Archive for the 'Era pra entender?!?!?' Category

Touro com ascendente em cancer = merda

segunda-feira, outubro 26th, 2009

Tenho mania de não acreditar no instinto. Coisa de menina travessa, teimosa! Sabe quando uma voz assopra no teu ouvido, quase como a voz da sua mãe falando pra não ir porque vai cair um temporal? Eu estava sentindo isso e mesmo assim fui com toda aquela força do touro bravo. Dito e feito! Caí sentada na lama, com aquela cara de “e agora?”.

Falei palavras indevidas na hora, do jeito, e pra pessoa errada. E a vida é assim mesmo, segue em frente sem que você consiga voltar rapidinho naquela cena que era muda e você falou! Cadê a porra do diretor desse filme pra gritar “CORTA!!!!”. Acho que ele até gritou, mas quem disse que eu parei, né?!

Agora estou aqui, pequenininha com medo de perder o brinquedo mais esperado, o tesouro mais desejado, e de sair de cena desse filme que eu tomei tanto cuidado pra não pegar o personagem errado. Estou chorando internamente, e chocada sem saber que atitude tomar.

Um lado meu lembra daquele de uma frase; Don’t panic! E diz que tudo vai dar certo no fim das contas, e o importante é manter a serenidade não me perder do azul.

O outro lado meu, nublou todo. Cai uma chuva tímida e angustiante. É um medo, o medo de ter cometido um erro estúpido e ter perdido uma grande conquista.

No fim das contas, eu continuo aquela garota errada. Que nega o que quer afirmar, cala o que tem pra dizer, diz o que tem pra calar, duvida do que existe e acredita no que não existe!

Maldito lado canceriano!

A velha novidade…

segunda-feira, outubro 5th, 2009

Tem coisas nessa vida que não tem mesmo uma explicação. Não dá simplesmente para você descrever motivos, fazer uma análise completa sobre assunto. Dizem que o amor é uma delas. Não dá pra dizer por que, nem como, nem onde. É e ponto final. E eu não vim falar do amor, pode relxar que não vai escorrer mel e poesia nessa página.

As pessoas não cansam de se surpreender e me perguntar “Mas Sãopaulina porque, oras?!”, e eu já sou São Paulina faz tanto tempo! E não tem um porque! Na verdade, nem sei muito de futebol, não sei bem dos jogadores, e luto pra acompanhar as tabelas de classificação. Mas gosto do São Paulo, de graça, assim sem explicação nenhuma!!

Eu nasci e vivo até hoje a poucas quadras da Vila Belmiro, me criei vendo aquela luz na esquina clarear o bairro em noites de futebol. Meu irmão é Santos, minha mãe, meu avô materno, meu padrinho, meu tio, primos, e meu pai é o único Corinthiano simpatizante do Santos que eu já vi! Mas eu nunca me apeguei ao time, sei lá… O coração não vai na boca, não vem um – “Vai, faz um gol porra!”, não rola, não ligo, não tem jeito!!

Meu pai é corinthiano, meus amigos, meu avô paterno, minha prima, boa parte da família e muita gente que eu amo muito é do Corinthians! Mas eu não sou! Eu já fui, confesso. Mas não deu! Como torcer pra um time se você torce contra? Não dá, não tem jeito! Tenho um carinho afetivo pelo time, devido a todos que eu gosto e que sofrem torcendo pra esse time. Mas tive que deixar a torcida ainda quando jovem, pra assumir minha paixão!

Eu sempre namorei o São Paulo de longe. Gostava, me interessava e torcia mesmo sem saber que aquela sensação era a de torcedora. Quando o time tava em campo eu parava pra ver o placar, me interessava saber se tava ganhando. Mas menina retardada e desligada em futebol, quase nunca ligou pra isso. Seguia a vida em frente e deixava o time do coração pra lá.

Até que fui crescendo e entendendo que futebol é como música! Você gosta daquela que te chama atenção, que te toca, te inspira, interessa, que te move! E eu vi que, eu podia assumir meu amor platonico pelo São Paulo sem receio, sem vergonha nenhuma! É meu time, é por ele que eu paro pra ver um jogo (quando paro) e é ele quem me faz sentir alguma sensação diferente!

– Oi! Sou São Paulina, e você?

E assim se deu a coisa. Já faz muito tempo que eu sou tricolor, e não entendo realmente o choque de uma galerê aí… rs! Não torço por causa de ninguém, apesar de conhecer muita gente amada que torce pro São Paulo. Não vou e nem quero enumerar motivos e fazer declarações mil pra te provar que e porque o São Paulo é o melhor time!! Ele prova por si só, sem precisar de mim para defendê-lo!

Sou tricolor com muito orgulho sim!!!! Se tiver alguma dúvida, por favor fique a vontade.

Viver de pensar

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Estou fora de casa desde o dia 02 de setembro, e olha que hoje já é dia 11 e eu ainda nem sei que dia devo voltar pra casa. E essa é a vida que gosto mesmo de viver, sem rumo certo e com um novo todo dia.

Meu viver é de pensar. Eu penso constantemente em tudo e qualquer coisa. E não que isso seja ruim, é um vício talvez, com seus prós e seus contras. Vou da coisinha mais retardada até a coisa mais séria e revolucionaria do mundo. Às vezes, mas eu digo só às vezes, esse meu viver de pensar me trai; trazendo dor, lagrima e aflição. Mas nem tão sempre é assim; no fundo acho que quem tem o viver de pensar já nasce preparado pra isso.

Nesse meu pensar todo, vi o quanto é falso, realmente, essa coisa de distrair pra esquecer, ou coisa assim. Meus tantos eu levo pra onde eu vou; não importa se mesa de bar, churrascada, se no quarta em casa, se na esquina de asa ou em 1200km longe de casa. Meus tantos eu levo na mala do pensar, na gaveta do coração, no olhar vago.

E eu acho que as coisas são assim mesmo, não há como “fugir” dos nossos tantos assim tão facil. Acredito que temos oportunidades de expandir nossas experiencias através do que vivemos, ouvimos, lemos, vimos, e no fim das contas o que acontece talvez; é o compreendimento da coisa através de novos ângulos.

Estou sim viajando um bucado e vivendo diversas coisas maravilhosas nesses dias geniais. Mas uma coisa não anula a outra, não é isso que me frá não pensar no que penso e nem é o que penso que me fará perder o que vivo. E eu vivo em meio a esse turbilhão de vidas, pensamentos, risos e lágrimas. E eu sou capaz de chorar de rir e no mesmo minuto virar a mesa e sair sofrendo.

Na verdade acho idiota acreditar que coisas são tiradas assim de nós. Não deixemos de viver, pra viver à pensar, podemos simplesmente viver pensando por aí a fora.