optei por Toquinho + MPB4 e tive meus motivos pra isso.

Fui tranqüila, sabia que qual fosse minha escolha, seria uma boa escolha. Era a minha primeira vez no Vivo Rio, e achei um lugar muito bonito e com uma acústica bacana. Pelo menos foi para o show que assisti. O tratamento foi muito bom, mas isso já não me surpreende muito quando se trata de Rio de Janeiro. Sentei na área vip, na boca do palco, como eu gosto.

Primeiro entraram os caras do MPB4, que como muito da MPB são ótimo. Os caras cantam para caralho, e realmente prendem tua atenção e fazem mostram como MPB pode sim ser muito mais do que “música calminha que dá sono”. A alegria dos caras contagia. Cantaram 13 músicas e na 14ª música eis que entra finalmente o Toquinho. Depois disso MPB4 saiu e o Toquinho cantou 9 músicas e na 10ª música MPB4 voltaram ao palco e aí rolou mais umas 8 músicas.

Um amigo já me disse, que quando gosto de uma coisa acabo sempre ter tendência em ser Xiita. Devo confessar que é verdade, não tento convencer ninguém e nem enfio goela a baixo o que gosto pras pessoas, mas tenho tendência em achar tudo lindo! Pois é.

Mas devo confessar aqui, bem baixinho, que Toquinho me decepcionou um pouco. Resumidamente, no final das contas a participação dele no show foi curta e praticamente idêntica ao show “Toquinho, Baixo e Bateria” que vi no SESC no final do ano passado. Não que isso mude minha opinião e deixe de achar o cara fodão e amar suas músicas, mas a verdade precisa ser dita.

No mais, é isso. Agora é esperar o Lenine voltar das Europa pra curtir o show do cara.

Mais um desejo

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

Antes de qualquer coisa, o que eu posso dizer é que eu quase já posso morrer. Bom, pelo menos se tratando de shows.

Já é sabido o quanto eu gosto de shows e que, independente de quem toque pode me chamar pra qualquer show que minha resposta será sempre positiva.

Enfim, neste sábado (29) eu pude realizar mais um sonho! Acredite, era mesmo praticamente um “sonho” ir nesse show. Eu ouço o cara desde que eu nasci, e não teve como não lembrar dos banhos no Turbilhão e minha mãe cantando pra me distrair, assim como nas trocas de curativos e no carro. Eu cresci ouvindo e depois de grande que fui entender que o cara não era só as musiquinhas lindas que mamãe cantava, mas ele é a fera do violão e parceiro de um dos grandes poetas da música.

Antes disso, só pra lembrar que durante a confecção do meu TCC eu estive na casa do irmão desse músico e babei tanto, contei a história que acabei ganhando um CD que virou trilha do TCC e um DVD hiper bacana que já tinha me dado ainda mais vontade de ver o show.

E eu finalmente fui. No Sesc de Bertioga teve o show sensacional chamado (só pra aumentar o meu tesão) “Toquinho, baixo e bateria”. Foi realmente tudo aquilo que eu queria, sonhava e esperava. Só reclamaria mesmo é do tempo curto do show, mas não tenho informação certa se o show foi curto ou eu mesma que gostei muito e achei pouco pra tanta vontade.

O cara é super simples, feliz e trata a platéia como se todos estivéssemos no sofá de casa. Toquinho conta causos, sorri mesmo falando de tristeza e passa uma sensação de humildade mesmo contando as histórias que envolvem Vinicius, Tom Jobim, etc. Toquinho emociona e SE emociona sem medo. É lindo isso!!!

Quando dá seus solos de violão é a coisa mais linda de Deus. Sinceramente eu assistiria uns três shows, seguidos, sem fazer o menor esforço! Sensacional.

Não tenho muito o que escrever, eu ficaria aqui horas aqui babando o ovo do cara. Só posso dizer que este é mais um show pro meu ranking de melhores shows da minha vida.

Ah! Não sei dizer de cor o set list… Sinto muito! Mas lembro que não peca muito, não!

