Archive for the 'Era pra entender?!?!?' Category

Presente

sábado, abril 16th, 2011

E de repente um poeta me fez poesia. Eu já nem sei mais como foi que nos conhecemos e nem quando foi que ele passou a decifrar a minha alma. Mas tudo tornou-se diferente quando ele passou a ler minhas linhas, entrelinhas, meus pontos, vírgulas e meu interior. Ele passou a fazer tradução de quem eu era, pra que eu mesma soubesse. E escrever depois que ele apareceu, passou a ser menos dolorido e mais inspirador. Não que não doa, porque qualquer sentimento que for verdadeiro; dilacera. Mas com a presença dele a dor fica bonita e sempre surge um sorriso confortante perdido pelo ar. E ele me veste de mulher, aquela que eu não sei ser direito, todos os dias e brinca me trazendo sorrisos toda vez que enaltece  minhas linhas. Ele me chama de bailarina, sem nunca ter sabido o quanto eu quis ser uma. Ele é minha inspiração mais pura e minha massagem mais deliciosa.

 

D de divino, assim que ele é pra mim!

Constatando-me

domingo, março 20th, 2011

No domingo passado, 13/03, uma amiga minha que mora nos Estados Unidos; passou aqui em casa para nos vermos! Veio ela, os pais e o filho dela de um ano.

 

Foi um momento delicioso, porque eu a conheço desde que tenho 13 anos de idade. Estou prestes a fazer 30 anos, e aí a gente vê que tem história pra caramba nessa amizade aí. E tem mesmo, todas elas muito gostosas de lembrar!

 

Não é sempre que a vejo, e pra falar a verdade nossa amizade foi toda construída fora da internet e por isso não temos lá muito costume de papear no MSN ou seja lá o que for! Geralmente é tudo muito de passagem, só pra ter certeza que está tudo bem com uma e com a outra.

 

Em fevereiro, reencontrei no Rio de Janeiro, uma amiga que conheço desde os meus 11 anos de idade. Olha aí mais quanto tempo de amizade! E o reencontro se deu como se nos vessemos quase todos os dias, ou pelo menos uma vez por mês! E acredite, não é o que acontece.

 

Nos vemos quase de quatro em quatro anos e sempre de surpresa. Nos esbarramos em algum barzinho da cidade, ou até mesmo em formatura; uma sem saber que a outra iria! Mas todo encontro, sempre muito afetuoso e  divertido! Todos com aquela vontade de ter mais tempo, mais papo, mais tudo aquilo que quase nunca se tem na hora!

 

Dessa vez, o reencontro no Rio de Janeiro foi programado. Começou no facebook e acabou em uma deliciosa noite de conversa no restaurante Outback. E o mais gostoso de tudo, foi sentir que toda aquela intimidade e sintonia; não mudaram nada desde aquela época.

 

Nesse último final de semana, encontrei um amigo que já passamos por muitas coisas loucas e que já me fizeram ter certeza que nunca mais seríamos o que somos hoje. Estar na companhia desse amigo é sempre muito gratificante, pelo simples fato de poder sentir que com todas as ventanias que já enfrentamos; acabamos sempre conseguindo que a brisa suave sopre entre nós.

 

E o meu maior orgulho é esse; saber que mantenho contato com os amigos de ontem, hoje e sempre! Sem perder o jeito, sabe? Posso dizer que tudo flui bem desde os amigos de quando eu tinha 10, 11 anos, até os de hoje em dia!! Os que conheci no colegial, na rua, na faculdade, na internet, tudo!!!

 

E o mais legal, é que nunca cataloguei amigos. Se deixar eu misturo tudo no caldeirão e deixo a coisa ferver!!! Porque eu gosto mesmo é de ter todas as pessoas ao meu redor. Não importa onde e como nos conhecemos, mas sim a amizade que nutrimos.

 

Se tem uma coisa que me faz sorrir e sofrer, é algo que envolva a amizade. Eu sou uma pessoa que posso ter o defeito que for, pode me xingar do que quiser nessa vida! Mas se tem algo que eu sou e que eu realmente valorizo; é o termo AMIGO!!

