Archive for the 'Desabafo' Category

Se eu… andasse…

quarta-feira, junho 2nd, 2010

Ah, se eu andasse eu me matricularia em todas as escolas de dança possíveis. Aprenderia vários estilos de dança. Um bem diferente do outro. Aliás, se eu andasse eu pegaria o carro e subiria a Serra até São Paulo. De madrugada. Andaria de carro por todas aquelas ruas e avenidas daquela cidade que não dorme. Como eu. E se eu andasse eu sentaria a bunda na areia da praia às cinco e trinta da tarde. Ficaria sentada vendo o dia terminar. Intacta. Se eu andasse eu aprenderia a tocar algum instrumento musical. Não seria violão. Eu começaria com bateria e provavelmente tentaria algum outro mais exótico também. Ah!!! Se eu andasse, nos meus dias de TPM eu dormiria debaixo da cama. E ninguém nunca saberia disso. Se eu andasse eu preferiria o chão ao sofá. Se eu andasse eu iria em shows sozinha. Porque eu preferiria mesmo. Se eu andasse eu iria tomar uma cerveja sozinha, em plena terça-feira, e ninguém saberia onde eu estaria. Se eu andasse eu daria muito mais abraços. Se eu andasse eu entraria no primeiro ônibus da rodoviária e partiria sem rumo. Se eu andasse eu moraria no Rio de Janeiro. Se eu andasse eu não lamentaria a saudade, eu mataria todas elas. Olha, se eu andasse eu faria jantarzinhos gostosos e convidaria meus amigos para degustarem. Se eu andasse eu escreveria carta e as botaria no correio. Se eu andasse eu fotografaria todas as horas bonitas do dia. Se eu andasse eu gastaria uma parte do meu dia customizando meu quarto. Se eu andasse eu não sentiria sua ausência. Se eu andasse eu mostraria melhor às pessoas e à você, quem eu realmente sou. Se eu andasse eu faria piercing na sobrancelha e outro na língua. Seu eu andasse eu faria mais cursos. E se eu andasse eu iria em mais palestras. Se eu andasse eu iria mais à luta. Se eu andasse eu não faria “revolução de sofá”. Como um amigo teima em lembrar. Se eu andasse eu só seria mais um pouco de mim. Se eu andasse eu não pediria nada, eu iria buscar.

o óbvio

quinta-feira, maio 27th, 2010

O que você lê não é o que escrevo
O que escrevo não é o que penso
O que penso não é o que sinto

Nem sempre o que sinto, é verdade!

Lá, no paraíso dela…

sexta-feira, abril 30th, 2010

E lá ela se sentia livre de todas as neuras, e bichinhos, e todo aquele azedo que ficava dentro dela. Finalmente, lá, ela parou de tomar aquelas bolinhas que calavam o dragão de dentro dela. E lá ela tinha mais voz ativa, segurança e parecia que o mundo dela ficava muito mais colorido. Se ela pudesse, ficava lá pra sempre, longe de todos aqueles medos e todas aquelas inseguranças que já estavam dando no saco dela há muito tempo. E, um dia desses, ela simplesmente arrumou as malas e partiu rumo àquele lugar que fazia tão bem pra ela e pra todo o corpo dela. Deixou nenhum recado e nem aviso prévio, foi como quem saía fugida. Porque no fundo, era isso que ela precisava se dar de presente de aniversário antecipado; uma fuga de todo aquele turbilhão que se instalou na vida dela de um dia para o outro. Lá ela viu o mar, o céu azul, ficou mais perto de Cristo, sorriu sorrisos sinceros e ainda por cima encontrou com a música e o abraço do moço que a fazia sentir menina. Menina, que ela já deixou de ser já tem um bom tempo. Menina que ela deixará de ser novamente daqui alguns poucos dias. Ela foi e viveu tudo como quem se lambuza de brigadeiro de panela. Viveu tudo sabendo exatamente o que e como estava vivendo. Comeu bala, bolacha, Toddynho e ganhou o melhor abraço do mundo. E aí ela voltou, com a sensação de conquista, com as palavras saltando do coração para o papel, como já não acontecia tinha um tempo. E essa ausência de palavras, era mais uma das coisas que estavam naquele tal turbilhão; e que machucava tanto o seu coração.