Mais um show – Lô Borges

segunda-feira, novembro 10th, 2008

Tudo combinado pra ir à São Paulo nesse domingo. Combinações de uma semana, torcida para que o tempo colaborasse e que desse pra ver o maior número de gente possível. Avisei a galera e me programei.

Nando Reis e Paralamas do Sucesso eram os shows programados. Não tinha erro, já fui à três shows do Nando Reis e três do Paralamas do Sucesso, sabia bem o que poderia esperar. Era em um parque bacana que eu já fui ver uma vez Macy Gray e Herber Hancock; o Parque Villa Lobos, ali quase pertinho de Osasco.

Fernanda, que é fanzoca dos Paralamas não estaria em Santos esse domingo, e ir sem ela no show dos caras é um tanto quanto estranho, já que virei “fã” mais por me lembrar dela do que necessariamente por eles. A Vivi também viajaria, mas pra Botucatu, e também não poderia ser companhia. Daqui mesmo, só a Mayra toparia uma barca dessas, apesar de tudo!!

No final das contas recebi um telefonema na quarta-feira ou quinta-feira, me chamando para assistir Lô Borges no Sesc Pinheiros nesse mesmo domingo. Convite tentador por inúmeras razões!!! Além de tudo, se tratava de um show que nunca fui, pra outros que já vi três vezes. A idéia do diferente era tentadora, apesar do velho ser diversão praticamente garantida. Pensei um pouco, conversei com meus botões e tudo resolvido; troquei todas as programações de domingo e fui ver Lô Borges.

Chegando no teatro do Sesc Pinheiros, confesso que já me assustei com o lugar que eu sentaria. Na boca do palco e bem no meio. É um lugar ótimo, mas meio “constrangedor”.

Não demorou muito e logo os músicos entraram no palco. Uma banda boa, mas nada de muito extraordinário pelo menos não na minha opinião. Um baixista, um guitarrista, baterista e tecladista e o Lô Borges que dominava voz e violão.

As músicas são muito bonitas (algumas não, vai), todas do mesmo estilo Lô de ser. Uma paisagem e uma história que mistura um pouco do abstrato e o concreto. Acho que eu acho as músicas do Lô bonitas, mas meio iguais no estilo.

Fora isso, apesar do show ser feito em um teatro e a comunicação entre palco e platéia ser bem bacana, achei o show um pouco frio. Ele não interagia nada demais, e só fazia resmungar do calor, da sede, da palheta e explicar bem mais ou menos as músicas.

Mas foi bom e valeu a pena. Eu faria tudo novamente e pelas mesmas inúmeras razões, e inclusive pela oportunidade de conhecer algo novo. Apesar das minhas críticas, acho sempre válido conferir o show de um cara que tem estrada e que tem história como o Lô Borges. Ele participou do tão conhecido Clube da Esquina ao lado de Milton Nascimento e está aí na estrada hoje em dia, e fazendo parcerias com galera de “agora” como Samuel Rosa, Nando Reis, etc. E as músicas do show não deixam de ser gostosas e com uma sensação meio surreal, e ainda te fazem dar umas voltas pelas regiões de Minas Gerais. É tão gostoso que quando o show acaba dá uma sensação de que voltamos de viagem. Eu saí de lá tranqüila, com cheiro de pão de queijo e aquela saudade de Minas Gerais.

Só foi uma pena sair de lá querendo ver Bebel Gilberto na terça-feira (11) ou quarta-feira (12) e não poder por ser véspera do aniversário da mãe. E o show do Lenine, que apesar da agenda permitir, não tem mais ingresso.

O show!

segunda-feira, setembro 29th, 2008

Bom, para contar desse show eu preciso primeiro contar um pouco da minha história e de como tudo isso começou pra mim. E todos sabem que, apesar do impacto inicial eu ser uma pessoa meio fria e antisocial, nada mais me importa do que essas coisas fofinhas que envolvem amizades, histórias e coincidências.

Todos sabem também, que pra ter o mínimo de amizade comigo, e um pouco do meu respeito, tem que gostar de música e principalmente se possível me apresentar coisas novas nesse sentido. Se não gosta de música, bom sujeito não é.

