Archive for the 'Deixa eu contar…' Category

Capítulo 30

quinta-feira, maio 5th, 2011

Nunca me senti tão eu em mim! Acho que os 30 anos é a idade da conscientização feminina! Sou quem quero ser AGORA! Perdoem meus excessos, transbordo por todos os poros! Não me pintes de Santa, quando digo que transbordo; não me refiro só ao amor! Também transbordo raiva, medo, desejo/tesão e claro que sim o amor também! Tenho em mim todos os sentimentos, uma vontade enorme de pular de pára-quedas, de gritar ao mundo que me encontrei! E me encontrar hoje, é saber me perder também. É saber exatamente o peso das minhas lágrimas e dos meus sorrisos. É saber pagar o preço das minhas escolhas e, principalmente, das minhas palavras. Fazer 30 anos, não é ficar velha não! Jamais! Trinta anos é aquele ponto que a fruta amadurece e pula sozinha lá do alto da árvore! Pra mim, fazer trinta anos é encontrar o eixo. É ser seu próprio centro de equilíbrio. Mas nem por isso não deixar-se desequilibrar, claaro!  Fazer 30 anos não é ter a “crise dos 30”, crise a gente tem desde que nasce até o dia que morre; aos 30 anos a gente só toma consciência de que aquilo é uma crise e que logo passa!

Dave Matthews Band – #2

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Desde o dia 17 de julho, a minha vida estava voltada para o dia 08 de outubro. Na passagem desses dois meses, vivi muita coisa boa e tive muitas realizações importantes. E vivi do jeito que era merecido se viver. Mas ainda sim, era o dia 08 de outubro que estava na “área vip” dos meus pensamentos.

E nada e nem ninguém, acontece na minha vida pelo simples fato de acontecer. Não era por acaso a data, o lugar e a cidade onde aconteceria aquilo que eu tanto esperava! Era dia 08 de outubro. Era no Rio de Janeiro. Era Dave Matthews Band. E pra completar; era O Teatro Mágico.

8 – infinito

10 – 05+05 (eu nasci dia 05/05)

2010 – …

Rio de Janeiro – Cidade que eu mais amo.

Dave Matthews Band – Fernanda  /  Diogo / Fernando

O Teatro Mágico – Amigos / Cláudia / Fernando

Estava tudo tão perfeito, que a medida que a data se aproximava; eu ficava mais tensa e ansiosa. Cheguei até a ficar monotemática por alguns dias, de tanto que minha ansiedade e meus pensamentos estavam voltados pra esse show!!! Não sabia nem mais ou menos como tudo aconteceria, mas tinha certeza que seria inesquecível.

Poucos dias antes do show, recebi a notícia de que a Cris (amiga da Natália e minha fada madrinha!) possivelmente conseguiria me apresentar ao Dave Matthews, mas que ainda não tinha certeza de nada! Mesmo assim meu coração passou a bater acelerado, e minha ansiedade só triplicou. Não sabia como seriam meus dias, mas sabia que dia 08 de outubro eu estaria no Rio de Janeiro pro show da minha vida!

Além da minha ansiedade, tenho um carinho muito grande pelo Fernando Anitelli e pela forma de como tudo aconteceu quando o conheci, e no que se transformou no que é hoje. E, devido a todo esse carinho construído, eu estava também muito ansiosa e feliz por essa conquista dele de abrir o show da Dave Matthews Band.

Um cara que empenhou casa, carro, largou o emprego pra se jogar em um projeto maluco que nasceu na cabeça, e que poderia dar tudo errado. Um cara que lutou tanto pela música, pelos ideais e por esse projeto; como mãe que luta por um filho. Depois de tanto preconceito, tantas brigas, processos, dores, esforços. Finalmente esse cara estava prestes a subir no mesmo palco de uma das melhores bandas, e ainda por cima sua banda FAVORITA. Era muita recompensa pra um cara que vive com tanta intensidade como ele.

… E isso cara, isso pra mim era quase como se EU fosse subir naquele palco. Como se fosse meu filho, meu irmão, meu melhor amigo! De fato era um momento importante, e eu não poderia faltar.

Um dia antes de ir viajar, a Cris me mandou email confirmando que eu teria a oportunidade de conhecer a Dave Matthews Band e, dali em diante, eu não fazia mais nada que não fosse olhar os meus emails esperando as ordens da produção de como, onde e que horas eu deveria chegar.

Esse email chegou dia 08 de outubro às 16h. Daí você imagina meu emocional.

Pra completar, minha irmã estava em dúvida se iria comigo ou se iria ao show do Bon Jovi, que aconteceria no mesmo dia, na mesma cidade, só que era na Apoteose. Eu queria muito que ela fosse comigo, senão teria que ir com meus pais que apesar de dedicados e carinhosos comigo, estão velhos e acaba rolando diversos stress. Mas por outro lado, não poderia pedir que ela perdesse o show que ela tanto queria ver, e eu também achava que possivelmente ela não gostaria de ver DMB.

No fim das contas, minha irmã foi comigo, e eu fiz tanta pressão que chegamos lá no HSBC Arena por volta das 19h45.

Chegamos lá, pedimos informação sobre as instruções do email e falaram pra esperarmos até as 21h45. Aproveitamos e fomos comer rapidinho e já dei um beijo no Sr. Odacio (Pai do Fernando Anitelli do O Teatro Mágico) e compramos umas balinhas. Mas logo voltamos para o local que deveríamos esperar até as 21h45. E no meio do “chá de cadeira”, eis que surge do nada no corredor, a cabecinha curiosa do Dave Matthews, que foi ali dar uma espiadinha no saguão.

Fiquei ali ao lado da muvuca só observando o cara atender as pessoas, cheio de carinho e humildade. Ri quando ele fazia careta para as fotos, lembrei de ALGUÉM que também faz isso sempre. De repente nossos olhos se encontraram e sorriram mutuamente. Nunca vou esquecer esse momento. Dave esboçou um “Hi” sem som, e eu me surpreendi com meu próprio “Hello” não tão alto, mas o suficiente pro Dave voltar a olhar sorrindo pra mim e vir em minha direção. Uma realização. E eu, totalmente consciente do momento.

