Archive for the 'Tim tim por tim tim' Category

Capítulo 30

quinta-feira, maio 5th, 2011

Nunca me senti tão eu em mim! Acho que os 30 anos é a idade da conscientização feminina! Sou quem quero ser AGORA! Perdoem meus excessos, transbordo por todos os poros! Não me pintes de Santa, quando digo que transbordo; não me refiro só ao amor! Também transbordo raiva, medo, desejo/tesão e claro que sim o amor também! Tenho em mim todos os sentimentos, uma vontade enorme de pular de pára-quedas, de gritar ao mundo que me encontrei! E me encontrar hoje, é saber me perder também. É saber exatamente o peso das minhas lágrimas e dos meus sorrisos. É saber pagar o preço das minhas escolhas e, principalmente, das minhas palavras. Fazer 30 anos, não é ficar velha não! Jamais! Trinta anos é aquele ponto que a fruta amadurece e pula sozinha lá do alto da árvore! Pra mim, fazer trinta anos é encontrar o eixo. É ser seu próprio centro de equilíbrio. Mas nem por isso não deixar-se desequilibrar, claaro!  Fazer 30 anos não é ter a “crise dos 30”, crise a gente tem desde que nasce até o dia que morre; aos 30 anos a gente só toma consciência de que aquilo é uma crise e que logo passa!

De ser ao triplo o que sou em um simples vôo

quinta-feira, dezembro 2nd, 2010

Ao contrário de qualquer taurino, odeio mesmice. Gosto de ter um porto seguro onde eu possa confiar e fixar meus pés durante um período, mas logo aquilo me entedia e eu sinto necessidade de voar pra outros horizontes.

Me disseram uma vez, que a borboleta depois de deixar de ser lagarta, ela voa vários lugares e então volta pra morrer onde deixou o seu casulo. Achei tão bonito, me identifiquei com a história.

Mas voltando a minha dificuldade com a rotina, eu me canso de muitas coisas. Outras não, devo confessar, mas a maioria. Me Canso de amigos que vejo com muuuuuuita freqüência, me canso dos mesmos lugares, me canso de algumas cores, me canso de certas roupas, certos assuntos, certas situações. Eu me canso das fotos dos meus murais, da comida que eu mais amo, e principalmente de músicas.

Eu me canso também do meu nome, queria me chamar Fernanda de todo jeito! Mas acho Izabela lindo, não sei como faria sem ele! Me canso demais  do meu nickname, que nunca notou? Mudo toda hora!!  Chega um dia que mudo tudo! Troco meus nomes, faço novos emails, me deleto do Orkut, troco todas as minhas fotos dos murais do meu quarto e dos meus avatares virtuais.

Tenho três personagens dos quais costumo circular nas minhas mudanças repentinas; A Jaca, a Belinha e a Iza Freitas.

A Jaca

A Jaca é meio doida e meio estranha. Ela coloca peruca louca, faz almofada personalizada, se confunde com os sentimentos. A Jaca fala merda, briga, berra, brinca e dá risada. A Jaca é uma JACA mesmo! A pomba pousa na cabeça da Jaca, a cerveja cai em cima da Jaca, o sal voa pra cima da Jaca e a camisinha em bola de gás estoura e vai parar na mão da Jaca! A Jaca nunca vê o buraco no chão, nem a escada ao lado. Se a Jaca andasse, viveria caindo por aí! A Jaca é aquele ser estrainho que vaga por aí com total imprevisto.

A Belinha

A Belinha é uma menina doce e delicada. A Belinha é canceriana, e qualquer insulto ou falta de atenção vira mágoa. Ela gosta de abraços demorados, de música calma e de cores leves. A Belinha é uma princesa. É aquela bonequinha que vive por aí suspirando as palavras doces que ouve pela vida.

A Iza Freitas

A Iza Freitas tem quase 30 anos, é forte e responsável. A Iza Freitas assina documento, escreve textos e procura emprego. Ela gosta de marrom ou rosa bem forte. É irônica, brincalhona, e amiga. Sabe da onde veio, o que aprendeu e onde quer chegar! A Iza Freitas é taurina, torce pro São Paulo, sonha em morar no Rio de Janeiro e gostaria de um dia ser Ministra da Cultura.