 

E ao mesmo tempo em que tenho alguns momentos maravilhosos como esses reencontros com pessoas tão queridas, eu também acabo sofrendo e entrando em conflito com a visão dos outros sobre a tal da amizade.

 

Já fui uma pessoa 8 ou 80 com relação a amizades, ou era realmente amigo naqueles padrões que eu considerava, ou então não era ninguém na minha vida de menina blasé. Pra mim não servia (e na verdade ainda é difícil) amizades que eu considerava pela metade! Eu queria era o pacto de sangue!

 

Hoje em dia melhorei muito, eu confesso, mas ainda tenho lá os meus conflitos internos; que acabei por não expor mais pra não entrar em discussões desnecessárias e sem muita solução. Hoje prefiro acreditar que do mesmo jeito que preciso me adaptar ao próximo, preciso me adaptar a mim mesma. Saber que algumas coisas irão me machucar, devido às minhas expectativas e minhas formas de sentir.

 

Ainda acho absurdo quando apenas um lado rega a amizade. Ainda acho absurdo quando ouço expressões de “eu sumo e reapareço” (acho conveniente demais!). Ainda acho absurdo quando um lado só fala, e um lado só escuta. Ainda acho absurdo quando há “esforço” só de um lado. Ainda acho absurdo quando um lado é mais incondicional que o outro.

 

Mas, aprendi que somos responsáveis mesmo por aquilo que cativamos. E que ninguém tem direito de cobrar aquilo que nasceu pra ser voluntário, espontâneo. E que temos que ser o que somos e arcar com as conseqüências, cedo ou tarde.

 

E mesmo com todas as coisas que eu já aprendi, e que sei que ainda vou aprender muito, eu vou continuar sempre sendo fiel aquilo que eu acredito.

Contra adição.

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

Tenho a sina de cuspir pro alto e sempre ver cair na minha testa. Isso é tão constante e tão difícil pra mim que tenho (ou tinha, porque ando podando) um orgulho do tamanho do mundo. E tudo que eu jogo no lixo, é o meu tesouro do dia seguinte. Tudo aquilo que guardo, apodrece com o tempo. Sou uma contradição ambulante! Mas aprendi a ser assim, e daí?

A cerveja que eu tanto amaldiçoei aos prantos e também aos berros, é a mesma gelada que tomo de canudo no bar, na companhia dos amigos. Todas as frutas, verduras e legumes que tanto cuspi quando era criança, se transformou no vício de não saber mais almoçar se não tiver uma saladinha pra acompanhar. As pessoas que nunca dei trela são as que ficaram, e das que batalhei pra ter; poucas restaram.

Eu nunca quis na vida viajar assim para o exterior, e nunca gostei nem tive curiosidade de conhecer a Disney. No entanto já fui três vezes e sempre foi as melhores viagens da minha vida!

Eu que sempre detestei conversar, falar e responder qualquer pessoa; me formei em comunicação, adoro fazer seminário e sonho ser um dia Ministra da Cultura no Brasil.

O cara chatinho, sem graça, que parecia um retardado querendo ser legal com umas piadinhas infames e que me fazia sentir vergonha alheia em milhões de ocasiões; foi o cara que apareceu pra ser simplesmente o amor da minha vida. E todas as vezes que eu fugi do abraço, do carinho e dos olhares fixos, foram sempre os momentos que tudo que eu mais queria era abraçar, acarinhar e buscar o olhar.

E eu escrevo pra mais uma vez repetir a história de que a pessoa que eu tanto prorroguei, tanto evitei, tanto mantive fora da minha vida; é a mesma que hoje eu tenho tanto medo de perder, de não aproveitar tudo e que eu passo momentos pensando o quanto a gente já podia ter se conhecido e a infinidade de momentos que perdi longe dessa pessoa.

Acho que no fundo, tenho mesmo é uma repulsa à tudo que um dia posso querer pra sempre! Como se o intimo avisasse que aquele “produto” pode causar dependência! Mas no auge da minha “crise dos 30” ando aprendendo, não de hoje, a prestar mais atenção nos presentes que a vida oferece. Ando jogando lixo pra fora com mais rapidez e zelando melhor os meus tesouros.