Dave se abaixou ao meu lado, sorriu, perguntou como eu estava e se estava esperando pelo show. Apesar de estar em erupção, surpreendentemente consegui respondê-lo corretamente e o principal; não morri com tanta aproximação do Dave. Depois se posicionou para tirarmos a nossa foto.

Dave Matthews conversou comigo o tempo inteiro olhando em meus olhos.

Depois disso, Dave saiu para subir ao palco pra apresentar O Teatro Mágico. E eu, mesmo não estando ainda na platéia pra ver o Fernando realizando o sonho, nem tive tempo de recuperar da minha emoção com Dave e já me emocionei ao ouvir o Dave apresentando a galera d’O Teatro Mágico.  Momentos especiais um atrás do outro!

Mandamos, através de smartphone, pro Diogo a foto minha com o Dave. Aquele momento era dele também. Era nosso. Era ele que deveria estar ali comigo. E minha irmã, no Bon Jovi.

Perdi boa parte do show do O Teatro Mágico esperando o Dave nos receber em seu camarim. Perder o show d’O Teatro Mágico tava me cortando o coração. Eu já vi o show d’O Teatro Mágico várias vezes, mas esse era tão especial. Mas a “dor” de não ver o show passou quando eu soube que o Dave estava demorando pra vir porque estava vendo o show do Teatro Mágico. Ao saber disso eu relaxei, eu perderia o show inteiro do Teatro Mágico e esperaria ali durante horas com todo prazer do mundo, sabendo que meu ídolo tava sendo visto por outro ídolo meu.

Depois de um bom tempo, Dave veio ao camarim e nos vimos novamente. Vi o olhar sorridente novamente e a voz brincalhona dele dizendo “hello again!”. Tiramos outra foto, trocamos palavras e depois de atender a todos com carinho ele foi se concentrar…

… e eu sai correndo com a cadeira, voaaando pra tentar ver O Teatro Mágico. Mas cheguei ao final da última música e só vi o momento de agradecimento.

Nessa hora me senti triste e decepcionada. Acabei não vendo os meus queridos no palco em um momento tão importante! E ainda corria o risco de nem dar sequer um oi a eles. Já os vi e verei milhões de vezes, mas é o momento, é a ocasião especial que tava contando ali!

Graças a Deus a Maíra Viana veio me buscar e me levou até eles. Foi tão especial pra mim esse encontro! Por tantas coisas. Eu queria estar nesse momento, queria abraçá-los e mostrar que tava ali vivendo junto! E foi intenso, lindo.

Depois disso voltei ao show, pra dessa vez não perder o show da Dave Matthews Band. Fiquei preocupada em não conseguir assistir o show em um bom lugar. A pista Premium estava lotada e não tinha como ficar na grade. Ali na pista esbarrei com Marisa Orth, Helena Ranaldi, Fernanda Souza entre outros.

Logo o Rodrigo conseguiu que eu ficasse na coxia pra assistir o show longe do tumulto e sem ninguém cobrindo minha visão. Não era de frente, mas era de fato um lugar privilegiado e eu pude ver tudo direitihho!!

O show da Dave Matthews Band foi realmente sensacional. Muito melhor que a minha primeira vez no “About Us” em São Paulo, dia 28 de setembro de 2008. A banda estava mais familiarizada e mais contente. Vi que todos eles estavam a vontade e animados em ver aquele o HSBC lotado de gente cantando todas as música; das mais clássicas até as menos conhecidas, se é que teve alguma que não fosse conhecidas pelo público presente!

Fico embasbacada com o carisma e o talento isolado de cada integrante da banda. Dá pra você focar em cada um e ficar vidrado durante horas vendo o cara brincar com a música. Eu obviamente fiz isso, como costumo fazer em cada show que eu vou. De voz a violino, passando por baixo, bateria e sopros; os caras deram show tocando até a nossa velha conhecida “Garota de Ipanema”.

Não decorei o setlist, mas foi sensacional ouvir mais uma vez #41, Crash Into Me, Ants Marching, ao vivo ali pertinho do palco. E com algumas pessoas que gosto muito, mesmo eu ficando vidrada no palco sem nem olhar o que acontecia ao meu redor.

É maravilhoso ver o entrosamento da banda entre si, os caras parecem estar em uma reunião de amigos, dialogando musicalmente! Você não sente desconforto nenhum entre eles, parecem que sabem exatamente o que o parceiro de palco diz através da música! Sintonia bonita de se ver.

Fiquei pertinho do cara (sei lá o nome) que era responsável pela guitarra e violões do Dave. Eu fiquei fascinada olhando os maquinários do cara!!! Parecia uma mesa de cientista, com luzes, botões, cordas, chaves, tudo preparado pra qualquer imprevisto! E a cada final de música o Dave trocava de violão e aquele que ele tinha acabado de usar era afinado novamente! O cara passa o show inteiro afinando violão!!! Acho lindo isso, esse cuidado musical!!!

Em uma dessas subidas no palco pra entregar um violão recém-afinado para o Dave, quando o cara desceu do palco me deu 4 palhetas e um setlist do show!!! Imagina se não guardei com carinho?! Muito bacana a atitude e atenção!!!

Achei muito respeitoso o modo que a banda lidou com o público e principalmente com a banda de abertura, que no caso era O Teatro Mágico. Além do do Dave apresentar pessoalmente a banda, ainda fizeram questão de assistir grande parte do show do Teatro Mágico. Além disso, conversaram com todos os integrantes da banda, sempre com muito carinho, elogio e muita humildade!!!

Minha falecida avó costumava dizer: “Quem beija meus filhos, minha boca adoça”. E isso que eu senti. Ver o carinho e respeito deles com O Teatro Mágico, só reforçou minha admiração.

