Archive for the 'Música! Música! Múúúsica!' Category

Tiê

segunda-feira, agosto 31st, 2009

Assinado EU

Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.
Mas se é contrário,
É ruim, pesado
E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você
Me aceite como amiga,
Ainda vou te convencer.

Dois

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.

Passarinho

Quando eu olhei pra cima e não te vi,
não sabia o que fazer,
fui contar praquele estranho que eu gostava de você.
Ai, ai, será que foi assim?
Que foi o tempo que tirou você de mim?

Te Valorizo

Se eu ousar te contar o que eu sonhei.
Pode ate engasgar, pagaria pra ver.
Melhor forma não há, pra provar meu amor
Eu te presto atenção tento ser sua flor.

A Bailarina e o Astronauta

Como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi.
Poderia lhe entregar meu coração.
Alma, vida e até minha atenção.
Mas vieram as sirenes e homens falando estranho.
Carregaram meu presente como se ele fosse um santo.
Dirigiam um carro branco e num segundo foram embora.
Desse dia até agora, não sei como, não pergunte, procuro por todo canto.

Astronauta, diz pra mim cade você, bailarina não consegue mais viver.

Ceumar

quinta-feira, agosto 13th, 2009

Descobri que teria show da Ceumar no dia 2 de agosto no SESC em Santos. Na hora lembrei de uma grande amiga, e sugeri que fossemos assistir o show. Eu lembro bem quando ela veio toda feliz e contente contar das músicas e de um programa que viu, se não me engano na TV, e ficou fascinada.

Chegamos no SESC e logo que entramos no Teatro, já gostamos do palco, do cenário do show. Não demorou muito e assim que nos acomodamos, o show começou.

O show é lindo, e fazia tempo que eu não via um show diferente assim. Já estava com saudades de boas novidades dessas.

Além de cantar muito bem e com um jeito todo peculiar de ser, Ceumar dialoga com o público o tempo inteiro através das músicas. Quase o tempo inteiro sozinha no palco, Ceumar toca violão, canta e consegue manter o público atento.

As músicas são simples, falam de coisas comuns misturadas com algumas coisas sentimentais, místicas, etc. Ceumar canta o cotidiano, os sentimentos, o amor.

Em um momento do show Ceumar convida um de seus parceiros de música, outro momento conta sua história e em outro, Ceumar anda pelo público tocando e cantando.

Você sai do show leve, com um bom astral e com a sensação de que o público e a cantora ficariam ali ainda por horas a fio. E eu, ainda confirmei que pela Ceumar ela não sairia do palco se não fossem as regras.

Se tiver oportunidade, veja. É no mínimo uma experiência gostosa.

Mais um show – Lô Borges

segunda-feira, novembro 10th, 2008

Tudo combinado pra ir à São Paulo nesse domingo. Combinações de uma semana, torcida para que o tempo colaborasse e que desse pra ver o maior número de gente possível. Avisei a galera e me programei.

Nando Reis e Paralamas do Sucesso eram os shows programados. Não tinha erro, já fui à três shows do Nando Reis e três do Paralamas do Sucesso, sabia bem o que poderia esperar. Era em um parque bacana que eu já fui ver uma vez Macy Gray e Herber Hancock; o Parque Villa Lobos, ali quase pertinho de Osasco.

Fernanda, que é fanzoca dos Paralamas não estaria em Santos esse domingo, e ir sem ela no show dos caras é um tanto quanto estranho, já que virei “fã” mais por me lembrar dela do que necessariamente por eles. A Vivi também viajaria, mas pra Botucatu, e também não poderia ser companhia. Daqui mesmo, só a Mayra toparia uma barca dessas, apesar de tudo!!