A primeira vez que ouvi essa banda, foi minha amiga Fernanda que me mostrou Space Between, e eu gostei, mas na época nem me esforcei pra buscar mais. Depois disso, um cara que respeito muito pelo gosto musical e que muito do que sei e sou devo à ele, jogou pra mim a música Stay. Eu na mesma hora me arrepiei toda e me senti emocionada com aquele som e toda aquela coisa maravilhosa. E aí então tomei coragem e fui buscar um pouco mais dessa banda que veio novamente na minha vida.

Sempre que tínhamos oportunidade eu e esse rapaz ou eu e essa amiga debatíamos um pouco sobre a música dessa banda, e o quanto aquilo tudo era perfeito. Depois de conhecer esse som, muita coisa do meu playlist virou lixo.

Com o passar do tempo, várias coincidências giraram ao redor dessa banda; uma música tocada em um momento especial, uma letra significativa, uma aposta engraçada, um ídolo que também gosta e toca nos shows essa banda, e assim foi indo a vida.

Quando esse amigo especial avisou que iria embora pra mais longe do que já estava, eu soube também que essa tal banda viria ao Brasil. Pois é, tínhamos um projeto de ver esse show (e tantos outros) juntos, mas não ia rolar.

Me empenhei inteira para assistir o show. Primeiro pela banda, e segundo por tudo o que ela representa na minha vida. Não consegui nenhum jeito de ir; nem $ pro convite e as possibilidades de ganhar um convite e de ir pro Rio de Janeiro se desfizeram. Fiquei triste, inconsolável, e algo dentro de mim não aceitava isso.

Nos 45 minutos do segundo tempo, acabou que minha mãe resolveu que me levaria até São Paulo pra assistir DAVE MATTHEWS BAND no About Us. Íamos tentar furar de algum jeito, mas ficar em casa sabendo do show não dava!!! Ok, apesar do medo de não conseguir furar, estava tudo decidido pra domingo, dia 28, às 11h.

Lendo o site do About Us vi que deficiente tinha direito a área vip, independente do ingresso comprado. E, vendo a comunidade DAVE MATTHEWS BAND vi várias pessoas vendendo convite para o About Us. Contei pra mãe a história do lance do deficiente, e sugeri que comprássemos o convite mais barato, mas que ao menos nos desse certeza de que entraríamos no show.

Ingresso comprado de um tal de Fabio, o que me lembrou também de um amigo aí que também está ligado a música. Ingresso comprado, chamei a Mayra pra se jogar comigo nessa aventura, e então a ansiedade toma conta. Não dormi mais de sexta (26) em diante.

Cheguei no About Us por volta das 16h30. A idéia era chegar mais cedo e pegar o show do Seu Jorge, mas as coisas aqui não rolaram como o imaginado e o atraso foi irremediável. Foda-se, estando lá às 20h é o que me importava, o resto era lucro. Acabei chegando no show da Vanessa da Mata, que só reforçou meu conceito de que ela era bem mais ou menos. Nada contra, mas também nada a favor, a não ser pela banda bacaninha dela e com os músicos bastante animados.

Ben Harper começou logo em seguida de Vanessa da Mata. Apesar de nunca ter acompanhado direito o som do cara, resolvi prestar atenção primeiro como forma mesmo de oportunidade e segundo porque uma frase ficou ecoando na minha cabeça “curte o show do Ben Harper, ele é fodão”. E realmente o cara é mesmo fodão (e principalmente com borogodó…). Não sei o setlist porque não conheço, mas ele tocou, cantou, fez caras e bocas e pareceu ser um cara bem bacana. Apesar de não ser muito fã do timbre do cara, devo confessar que meus conceitos mudaram e eu realmente voltei com vontade de conhecer um pouco mais dele.

Eis que começa então o tão esperado show. Entrando um a um da banda e eu há muito tempo não sentia esse frio na barriga ao começar de um show. Não acreditei que eu realmente tanto fiz que estava lá!!! E eu não preciso nem falar que o bagulho explodiu quando o Carter entrou com sua cara de maroto mascando seu chicletinho né?