Aliás, se tem uma coisa que esse show fez, foi reforçar minha admiração.

– Admiração como músicos

– Admiração como pessoas

– Admiração como artistas

Todos que participaram e, principalmente, colaboraram pra esse dia; saibam que foi um dos momentos mais felizes pra mim!

PS: Eu devo ter esquecido algo. Mas o que esqueci eu conto em uma mesa de bar, com uma cerveja gelada e um canudo!

The Swell Season – O Show!

terça-feira, agosto 31st, 2010

(esse post deve ser gigante!)

Antes de contar sobre o show em específico, preciso contar que a vida é mesmo uma danada que só!!! Quando ela quer, monta o quebra-cabeça de forma assustadoramente linda!!! Porque olha só:

– O Fernando, nas nossas trocas musicais, me falou de um tal filme chamado Once e me mostrou um vídeo da The Swell Season, que eu me apaixonei na hora e logo fui e peguei tudo que pude em mp3 dos caras!!! Depois de um pouco mais de um mês, em uma twittada e outra com o Danilo; falamos de Once e aí sim eu resolvi assistir. Me apaixonei pelo filme e fiquei com vontade de gritar para o mundo assistir também! Fui empolgada falar com o Diogo que, não só já tinha visto como tinha ido no show três dias antes dessa nossa conversa!!! Passado isso, deu uns 3 meses e foi anunciado o boato do show aqui no Brasil e logo eu e Danilo fomos os primeiros a afirmar que íamos!!! Nisso, vem a Jessica e me conta que viu um filme lindo com um casal de músicos de verdade, e que eu iria gostar. Contei que não só já conhecia e amava, como iria no show!! Ela contou ao namorado que se empolgou e então marcamos de irmos juntos.

Saca o ninho de gato que envolveu esse filme e essa banda!! E tudo isso muito coincidentemente.

– A Pati, que conheci numa dessas andanças de comunidade e de twitter sobre Dave Matthews Band, e que anos depois descobri que era amiga do Fernando e do Danilo e que era taurina e fazia artesanatos lindos; também acabou se empolgando a ir no show porque também conheceu The Swell Season através do Danilo e também se apaixonou!!

– Quando a Jessica conheceu o Bruno, coincidentemente ele gostava de tudo que eu gosto. Toquinho, Moska, Teatro Mágico e muita música brasileira!

– Quando Danilo comprou convite, era ao lado da minha mesa!!! E ele ainda soltou a frase no twitter “Quase que a gente senta na mesma mesa!” e no final das contas… nem a minha, nem a dele, ficamos na mesma mesa vip!!

Pois bem…

Chegamos no HSBC Brasil tensos depois de tanto transito e pavor por estarmos atrasados. Além do que, eu stresso fácil e já crio aquele clima tenso. Taurina quer tudo, se algo dá errado já faz bico e sai quebrando o mundo.

Logo descemos do carro e o Bruno já pegou nossos ingresso e já veio um bombeiro que nos colocou em um lugar melhor que o nosso… na área VIP!!! Um lugar ótimo e na boca do palco, estávamos radiantes! E eu só não sabia como ligar para a Pati e outro pessoal, meu telefone tinha ficado com meus pais no carro. Mas, logo vi o Fernando saindo do camarim e já dei um “ei!” e então conversamos  e combinamos de ficar na mesma mesa. Ele foi dar uma volta e já voltou com Danilo, Renata, e depois veio a Donela. Só sei que no fim das contas juntamos uma galera legal na mesa!!!

Tudo aconteceu no tempo exato. O show começou quando já estávamos acomodados, conversados, mas não deu tempo de sentir canseira de tanta demora. Foi na hora certa, que entrou “Os Varandistas”.

Os Varandistas é um grupo de amigos que tocam, compõem, poetizam, sem muitas pretensões. Mais pela amizade e gosto pela arte mesmo. Tanto que, pelo que sei, eles ainda não gravaram nem CD. São ótimos, e precisam de mais destaque e  ferramentas; porque eles têm tudo pra decolar vôo. Aliás, a Maria Gadu, que é uma Varandista, já está alçando grandes vôos.

Não sei se gostei ou não. Precisava ouvir com tempo e sem uma pessoa SUPER EXTASIADA e ESPALHAFATOSA perto de mim repetindo mil vezes a mesma novidade. Brincadeiras à parte!! É que na verdade a abertura foi curtíssima e não deu mesmo para ver qual é a da galera no palco. O grupo é numeroso, e eu achei diferente que  eles fazem um negócio de sentarem alguns no cantinho do palco, enquanto os outros cantam. Não precisava disso, mas fica gracioso eles de platéia deles entre si.

Após o show dos Varandistas começou então os preparativos para The Swell Season. E eu já comecei gostando, porque não demorou quase nada de uma banda para outra! Foi o tempo de eu ouvir uma música inteira no Iphone e assim que a música acabou, Glen Hansard já estava no palco. Assim, como qualquer mortal. Sem jogos de luz, fogos e nenhum outro artifício. E isso já me ganhou.

O show do The Swell Season é aquele tipo de show que tem me cativado cada vez mais por aí; um show intimista e que você realmente se sente fazendo parte da coisa. O cara não precisa de um palco extraordinário, não precisa de nada além de um espaço para os instrumentos e seus companheiros de banda. E faz um showzaço com competencia e carisma!!!

Não decorei a ordem das músicas e não me preocupei com isso naquele momento. Ver e sentir aqueles caras no palco era tudo o que eu queria. Parecia uma festa entre amigos, uma suruba gigante; porque eu só ouvia gemidos de pessoas suspirando daquelas letras profundas e da força misturada com suavidade de Glen Hansard e Marketa Iglova. Cheguei a ouvir alguns comentários nas mesas ao redor, e muitos deles bem engraçados. Um comentário de um garoto me chamou a atenção, mas o adjetivo que ele usou era tão absurdo e bizarro que agora me fugiu da mente.