De ser ao triplo o que sou em um simples vôo

quinta-feira, dezembro 2nd, 2010

Ao contrário de qualquer taurino, odeio mesmice. Gosto de ter um porto seguro onde eu possa confiar e fixar meus pés durante um período, mas logo aquilo me entedia e eu sinto necessidade de voar pra outros horizontes.

Me disseram uma vez, que a borboleta depois de deixar de ser lagarta, ela voa vários lugares e então volta pra morrer onde deixou o seu casulo. Achei tão bonito, me identifiquei com a história.

Mas voltando a minha dificuldade com a rotina, eu me canso de muitas coisas. Outras não, devo confessar, mas a maioria. Me Canso de amigos que vejo com muuuuuuita freqüência, me canso dos mesmos lugares, me canso de algumas cores, me canso de certas roupas, certos assuntos, certas situações. Eu me canso das fotos dos meus murais, da comida que eu mais amo, e principalmente de músicas.

Eu me canso também do meu nome, queria me chamar Fernanda de todo jeito! Mas acho Izabela lindo, não sei como faria sem ele! Me canso demais  do meu nickname, que nunca notou? Mudo toda hora!!  Chega um dia que mudo tudo! Troco meus nomes, faço novos emails, me deleto do Orkut, troco todas as minhas fotos dos murais do meu quarto e dos meus avatares virtuais.

Tenho três personagens dos quais costumo circular nas minhas mudanças repentinas; A Jaca, a Belinha e a Iza Freitas.

A Jaca

A Jaca é meio doida e meio estranha. Ela coloca peruca louca, faz almofada personalizada, se confunde com os sentimentos. A Jaca fala merda, briga, berra, brinca e dá risada. A Jaca é uma JACA mesmo! A pomba pousa na cabeça da Jaca, a cerveja cai em cima da Jaca, o sal voa pra cima da Jaca e a camisinha em bola de gás estoura e vai parar na mão da Jaca! A Jaca nunca vê o buraco no chão, nem a escada ao lado. Se a Jaca andasse, viveria caindo por aí! A Jaca é aquele ser estrainho que vaga por aí com total imprevisto.

A Belinha

A Belinha é uma menina doce e delicada. A Belinha é canceriana, e qualquer insulto ou falta de atenção vira mágoa. Ela gosta de abraços demorados, de música calma e de cores leves. A Belinha é uma princesa. É aquela bonequinha que vive por aí suspirando as palavras doces que ouve pela vida.

A Iza Freitas

A Iza Freitas tem quase 30 anos, é forte e responsável. A Iza Freitas assina documento, escreve textos e procura emprego. Ela gosta de marrom ou rosa bem forte. É irônica, brincalhona, e amiga. Sabe da onde veio, o que aprendeu e onde quer chegar! A Iza Freitas é taurina, torce pro São Paulo, sonha em morar no Rio de Janeiro e gostaria de um dia ser Ministra da Cultura.

Closer to me

domingo, novembro 28th, 2010

Ei!

Faz tempo que eu não te escrevo, e não é por falta do que falar. É por excesso.

Queria te dizer tantas coisas, te contar todas as coisas que tenho vivido e pensado durante esse tempo. Eu queria muito te contar minhas últimas experiências, minhas conquistas e mudanças. Tenho coisas que te deixariam feliz e outras que talvez nem tanto.

Também morro de vontade de te ouvir. Quero saber detalhes das tuas experiências. Você parece um menino quando começa contar as coisas que você passa na sua vida. Acho tão bonito. Seus olhos brilham, e os meus se contagiam. Troco o melhor filme ou livro, por tuas histórias de vida. Elas me inspiram.

Sabe, eu sinto falta de quando a gente perdia o nosso tempo debatendo sobre as coisas da vida. Era quase que uma sessão no analista, mas de uma forma muito mais prazerosa! E eu sinto tanta falta disso que minha voz se calou.

Hoje já não consigo mais completar uma frase, um raciocínio. Não sinto mais prazer em conversas profundas, já não sei mais falar de mim e nem mesmo sou capaz de identificar se estou bem ou mal. Nossas meias-palavras trocadas na correria diária da vida me resumiram a menos de 140 caracteres.

