Archive for the 'Filmes' Category

De Pernas para o Ar

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

Fazia tempo que eu não aparecia no cinema, tem horas que cansa mesmo e eu dou uma mudada no meu roteiro de vida. Mas me falaram tanto do filme “De Pernas para o Ar”, que eu resolvi assistir e ver se era tudo isso mesmo.

Na verdade, esse foi o único motivo mesmo. Eu acho a Ingrid Guimarães com um humor meio sem gracinha, e acho que ela não tem nada muito genial. Além disso, o filme também nem me chamava muita atenção não. Papinho de sexshop e masturbação é quase piada pronta, vai?! Tinha ainda o clichê sobre essas mulheres bem sucedidas que acabam roubando o papel do homem na casa, e nunca tem tempo pra nada a não ser o trabalho. Já começa a mentira e o preconceito; a mulher consegue trabalhar fora, cuidar dos filhos e transar a noite.

Fui assistir em um sábado a noite, última sessão, e com a minha prima! Super piada pronta também, né? Duas mulheres indo assistir “De pernas pro ar” sozinhas, em pleno sábado a noite. Ah, e daí? Fomos lá as duas com a mesma sensação de que não seria nada muito assim marcante. E não foi, de fato.

O filme é muito melhor do que eu poderia imaginar. Além de não ser lá muito fã da Ingrid Guimarães, eu também acho o Bruno Garcia meio fraco como ator e principalmente na tentativa de ser engraçado, e também não sou admiradora da Maria Paula. Ou seja, o filme tinha todos os ingredientes pra ser uma bosta e não foi! E o filme tem sim lá os seus picos de graça, mesmo não sendo pra mim os mesmos picos que foi pra maioria esmagadora. A tal cena engraçada que foi tão comentada dia desses, em mesa de bar, nem é tão engraçada assim. Eu poderia destacar outras cenas mais engraçadas e interessantes.

No final das contas, todos os atores do filme levemente me surpreenderam. Todos interpretaram um personagem teoricamente comum que, de acordo com as circunstancias, viviam momentos que visto por nós telespectadores; torna-se engraçado. A desgraça alheia, na real mesmo, é de fato uma coisa que nos faz dar risada. Pelo menos eu, ri muito mais nas cenas mais sutis do que nas cenas onde rolaram uma intenção de ser engraçada.  Cenas assim eu acho patética.

No mais, ainda está longe de comparar com “Se eu fosse você” I e II. Aliás, é pecado tentar comparar qualquer filme brasileiro e de comédia com as duas versões de “Se eu fosse você”. Galera tem que ralar muito pra chegar à Tony Ramos e Gloria Pires, tem que estudar muito ainda.

Se fosse pra dar uma nota? Eu daria 7.0 .  Não merece ser reprovado, mas ainda tem filme melhor aí no hall.

Tropa de Elite 2

terça-feira, novembro 9th, 2010

Finalmente me sento para escrever sobre Tropa de Elite 2.  E como é de costume, esperei cerca de uma semana pra dar tempo de digerir e analisar melhor o conteúdo do filme.

Wagner Moura disse que havia gostado mais do segundo filme ao primeiro, e tem toda razão. Pela primeira vez, na minha opinião, uma continuação de filme é melhor que a primeira. Confesso que não acreditava que poderia realmente dizer isso.

O Tropa de Elite 2 em primeiro momento, após assistir o filme, me dá uma sensação gostosa de não viver em uma ditadura e não ter nenhum órgão censurando a torto e a direita. O filme mete o dedo na ferida, arranca o pus a força e ainda joga álcool pra desinfetar! É assim mesmo, ardido!

A equipe aproveita pra mostrar descaradamente aquilo que muita gente sabe, alguns desconfiam e a maioria não entende. O problema nacional está lá no topo, no planalto central. E ainda mostra pra galera que pra mudar o cenário precisa de muito e essa resolução tá bem longe!!

Achei genial a abordagem do filme e de como mostra que muitas vezes você tá achando que está fazendo a coisa certa e pelo caminho honesto, sem saber que tá na verdade é fazendo parte do sistema! Eles te colocam na parada e você nem se dá conta disso. O pior de tudo isso é quando você toma consciência e aí já é tarde demais. Faz entender muita coisa em relação a favela, polícia e presídio.