Achei a banda muito boa e, por vezes me perdia nos sons da bateria e do violino; que estavam logo ali na minha frente. É um som até simples, mas feito com uma intensidade absurda. E as composições são tão lindas, que realmente nos tomam de corpo e alma.

O Glen Hansard não é ruivo por coincidência. O cara emana uma luz fenomenal em cima do palco. Ele está na casa dele, brincando e cantando com seus camaradas; não é possível!!! O cara se torna gigante e ao mesmo tempo não perde a igualdade com a platéia. Ele canta, fala e olha nos olhos de cada um ali sentado diante dele. O cara bate papo, canta sem microfone e se diverte, como bons amigos fazem em uma mesa de bar de uma noite qualquer! Além de tudo isso, o cara canta pra cacete!!! Ele ecoava uma voz enorme dentro daquela casa de show, era inacreditável. Arrepiava qualquer um! E a platéia assistia e participava daquilo, de uma forma única.

Durante o show, diversas vezes o Fernando, a Jessica e o Bruno me perguntavam se eu estava gostando.  Eu acho que mesmo não convivendo com Diogo Freire, eu tenho uma mania semelhante a dele: não consigo cantar, me sacudir e me distrair durante um show. Eu fico compenetrada, gosto de observar cada mínimo detalhe; sonoro ou de presença de palco. E por isso, eu só conseguia responder “pra caralho”, pra não interromper aquela coisa toda que estava acontecendo ali, e me distrair tentando explicar minha opinião sobre o show!!

Eu ainda não comentei da Marketa, né? Mas eu não posso negar que ela  é quase  um anjo cantando naquele palco. Anjo de voz doce, anjo que toca violão e piano lindamente. Mas um anjo. Um anjo quieto, um anjo de fala suave, que quase não gesticula e que observa tudo e a todos; como quem guarda cada cena, cada olhar, em sua memória. Marketa me pareceu uma menina, menina que faz a sua própria farra interior. Marketa me parece tímida e quase que retraída, comparado com a intensidade de Glen Hansard. Mas ela é doce e deixava todos atentos àquela sua voz suave, não só quando cantava, mas também quando arriscava algumas falas em português.

Achei muito bom o esforço dos dois de tentarem falar o máximo de português possível. Não ficaram no “Oi Brasil” nem no “obrigado”. Eles se esforçaram, falaram frases completas e tentaram mostrar ao máximo que estavam gostando de estar aqui e de fazer a platéia fazer parte mesmo, daquele encontro. Em nenhum momento demonstraram superioridade por se tratar de um show internacional, muito pelo contrário. Isso pra mim conta muito, além da música perfeita.

Ao final do show, chamaram os Varandistas e o Fernando Anitelli para cantarem uma música de Bob Dylan. Tudo bem na beira do palco, em clima de bagunça e confraternização. Neste momento palco e platéia já eram uma coisa só. E foi nesse clima de brincadeira e união, que terminou um dos melhores shows que eu já presenciei.

You Ain\’t Goin\’ Nowhere

Fica também uma ressalva para todo o clima das pessoas com quais eu contei com a companhia. Aquele clima que, quem me conhece sabe o quanto gosto e é importante pra mim, que é o clima de sorrisos harmoniosos, brincadeiras saudáveis, e leveza. Todos em uma mesma sintonia. Além de estar presente pessoas muito importantes pra mim.

E que amanhã, a gente se divirta sempre assim!!!

Trilha…

sábado, julho 3rd, 2010

Estava aqui pensando em algo pra postar, e daí que estão rolando tantos sentimentos que seria impossível colocar algo no papel. Pra se ter uma idéia; eu estou em meio a uma possível mudança para o Rio de Janeiro que é onde sempre sonhei em morar, estou em plena tensão pré-menstrual, estou apaixonada por uma daquelas pessoas que não se deve apaixonar, e um grande amigo meu está morando muito longe e fazendo uma puta de uma falta! Impossível ter alguma inspiração decente e “postável”.

Mas resolvi fazer um top das músicas que, por algum motivo, estão fazendo parte da minha trilha sonora! Não dê risada, é bizarra o “ecleticismo” das músicas.

1.

Eu nunca ouvi essa cantora. Mas a música, apesar de besta e romântica pra caralho, grudou na minha cabeça. Ela me faz sentir coisas, e me chamou atenção desde a primeira vez que ouvi um trecho minúsculo.

2.

Essa música é genial. Acho que ela sempre vai fazer parte da minha trilha sonora! Oswaldo Montenegro é a minha dor profunda, sabe-se lá porque! Eu seria capaz de separar muitas outras do Oswaldo. Amo muito!!!!!

3.

Como eu disse, mais uma do Oswaldo Montenegro!!! Essa música me lembra minhas duas Estrelas que tenho tatuadas no pulso esquerdo. Amo demais, sinto essa música como se fosse algo realacionado a cumplicidade! Choro por dentro, quando ouço.

4.

Seria difícil também escolher uma do Glen Hansard e da Marketa Irglova. Desde que fui apresentada para as músicas deles, eu me apaixonei como se fosse fã desde pequenina!!! Escolhi essa música, porque talvez eu esteja romântica hoje, mas eu poderia ouvir todas!!!

5.

Caramba!!!! Dave Matthews Band, eu gosto de TODAS deles também. Tem vezes passo dias e dias só ouvindo DMB!!! Esqueço do mundo, completamente!! Mas acho que sempre tenho esse receio e essa neura que questiona a música. Acho que é minha grande neura, e tem sido ultimamente o meu questionamento!!!

6.

Essa música eu redescobri faz algum tempo. Na época me apeguei a ela porque além de tudo ela casava com o “amorzinho” que eu estava sentindo na época! Daí esse poucos dias voltei a ouvi-la e o melhor de tudo é que consegui desvencilhar das lembranças. Hoje posso dizer que gosto da música porque ela é uma delícia e tem uma malemolência muito boa!

7.

