Archive for the 'Desabafo' Category

Constatando-me

domingo, março 20th, 2011

No domingo passado, 13/03, uma amiga minha que mora nos Estados Unidos; passou aqui em casa para nos vermos! Veio ela, os pais e o filho dela de um ano.

 

Foi um momento delicioso, porque eu a conheço desde que tenho 13 anos de idade. Estou prestes a fazer 30 anos, e aí a gente vê que tem história pra caramba nessa amizade aí. E tem mesmo, todas elas muito gostosas de lembrar!

 

Não é sempre que a vejo, e pra falar a verdade nossa amizade foi toda construída fora da internet e por isso não temos lá muito costume de papear no MSN ou seja lá o que for! Geralmente é tudo muito de passagem, só pra ter certeza que está tudo bem com uma e com a outra.

 

Em fevereiro, reencontrei no Rio de Janeiro, uma amiga que conheço desde os meus 11 anos de idade. Olha aí mais quanto tempo de amizade! E o reencontro se deu como se nos vessemos quase todos os dias, ou pelo menos uma vez por mês! E acredite, não é o que acontece.

 

Nos vemos quase de quatro em quatro anos e sempre de surpresa. Nos esbarramos em algum barzinho da cidade, ou até mesmo em formatura; uma sem saber que a outra iria! Mas todo encontro, sempre muito afetuoso e  divertido! Todos com aquela vontade de ter mais tempo, mais papo, mais tudo aquilo que quase nunca se tem na hora!

 

Dessa vez, o reencontro no Rio de Janeiro foi programado. Começou no facebook e acabou em uma deliciosa noite de conversa no restaurante Outback. E o mais gostoso de tudo, foi sentir que toda aquela intimidade e sintonia; não mudaram nada desde aquela época.

 

Nesse último final de semana, encontrei um amigo que já passamos por muitas coisas loucas e que já me fizeram ter certeza que nunca mais seríamos o que somos hoje. Estar na companhia desse amigo é sempre muito gratificante, pelo simples fato de poder sentir que com todas as ventanias que já enfrentamos; acabamos sempre conseguindo que a brisa suave sopre entre nós.

 

E o meu maior orgulho é esse; saber que mantenho contato com os amigos de ontem, hoje e sempre! Sem perder o jeito, sabe? Posso dizer que tudo flui bem desde os amigos de quando eu tinha 10, 11 anos, até os de hoje em dia!! Os que conheci no colegial, na rua, na faculdade, na internet, tudo!!!

 

E o mais legal, é que nunca cataloguei amigos. Se deixar eu misturo tudo no caldeirão e deixo a coisa ferver!!! Porque eu gosto mesmo é de ter todas as pessoas ao meu redor. Não importa onde e como nos conhecemos, mas sim a amizade que nutrimos.

 

Se tem uma coisa que me faz sorrir e sofrer, é algo que envolva a amizade. Eu sou uma pessoa que posso ter o defeito que for, pode me xingar do que quiser nessa vida! Mas se tem algo que eu sou e que eu realmente valorizo; é o termo AMIGO!!

 

E ao mesmo tempo em que tenho alguns momentos maravilhosos como esses reencontros com pessoas tão queridas, eu também acabo sofrendo e entrando em conflito com a visão dos outros sobre a tal da amizade.

 

Já fui uma pessoa 8 ou 80 com relação a amizades, ou era realmente amigo naqueles padrões que eu considerava, ou então não era ninguém na minha vida de menina blasé. Pra mim não servia (e na verdade ainda é difícil) amizades que eu considerava pela metade! Eu queria era o pacto de sangue!

 

Hoje em dia melhorei muito, eu confesso, mas ainda tenho lá os meus conflitos internos; que acabei por não expor mais pra não entrar em discussões desnecessárias e sem muita solução. Hoje prefiro acreditar que do mesmo jeito que preciso me adaptar ao próximo, preciso me adaptar a mim mesma. Saber que algumas coisas irão me machucar, devido às minhas expectativas e minhas formas de sentir.