Ainda de quebra, o filme tira uma onda com o jornalismo sensacionalista e vendido. Mas por outro lado mostra que a reportagem investigativa e honesta nem sempre tem final feliz. E o jornalista Tim Lopes NÃO tá aí pra mostrar que não tem nada de ficcção.

Wagner Moura mais uma vez arrebenta no filme, e ainda conta com um elenco de peso. Seu Jorge,  Irandir Santos, André Mattos, André Ramiro, e outros tantos. Todos muito bem escolhidos e bem conectados.

Como dizem os comentários por aí, é uma pena que o filme não estreou antes das eleições. Uma pena também que alguns não assistirão e que muitos não entenderão de fato o filme.

Gostei da trilha, bastante. Mas não gostei do final.

Comer, Rezar, Amar.

segunda-feira, outubro 11th, 2010

Logo que estreou o filme “Comer, rezar, amar” eu contatei as amizades femininas, para termos nosso momento mulherzinha juntas!

Tiramos o sábado pra isso, e fomos nós quatro (como sempre foi) para o shopping para assistir o filme.  Elas esperavam tal galã do filme, e eu tava buscando um pouco do livro que tinha lido e dos conselhos que eu tinha recebido.

Vou ignorar o fato de ter lido o livro e isso interferir um pouco na visão do filme. Obviamente não se reproduz um livro inteiro e alguns minutos de filme; ficaria longo para assistir no cinema! O único que faz isso (Harry Potter), eu acho um absurdo de chato!

Achei o filme bom enquanto um água com açúcar que mostra Julia Roberts mais uma vez na pele de tantas mulheres que sofrem por preconceito, incertezas, excesso de certeza, amores e desamores. Além disso, Julia Roberts é carismática e está rodeada de homens e de paisagens maravilhosas!

E inexplicavelmente (até tem explicação sim, mas…), esse será mais um filme de Julia, que veremos todas as vezes que passar na televisão. Afinal de contas, quem consegue mudar de canal ao zapear a TV e dar de cara com “uma linda mulher”, ou então “o casamento do meu melhor amigo”, ou “um lugar chamado Notting Hill”. Acredite que, mesmo depois de tudo que vou dizer, eu vou ser uma dessas que vou assistir “comer, rezar, amar” todas as vezes que passar na televisão. E não serei a única.

Na minha opinião, o filme peca muito com informações “chaves” que quase não são percebidas por quem assiste despretensiosamente e nunca leu o livro, e que são automaticamente subentendidas por quem já leu. Mas se você é tipo chat@, igual a mim, você vai reparar e buscar algumas informações engolidas durante todo o filme.

Um dos exemplos bem chatos, é que o filme não mostra exatamente como Liz muda de um lugar para o outro, e o que a faz querer mudar. Essas transições são feitas com cortes de cena. Outra coisa que achei importante e que não vi o filme mostrar é o porquê do amigo dela a chama de “Sacolão”.

Mas, independente desses “detalhes”, o filme peca gravemente quando não mostra direito coisas essenciais, o que torna o filme confuso em alguns momentos. Um bom exemplo é o relacionamento da Liz com o rapaz que ela conheceu logo após o divorcio. No livro, o relacionamento deles é intenso e acaba de forma bem dolorida para a Liz, o que a incentiva definitivamente de viajar. E o filme mostra tudo isso resumidamente e sem muita contextualização. Vi gente sair do cinema declarando que não entendeu nada dessa parte do filme, e realmente aparece tudo aos pingados e completamente confuso.

Além disso, na minha opinião o filme não foi feito com as passagens mais interessantes do livro. O roteiro tinha possibilidade de ser muito melhor! Mas nada disso me surpreendeu. O velho água com açúcar norte-americano; a mensagem fraca, um ator que interpreta um brasileiro mas que tem sotaque de norte-americano com castelhano.

No mais, quero ver novamente pra ver se consigo fazer algum elogio e não parecer tão chata assim!