Olha, eu devo estar com problemas!!!! Eu não gostei desse CD não, é porque eu acabo tendo o vício de me apegar em letras! E eu achei as letras desse CD bem bestas, fraquinhas!!! Mas eu gostei da sonoridade dessa música, achei que musicalmente falando ela está bacana!!! Sei lá, me irritei com a letrinha retardada, mas me apeguei na música!

8.

Porque eu sou uma raruxa assumida e incorrigível!!! Que caralho, não? Mas essa música é uma das que mais mexem comigo. Sei lá, existe tanta coisa dela em mim. Fora que é uma das poucas músicas e poucos shows e momentos, que me fazem chorar!!!! Adoro.

9.

DISPENSA COMENTÁRIOS?!

10.

Essa música é uma delícia!!! Quando tudo está na merda, você bota essa música no volume alto e não tem astral que não levante!!! Ah, não tem mesmo!!!

• Bonus!

Essa música conheci faz pouquissimos dias!!! Ela veio como uma luva para o momento que estou vivendo!! Ela me remete à toda essa mudança que estou vivendo, e me levanta o astral! Já gostava dessa banda, agora só melhorou o meu interesse!!

Da luta eu (às vezes) me retiro!

domingo, janeiro 10th, 2010

Com essa moda de twitter, a gente fica lendo e bombardeando opiniões. E daí um bucado de coisas que vou lendo vão dando uma vontade imensa de postar um texto maior do que 140 caracteres, e então quando acho válido eu corro pra cá.

Como gosto de cultura e principalmente de música, o que mais rola no meu twitter são assuntos ao redor disso; da música livre e da cultura livre. Leio tudo sempre com muita atenção e busco inclusive acessar os links, pensar no assunto e tudo mais. Muitas vezes retwitto, porque acho válido que as coisas sejam visíveis. Quem tiver interesse olha e pronto, senão é só passar pro próximo.

Nem sempre isso significa que eu apoio a tudo de olhos fechados, sem sequer questionar. Não acho bacana a idéia de abraçar ideais só porque “tá na moda” ou seja lá qual for a influência. Mas também não acho que seja errado repassar algumas coisas que você ache interessante o debate.

Nunca tive muita facilidade para o radicalismo e nem para abraçar as causas. Sou péssima em convencer as pessoas, morro de preguiça em defender uma causa, e geralmente não faço questão que ninguém concorde comigo. Tudo isso me faz ser uma fracassada na defesa do que quer que seja!

Eu não sou a favor de Cds custando “os olhos da cara”, mas também acredito que os artistas devem ser reconhecidos sim por suas obras. Acho que é justo determinadas coisas serem acessíveis à população através do download livre. É uma questão de livre acesso mesmo, das pessoas terem oportunidade e liberdade de construir seu conhecimento. Mas acho sim que o radicalismo é intenso, perigoso, e até insano!

Acredito que pra tudo deve haver um debate, um estudo até que se chegue a uma conclusão justa e que não deixe nenhum dos lados perdendo. Isso é a ética, chegar em um ponto que seja bom para todos. Eu gosto muito do sistema da Trama Virtual que oferece download gratuito e ao mesmo tempo recompensa o artista de acordo com o número de download.

Acho a luta válida, e obviamente sairia ganhando tendo a liberdade de puxar quantas e quais músicas eu quisesse. Poder ouvir um CD e se acha-lo uma merda simplesmente deleta-lo ao invés de chorar o meu dinheirinho mal gasto.

Mas lutas no geral me assustam, existe muito oportunismo. É muito assustador e confuso ver o radicalismo das pessoas em relação à tais causas. Não sei até onde rola esse oportunismo, até onde vira chatice, lavagem cerebral e coisa e tal! Tem que tomar muito cuidado quando se que defender alguma causa, porque dependendo da abordagem a coisa vira um ruído, algo que as pessoas escutam, leem, mas não absorvem, como uma propaganda eleitoral, por exemplo. Acho que quando a pessoa começa se pautar apenas por determinado assunto, perde o valor porque aí já não rola muita imparcialidade.

Talvez por isso eu tenha certo preconceito a religião, vegetarianismo, feminismo e coisas do tipo. Além de ter as minhas opiniões pessoais em relação a esses assuntos, parece que as pessoas ficam focadas demais no assunto e não conseguem debater mais nada! Vira fixação!!! Mas de certo modo acho bom que tenham pessoas aí pra defender temas de religião, vegetarianismo, natureza, etc, assim o mundo não fica totalmente acomodado com tudo, existe sempre uma legião de desacomodados por aí pra suprir o comodismo e dar umas remexidas com nossas consciências.

Minha condição é do amor…

quarta-feira, dezembro 9th, 2009

Essa semana que passou, estive conversando bastante sobre o homosexualismo. Não sei porque mas, por brincadeira ou papo sério, esse assunto andou sendo pauta nos meus dias.

É hipocrisia dizer que sou uma pessoa livre de preconceitos, tenho muitos e entendo que infelizmente isso está entranhado em qualquer ser humano. Mas já fui uma pessoa demasiadamente chata, com pensamentos pequenos, quadrados, idiotas. Graças a Deus eu segui o fluxo normal da natureza; amadurecer e cada vez mais abrir a cabeça e estar disposta a compreender aquilo que está for a da minha realidade. Vim a essa vida pra aprender, estou disposta a isso.

Mesmo na época de grandes preconceitos e com uma visão mais restrita sobre o mundo, uma coisa que nunca tive restrições é na questões humanas. Acho que quando se trata de bons relacionamentos, tudo vale a pena! Não importa idade, sexo, nada!!! Costumo dizer que mais vale o amor do que a guerra. Antes homosexuais relacionando do que heterosexuais em guerra e vivendo a tal da violência domiciliar.

