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Da leitura.

segunda-feira, maio 19th, 2008

Confesso. Sou preguiçosa. Tenho lá uma puta curiosidade das coisas, principalmente se tratando de cultura. Mas ah, dá pra mastigar pra mim, por favor? Obrigada, eu agradeço.

Por esse motivo, tem algumas pessoas que me instigam a conhecer coisas. Leopoldo Rezende, Lucas Busto, Jordânia Nayara, Fabio Henrique, Diogo Freire e outros que no momento não me vem à memória. O último, o Diogo, talvez por me conhecer um bucado já vem com tudo desenhadinho pra mim, senta e conta tudo e só de final ele diz “busca isso que é bacana”. E eu busco. E quase sempre gosto. Os outros nem facilitam tanto, costumam dar a deixa e eu por instinto vou atrás. A não ser a Jordânia que facilita um bucado também.

Com livros essa minha dificuldade aumenta. Primeiro por não ter sido criada muito com o gosto pela leitura. Segundo por ter demorado pra ter com facilidade o acesso à livros em PDF para que eu pudesse ler sem depender de ninguém. Basta o computador, olho na tela e alguns cliques no mouse e pronto. Foi assim que bem lentamente resgatei a atividade literária que havia sido abandonada durante um bom período.

Já li alguns livros interessantes. Alguns eu mesma fui atrás como, por exemplo, “um amor pra recordar” e alguns muitos de poesia. Li também um livro homossexual interessantíssimo indicado por um amigo. Nesses eu me envolvi na história. Depois me especializei em Nelson Motta que depois de um e-mail meu, e em um gesto bacana foi me mandando vários livros de sua autoria em formato word pra que eu pudesse ler. Inclusive um que nem publicado havia sido ainda.

Daí então um dia Diogo me falou de um tal de O Guia do Mochileiro das Galáxias, os olhinhos dele brilhavam tanto na mesa de um bar em BH que quando cheguei fiz correr atrás do livro. Comecei a ler. De inicio não era dos livros mais interessantes do mundo pra mim. O próprio Diogo disse que talvez eu não gostasse tanto. Mas eu sou teimosa poxa, vambora ver ondé que isso vai chegar. Eu tentei, juro.

Mas aí esse mesmo mineiro veio até minha casa. E quando estávamos, ele, Nay e eu, sentados no quintal de casa, batendo um daqueles papos gostosos sem nenhum compromisso; ele levantou foi até a mala e voltou com um livro nas mãos. De forma tão bacana ele sentou como quem conta causos e contou detalhes e passagens desse tal livro que só de ter “musicais” no nome já mereceu toda a minha atenção.

Não deu outra, os deixei (ele e a Nay, que também veio da amada Minas Gerais) na rodoviária domingo e quando voltei já corri atrás do tal livro. Não achei. Mas logo na segunda, com ajuda da Nay eu consegui o livro e logo comecei a devorar. Simplesmente achei ótimo. Estou amando e concordando com muito do que é dito, além de ter visto uma porrada de curiosidades sensacionais.

Uma dica? Leia Alucinações Musicais, é no mínimo intrigante.