Minha condição é do amor…

quarta-feira, dezembro 9th, 2009

Essa semana que passou, estive conversando bastante sobre o homosexualismo. Não sei porque mas, por brincadeira ou papo sério, esse assunto andou sendo pauta nos meus dias.

É hipocrisia dizer que sou uma pessoa livre de preconceitos, tenho muitos e entendo que infelizmente isso está entranhado em qualquer ser humano. Mas já fui uma pessoa demasiadamente chata, com pensamentos pequenos, quadrados, idiotas. Graças a Deus eu segui o fluxo normal da natureza; amadurecer e cada vez mais abrir a cabeça e estar disposta a compreender aquilo que está for a da minha realidade. Vim a essa vida pra aprender, estou disposta a isso.

Mesmo na época de grandes preconceitos e com uma visão mais restrita sobre o mundo, uma coisa que nunca tive restrições é na questões humanas. Acho que quando se trata de bons relacionamentos, tudo vale a pena! Não importa idade, sexo, nada!!! Costumo dizer que mais vale o amor do que a guerra. Antes homosexuais relacionando do que heterosexuais em guerra e vivendo a tal da violência domiciliar.

Essas coisas nunca me espantaram, nunca me causou estranhamento. A única que não gosto muito, e isso independe o “tipo” de casal, é de pessoas que expõe demais o que a meu ver deve ser feito a dois. Não acho necessário que a pessoa fique beijando, abraçando, fazendo carinhos em público. Acho que isso constrange. Mas pra mim, não há diferença nenhuma se forem dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher se agarrando em público.

Mas continuando, eu sou daquelas pessoas que acredita que a gente nunca sabe de quem vai gostar. Acredito que a gente pode sim evitar o envolvimento, evitando determinadas aproximações mais profundas, não confunda minha teoria pra sair por aí furando olho de geral. Mas acredito que não escolhemos por quem temos atração inicial; pode ser loiro, moreno, careca, gordo, magro, ruivo, homem e mulher. Eu não acredito que seja nenhuma doença e nem disturbio; assim como eu tenho atração por pseudo-intelectuais, músicos e de cabelo cacheado, que não gosta de moda, alguém pode ter atração por gordo, ou por pessoa do mesmo sexo.

O foda disso tudo ainda é o preconceito.. Ainda existe o medo da rejeição, ainda existe o tal do tabu!! Os pais ainda temem por seus filhos e muitos desses filhos ainda temem por seus pais e por toda a sociedade. Tem muita gente que esconde por medo de não ser aceito, por medo de não ser correto e até medo de ser pecado!!!! Isso tudo é pra mim, um grande absurdo!!!

Tem muita gente que comenta que “o mundo gay” é sempre muita putaria, todo mundo comendo todo mundo e coisa e tal. Eu digo sempre que putaria existe em todos os lugares, um momente de mulher assanhadinha de shortinho se insinuando pros caras, e um monte de cara metido a “pegador”. Isso não é privilégio do “mundo gay”, isso é pessoal, cada um é como é.

Não gosto muito também, quem gosta de “pagar uma de gay” pra se achar na malandragem. Já vi muita mina sair beijando mulher por aí, pra dar uma de malandra, ou ficar espalhando que é isso ou aquilo pra mostrar que é alternativa. Isso tudo é que acaba denegrindo as coisas, confundindo as cabeças e aí sim o mundo vira uma suruba generalizada!

Existem pessoas que se atraem sim, por pessoas do mesmo sexo, do mesmo jeito que por pessoas do sexo oposto. Conheço gente que vive por pura e simples sacanagem, gente que tem relação com mulheres pra suprir carências masculinas, mulheres que transam com mulheres pra atrair seus paqueras homens e gente que se envolve em relações homosexuais bonitas, verdadeiras e duradouras!

Tive um colega na terceira serie, e que hoje em dia descobri que ele assumiu sua condição sexual e até se transformou em uma mulher. Fiquei muito feliz e aliviada de ver que a pessoa conseguiu finalmente quebrar as barreiras e se aceitar do jeito que realmente é. Fiquei triste de vê-lo com certa vergonha de mim no inicio, com medo da minha reação, mas com o tempo pude mostrar que comigo isso não tem nenhum mal estar.