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PS: Não li o post da Jessica enquanto não postei esse, pra não ter risco de influenciar meu texto.

1972

quinta-feira, julho 8th, 2010

Outro dia eu vi o filme chamado 1972. E eu me identifiquei tanto com toda aquela história que, por mais que o filme seja simples e talvez até meio água com açúcar, ele acabou mexendo muitas coisas aqui dentro de mim.

O filme conta a história de uma jovem jornalista que sonha em escrever sobre música, eventos culturais e, principalmente fazer cobertura de shows. Não importava se era show grande ou de bairro, ela gostava mesmo era de poder escrever e viver disso. Mas se hoje em dia já é difícil viver do que se gosta, imagina então na década de 70.

Júlia, vivida por Dandara Guerra, passa por todos os caminhos normais que se passa para manter a vida financeira. Trabalha em um jornal de uma fábrica durante muito tempo, mas é despedida quando sugere uma coluna sobre cultura. Sua chefe lhe despede em um gesto de boa ação, jogando Júlia ao mundo para correr atrás de seus sonhos. Sem entender direito a atitude da chefe, Dandara arranja então emprego em uma loja, até acabar chegando em um jornal independente onde a temática é justamente a área cultural.

Paralelamente, existe um romance de pano de fundo. Dandara se apaixona por Snoop, um menino do subúrbio que sonha em montar uma banda e quem sabe um dia poder abrir um show para uma banda gringa. O cara tem talento pra compor, e tem amigos feras pra montar uma banda. O que falta sempre é grana e gente que aposte em seus sonhos.

Durante o filme é bastante falado sobre a censura e repressão. Os jovens meninos são obrigados a cortar o cabelo curtinho para frequentar o colégio. E quase sempre a polícia fazia batidas em portas de show perseguindo a turma mais alternativa.

É em uma dessas batidas que Júlia e Snoop se conhecem e no decorrer do filme além da evolução do romance dos dois e de toda aquela problemática típica de comédia romântica, o casal evolui cada um em sua área e no final das contas acabam se completando. Snoop vira um produtor conhecido internacionalmente, e Júlia finalmente consegue ter sua revista sobre música e cultura.

Achei o filme gostoso de se ver, e recomendaria pra que vejam assim… sem compromisso!

A Verdade Nua e Crua

terça-feira, outubro 13th, 2009

Não ando indo muito em cinema, mas sempre que rola uma oportunidade eu procuro ir pra não perder o hábito. Aliás, aviso aos navegantes; eu tenho dormido menos nos filmes! Juro! J

Assisti o filme “A verdade Nua e Crua”. Típico filme de mulherzinha que está afim de sair com as amigas, comer petit gateau e depois assistir um filme que fale de romance mas a deixe sair do cinema se sentindo uma grande mulher. A verdade nua e crua não faz exatamente isso, mas no final das contas o resultado é o mesmo.

No filme, Gerard James Butler faz um apresentador machão que fala todas as verdades sobre a visão do homem em um relacionamento ou sobre o comportamento das mulheres. E Katherine Heigl faz uma Produtora de TV que fica perplexa e revoltada com o programa do Mike Chadway (Gerard James Butler ).

Como já é previsível, eles acabam tendo que trabalhar juntos e rola aquela insatisfação até que Mike combina com a Abby (Katherine Heigl) que se ele conseguir através das dicas fazer com que ela conquiste o médico que ela está afim, ele pediria demissão da emissora e sumiria da vida dela. Trato feito e começa o filme.

Mike dá dicas valiosas sobre a opinião dos homens em um relacionamento e vai dando dicas de como a mulher deve se comportar para deixar o cara correndo atras. Entre as dicas, está a de não transar na primeira noite, o estilo de roupa a usar, o jeito de se comportar e a dica de deixar o cabelo grande para que o homem possa fantasiar o sexo com puxões de cabelo e tudo mais.