Essas coisas nunca me espantaram, nunca me causou estranhamento. A única que não gosto muito, e isso independe o “tipo” de casal, é de pessoas que expõe demais o que a meu ver deve ser feito a dois. Não acho necessário que a pessoa fique beijando, abraçando, fazendo carinhos em público. Acho que isso constrange. Mas pra mim, não há diferença nenhuma se forem dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher se agarrando em público.

Mas continuando, eu sou daquelas pessoas que acredita que a gente nunca sabe de quem vai gostar. Acredito que a gente pode sim evitar o envolvimento, evitando determinadas aproximações mais profundas, não confunda minha teoria pra sair por aí furando olho de geral. Mas acredito que não escolhemos por quem temos atração inicial; pode ser loiro, moreno, careca, gordo, magro, ruivo, homem e mulher. Eu não acredito que seja nenhuma doença e nem disturbio; assim como eu tenho atração por pseudo-intelectuais, músicos e de cabelo cacheado, que não gosta de moda, alguém pode ter atração por gordo, ou por pessoa do mesmo sexo.

O foda disso tudo ainda é o preconceito.. Ainda existe o medo da rejeição, ainda existe o tal do tabu!! Os pais ainda temem por seus filhos e muitos desses filhos ainda temem por seus pais e por toda a sociedade. Tem muita gente que esconde por medo de não ser aceito, por medo de não ser correto e até medo de ser pecado!!!! Isso tudo é pra mim, um grande absurdo!!!

Tem muita gente que comenta que “o mundo gay” é sempre muita putaria, todo mundo comendo todo mundo e coisa e tal. Eu digo sempre que putaria existe em todos os lugares, um momente de mulher assanhadinha de shortinho se insinuando pros caras, e um monte de cara metido a “pegador”. Isso não é privilégio do “mundo gay”, isso é pessoal, cada um é como é.

Não gosto muito também, quem gosta de “pagar uma de gay” pra se achar na malandragem. Já vi muita mina sair beijando mulher por aí, pra dar uma de malandra, ou ficar espalhando que é isso ou aquilo pra mostrar que é alternativa. Isso tudo é que acaba denegrindo as coisas, confundindo as cabeças e aí sim o mundo vira uma suruba generalizada!

Existem pessoas que se atraem sim, por pessoas do mesmo sexo, do mesmo jeito que por pessoas do sexo oposto. Conheço gente que vive por pura e simples sacanagem, gente que tem relação com mulheres pra suprir carências masculinas, mulheres que transam com mulheres pra atrair seus paqueras homens e gente que se envolve em relações homosexuais bonitas, verdadeiras e duradouras!

Tive um colega na terceira serie, e que hoje em dia descobri que ele assumiu sua condição sexual e até se transformou em uma mulher. Fiquei muito feliz e aliviada de ver que a pessoa conseguiu finalmente quebrar as barreiras e se aceitar do jeito que realmente é. Fiquei triste de vê-lo com certa vergonha de mim no inicio, com medo da minha reação, mas com o tempo pude mostrar que comigo isso não tem nenhum mal estar.

Tenho muitos amigos gays, tanto homens como mulheres. Escuto as histórias, dou conselhos, e acho tudo isso normal. Não existe rotulo, separação, diferença entre esses amigos. A vida pessoal de cada um não me diz respeito.

O que mais me fode em tudo isso é o tal do radicalismo. Não acho que por a pessoa ser homosexual ou a favor disso, ela precise levantar a bandeira nenhuma. Já disse uma vez, e repito que sou, de certa forma, contra a tal da Parada Gay. Acho que é por esse caminho que as pessoas vão conseguir seus “direitos” e tem muita gente que vai mesmo pura e simplesmente por causa do oba oba!

Além do mais, acho extramamente ridiculo esses famosos e políticos querendo dar uma de descolê e apoiando a Parada Gay. E, mais ainda, esse povo banalizando os sentimentos por aí.

Enfim, não fiz esse post pra dizer que sou alternativa, malandra e livre de todo e qualquer preconceito. Nem tampouco levantar bandeira nenhuma! Foi um assunto presente em meus dias, e eu resolvi expor um pouco de tudo que penso sobre isso. E, é por essas e outras que nunca digo nunca, e não descarto a possibilidade de talvez um dia me sentir atraida por uma mulher. Sinceramente estou de coração aberto pra tudo, e inclusive não deixaria de gostar, ou me envolver com alguém; baseado na condição sexual da pessoa. No fim das contas o que importa é saber quem as pessoas são por dentro. É isso que conta. Se não fosse ninguém fecharia os olhos na hora de beijar.

Agradecimento especial para Maely pela ajudona!

Papinho de bar…

sábado, dezembro 5th, 2009

Resolvi fazer um post assim meio sem compromisso e sem muita profundidade. Meu céu está mesmo indeciso, tem dias que amanhece encoberto e outros ele amanhece em uma imensidão de azul. Então, xá pra lá tudo isso e bora pra conversa de bar.

Eu tenho fama entre alguns amigos, de gostar de cara feio, o que eu acho sacanagem com os caras que eu aprecio; coitados, não são feios realmente! A diferença é que não gosto de galãs, sabe? Aquele que a escola toda suspira, ou aquele que tem tudo pra ser modelo? Pra mim não rola, tem que ser meio diferente mas sem forçar um estilo, tem que ser normal, legal, e ter borogodó; e só.

Não me atraio por Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Matt Damon e nada do tipo. Não vejo graça em homens muito loiros, todo bonitinho, sei lá, soa enjoativo demais pra mim. Olho claro, perfeitinho, ai que chato!!! Também não gosto daqueles fortões, bombadões, grandões como aquele lá que fez o Wolverine, nem o que faz PS: Eu Te Amo. São fortões demais, são estranhos, não me atrai! Dos brasileiros, eu dispenso fortemente o Gagliasso e mais alguns outros “bonitões”. O Gagliasso é baixinho, tem carinha de menininha, é muito perfeitinho. O Lacerda é todo milimetricamente perfeito, tem cara de desenho da Disney, eu passo!