 

Ainda acho absurdo quando apenas um lado rega a amizade. Ainda acho absurdo quando ouço expressões de “eu sumo e reapareço” (acho conveniente demais!). Ainda acho absurdo quando um lado só fala, e um lado só escuta. Ainda acho absurdo quando há “esforço” só de um lado. Ainda acho absurdo quando um lado é mais incondicional que o outro.

 

Mas, aprendi que somos responsáveis mesmo por aquilo que cativamos. E que ninguém tem direito de cobrar aquilo que nasceu pra ser voluntário, espontâneo. E que temos que ser o que somos e arcar com as conseqüências, cedo ou tarde.

 

E mesmo com todas as coisas que eu já aprendi, e que sei que ainda vou aprender muito, eu vou continuar sempre sendo fiel aquilo que eu acredito.

PseudSurto

segunda-feira, dezembro 27th, 2010

E esporadicamente ela é dominada por uma revolta sem tamanho, e uma vontade enorme de ter um surto de sinceridade. Ela fica tão revoltada com todas aquelas frases faladas repetidamente em vários tons de voz. E o que mais a incomoda, é quando algumas dessas vozes invadem sua vida sem nem mesmo pedir licença e vão logo derramando palavras que muitas vezes ela não quer ouvir. Vozes essas que se calam quando a voz dela resolve balbuciar alguma coisa. E ela gostaria de um diazinho só, colocar merda no ventilador e jogar um monte de verdades na cara de algumas pessoas que andam precisando ouvir. Mas ela aquieta-se e assiste tudo aquilo com certo desespero interno. Ela sabe que também comete erros, e que está longe de ser superior a qualquer outra pessoa. Ela sabe que muita coisa ali ela já fez ou falou, e muito do que ela tanto odeia ver, é na verdade espelho que refletem seus maiores monstros. Ela então assiste de camarote todo aquele burburinho de gente falando enlouquecidamente e espera até sua paciência voltar.

Na contramão de si, só.

terça-feira, dezembro 7th, 2010

Quero ser ouvida

Mas não quero falar!

Dá pra adivinhar o que penso?

Já não dou mais sinais!

Quero um conforto

Um sinal desses qualquer!

Preciso de ajuda

Mas tô me virando bem!

O choro me sufoca

E eu só consigo sorrir

Acho que estou amando!

É só uma de minhas bobagens!

Tenho novidades!

Nada de tão importante!

Tô morrendo de saudade!

Qualquer dia a gente se esbarra!

Ouça o que vou dizer

Vamos falar de você?

O que foi que você disse?

Desculpa, é que hoje não quero falar!

Vamos embora!

Amanhã a gente pode marcar

Closer to me

domingo, novembro 28th, 2010

Ei!

Faz tempo que eu não te escrevo, e não é por falta do que falar. É por excesso.

Queria te dizer tantas coisas, te contar todas as coisas que tenho vivido e pensado durante esse tempo. Eu queria muito te contar minhas últimas experiências, minhas conquistas e mudanças. Tenho coisas que te deixariam feliz e outras que talvez nem tanto.

Também morro de vontade de te ouvir. Quero saber detalhes das tuas experiências. Você parece um menino quando começa contar as coisas que você passa na sua vida. Acho tão bonito. Seus olhos brilham, e os meus se contagiam. Troco o melhor filme ou livro, por tuas histórias de vida. Elas me inspiram.

Sabe, eu sinto falta de quando a gente perdia o nosso tempo debatendo sobre as coisas da vida. Era quase que uma sessão no analista, mas de uma forma muito mais prazerosa! E eu sinto tanta falta disso que minha voz se calou.

Hoje já não consigo mais completar uma frase, um raciocínio. Não sinto mais prazer em conversas profundas, já não sei mais falar de mim e nem mesmo sou capaz de identificar se estou bem ou mal. Nossas meias-palavras trocadas na correria diária da vida me resumiram a menos de 140 caracteres.