Muitas dicas são bem óbvias, mas é uma típica comédia romantica que deixa a mulher mais segura e no fim das contas mostra que não existe uma receita exata pra um relacionamento dar certo. As dicas funcionam, mas Mike se apaixona por Abby mesmo sabendo exatamente como ela é e todas as suas inseguranças, e Abby conquista o médico mas acaba se apaixonando pelo Mike e decide ficar com ele; mesmo que as turras.

Eu sou assídua de comédia romantica, mesmo não sendo nada romantica e não querendo nem acreditando e principes encatados e amores mágicos. Mas eu gosto de ir ao cinema pra abstrair, não pensar em nada e sair de lá em clima de diversão. E, “A Verdade Nua e Crua” oferece exatamente isso.

E morram, mas eu não assisti por causa do Gerard James Butler e nem acho o cara tão bonito assim, óbvio.

No mais, o filme merece 7,0.

Uma prova de amor

quarta-feira, setembro 23rd, 2009

Faz tempo que não compareço ao cinema, e isso tem feito muito mais falta do que eu poderia imaginar. Mas segunda-feira (21/set) última, acabei indo meio que inesperadamente em um desses programinhas deliciosos que envolve boa companhia, praça de alimentação, e cinema com direito a pipoca e tudo.

O filme escolhido foi “Uma prova de amor”. E, mesmo sabendo que era drama e que eu não fazia ideia da sinopse, eu topei de imediato. Não lembrava de nenhum filme dramático com Cameron Diaz e isso me deixou intrigada.

O filme é realmente dramático, e extremamente perigoso para eu assistir, mesmo assim me entreguei à história e deixei pra ver até onde aquilo tudo me levaria no final.

O drama trata de uma familia onde a filha mais velha possui Leucemia, a mais nova foi concebida para servir de doadora, e o filho do meio que vivia ali em meio a um turbilhão. Existem alguns temas interessantes no meio desse filme, pra serem pensado vez enquando.

Inicialmente, o foco central aparenta ser a questão da liberdade de escolha da filha mais nova em ser ou não doadora de diversos orgãos e sangue, e medula para a irmã mais velha. Ate onde sacrificar uma filha pra tentar salvar a outra que está a beira da morte.

Mas o filme enfiou o dedo em várias feridas da minha vida real. Em alguns momentos me entristeci achando que talvez, por eu precisar também de atenção e dedicação como a Kate, meus pais também possam ter falhado com meus irmãos, mas o filme aos poucos passa a mão na minha cabeça e me mostra que isso não existe e joga a visão dos irmãos em relação a isso tudo. Depois o filme reafirma a importancia da qualidade de vida e o peso do emocional na saúde.

É um filme triste, daqueles de fazer nó na garganta (para os mais fortes como eu) ou fazer chorar pra quem é de choro. Um filme pra se pensar em ética, em vida, em morte, em decisoes, em comportamento.

Sinceramente, estranhei Cameron Diaz como atriz dramática. Não sei se achei ruim ou se foi apenas uma certa dificuldade em desapegar dos papeis mais comicos dela. Mas de fato, a dupla Anna Fitzgerald (Abigail Breslin) e Kate (Sofia Vassilieva) deram seu show a parte no filme. As meninas foram ótimas e conseguiram por algumas vezes, quase me fazer chorar.

Brian (Jason Patric) é o pai, e apesar de não ter tanto destaque, o cara manda bem pra cacete em suas cenas. Além de tudo é bem do bonito, viu. O Jesse (Evan Ellingson), que faz o irmão das meninas tem uma participação bastante interessante na história. Inclusive é ele quem protagoniza um dos temas abordados. O Taylor (Thomas Dekker) é o par romantico de Kate, ele também tem leucemia e a história do romance deles é bem bonita, e me fez pensar e constatar muita coisa. Mas sei lá, pra mim ele não teve tanto destaque como ator, sei lá.

A fotografia do filme é bem bacana, e a trilha sonora é bem boa, mas nada que se destaque mais que o filme.

Pra mim, o filme merece 7.5 em uma escala de 0 a 10

Jean Charles

quarta-feira, julho 15th, 2009

Depois de algumas tentativas fracassadas, finalmente consegui assistir o filme Jean Charles. Fui em um sábado a noite com três amigos, na única sessão que tinha; 22h.