Queria tanto te ter mais perto e poder me refugiar no teu abraço toda vez que eu ficasse doente. Porque adoecer me dá medo e eu preciso que alguém me acalme. Queria muito te ter mais perto pra em uma tarde vazia te roubar o silencio e a gente silenciar juntos assistindo um filme. Queria te ter aqui bem perto, pra gente ir pra um barzinho qualquer e rir das besteiras da vida. Queria te ter aqui mais perto pra poder te cuidar quando eu notar que você precisa. Queria te ter mais perto e a gente se juntar com todo mundo e esquecer da hora. Queria te ter aqui tão perto e te pentelhar pra você tocar pra mim a minha música preferida.

Não sei por que, mas eu sempre gostaria de estar onde você está. E sempre me cutuca sua ausência no meio de tantas presenças ao meu redor.

Mas eu não te tenho tão perto assim, e ando me adaptando bem com as coisas como elas são.

Uma hora a gente se cruza e conversa melhor!

Pigilógica

segunda-feira, setembro 20th, 2010

Desde jovem eu tinha o sonho de ser psicóloga, queria poder ajudar as pessoas com algumas palavras ou ajudá-las encontrar algum caminho pra o que fosse que elas sentissem. Além disso, sempre me interessei pelas atitudes humanas, pelo comportamento, pelas feições e o jeito de falar. Me  interessei sempre; até na minha fase, mais jovem ainda, de poucos amigos.

Sempre cismei em fazer amizades com as pessoas que me instigavam ou aquelas que de certo modo eram um pouco daquilo que eu não conseguia ser. Também sempre me acheguei naquelas pessoas que às vezes estavam sozinhas no canto da sala. Tudo que fosse um pouco incomum; atraia-me pela curiosidade do psicológico da pessoa.

Acabou que, qualquer tipo de coisa relacionada à área da saúde não me interessava nada. Essa coisa de estudar células, anatomia, químicas, etc foram umas das coisas que me fizeram esquecer a psicologia. Eu nunca quis compreender o funcionamento biológico das coisas, e tampouco tinha o interesse de medicar alguém. Meu único prazer na psicologia era entender e ajudar as pessoas.

Virei Jornalista quase sem querer. E a vida foi me jogando pra lados que, quem me visse com 9 ou 10 anos e visse hoje em dia, diria que eu sou uma outra pessoa. Aprendi a me relacionar com os outros e aprendi na minha área; artimanhas que pudessem me levar ao mundo dos humanos e conhecer diversos deles, um mais diferente que o outro.

Com todo esse meu vício de prestar atenção nas atitudes humanas e, inclusive, por ser deficiente física; acabei me deparando com o comportamento das pessoas para comigo. E isso foi se tornando tão interessante que acabei ficando com uma enorme vontade de desabafar aqui no blog um pouco das minhas analises sobre esse bicho humano, que convivemos diariamente.

É engraçado como existem pessoas que me relaciono em diversos graus de convivência e que isso muitas vezes não faz a menor diferença no comportamento delas comigo. Deixa eu explicar…

Tenho amizades de longas datas, com gente que não tem o menor jeito pra lidar comigo e com minhas necessidades. Pessoas quais eu convivo durante anos, mas que não sabem como me arrumar na cadeira e se atrapalham demais na hora de prestar qualquer ajuda. Não sabe mesmo, e não tem menor jeito de que um dia vai aprender.

Por outro lado, conheço pessoas que ao acabar de conhecer; já estavam me ajudando na cadeira, me alimentando e me tratando com a maior naturalidade mundo. Gente essa, que nem sequer pergunta “como posso ajudar?” a pessoa simplesmente faz como se já soubesse exatamente o que e como deve fazer.

Conheço também um terceiro tipo de pessoa: aquela que tem boa vontade, que aprende fácil, mas acaba cometendo algumas gafes justamente por tentar forçar  certa naturalidade que não está rolando.  Essas pessoas são ótimas; prestativas, de atitude, força, boa vontade, mas não conseguem esconder o “diferente”.

Tem ainda as que não me enxergam como deficiente, as que enxergam mas tentam disfarçar tanto que fica até engraçado, e as que não disfarçam porra nenhuma e te tratam como bonequinha de porcelana.