Queria tanto te ter mais perto e poder me refugiar no teu abraço toda vez que eu ficasse doente. Porque adoecer me dá medo e eu preciso que alguém me acalme. Queria muito te ter mais perto pra em uma tarde vazia te roubar o silencio e a gente silenciar juntos assistindo um filme. Queria te ter aqui bem perto, pra gente ir pra um barzinho qualquer e rir das besteiras da vida. Queria te ter aqui mais perto pra poder te cuidar quando eu notar que você precisa. Queria te ter mais perto e a gente se juntar com todo mundo e esquecer da hora. Queria te ter aqui tão perto e te pentelhar pra você tocar pra mim a minha música preferida.

Não sei por que, mas eu sempre gostaria de estar onde você está. E sempre me cutuca sua ausência no meio de tantas presenças ao meu redor.

Mas eu não te tenho tão perto assim, e ando me adaptando bem com as coisas como elas são.

Uma hora a gente se cruza e conversa melhor!

A novidade que não interessa a ninguém…

quinta-feira, novembro 11th, 2010

E ai chega uma época que parece que suas saudades são só suas, ninguém compartilha nem divide. E aí nessa mesma fase, nada que você diga é escutado, parece mesmo que de repente você ficou afônica e nem notou. Esqueceram de avisar!

No inicio você até esboça umas frases, tenta até alguns gritos “oi, você que está aí… eu queria contar que…” e ninguém perguntou nada, logo se viram sem deixar que complete-se a frase. E daí o que eu quero contar? Seja lá o que for, não é mais importante que o compromisso nenhum que fulano tem agora. A dona fulana agora tá ocupada demais com aqueles perrengues diários e que quase nunca muda alguma coisa.

Guardo minhas novidades em cima da minha cama junto com alguns bichinhos que me acompanham há 15 anos. Deixo minhas novidades ali expostas, assim quando eu for deitar dou de cara com elas e acabo tendo um bom sonho.

Porque durante o dia, além de viver minha própria vida, eu sigo armazenando palavras e ajeitando as minhas novidades com os meus bichinhos ali, em cima da minha cama.

Eu me apaixonei por você

quinta-feira, outubro 28th, 2010

Me apaixonei pelo seu jeito de olhar

Me apaixonei por suas cores

Me apaixonei por seu tom de voz

Me apaixonei pelas suas idéias

Me apaixonei pelos seus defeitos

Me apaixonei pelos seus medos

Me apaixonei pelo seu riso tosco

Me apaixonei por sua intensidade e suavidade

Me apaixonei pelo seu certo e errado

Me apaixonei pela sua presença e ausência

Me apaixonei por sua delicadeza e grosseria

Me apaixonei por suas  manias

Me apaixonei por suas contradições

Me apaixonei por sua luz e escuridão

Me apaixonei pelo seu jeito estabanado

Me apaixonei pelo seu barulho e seu silencio

Me apaixonei pela sua capacidade de dizer a coisa certa no momento certo

Eu me apaixonei por você e por tudo aquilo que me transformei através de você. Me apaixonei por nós e por cada coisa nossa. Me apaixonei pelo fato de sermos tão  iguais e tão diferentes, com a mesma intensidade.  Me apaixonei por todas as vezes que você me disse a coisa exata que eu precisava ouvir! Me apaixonei por cada momento em que estivemos juntos.

Me apaixonei  assim, como por uma paisagem, um lugar, uma música, uma comida, uma palavra!