O filme conta a história de um rapaz do interior de Minas Gerais e que mora em Londres e acaba morrendo injustamente porque no metrô, a polícia o confunde com um terrorista. Uma história real, que muita gente sabe e muitas deveriam saber.

Sinceramente, achei o filme fraco e corrido demais. Não é que seja ruim, já que tem bastante ponto positivo, mas eu fui esperando uma coisa mais aprofundada e o filme praticamente só pincela de tudo quase nada.

Gostaria, talvez, de saber um pouco mais de quem era o Jean Charles como pessoa, dar um pouco mais de zoom no jeito do cara lidar com a família e os amigos. Essa parte parece meio corrida, mas não sei se o jeito dele era mesmo meio assim. Não consegui me apegar a ele o suficiente pra ficar triste, emocionada, com a sua morte. Na verdade, pra mim não houve nenhuma sensação.

Além disso, foi mostrado um lado “espertinho” do Jean, que eu não sabia. O cara faz um bucado de coisa que, não é que dê raiva, mas mostra que o Jean era um desses caras que queria se dar bem nas coisas e que usava alguns métodos meio ilegais, antiéticos…

Fora isso, decididamente não gosto da Vanessa Giácomo como atriz. Ela foi muito boa em Cabocla, mas depois disso nenhum papel dela me agradou. No filme ela não cresce o personagem e fica realmente uma coisa meio sem sal.

O Selton Mello é um ótimo ator, na minha opinião, além de ter sempre um dedinho que seja, na produção. Ele mostra uma diferença bastante grande do Mulher Invisível para o Jean Charles. Porém, como já havia dito, algo no personagem do segundo filme citado, não dá a liga. Não sei dizer se a “culpa” é do ator, ou do personagem.

Pra mim, Jean Charles recebe nota 7.0 e fica na média.

Cinemania…

domingo, julho 12th, 2009

Outro dia me bateu uma vontade louca de entrar no cinema às 13h e sair só às 0h. Sabe quando dá aquela coisa de ficar sentada quieta vendo filme numa tela grande e uma sala escura? Pois é, assim que eu tava.

Fomos então Mayra, Bila e eu no cinema, decididas a assistir uns três filmes. Não rolou, vimos dois e entramos 20h30 no cinema e saímos às 0h. Não passamos o dia dentro do cinema, mas já foi uma delícia. Mas eu bem que via mais ali, viu?!

Assistimos primeiro o Era do Gelo 3, com direito a óculos 3D e tudo mais!!

Confesso que de inicio me senti torturada e ridicula. Uma sala abarrotada de criança (inclusive bebê de carrinho) com aquela algazarra, e ainda eu com aqueles óculos “gatchenho” ali sentada. Mas okay, entrei na “vibe” e queria até tirar foto do meu style (como muuuuuitos estavam fazendo), mas ninguém levou digital.

O filme começou e tudo foi esquecido. Me lembrei o quanto sou fã de A Era do Gelo, e o quanto o filme é bonitinho, engraçado e tem o poder mega power de prender minha atenção.

A animação é linda, a história é muito fofa e por mais retardado que seja, sempre me identifico e identifico uma porrada de gente que conheço, no filme. É genial!!!

Me envolvi muito na história e não me apeguei muito a dublagem. Mas me propus a parar um pouco pra lembrar, e achei muito boa a dublagem. Talvez eu não tenha gostado muito da Gimenez, mas também nada que mereça grandes queixas.

Saí da sala do cinema com a alma lavada; dei risada, me emocionei e fiquei 96 minutos entretida.

Pra mim, a nota é 8.75.

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Assistimos também A Proposta.

O filme não passa daquelas comédias românticas que quando começa você já sabe o final, e que assistir o trailer do filme é equivalente a assistir o filme inteiro, porque não acrescenta mais nenhuma novidade.

Mas, devo confessar, eu particularmente gosto de assistir algumas vezes umas comédias românticas. Mesmo não me achando nada romântica e nunca derramar uma lágrima e nem sair falando em voz fina “own, que fofo, queria uma história assim”, eu gosto de me entreter acho que com temas que apenas desligam minha cabeça e pronto.