Tenho muitos amigos gays, tanto homens como mulheres. Escuto as histórias, dou conselhos, e acho tudo isso normal. Não existe rotulo, separação, diferença entre esses amigos. A vida pessoal de cada um não me diz respeito.

O que mais me fode em tudo isso é o tal do radicalismo. Não acho que por a pessoa ser homosexual ou a favor disso, ela precise levantar a bandeira nenhuma. Já disse uma vez, e repito que sou, de certa forma, contra a tal da Parada Gay. Acho que é por esse caminho que as pessoas vão conseguir seus “direitos” e tem muita gente que vai mesmo pura e simplesmente por causa do oba oba!

Além do mais, acho extramamente ridiculo esses famosos e políticos querendo dar uma de descolê e apoiando a Parada Gay. E, mais ainda, esse povo banalizando os sentimentos por aí.

Enfim, não fiz esse post pra dizer que sou alternativa, malandra e livre de todo e qualquer preconceito. Nem tampouco levantar bandeira nenhuma! Foi um assunto presente em meus dias, e eu resolvi expor um pouco de tudo que penso sobre isso. E, é por essas e outras que nunca digo nunca, e não descarto a possibilidade de talvez um dia me sentir atraida por uma mulher. Sinceramente estou de coração aberto pra tudo, e inclusive não deixaria de gostar, ou me envolver com alguém; baseado na condição sexual da pessoa. No fim das contas o que importa é saber quem as pessoas são por dentro. É isso que conta. Se não fosse ninguém fecharia os olhos na hora de beijar.

Agradecimento especial para Maely pela ajudona!

De volta conto sobre as idas…

domingo, setembro 13th, 2009

Bom, cheguei em Vitória/ES no dia 03 à noite. A viagem foi um tanto cansativa por ter quebrado o ar-condicionado e por causa da estrada ser de mão dupla e isso causar bastante tensão. Mas graças a Deus (e a minha falecida vó), deu tudo muito certo.

Fazia 23 anos que eu não viajava pra lá, e confesso que eu era muito apreensiva com relação a essa ida pra lá. Pela questão familiar mesmo, e também pelo desconhecido; não saber ao certo o que viria pela frente. Mas aos poucos me preparei psicologicamente pra tudo que pudesse rolar, e sempre que vamos preparados e armados para o pior, as coisas parecem soar mais leves e melhores. A tal da expectativa inversa, né? Esperando o pior, se for médio já soa ótimo!!

A casa da minha prima, que fica na Ponta da Fruta, um lugar distante e meio afastado da civilização, e que me soava como cilada; era até que muito boa e bem organizada e limpinha. Pro meu conforto, fiquei na suite e era um quarto grande, gostoso e bem bacana. Não teve como escapar de alguns mosquitos, mas foram mínimos perto do esperado, e nem incomodaram. Tive privacidade, conforto e até uma tomada para meu notebook.

O convivio na casa foi ótimo, minha prima super bacana e fazendo de tudo pra nos agradar, os filhos dela uns fofos e o mais novinho (Vitor, de 1 ano) acabou se apegando um bucado na gente e principalmente em mim, pois vivia me abraçando, passeando na cadeira, me dando carinho. O marido da minha prima foi super bacana conosco, deu muita atenção e nos enchia de comida e bebida o dia inteiro, não deixou faltar nada. Eu gostei dele, apesar dele dizer que sou uma menina tensa e de poucos sorrisos. Ele até tem razão, mas minha tensão e a ausencia de sorrisos tinha motivo, talvez por chatice minha, mas pra mim era algo incontrolável.

Falando em minhas chatices e minha falta de controle; acredito que fui bem sociável, ate demais, e controei um bucado de pentelhices minha. Me segurei algumas vezes, e em muitas outras eu apenas levava as coisas de forma leve, compreensiva, alegre. No fim das contas, tudo fluia muito bem. Acredito que deixei uma boa impressão no ES, e pude receber elogios inéditos como; simpática, educada, compreensiva e paciente. Definitivamente, nem parece eu!!! Isso só prova que, somos quem nos propusemos ser.