Achei!

sábado, agosto 21st, 2010

E às vezes, no meio de uma madrugada despretensiosa, a gente se olha e olha ao nosso redor e descobre que estamos no ponto certo. Descobrimos que estamos ali no momento e do jeito que gostaríamos de estar. Não é algo externo, as coisas não estão assim tão boas não. É algo para com a gente, o famoso descobrimento interno. Aquele “plim” de que estamos fazendo o nosso personagem favorito! De repente de estranha, eu passei a ser minha maior conhecedora! Acho que são os trinta anos que nos dão certa firmeza de ser e estar! Aprendi a lidar comigo, parei de me atrapalhar nos sentimentos e nas palavras, achei minha estação. Nem sei se isso muda conforme o tempo, se passa, se é passageiro ou se é daqui em diante! Olha, repito, não é dizer que as coisas estão boas não, viu? Pelo contrário; eu ando em um momento complicadíssimo,  que envolve uma falsa esperança de me mudar, as decepções em relação a amizades, a saudade profunda de uma pessoa especial, a quase-ausência de uma outra pessoa muito importante pra mim, o falecimento brutal de uma prima, a falta dos meus irmãos  por perto e coisas e coisas e mais coisas! Mas, independente de tudo, sinto minha alma encaixada no meu corpo. Sinto que hoje sou quem eu desenhei. Hoje eu sou minha maior cúmplice!

E de repente!

quinta-feira, julho 22nd, 2010

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais, morrem cada vez com mais facilidade. Morrem todo dia, toda hora, de todas as maneiras possíveis e inimaginarias! E a morte dói. Seja ela qual for. Dói ver a morte, mesmo quando é a prima de uma amiga sua, o filho da atriz, a mãe de um colega seu ou a gatinha de alguém que você gosta muito. E a morte não tem volta, não tem consolo, não tem palavras. Apaga-se uma luz, fecha-se uma porta, termina-se mais um conto.

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais morrem assim; subitamente. Morre inesperadamente, nos deixando sempre perplexos. E mesmo sendo a única certeza que temos da vida, ainda sim é a coisa que mais nos surpreende. Uma das únicas coisas que nos fazem frear de repente. Morre a criança de quatro anos, que não viveu pra expor suas idéias e ideais. Morre o jovem no auge da adolescência, sem nem tempo de se transformar em alguma, sabe-se lá no que! Morre a mulher com metade da vida já vivida, com filhos, netos e amigos. E morre aquele nosso animalzinho de estimação, que nos consola sempre nas horas que mais precisamos (mesmo às vezes a gente nem sabendo).

E de repente; a vida.

E no dia seguinte a luz do dia reascende, as pessoas caminham pelas ruas, o comércio, as portas e janelas se abrem novamente. E a vida continua até que no próximo semáforo, escorregão ou suspiro ela dê mais uma freada brusca e a gente se surpreenda tudo novamente. E assim quantas vezes forem preciso.

Esse texto é pra banalidade da vida e da morte. Acontece diariamente, mas seqüencialmente rolaram quatro que me frearam a vida. Meu carinho à @Prixila, à @Cissa_Guimaraes, à Fabi (Ravi) e ao @Fanitelli…que meu carinho afague vocês!

O Ex

sábado, julho 17th, 2010

A gente nunca namorou, mas você é o meu ex. Por todo o sentimento que um dia eu tive, por todos os sonhos e planos e dedicação que um dia foram voltados à você. Meu ex antes de ter sido, o ex que só deu certo por nunca ter sido “o atual”.

E quando a gente se esbarra é sempre aquela coisa de quem se conhece mais do que parece, e que hoje sabe administrar só a parte boa de uma relação findada, antes mesmo de partir ao meio. E a gente se abraça, se curte e se sorri, com um leve ar de passado bem resolvido.

Toda vez que te vejo, sinto aquela sensação de amizade-pós-termino-de-relação. E toda vez sinto aquele alívio de quem finalmente nota que nós funcionamos bem, exatamente assim. Aquela conclusão de que a gente nunca teria dado certo juntos, e que nosso “junto” é assim, meio separado mesmo.

Leia ouvindo: Cool – Gwen Stefani

Você #1254280

segunda-feira, junho 28th, 2010

E daí que tá pra nascer alguém que chegue aos seus pés! Eu viajo o mundo, conheço as mais belas paisagens, abraço Deuses, bebo do prazer, vejo cores, flores, sinto cheiros, toco o infinito, tenho dias azuis. Mas daí vem você e eu percebo onde verdadeiramente está o meu paraiso.