Caras que se arrumam demais, se perfumam demais, já soa estranho pra mim. Não rola esse tipinho chato pra cacete! Eu mesma, sendo mulher odeio maquiagem, sobrancelha e coisa e tal, imagine um cara que se arruma todo? Não rola!! Acho que as pessoas devem ser normais, sem usar roupinhas de “grife”, nem ficar pagando estilinho. O lance é o basicão, versátil e com bastante coisa na cabeça!!!

Já fui muito fã de Sandy e Junior, eu não nego, mas o Junior de hoje me atrai muito mais do que aquele menino de familia que ele era quando fazia dupla com a irmã. O Junior de hoje está mais bonito pra mim, mas peca muito na forçação de barra, talvez uma espécie de auto-afirmação eterna. Por isso, eu passo também!!

Vou tentar registrar meus 5 homens bonitos. Pra tentar explicar através dos homens “famosos” um pouco de como o meu coração é atingido pela flecha do cupido. Me apaixono de três, quatro ou cinco em cinco anos. Sou taurina, não saio por aí me apaixonando por qualquer corpinho bonito.

Ah!! E deixo bem claro que não existe uma ordem de preferência, estão todos no mesmo balaio! Aliás, estão inclusive no mesmo balaio os que eu não vou citar por pura preguiça, mas nem por isso são menos importantes!

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John Stamos

Ele é um ator americano que fez Full House e ER, entre outras coisas é lógico. Além disso, é apaixonado por música, toca bateria e vive tocando com The Beach Boys sempre que tem uma vaguinha na agenda. É bonito, moreno e com um estilo bacana. Se buscar fotos dele o encontrará de terno todo charmoso, ou simplesmente de jeans e camiseta; mais charmoso ainda!

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Daniel de Oliveira

Ele é claro e tem olhos claros, o que mostra que não necessariamente abomino os homens claros. Mas ele tem algo a mais, é mineiro, tem olhos miúdos e um jeito todo próprio. O Daniel tem conteúdo, é dedicado e é o que tem vontade de ser. Admiro a entrega dele aos personagens, e o acho lindo, lindo, lindo!!

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Marcelo Faria

Eu tenho apreço pelo Marcelo Faria desde que ele era o galã da moda, mas o mesmo carinho e interesse eu tenho até hoje e terei sempre. Acho ele lindo, sei lá, com esse estilo carioca de ser. Ele não é aquela pessoa que cria um personagem, é o que é e ponto. E, posso dizer com propriedade (já o vi vaaaaaaaaaaaaaarias vezes); é uma pessoa muito bacana!!

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Fernando Anitelli

Ele é sim um dos meus galãs sim sim sim!! Eu acho o Fernando um cara lindo demais! Aqueles olhos que transbordam sentimentos, o sorriso gigante e lindo, e as mãos mais bonitas que já vi.. É um cara que se veste conforme o humor, que age conforme o humor, que vive conforme o que sente! E é taurino, uma das melhores qualidades!

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Selton Mello

Nem sei se realmente gosto do Selton ou se é algo emocional que está envolvido. Mas o fato é que eu sempre o achei uma pessoa pra não se jogar no lixo. Ele tem as caracteristicas básicas: cabelo cacheado, olhos pequenos e é mineiro.
Antes, eu detestava a personalidade meio grossa dele, mas o Selton pós-depressão me soa um cara mais bacana.

No fundo é aquele lance; pra me chamar atenção não precisa ser o mais gato do mundo. Precisa mesmo é ter algo especial, algo que atraia meus olhos e principalmente o meu interesse. Quero gente que fale algo, que acrescente, que ouça… Desses bonitinhos mas ordinários eu tenho é uma eterna PREGUIÇA!!!

Coração tirou férias

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

E de repente eu fui me descobrindo diferente. O sorriso fácil, e aquele azul infinito me tomava por inteira, mesmo quandos os dias insistiam no cinza. A chuva caia lá for a e aqui dentro um azul infinito trazia a paz e a calma necessária.

Demorei a entender que o meu coração estava vazio. De repente olhei pra dentro e vi um salão enorme, sem mobilia , sem nada!!! Um espaço vazio, com muitas janelas abertas e uma brisa suave ventando pra lá e pra cá. Foi isso! Era a tal da “herança” deixada ali.

Quando a gente ama, há um negócio na gargantuan, uma coisa enorme que dá vontade de gritar, de falar aos quatro cantos o tamanho e toda a beleza daquele sentimento. É como se as palavras fossem intermináveis, como se nada conseguisse traduzir aquilo dentro do peito!! E não dá mesmo! O amor, a paixão, são sentimentos que não existe palavra ou gesto que traduza!

Mas sabe, estar com o coração vazio é algo maravilhoso também! Uma sensação de leveza, tranquilidade e contentamento constante. Não que amar seja ruim, é lindo!! Mas estar de coração vazio é amar mais a gente, é olhar pra outros cantos, é estar aberto pro mundo. É ouvir música e absorver a verdadeira beleza dela, é ler poesia pelo que está escrito e não porque dizem respeito ao que você gostaria de dizer!

Estar de coração vazio é ter o bichinho (monstrinho) mais calmo, é ter mais liberdade, mais graça, menos nóia!!! Estar de coração livre é não se preocupar em agradar ninguém, é não querer causar boa impressão! Estar de coração livre tem muito mais coisas boas do que se imagina!!

Eu digo e repito; só me apaixono por pessoas MARAVILHOSAS. São as pessoas mais especiais do mundo!

Mesmo assim, não é fácil amar. Amar as vezes dói um pouco, as vezes te dá uma sensação de insatifação constante! E o pior; não é culpa de ninguém! As pessoas não sentem, pensam, agem da mesma maneira. E isso em determinadas situações podem se tornar mais complicado do que normalmente deveria ser.

Melhor assim, pelo menos por um bom tempo! Coração tirou férias e descansa em paz! A sensação de uma liberdade imensa e de estar em meio a um parque de diversões!