Além das conversas e bagunças diárias na casa da Ponta da Fruta, ainda teve um churrasco, um almoço e um passeio. Deu pra curtir de tudo pouco e se divertir e comer muito!!!!

O churrasco foi gostoso, em um clube em Vila Velha/ES. O lugar era plano, com uma boa parte acimentada e uma area de grama. Tinha brinquedo pra criançada e mesinhas para os adultos. Rolou churrasco, salgadinho, feijão tropeiro, salada, doces, frutas e ainda pra fechar; uma canja de galinha!!! Me diverti bastante com a familia, matei muitas saudades, troquei novidades e ainda por cima revi a Andréa Nunes ( @andrea_nunes) que conhecia de um show do Teatro Mágico, no fundo ficamos amigas por afinidade e por sermos ambas jornalistas. Acabei chamando-a pro churrasco do meu tio, ela foi e a gente bateu muitos papos.

No outro dia rolou almoço na casa de outra prima, dessa vez em Vitória/ES. Foi mais um dia maravilhoso, todos reunidos, felizes, muita conversa, sorrisos e comida boa. No menu teve de aperitivo Salmão cru e camarão no azeite, comi e amei os dois. De entrada teve a tal da Muqueca Capixaba, que é UMA DELÍCIA!!!!! Eu ja tinha provado na Casa da Ponta da Fruta feita pela Tata e AMADO, mas experimentei a versão do Edmar (marido da minha prima Herica) e ameei tanto quanto! É realmente uma comida dos Deuses… huuuuumm….. Mas, continuando, o prato principal foi Peixe assado e recheado. Estava divino!!! Adorei todas as comidas, recepção, companhias, casa, foi tudo ótimo!!!

No outro dia iamos embora, mas mudamos de ideia por causa dos horarios, da estrada e principalmente pra podermos dar uma rodada na cidade. E foi o que fizemos.

Nós andamos na terceira ponte que é de uma vista muito bacana, passamos pela orla de todas as praias, almoçamos no restaurante, bebemos em um quiosque…

Fomos também no Convento da Penha, que é no alto do morro e dá pra ver a cidade inteirinha. Tenho uma foto lá de quando eu era pequenina, no colo do meu pai, e dessa vez tiramos uma foto igualzinha e atual.

No final ainda fomos na casa do meu tio tomar lanche, e o bom disso tudo é que em tudo, a Andréa Nunes ( @andrea_nunes) estava junto. Só mais tarde é que ela foi embora e nós voltamos pra Ponta da Fruta pra preparar tudo pra ir embora no dia seguinte.

Saimos do ES umas 08h da matina, e fizemos uma viagem muito cansativa até o Rio de Janeiro. Não pela viagem em si, a estrada estava ótima e o dia maravilhoso, mas o calor deixou a gente meio acabado mesmo. Chegamos no hotel do RJ e cada um desmaiou em uma cama. Depois pedimos pastelzinho no quarto e comemos vendo novela junto com a Nat.

No dia seguinte almoçamos em frente a piscina com a Nat e depois fomos pra Barra passear, e depois ainda andamos um bucado na Tock Stok pra minha mãe ver umas coisas e voltamos pro hotel pra novamente comer pastel vendo TV.

Na sexta a gente foi no quiosque do Habibis em Copacabana, comer uma deliciosa esfiha folhada de chedar, olhando o mar. Depois fomos na Barra pra minha mãe fazer tratamento de beleza com a Nat e a noite fomos ainda comer pizza e depois ver a novela na casa da Nat.

Sábado foi dia triste de voltar pra casa, e eu só tenho que agradecer a Deus e pra minha falecida vó Nair, por ter sido viagens tão boas e ter dado tudo tão certo.

Além da diversão e tudo mais, houve também alguns aprendizados e, principalmente, algumas idéias colocadas em prática. É bom de vez ou outra testarmos a nossa capacidade de mudar, melhorar, abrir a mente. A cada volta, volto ym pouco outra. E dessa vez, voltei Belinha, mas isso é pra um outro post.