Começaram a fazer o som deles maravilhosamente, como não podia deixar de ser. Eu não cantei, não telefonei, não pensei em nada. Fiquei ali parada curtindo cada acorde, cada barulinho e cada dancinha do Dave.

O mais bacana de um show é quando todo mundo toca muito bem e o pior, como se estivessem brincando. Fica aí o meu elogio assim como eu elogiei o show do Seu Jorge; eu adoro quando eu vou em um show e os caras além de me oferecerem qualidade (que ali na DMB não falta), ainda me oferecem um show alegre e demonstram que ali é todo mundo amigo e estão em sintonia. É isso que eu espero sempre. E a diversão ficou por conta das palhaçadas do Dave, que não parava um segundo e demonstrava o quanto era e estava feliz com aquilo tudo.

Como diria um conhecido meu que resumiu o óbvio e o que todos já imaginam mas que nós confirmamos diante dos olhos é…

NADA é melhor do que um improviso bem feito, um set de extremo bom senso, uma banda que se entende pela musica e não pela bronca…

AULA de presença de palco e de coração na hora de cantar e tocar…
foram quase 8 anos de espera e que valeram mais do que a pena… valeu até perder o ultimo trem pra voltar pra casa… valeu a carteira vazia…

chorei que nem criança e nenhuma piadinha sem graça tira isso de mim… é o tipo de coisa difícil de esquecer… enfim… quem não foi, perdeu..

Só posso fazer minhas, as palavras dele.

O setlist foi maravilhoso, mas já está em todas as comunidades do mundo e eu nem vou me dar o trabalho, vai apenas um copiar colar pra facilitar a leitura

Two Step
What Would You Say
Corn Bread
Satellite
Dancing Nancies
Crash Into Me
So Damn Lucky
Eh Hee
Water Into Wine
So Much To Say
Anyone Seen The Bridge
Too Much
Drive In Drive Out
All Along The Watchtower
Ants Marching

Aquela saída básica, o Carter jogou baqueta e os outros palhetas, tudo como se tivessem mesmo enganando a gente que o show havia terminado. Até parece que não sabíamos.

E quando eles voltaram foi lindo. Maravilhoso o o povo explodindo com #41. E eu não tive como não me emocionar, os caras são fodas mesmo.

E bom, o final arrebentou com:

#41
Warehouse
Stay (Wasting Time)

E eu não vou esquecer que, na música Stay (sim, logo nessa!) o Dave olhou pra mim e sorriu. Cara, eu pra variar tenho 0% de pretencionismo e só acreditei que era verdade quando me falaram. Estou digerindo ainda cada parte desse show.

Acho que por hora é o que posso dizer. Quem sabe com o tempo, com as fotos, eu vá lembrando de coisas mais interessantes. A cabeça está a mil, ta complicado escrever.

Show – Seu Jorge

domingo, setembro 21st, 2008

O show do Seu Jorge… Hum… O que posso dizer? Eu amei.

Talvez esses comentários sejam um pouco partidário, porque não é de ontem que já me tornei uma grande admiradora do Seu Jorge. Sempre gostei do estilo e, pelo pouco pouco que conheço, a forma que ele leva a carreira.

A primeira vez que vi Seu Jorge no palco eu me encantei. Foi na gravação do DVD Ana & Jorge. Aquele negão bonito e com um vozeirão entra no palco pra mostrar a que veio. Cantou algumas de suas músicas e logo tratou de trazer Ana Carolina ao palco. Sempre humilde, tratou a moça, de também vozeirão, com todo cavalheirismo que uma mulher merece. Já tinha meu respeito, naquele show Seu Jorge ganhou minha admiração.

No show deste dia 20/set/2008, foi a primeira oportunidade que tive de curtir o show só do cara. E como eu disse em alguns posts anteriores, eu que achei que não iria por ser a única a gostar; acabei sendo convidada pela e acabou que no final das contas fomos em uma galerinha muito da gostosa: Mayra, , Bila e Fabio. Isso sem contar o Danilo e mais uma galerona que íamos encontrando por lá.

Na minha concepção o show foi espetacular. Podem até existirem melhores, mas rolou tudo que pra mim é necessário pra que um show valha a pena.