E dentro de cada tipo de pessoas, existe uma infinidade de variações que não caberia ficar classificando aqui incansavelmente.

Mas o fato é que não existe uma receita certa e nem tem como eu interferir muito no jeito da pessoa me tratar. Não tem como exigir naturalidade de quem não consegue agir desse modo, nem posso querer que todos sejam como o modelo X.

E essa diversidade de reações têm sido cada vez mais instigantes de ver.

Regras do jogo

sexta-feira, junho 11th, 2010

Oi? Me permite fazer uma pergunta? Onde termina seus direitos e onde começam os meus? Será que você poderia me dizer onde está essa linha que define os espaços? Não quero invadir seu campo, mas não quero também me deixar invadir. Me dá um toque de quando eu estiver em impedimento? É que eu já não ando entendendo mais nada sobre as regras desse jogo. Acho que ando invadindo teu campo. Mas tenho a sensação de que você vira e mexe invade o meu. Não sei nem se sou titular ou reserva. Pra você ter uma noção de como estão as coisas. Vamos jogar um jogo bonito! Mas antes eu só preciso saber se sou atacante ou goleiro nesse jogo. Olha aí pra mim, a minha camisa. Me fala logo a minha posição! Já não sei mais se defendo ou se ataco. Quando acho que o jogo está perdido, escuto a galera gritar gol. Nunca sei se fiz ou se sofri esse gol. Ah! Quem é o juiz desse jogo? Quem determina a posse da bola? Como eu faço pra saber qual é meu campo? Tô perdida em meio de campo. Dá pra você me dar essa força? Não cometa falta! Olha o cartão vermelho! Tô tentando jogar direito pra não ser expulsa de campo. Gosto de jogar contigo. Mas confesso que já estou quase pedindo tempo técnico! Ainda não sei se bebo uma água, ou se sento logo no banco de reserva!

?¹°°

sábado, novembro 28th, 2009

Sinceramente? Não sei de fato o que está acontecendo, nem sei como posso explicar tudo isso. As coisas andam dando tão certo, mas tão errado. Talvez, o pouco que que está dando “errado” é muito mais relevante que o “certo” que está rolando.

Sei, talvez eu esteja sendo tão injusta! Mas sabe, é mais forte que eu, que a razão, que toda essa minha consciência de tudo que rola no meu redor. Acaba que uma dor incontrolável invade meu peito, me joga em um vão e eu não crio forças pra levantar. Eu sei, não precisa dar sermão! Eu tô assim, e não gosto de estar!!!!

No fim das contas, uma migalha de atitude, de sentimento, de seja lá o que for, é capaz de transformar um todo. As coisas estão ficando cinza, por mais que eu amanheça e abra todas as portas e janelas em busca do azul, é o cinza que tenho visto.

O que está havendo? Onde foi que o vento fez a curva? Como a gente faz pra todo aquele céu azul voltar?! É só isso que me pergunto da hora que acordo até a hora que pego no sono!

Porque importa tanto?
Porque depende tanto?
Porque não vem?
Porque não flui?
Porque a coisa empaca e não desata esse nó?

Ai meu Deus, seja lá quem você for; dá um jeito nisso vai!!!! Tira esse nó do peito, ou faz a coisa acontecer, hein?!

Quase azul…

terça-feira, novembro 24th, 2009

Data inesquecível, 16 de julho de 2009. Foi a data em que realmente o céu começou a mostrar o seu azul, o meu azul infinito. Foi nessa data tão marcante que, o primeiro raio de sol entrou pela fresta da janela e a porta entreaberta.

De repente fui tomada por uma luz intensa, toda aquela escuridão infinita foi clareada pouco a pouco com os raios do sol. Aos pouco aquele breu cheio de entulho se transformou em um salão enorme, vazio, todo branco, cheio de luz e ventos! Haviam ventos, não mais brisa, não mais aquela brisa de antes.

E o tempo foi passando, e ali passou a fazer sol mesmo em dias de chuva, tudo permanecia claro mesmo nos dias mais escuros. Um grande salão claro, espaçoso, onde eu me peguei várias vezes dançando cheia de cores e sons.