Meu cérebro eletrônico

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Esses dias estava vendo como é engraçado o comportamento humano. A gente é tão cheio de peculiaridades, tão indefinido. Podemos agir de diferentes formas em momentos tão parecidos, é engraçado isso, não somos robôs, animais adestrados e não temos cenas ensaiadas! Que bom!

Um amigo meu sempre pega no meu pé sobre meu lado feminino que eu odeio tanto! Detesto ser mulher e ter todas essas frescurites meio “emo” que a maioria das mulheres possuem. Esse negócio de dramatizar toda uma situação e de ter ataques de boberinhas e orgulhinhos e pensamentos! Coisas tão cretinas!! E no fim das contas a gente baixa a cabeça porque aquele amigo filho da puta tem toda razão! Tá bom, eu sou mulher porra!!!

Mas eu prefiro mesmo são meus ataques de praticidade! Quando as coisas são como são e eu sou o que sou sem fazer cú doce ou melar a calcinha! É tão mais fácil, mais óbvio e tão menos dolorido! Dá pra ser assim sempre? Até nos dias daquela tpm maldita que te faz chorar a madrugada inteira porque aquele cara sumiu (nem tão sumido assim) ou porque tu perguntou o signo pra uma pessoa e a pessoa disse “que diferença faz?”.

Quero ser prática! Assim, meio menininho e de coração duro! Quero ouvir as conversas alheias e não comparar comigo, quero dar conselhos objetivos, direto. Dá pra perder a necessidade de dizer do amor que sinto? Dá pra ter assim, muuuuuuuita segurança?

Quantas lágrimas seriam economizadas, quantas dores de estomago seriam sanadas e quanta falta de apetite deixariam de existir. Só basta ter fé nas pessoas, nas coisas, na vida e principalmente em mim. Quero ter fé sempre, em tudo!

Eu quero amanhecer assim todo dia, com o céu azul e com toda a segurança do mundo!!!

Mas as vezes meus lados se conflituam. Eu já disse que sou uma atrapalhada com meus sentimentos? Eu inverto sempre a hora do abraço com o coice, e sempre sou doce na hora que deveria ser um tanto azeda!

Essa mania de querer ser menino, de coração duro e frio me transforma em uma atiradora sem controle. Ai, sempre dou empurrão em quem vem com afago, sempre acabo sendo aspera nas horas erradas. Tento me corrigir incansavelmente, mas tem dias que sai assim; sem perceber. Já perdi momentos maravilhosos por ser assim, meio “agridoce” como diz um colega, ou “so bitter and so sweet” como diz uma grande amiga.

Eu quero mesmo é meu manual de instruções, alguém viu por aí? Quero me mandar pro conserto, tentar dar uma ajustada nos fios de humor. Como faz pra regular as atitudes? Quero dar abraço na hora do abraço e coice na hora do coice, tem jeito? Vou ligar na assistencia técnica! Preciso dar um upgrade nas coisas aqui por dentro, urgente!

Letter for U

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

Eu sinto tanta saudades suas, tanta vontade de te ver, te abraçar e olhar esses seus olhos grandes e tão cheios de coisas. Queria ouvir tua voz, dizendo qualquer uma dessas besteiras que você fala só pra me ver sorrindo e concordando ironicamente com você.

Eu sei, tá certo que somos do mundo e você mais ainda. Sei também, apesar de ser toda insegura, que distancia nenhuma é capaz de cortar laços. Inclusive, sei que de um dia pro outro você vem e me bagunça toda novamente!

Mas porque? Porque não dá pra ser quando eu quero ou talvez quando eu preciso?! Porque sempre sobra pra mim compreender as coisas e aceitar que é assim mesmo e coisa e tal?! Porque nunca é o outro lado que espera, que procura, que sente falta? Porque afinal, sempre tenho que te esperar viver pra quem sabe um dia a gente se ver?!

Sabe, eu quero tanto te ver, te ouvir, te abraçar forte, que vou esquecer que você existe! Tô decretando desistencia, pelo bem-estar da minha gastrite! Não dá mais pra esperar na janela quem talvez nunca chegue nem na minha esquina!!!!

E não me venha com promessas!!! Faça ou cale!! Não seja o brigadeiro diante de uma mulher de regime, estou fazendo dieta de ti!!!

Um beijo e até quando (você quiser)!!!!