A banda estava em um alto astral que podia contagiar a platéia, e era exatamente isso que faziam; contagiavam e interagiam com o público o tempo inteiro. Entre si, o que se sentia é que pra eles aquilo tudo era diversão com os amigos. Eles riam, zuavam e se entendiam muito bem. Seu Jorge era o vocalista, mas a banda brilhava igualmente.

Ali tinha de tudo; percussão, bateria, baixo, guitarra, violão, cavaquinho, pandeiro, gaita, saxofone, cuica, violino, entre outros que com certeza escaparam da minha memória. Era um som gostoso, brasileiro e bastante diversificado. Nas músicas, Seu Jorge pode ter até pecado um pouco (como achou o Fabio), e também ter deixado de fora algumas poucas músicas que eu queria ouvir. Mas eu achei que pro momento a coisa foi bastante oportuna. Ele mesclou todos os seus CDs, cantou tudo o que o povo sabia cantar e animou a galera. Algumas como Trabalhador, América do Norte, Burguesinha, Mina do Condomínio, Carolina, Tive Razão, entre outras.

De final, o que o povo que estava comigo desaprovou mas que eu achei válido, Seu Jorge puxou alguns Samba Enredos mais populares e terminou a festa com as marchinhas de carnaval lá de 1900 e bolinha. Recordar é viver e isso pra mim deu um resultado bastante satisfatório.

Achei a presença de palco de todos muito bacana. E a surpresa ficou por conta do momento em que um cara na platéia começa uma briga, e Seu Jorge diz no microfone que se o cara não fosse expulso ele mesmo ia lá expulsar. Não vi a briga, pois estava no 2º andar, mas vi Seu Jorge descer do palco voado, e ir até lá onde era a briga, em seguida toda a banda foi também. Novamente não sei o que houve, mas Seu Jorge foi aplaudido e ovacionado. Voltando ao palco ele pediu desculpas e o show seguiu em frente.

PS: Nossas aventuras ficam em nossas memórias (preguí de escrever)
PS2: Acho (mentira, tenho certeza) que fui com as pessoas certas, na hora certa. Obrigada vcs.

Maria Bethânia e Omara Portuondo

sábado, abril 12th, 2008

Do mesmo modo que agi quando fui convidada para assistir o show de Maria Bethânia e Omara Portuondo, foi como segui até o Via Funchal em São Paulo para assistir o show. Sabia eu que era algo que não se deve perder a oportunidade de assistir, mas confesso que Maria Bethânia nunca foi meu forte e, a Omara menos ainda. Mas vamos lá, o show não seria ruim e mesmo que fosse as companhias (Cláudia e Nara) já fariam valer a minha sexta-feira.

Sabendo que na platéia havia pessoas como Nando Reis e o jornalista que muito admiro Chico Pinheiro, já sabia que a coisa poderia ser realmente melhor do que eu poderia apostar.

O show começou pontualmente (estou dando sorte com isso ultimamente) às 21h30, talvez tenha atrasado alguns poucos minutos mas nada que pudesse causar uma má impressão para a platéia. E, quando as luzes do Via Funchal são apagadas, Maria Bethânia entrou em cena mostrando logo a que veio e o que havia trazido de presente para seu público; uma banda genial e uma convidada espetacular.

Quando Bethânia entrou parecendo Iemanjá com seus longos cabelos e a roupa toda branca, e cantando maravilhosamente, confesso que fiquei tão enfeitiçada que nem me lembro qual é afinal a música de abertura. Dali por diante foi tanto encantamento que eu mal poderia ver o mundo ao redor, as pessoas, as coisas, as lembranças. Eu só conseguia olhar para o palco e sentir toda aquela voz e todo aquele som penetrando minha alma de uma forma inexplicável.

A banda era tão bacana, que enquanto Bethânia e Omara se recompunham e trocavam o figurino, ficamos nós com a companhia da banda. Quem produziu o show soube exatamente o que estava fazendo, pois em momento nenhum a platéia sentiu-se entediada sem as duas cantoras no palco; e, ao mesmo tempo, quando elas voltam já trocadas a sensação foi ótima!