Tinha gente que entrava e saia, gente que dançava e outras que só assistia. Um espaço meu, onde eu dominava cada pedaço, cada cantinho. Sem breu, sem entulho, sem nada que pesasse, sem pesares!

Em dias de chuva, fugia pra lá e me escondia do escuro, protegia aquele lugar do breu que poderia vir. O sol brilhava, tudo era azul, o meu azul infinito e lindo.

De repente, sem saber porque, sinto uma nuvem passando em frente ao sol. Vejo meu azul ameaçando encobrir de nuvem cinza, pesada e cheia de chuva. Eu andei chovendo, eu andei distraidamente colecionando entulhos. E, sem mais nem menos, senti o peso de entulho nos meus braços, relembrei de todos os velhos entulhos que por ali, já foram guardados.

Preciso espantar essas nuvens cinzas e chatas que insistem em encobrir meu sol e descolorir o meu azul. Preciso, eu sei, me livrar desses entulhos, limpar esse espaço vazio, e voltar a dançar com leveza e iluminada pelos raios de sol.

Mas todo dia que levanto, meus braços pesam, e eu me sento no meio do salão quase vazio, quase azul, quase claro, e começo a chover.

Carta aberta

quarta-feira, novembro 11th, 2009

Oi…

Estou escrevendo, porque eu preciso te falar umas coisas. Eu sempre preciso, não é mesmo?! Minhas palavras são intermináveis e os meus pensamentos são intensos, e os sentimentos inconstantes. Cansei de te cansar. Cansei de te entupir de palavras minhas, que a mim dizem tanto (e tem sempre um tanto a dizer) e pra ti, nem sei. Dessa vez resolvi fazer uma carta aberta, e parar também com essa coisa de escrever e apagar ou passar a noite pensando em coisas que eu gostaria de te falar.

Eu já me conheço bem, e por isso tenho tanto medo das coisas (principalmente as boas) que acontecem conosco. Eu te evitei o máximo, tentei até te tirar da minha vida. Na verdade, quase nem deixei você entrar. Mas você parece que insistiu, correu até meu encontro. Ou então eu estou louca, e me convenci de que você insistia. Veio tão forte, com uma vontade tão própria, me disse coisas que me dava medo! É, eu cheguei a chorar baixinho de tanto pavor que eu sentia das tuas doces palavras.

Você veio e tudo acabou mudando de uma forma tão diferente. Teu jeito, tuas formas de ser e de estar são tão peculiares, tão fascinantes que inebriam meus sentidos todos. Eu que tenho tanto medo, perdi. Soltei os nós, abri as portas e deixei que tudo viesse como tivesse de ser. Deixei rolar, como se dizem por aí.

Mas eu tenho tantas dúvidas, são tantos pensamentos, e eu os engulo com medo de parecer sabe-se lá o que. Luto contra minha intensidade diariamente, tantas vezes ganho e outras tantas eu perco. É que eu não sei ser metade. Eu sou inteira, completa, focada entende?! Tenho dificuldade de lidar com a distancia, e você é e está tão longe. É que eu tenho dificuldade de lidar com a perda, e eu te ganho e te perco com tanta frequencia. E eu não costumo permitir que as pessoas entrem no meu mundo, e você invadiu de tal forma que agora não vejo mais você fora dele.

Mas o que devo eu fazer se na verdade você dificilmente faz/fez/fará parte do meu mundo, aí de tão longe?! É dificil pra mim lidar com essa sua capacidade de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

Te vejo ali, quero lhe tomar por inteiro. Mas nunca sei. Um momento tão cheio de carinho, outros tão cheio de vazio. Não quero atrapalhar sua vida, não quero lhe mostrar da saudade, não quero causar má impressão. Mas quero você, quero te saber, te cuidar, te aprender.

Quando te vejo é tudo tão bom, você faz tudo ficar tão bom e tão verdadeiro. Teu olhar me convence, me conforta, confirma tudo. Teus abraços, teus toques, teu riso. É tudo tão verdadeiro que me assusta. Me assusta pensar em não ter , me assusta pensar em não poder ter isso quando eu mais preciso.

Queria te dizer tantas coisas. Queria ser bem interpretada, queria mesmo é te ter mais perto.