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Michel Melamed e os rumos da televisão

quarta-feira, novembro 17th, 2010

Quando pensamos que não há nada de interessante para passar na televisão, eis que eu esbarro com o  Michel Melamed de volta à tela da Globo. Ele já havia feito outros trabalhos que eu, desligada, deixei passar.

De tanto uma grande amiga minha conversar sobre o Michel Melamed, resolvi prestar um pouco de atenção do cara e joguei no Google. Encontrei algumas coisas interessantes como twitter, Wikipédia, o site oficial e alguns vídeos no youtube. Optei pelo youtube, mais de três horas da madrugada me impedia de ter olhos e paciência para ler.

Assisti a um programa delicioso chamado “Viva Voz” e outro ainda mais delicioso; “Lixe-se”.  O primeiro tratava-se de ligações que o Michel fazia para famosos ou para alguns tipo de comercio, puxava assunto no viva voz e deixava fluir a conversa. Parece simples, mas  Melamed tinha o dom de articular de tal maneira que a cada telefonema resultava em algo interessante.  O segundo, “Lixe-se”, Michel Melamed saia com algum convidado pelas ruas catando e analisando alguns lixos. É interessantíssimo ver o tipo de reflexão que é gerada em um programa assim.

Fiquei horas assistindo aos vídeos e pensando como a televisão aberta precisa de programas sutis e reflexivos como esses dois que assisti via youtube. Mas ao mesmo tempo me pergunto qual é a porcentagem da massa que está aberta e ansiosa por novos modelos de programação, e qual a porcentagem de pessoas acomodadas que estranhariam ou rejeitariam uma grade de programação diferenciada. Fica essa dúvida na minha cabeça, quando se falava em liberdade e informação. Não defini ainda na mente qual é a real quanto a vontade do publico geral. Sou do grupo que está do lado da liberdade, da mudança da programação, mas será que é mesmo essa vontade das pessoas?

Acredito que tem muita coisa acontecendo. A veiculação da música para baixar, os programas voltados para youtube, live ustream, o twitter, as twitcans. O público está com um maior leque de opções e o artista está mais acessível à esse público, dialogando, tendo voz ativa e impedindo que a imprensa marrom deturpem seus atos.

Na TV aberta também tenho visto algumas tentativas de mudança e quebra de paradigmas. Mas ainda não vejo isso em horários nobres. Toda programação cultural e diferenciada começa após todo aquele modelo básico de novelas, jornais, etc e tal. O que é novo, o que é cultura, vai ao ar por volta das 23h pra cima. E eu acho isso um absurdo. A começar por Som Brasil, que é um modelo antigo, porém cultural, mas só começa passar por volta da uma e meia da madrugada.

Voltando ao Michel Melamed, o que eu queria dizer é que ele aparenta ser uma pessoa inovadora, alguém de talento e idéias. E vê-lo entrar de leve na programação da Rede Globo, me faz pensar que talvez as coisas ainda possam continuar mudando (pra melhor, espero).

Ainda por cima ele é cantor, e tem futuro… eu acho!

Ouça: Nome a Pessoa

Altas Horas

sexta-feira, março 27th, 2009

Tem coisas que custam um sacrifício, mas costumam valer a pena. Não sei se porque sou otimista em alguns momentos ou se porque pra mim as coisas já são difíceis por natureza, mas pra mim geralmente depois de tanto stress acaba valendo.

E não foi diferente se tratando da minha ida ao Altas Horas na última quinta-feira dia 25, onde esteve Xuxa, Ivete Sangalo e O Teatro Mágico. Imperdível, mas concorridíssimo.

Logo que voltei da Palestra do Marcelo TAS, eu soube através das minhas fontes que o Teatro Mágico iria gravar o Altas Horas junto com Xuxa e Ivete Sangalo, no dia seguinte. A partir daí minha vida virou uma correria pra conseguir uma vaga na platéia do programa. E no final das contas eu soube às 15h que havia conseguido vaga e que deveria estar na globo em São Paulo às 16h. Foi o tempo de me trocar e convidar a Cláudia, já que eu sabia o quanto ela gosta da Ivete e da Xuxa (longa história).

Esse tormento acabou teoricamente às 17h30, quando chegamos na globo em São Paulo a tempo de assistir o segundo e o terceiro bloco, já que o primeiro começou a ser gravado às 16h45. E foi então que começou o segundo stress, porque lidar com secretária é foda né. Sei que depois de muito stress, mágoas, decepções, conseguimos assistir o terceiro bloco do programa.

É genial ver toda aquela coisa de televisão que eu tanto gosto. Produção, câmeras, correria e todos parecem sair feliz após mais um dia de trabalho. Aqueles corredores me inspiram do elevador ao estúdio. Se pudesse não sairia mais lá de dentro, vontade de sentar e escrever tudo que se passa aqui dentro, vontade de pedir um emprego como um mendigo pede um pedaço de pão. É minha casa, um pedacinho meu que fica ali em forma de sonho, pra nunca me completar.

Mesmo assistindo apenas um bloco, pra mim já foi o suficiente de ver os caras lá cantando pra Xuxa e Ivete assistirem. Ver a cena me arrepiou da cabeça aos pés, parecia que eu via “meus filhos” se apresentando na escola ou recebendo o diploma. Foi orgulho mesmo, e eu digo isso de boca cheia e nem ligo para as zuações!

No final das contas, Fernando Anitelli, Ivete Sangalo, Willians Marques, Cláudia Busto e José Hillário fizeram valer todo o sacrifício!

E a Xuxa? Essa pra mim passou do ponto, mas ta valendo.

Para saber mais de: Xuxa

No site Oficial
No Wikipédia

Para saber mais de: Ivete Sangalo

No site Oficial
No Wikipédia

Para saber mais de: Altas Horas

No site Oficial

Para saber mais de: O Teatro Mágico

No site Oficial
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