Se eu puder falar com São Pedro…

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

Se eu pudesse fazer um pedido hoje; eu pediria a São Pedro uma trégua nessas chuvas. Pediria que deixasse o sol brilhar até o anoitecer, e desse um espaço pra lua também aparecer. Se eu tivesse oportunidade, eu falaria com São Pedro pra ter um pouco de piedade desse povo todo sofrendo com as enchentes, com as casas caindo e as estradas se partindo.

Ah, todo dia meu coração acorda apertado! Vejo um sol tão lindo no céu e logo vejo tudo se transformar em água, barulho e desgraça! Será que São Pedro não poderia deixar o pessoal passear por aí bronzeado? Tão bonito as pessoas todas coloridas, estampandos belos sorrisos. É nessa época que tudo soa liberdade, que as pessoas caminham por toda a cidade, felizes, conversando, comemorando, fazendo música, arte, e amizades!!

Se eu tivesse um canal direto, eu pedia a São Pedro que nos desse o direito de dormir em paz, acordar em paz e viver esse verão em paz. Eu diria a São Pedro que já caiu água o sufficient, já morreu gente mais que o suficiente, e a galera já perdeu coisa o suficiente. Se eu pudesse, eu pediria mesmo a São Pedro que parasse com essa molhaceira toda!!!

Mas como eu não tenho um contato direto com o “cara da água”, eu então rezo. Eu rezo para que tudo dê certo, pra que ninguém mais saia machucado e que essa chuvarada toda sirva apenas para lavarmos a alma!!!

2012

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Falam que o mundo vai acabar em 2012 e as vezes eu me pergunto se ele não acabará antes! Mais um político enfiando dinheiro por dentro das roupas e, pior, rezando pra agradecer a Deus! O acordo de Copenhage parece que acabou mesmo em pizza e a gente vai acabar sem água, sem ar e sem comida! Sobrou pra nós mais uma vez! O critério de amizade mudou, os contatos mudaram, os valores mudaram! Parece que as pessoas perderam a noção do peso das palavras, o valor do gesto e a importancia umas pras outras!

E eu queria mesmo é tirar essa oleosidade do rosto, essa amargura no peito e essa dor na barriga. Eu quero mesmo é minha menstruação seja regulada e sem tantos sintomas, que os políticos tomem vergonha na cara, que as pessoas tomem consciência sobre o meio ambiente e que as amizades tenham mais valor!

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sábado, novembro 28th, 2009

Sinceramente? Não sei de fato o que está acontecendo, nem sei como posso explicar tudo isso. As coisas andam dando tão certo, mas tão errado. Talvez, o pouco que que está dando “errado” é muito mais relevante que o “certo” que está rolando.

Sei, talvez eu esteja sendo tão injusta! Mas sabe, é mais forte que eu, que a razão, que toda essa minha consciência de tudo que rola no meu redor. Acaba que uma dor incontrolável invade meu peito, me joga em um vão e eu não crio forças pra levantar. Eu sei, não precisa dar sermão! Eu tô assim, e não gosto de estar!!!!

No fim das contas, uma migalha de atitude, de sentimento, de seja lá o que for, é capaz de transformar um todo. As coisas estão ficando cinza, por mais que eu amanheça e abra todas as portas e janelas em busca do azul, é o cinza que tenho visto.

O que está havendo? Onde foi que o vento fez a curva? Como a gente faz pra todo aquele céu azul voltar?! É só isso que me pergunto da hora que acordo até a hora que pego no sono!

Porque importa tanto?
Porque depende tanto?
Porque não vem?
Porque não flui?
Porque a coisa empaca e não desata esse nó?

Ai meu Deus, seja lá quem você for; dá um jeito nisso vai!!!! Tira esse nó do peito, ou faz a coisa acontecer, hein?!

Puxão de orelha n’eu!

domingo, novembro 15th, 2009

Nunca mais eu postei sobre filmes e shows por aqui, e isso é uma coisa que realmente tem me deixado um tanto angustiada. Primeiro, porque isso mostra que minhas atividades culturais andam em baixa, tenho visto poucos filmes e já até esqueci qual foi o último show que assisti. Segundo, porque o pouco do que vejo tem me dado uma preguiça enorme de escrever minha opinião detalhada sobre.