No final das contas recebi um telefonema na quarta-feira ou quinta-feira, me chamando para assistir Lô Borges no Sesc Pinheiros nesse mesmo domingo. Convite tentador por inúmeras razões!!! Além de tudo, se tratava de um show que nunca fui, pra outros que já vi três vezes. A idéia do diferente era tentadora, apesar do velho ser diversão praticamente garantida. Pensei um pouco, conversei com meus botões e tudo resolvido; troquei todas as programações de domingo e fui ver Lô Borges.

Chegando no teatro do Sesc Pinheiros, confesso que já me assustei com o lugar que eu sentaria. Na boca do palco e bem no meio. É um lugar ótimo, mas meio “constrangedor”.

Não demorou muito e logo os músicos entraram no palco. Uma banda boa, mas nada de muito extraordinário pelo menos não na minha opinião. Um baixista, um guitarrista, baterista e tecladista e o Lô Borges que dominava voz e violão.

As músicas são muito bonitas (algumas não, vai), todas do mesmo estilo Lô de ser. Uma paisagem e uma história que mistura um pouco do abstrato e o concreto. Acho que eu acho as músicas do Lô bonitas, mas meio iguais no estilo.

Fora isso, apesar do show ser feito em um teatro e a comunicação entre palco e platéia ser bem bacana, achei o show um pouco frio. Ele não interagia nada demais, e só fazia resmungar do calor, da sede, da palheta e explicar bem mais ou menos as músicas.

Mas foi bom e valeu a pena. Eu faria tudo novamente e pelas mesmas inúmeras razões, e inclusive pela oportunidade de conhecer algo novo. Apesar das minhas críticas, acho sempre válido conferir o show de um cara que tem estrada e que tem história como o Lô Borges. Ele participou do tão conhecido Clube da Esquina ao lado de Milton Nascimento e está aí na estrada hoje em dia, e fazendo parcerias com galera de “agora” como Samuel Rosa, Nando Reis, etc. E as músicas do show não deixam de ser gostosas e com uma sensação meio surreal, e ainda te fazem dar umas voltas pelas regiões de Minas Gerais. É tão gostoso que quando o show acaba dá uma sensação de que voltamos de viagem. Eu saí de lá tranqüila, com cheiro de pão de queijo e aquela saudade de Minas Gerais.

Só foi uma pena sair de lá querendo ver Bebel Gilberto na terça-feira (11) ou quarta-feira (12) e não poder por ser véspera do aniversário da mãe. E o show do Lenine, que apesar da agenda permitir, não tem mais ingresso.

O show!

segunda-feira, setembro 29th, 2008

Bom, para contar desse show eu preciso primeiro contar um pouco da minha história e de como tudo isso começou pra mim. E todos sabem que, apesar do impacto inicial eu ser uma pessoa meio fria e antisocial, nada mais me importa do que essas coisas fofinhas que envolvem amizades, histórias e coincidências.

Todos sabem também, que pra ter o mínimo de amizade comigo, e um pouco do meu respeito, tem que gostar de música e principalmente se possível me apresentar coisas novas nesse sentido. Se não gosta de música, bom sujeito não é.

A primeira vez que ouvi essa banda, foi minha amiga Fernanda que me mostrou Space Between, e eu gostei, mas na época nem me esforcei pra buscar mais. Depois disso, um cara que respeito muito pelo gosto musical e que muito do que sei e sou devo à ele, jogou pra mim a música Stay. Eu na mesma hora me arrepiei toda e me senti emocionada com aquele som e toda aquela coisa maravilhosa. E aí então tomei coragem e fui buscar um pouco mais dessa banda que veio novamente na minha vida.

Sempre que tínhamos oportunidade eu e esse rapaz ou eu e essa amiga debatíamos um pouco sobre a música dessa banda, e o quanto aquilo tudo era perfeito. Depois de conhecer esse som, muita coisa do meu playlist virou lixo.

Com o passar do tempo, várias coincidências giraram ao redor dessa banda; uma música tocada em um momento especial, uma letra significativa, uma aposta engraçada, um ídolo que também gosta e toca nos shows essa banda, e assim foi indo a vida.