Eu esperava mais do filme, e já vi muitos água com açúcar muito melhores do que A Proposta. Mas valeu muito a pena pelas risadas seguindo a vibe do A Era do Gelo, e porque eu vi o quanto é chato ser chato.

Minha nota pra esse seria 4.0 e já é de bom tamanho.

Crepúsculo

quarta-feira, julho 8th, 2009

Dia desses achei jogado em casa, o filme Crepúsculo. Depois soube que meu irmão e “uma mina aê” alugaram pra assistir juntos (e eu duvido que viram, ok?). Resolvi então aproveitar a oportunidade e ver qualé o alvoroço em torno desse filme.

Assim como o livro, não vi nada extraordinário. Coisa mesmo de adolescente de 12 anos, por aí. Não é nada de outro mundo, não tem efeitos especiais e nem nada tcham que salve.

É uma historinha besta de uma garota com um vampiro meia tigela, que se considera “vegetariano” porque não “morde” humanos. A menina e boba, o cara mais ainda e o namorico dos dois não tem conversa, nem beijo na boca, nem sexo. Acredite, eles ficam trocando meias palavras vagas, se olhando e só. Nem a mão eles se dão direito.

Passei o filme inteiro esperando um ápice e o filme acabou e nada me surpreendeu. A ceninha marromeno é quando ele suga o veneno do sangue dela e quase a mata, e quando no fim do filme ela pede pra ser mordida, ele finge que vai morder, mas dá uma bitoquinha no cangote da menina.

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Quando fui deitar depois de ver esse filme, pensei um bucado na minha vida e na minha incapacidade de ter um relacionamento amoroso de verdade. Talvez o filme tenha me tocada de uma forma indireta e por um lado nada ver. O “drama” de Edward de não poder se relacionar com uma pessoa “viva”, tocou um certo ponto fraco meu, que eu não esperava.

Mas isso, não valoriza o filme. Eu achei bestinha, e calhou de me tocar por algo peculiar, mas no geralzão esse filme não fede e nem cheira.

Pra esse tal de Crepúsculo eu dou 3.5 e olhe lá!!!

Mulher Invisível

terça-feira, junho 23rd, 2009

Finalmente assisti Mulher Invisível. Um filme que já estava na minha lista antes mesmo de estrear.

Quando optei inicialmente por ver o filme, me bastava a questão de ter Selton Mello como protagonista da história. O resto já nem me importava tanto assim. Só que, devido à ansiedade, passei a ler um pouco sobre o filme e assistir reportagens onde os atores faziam a divulgação.

Na mosca. Todas as expectativas feitas com base nos comentários, reportagens e leituras, foram certeiras. O filme é exatamente aquilo que eu queria que ele fosse.

É uma comédia romântica que trata de alguns assuntos delicados como a traição, a decepção, a ilusão, problemas psíquicos e um que eu não sabia; a amizade.

O Selton Mello é de fato um dos meus atores favoritos (e isso não tem nada ver dele ser idêntico ao amor da minha vida), ele dá um show de interpretação indo da comédia ao drama com a maior facilidade do mundo.

Sem dúvidas as partes mais marcantes pra mim são três:

1. Todas as vezes que ele passa a escrever sobre seus sentimentos, pra ver se exteriorizando ele consegue tirar de dentro dele toda aquela sensação. Me identifiquei muito.

2. A cena da banheira que praticamente desenha qual é o papel de Luana Piovani no filme.

3. A cena em que ele descobre que o amigo está saindo com Laura e a Luana Piovani coloca lenha na fogueira dizendo que nunca gostou desse amigo dele. Me identifiquei muito, na questão da intuição em várias situações da minha vida.

A trilha sonora é repleta de rock and roll, como músicas de Janis Joplin, Ramones e Lobão. E na seleção de músicas, há uma predominância de composições internacionais, mas eu já tinha lido que o autor fez isso propositalmente para que a música não repetisse o texto dos atores, poderia rolar uma redundância, um ruído.

Minha nota é 9.5 e pronto!!!!