Sem querer me fazer de coitada, até porque isso é apenas parte do problema, mas é foda você não andar e depender dos outros para fazer as coisas que você faria sozinha sem nenhuma nóia; contanto que tivesse possibilidades físicas pra isso. No SESC de Santos rolaram vários shows bacanas, de jazz, samba, e até do Zeca Baleiro que eu nem gosto tanto. Não fui em nenhum, e o Sesc nem é absurdamente caro, e eu também não fiz nada que fosse infinitamente melhor que os shows. Mas de fato, não tenho como ir sozinha e obrigar papai e mamãe a ir comigo em programinha Cult é realmente difícil, só em casos extraordinários. Sendo assim, sigo o fluxo, sendo quem sou muitas vezes, e outras tantas me deixando em casa e indo só com a casca e o sorriso falso.

Por um motivo ou por outro o fato é que acho que tem faltado um pouco de cultura aqui nesse blog. São tantas coisas de dentro, tantas verdades profundas, que anda em falta de um conteúdo mais útil pra quem acessa esse meu canto.

Mas nesse post fica o meu puxão de orelha, em mim mesma, pra tomar coragem na cara e escrever sobre filmes que andei vendo, sobre Ballet que assisti e sobre músicas que tenho escutado. Shows? Não lembro quando e nem qual foi o último não…

Não, O Teatro Mágico não vale. Pra mim não é show mais, é encontro.

Carta aberta

quarta-feira, novembro 11th, 2009

Oi…

Estou escrevendo, porque eu preciso te falar umas coisas. Eu sempre preciso, não é mesmo?! Minhas palavras são intermináveis e os meus pensamentos são intensos, e os sentimentos inconstantes. Cansei de te cansar. Cansei de te entupir de palavras minhas, que a mim dizem tanto (e tem sempre um tanto a dizer) e pra ti, nem sei. Dessa vez resolvi fazer uma carta aberta, e parar também com essa coisa de escrever e apagar ou passar a noite pensando em coisas que eu gostaria de te falar.

Eu já me conheço bem, e por isso tenho tanto medo das coisas (principalmente as boas) que acontecem conosco. Eu te evitei o máximo, tentei até te tirar da minha vida. Na verdade, quase nem deixei você entrar. Mas você parece que insistiu, correu até meu encontro. Ou então eu estou louca, e me convenci de que você insistia. Veio tão forte, com uma vontade tão própria, me disse coisas que me dava medo! É, eu cheguei a chorar baixinho de tanto pavor que eu sentia das tuas doces palavras.

Você veio e tudo acabou mudando de uma forma tão diferente. Teu jeito, tuas formas de ser e de estar são tão peculiares, tão fascinantes que inebriam meus sentidos todos. Eu que tenho tanto medo, perdi. Soltei os nós, abri as portas e deixei que tudo viesse como tivesse de ser. Deixei rolar, como se dizem por aí.

Mas eu tenho tantas dúvidas, são tantos pensamentos, e eu os engulo com medo de parecer sabe-se lá o que. Luto contra minha intensidade diariamente, tantas vezes ganho e outras tantas eu perco. É que eu não sei ser metade. Eu sou inteira, completa, focada entende?! Tenho dificuldade de lidar com a distancia, e você é e está tão longe. É que eu tenho dificuldade de lidar com a perda, e eu te ganho e te perco com tanta frequencia. E eu não costumo permitir que as pessoas entrem no meu mundo, e você invadiu de tal forma que agora não vejo mais você fora dele.

Mas o que devo eu fazer se na verdade você dificilmente faz/fez/fará parte do meu mundo, aí de tão longe?! É dificil pra mim lidar com essa sua capacidade de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

Te vejo ali, quero lhe tomar por inteiro. Mas nunca sei. Um momento tão cheio de carinho, outros tão cheio de vazio. Não quero atrapalhar sua vida, não quero lhe mostrar da saudade, não quero causar má impressão. Mas quero você, quero te saber, te cuidar, te aprender.

Quando te vejo é tudo tão bom, você faz tudo ficar tão bom e tão verdadeiro. Teu olhar me convence, me conforta, confirma tudo. Teus abraços, teus toques, teu riso. É tudo tão verdadeiro que me assusta. Me assusta pensar em não ter , me assusta pensar em não poder ter isso quando eu mais preciso.

Queria te dizer tantas coisas. Queria ser bem interpretada, queria mesmo é te ter mais perto.