Pra mim, um show é bom quando você não sente o tempo passar, mas quando acaba você sente que o artista em questão cumpriu o objetivo: nenhuma música a mais e nem a menos. E Bethânia e Omora me causaram essa impressão.

Em uma escala de 0 a 100 eu daria 79,8.

Nação Zumbi – 08-06-2007

quarta-feira, julho 4th, 2007

Assim, de sopetão, eu fui chamada pelo pessoal pra ir ao show do Nação Zumbi no Sesc aqui em Santos mesmo. Topei de primeira porque a companhia era muito boa, e eu já tinha certa curiosidade de assistir esse show, já que por curiosidade eu escuto as músicas deles há um tempinho já.

Bom, fora a canseira de ter chego no Sesc umas 20h e o show só ter começado umas 22h passadas, ainda rolou a parada de que os shows de abertura era praticamente uma tortura. E olha que nós somos animadas e nos divertimos até nas piores situações, mas dessa vez realmente não foi possível, o tempo não passava!!

Chegando finalmente o show do Nação Zumbi, eu vou dizer que gostei e muito, mas dificilmente assistiria o show mais de uma vez. É bacana pra curtir, é legal, mas não é aquela coisa pra se viciar e ir a todos.

O Jorge Du Peixe não é um cara lá muito carismático e pra piorar não tem muita presença de palco e parece nem se preocupar muito com isso. Ele simplesmente entra com uma cara de poucos amigos, solta o gogó e pronto. Sem frescura, o que até não é pecado, mas confesso que nesse caso não ficou muito bom não. Eu pelo menos saí com a sensação de que faltava alguma coisa.

Mas o show em um conjunto é realmente muito bom. O som é maneirissimo, bem diferente. Eu não sou muito boa em técnica de som, mas eu gostei um bucado do que ouvi e daquela diversidade enorme de “barulhos”. Bem bom mesmo.

Mas o que realmente chamou a minha atenção foi a platéia. Eu me distrai varias vezes do palco pra prestar atenção no comportamento inigualável da platéia. A galera era diferente, vários estilos e tal. Só que o engraçado era que ao mesmo tempo que parecia que estavam todos unidos, parecia também que a galera estava dentro do próprio quarto. Cada um dançando, fazendo caras, movimentos e bocas sem se preocupar com quem pudesse estar olhando… E nem precisava mesmo porque o pessoal lá não tinha mesmo dessa!

Achei o show curto, poderia ter mais uns 30 minutos de show, principalmente depois de tanta espera. Mas eu nem vou julgar porque não sei se é curto mesmo ou se foi algum problema interno ou coisas do Sesc.

Em uma escala de 0 a 100 eu daria 15 pro show.

Sandy & Junior – Acústico MTV – 05-06-2007

terça-feira, julho 3rd, 2007

Dia 05 de Junho estive em São Paulo para assistir o último projeto da Sandy e do Junior ainda como uma dupla: O Acústico MTV.

Bom, eu tinha uma puta curiosidade quanto a gravação de acústico, afinal de contas se trata de duas coisas que muito me interessa; TV e Show. E foi mesmo bastante interessante, porém não muito distante do que eu poderia imaginar, e até agora ainda não sei ao certo dizer se foi bom ou ruim essa experiência.

Gostei bastante do cenário. Uma coisa simples, bonita, unisex e bastante intimista. Eu não gosto nada de muitas invenções, de coisas futurísticas e muito escalafobéticas. Tava bonito, principalmente colocar os irmãos dessa vez não lado a lado, mas frente a frente. E esse posicionamento sugeriu um olho no olho, uma troca muito bacana e que ficará deveras interessante se os câmeras forem bons.

O interessante com toda certeza é a qualidade de som, e é aí que sem dúvidas podemos destacar o verdadeiro valor dos caras que estão ali no palco, porém sem tanto destaque quanto os “donos” da parada, que no caso, “donos” eu me refiro a Sandy e Junior e “os caras” a banda, óbvio. E essas horas, a majestade fica muito por conta da banda, da backing vocal, que mostram a que vieram. Quanto a isso eu adorei e muito. Escutar com detalhes cada “barulhinho” e ver o quanto um pequeno errinho ou um acerto podem fazer total diferença a ponto de repetir duas, três ou até quatro vezes a mesma música.