Desde sempre…

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Desde sempre, fui chamada de muitas coisas nessa vida. Além da tão comum mania alheia de te rotular tal como bem entende e confia em seus entendimentos; ainda me tornei uma criatura de tantos nomes, tais quais com sua personalidade quase própria.

Nasci e cresci sendo Belinha, pra toda a família. Sempre foi assim, até nascerem os derivados como Bela, Bebela, Beleca. Esses todos me remetem à família, infância, cheirinho gostoso da pureza e do amanhecer.

Ao entrar na escola me tornei Iza. E ser Iza sempre me soou ser eu mais independente mais auto-suficiente. Iza me soa forte, de quem acredita que eu vou lá e faço o que devo fazer. Foi na escola onde me tornei mais independente que me tornei Iza.

Durante um tempo meio paralelo, me tornei por vontade própria; Duduzinha. E ser Duduzinha quase que me transformou em um personagem paralelo do meu verdadeiro EU. Muitas pessoas me conheceram Duduzinha e nunca sequer souberam meu verdadeiro nome. Outras souberam, e outras se surpreenderam por não se tratar de nenhuma Eduarda.

Depois eu virei Izolda, pra uma pessoa especial que passou em minha vida. Izolda me soava como um agrado, um particular, um carinho mútuo que rolava entre a gente. Izolda era espontâneo, automático, era e pronto.

Cheguei a ser Eza, Izoca, Ezolda, Iza até chegar em Jaca. E Jaca me soou de inicio um xingamento, uma coisa feia, medonha, grande, desajeitada, torta, crespa, dura. Mas acabou passando e já não mais importando o significado, mas de onde veio e o que pra mim representava. Jaca hoje pra mim tem uma definição particular, que nem sei se foi na verdade a intenção inicial. Jaca é crespa, é dura, é pesada e resistente, mas basta você partir a Jaca que encontrará um interior mole, frágil, doce, saboroso. Talvez no fundo seja isso mesmo, resistência grande por fora e fragilidade interior. Talvez sim… talvez…. não.

Já cheguei a ser Izulina, Izuda, Izoka, e outras tantas derivações carinhosas. Todas essas tão putas, tão sem personalidade, tão nada e tão tudo. Que no fim das contas pingam por aí e serão especiais nos momentos certos.

Fui também vaca, puta, pretinha, neguxa, cabeção, louca, e tantos outros xingamentos carinhosos que nem sei. Só sei que amo todos, com um amor infinito!

Cheguei a ser Entojo!! Assim, em um dia qualquer, desprevenidamente.

Far, far way….

quinta-feira, setembro 3rd, 2009

Entrei numa super aventura familiar. Tive na verdade um pouco de um mês pra me prepar pra tudo isso, e confesso que duvidei que depois de 23 anos eu voltaria ao Espirito Santo.

Meu tio completa 60 anos, e depois do casamento da minha irmã o povo se empolgou com a ideia de reunir a família. Mas no fim das contas, o Cauê arrumou emprego e não pode vir, a Nat tem plantão e meus tios não tiveram $$ pra vir. Sobrou pra vir eu e meus pais, e a Mayra e os pais dela. As duas chatas foram as eleitas.

Tudo bem, vesti minha carapuça de boazinha e larguei alguns dos meus mimimis em Santos. Em troca, Deus (ou minha falecida e querida vó) me deu um azul infinito e um sol maravilhoso durante o dia. A noite; uma lua divina, que pude conteplar por longas horas.

Sai da provincia quarta-feira e fui rumo ao meu lugar. Viagem ao Rio de Janeiro é sempre a melhor coisa, aquele lugar me inspira e me completa. É como se meu mundo fosse lá. E ainda por cima, um dia maravilhoso, de sol, sorrisos, azuis, luas e aquela orla maravilhosa!! Além de tudo isso, ver minha irmã, o pedaço que sempre falta. Foi ótimo.

Na quinta cedinho, pé na estrada novamente. Estrada é pra mim um lugar sagrado. É nela que tudo dentro de mim se organiza, é nela que as coisas fluem e tomam sua verdadeira dimensão. É como se fosse uma verdadeira terapia, sem remedinhos do demonio, sem ninguém invadindo sua vida e nem tendo que pagar pra darem pitaco nas suas crises. A estrada pra mim é a liberdade, é onde me encontro com tudo que perco no dia-dia.

E é por isso que entristeço e revolto quando vejo estradas ruins como essa pro ES. A viagem toda com o coração na boca por ter que trafegar em uma via de mão dupla em pleno século XXI. Nessas horas dá orgulho de morar no Estado de São Paulo e ter uma das melhores estradas do Brasil. Por lá as coisas são bem feitas, bem sinalizadas e assim dá até um certo gosto de pagar o pedágio, apesar de também ser um dos mais caros, senão o mais.

Fiquei curiosa em saber como é que isso é feito. Quem é responsável exatamente por essas estradas, e quais são os critérios pra essas reformas e tudo mais.

Contudo, é curioso dizer que de Santos ao RJ vi cerca de acidentes. Um deles bem grave, o caminhão pegou fogo e tudo. Já pro Espirito Santo, eu não vi sequer um acidente. E as estradas são de mão dupla, esburacadas e sem nenhuma sinalização. É realmente ruim.

Sorte é que estava claro, e um dia maravilhosamente inspirador. Isso ajudou a acalmar um pouco e a conseguir olhar ao redor e ver o quanto muitas coisas são mínimas diante de um mundão desse. Paisagens lindas, céu maravilhoso e cenas registradas na memória.

Mas a noite a coisa apertou, o medo ficou realmente grande e tive que ficar mais concentrada nas placas, na pista e no cansaço do meu pai.

Foram 8h de viagem, não imaginava que ES era tão longe e tão causative de chegar. Entendi porque foram 23 anos sem vir pra cá.

Agora é ver o que me espera por aqui. Mas uma coisa é bem provavel; por mais maravilhoso que seja eu devo voltar pra cá só com 51 anos.