Outro ponto legal é a intimidade que é criada com a platéia e os cantores durante a gravação. Enquanto rola troca de instrumentos, preparação de câmera e tal, é a hora de maior interatividade dos cantores com a platéia; pelo menos foi assim com Sandy e Junior.

Me diverti a beça com os comentários do Junior durante esses intervalos, e a capacidade que ele teve de mostrar que toda aquela história da dupla foi boa pra caralho mas que não faz mais parte do mundo que ele quer viver. Sem contar as piadinhas irônicas que é com certeza algo que eu adoooooro muito!!

A Sandy eu sou muito suspeita a falar; sou defensora assídua do Junior e crítica ao extremo da Sandy. Mas de fato que, as raras vezes que a “bonequinha” não estava arrumando a maquiagem e nem enchendo o cabelo de laquê, as brincadeirinhas eram meio sem graça, bobinhas, bem estilinho água com açúcar Sandy de ser.

Desculpe, mas tipinho “nhé nhé nhé” não me agrada. Prefiro a grosseria besta e irônica, porém sincera, do Junior, do que a falsidade morna e enjoativa da Sandy.

De resto nada muito extraordinário não. Aquela coisa boa de poder ficar pertinho, ouvir bem sem ninguém gritando, nem pulando e nem ficando na sua frente. Mas ao mesmo tempo aquela pressão de televisão que vc ñ pode se mexer, levantar, sair e ainda tem que agüentar quando naquela música mais bacanuda a câmera fica bem na sua frente.

Das participações especiais eu achei meio estranho quem eles convidaram, mas levando em conta ao histórico musical, até que foram bem razoáveis. Apesar disso devo dizer que ñ gostei muito não.

Apesar das boas críticas de Los Hermanos e de gostar muito das letras dos caras e das matérias que são feitas com eles, eu não consigo digerir muito bem o som da banda. E não foi diferente com a participação do Marcelo Camelo no Acústico de Sandy e Junior.

O Marcelo Camelo cantou com a Sandy a música As Quatro Estações, e pra ser sincera ele desanimou completamente a música. Instrumentalmente, musicalmente pode até estar com um arranjo bom, mesmo assim ñ gostei. A música tinha vida e acabou ficando monótona e cansativa.

A Ivete Sangalo não foi nada de extraordinário e ainda deu azar de cantar em uma música que eu, particularmente, não agüento mais. Mas ficou boa, meio soul, de todas as milhares de versões que o Junior fez de Enrosca, essa sem dúvida pra mim foi a melhor, mas aí o gosto musical conta muito na opinião. Confesso que de primeira eu achei estranho, diferente. Mas como a Ivete errou três vezes, eu pude me acostumar bastante e acabei gostando muito da coisa.

Quanto ao Lulu Santos eu não posso julgar muito porque o dia que fui ele não participou da gravação, mas pelas informações que obtive ele não fará nada excepcional. Será apenas uma participação instrumental, e a música ganhou uma nova roupagem e nem ficou nada muito ruim. Quem viu gostou, então resta esperar e ver o DVD.

O Lucas Lima participa da parte do Quarteto de Cordas que é ele e mais alguns profissionais no ramo. Ele em si não ganha um destaque muito especial, mas com certeza dá um toque especial nas músicas. Eu pelo menos gostei bastante.

O repertório tem muita coisa bacana que não poderia mesmo faltar, principalmente algumas músicas antigas que marcou bastante a carreira da dupla. Mas muitas ali foram desnecessárias; como Enrosca e Cai A Chuva, por exemplo, que poderiam ser trocadas por músicas de outros CDs mais antigos ainda, já que uma das finalidades é um review desses anos todos da dupla.

No mais é isso. Eu diria que toda experiência é válida e, levando em conta meu histórico com Sandy & Junior, foi um bom fechamento de ciclo.

De 0 a 100 eu diria que merece nota +47