Quando esse amigo especial avisou que iria embora pra mais longe do que já estava, eu soube também que essa tal banda viria ao Brasil. Pois é, tínhamos um projeto de ver esse show (e tantos outros) juntos, mas não ia rolar.

Me empenhei inteira para assistir o show. Primeiro pela banda, e segundo por tudo o que ela representa na minha vida. Não consegui nenhum jeito de ir; nem $ pro convite e as possibilidades de ganhar um convite e de ir pro Rio de Janeiro se desfizeram. Fiquei triste, inconsolável, e algo dentro de mim não aceitava isso.

Nos 45 minutos do segundo tempo, acabou que minha mãe resolveu que me levaria até São Paulo pra assistir DAVE MATTHEWS BAND no About Us. Íamos tentar furar de algum jeito, mas ficar em casa sabendo do show não dava!!! Ok, apesar do medo de não conseguir furar, estava tudo decidido pra domingo, dia 28, às 11h.

Lendo o site do About Us vi que deficiente tinha direito a área vip, independente do ingresso comprado. E, vendo a comunidade DAVE MATTHEWS BAND vi várias pessoas vendendo convite para o About Us. Contei pra mãe a história do lance do deficiente, e sugeri que comprássemos o convite mais barato, mas que ao menos nos desse certeza de que entraríamos no show.

Ingresso comprado de um tal de Fabio, o que me lembrou também de um amigo aí que também está ligado a música. Ingresso comprado, chamei a Mayra pra se jogar comigo nessa aventura, e então a ansiedade toma conta. Não dormi mais de sexta (26) em diante.

Cheguei no About Us por volta das 16h30. A idéia era chegar mais cedo e pegar o show do Seu Jorge, mas as coisas aqui não rolaram como o imaginado e o atraso foi irremediável. Foda-se, estando lá às 20h é o que me importava, o resto era lucro. Acabei chegando no show da Vanessa da Mata, que só reforçou meu conceito de que ela era bem mais ou menos. Nada contra, mas também nada a favor, a não ser pela banda bacaninha dela e com os músicos bastante animados.

Ben Harper começou logo em seguida de Vanessa da Mata. Apesar de nunca ter acompanhado direito o som do cara, resolvi prestar atenção primeiro como forma mesmo de oportunidade e segundo porque uma frase ficou ecoando na minha cabeça “curte o show do Ben Harper, ele é fodão”. E realmente o cara é mesmo fodão (e principalmente com borogodó…). Não sei o setlist porque não conheço, mas ele tocou, cantou, fez caras e bocas e pareceu ser um cara bem bacana. Apesar de não ser muito fã do timbre do cara, devo confessar que meus conceitos mudaram e eu realmente voltei com vontade de conhecer um pouco mais dele.

Eis que começa então o tão esperado show. Entrando um a um da banda e eu há muito tempo não sentia esse frio na barriga ao começar de um show. Não acreditei que eu realmente tanto fiz que estava lá!!! E eu não preciso nem falar que o bagulho explodiu quando o Carter entrou com sua cara de maroto mascando seu chicletinho né?

Começaram a fazer o som deles maravilhosamente, como não podia deixar de ser. Eu não cantei, não telefonei, não pensei em nada. Fiquei ali parada curtindo cada acorde, cada barulinho e cada dancinha do Dave.

O mais bacana de um show é quando todo mundo toca muito bem e o pior, como se estivessem brincando. Fica aí o meu elogio assim como eu elogiei o show do Seu Jorge; eu adoro quando eu vou em um show e os caras além de me oferecerem qualidade (que ali na DMB não falta), ainda me oferecem um show alegre e demonstram que ali é todo mundo amigo e estão em sintonia. É isso que eu espero sempre. E a diversão ficou por conta das palhaçadas do Dave, que não parava um segundo e demonstrava o quanto era e estava feliz com aquilo tudo.

Como diria um conhecido meu que resumiu o óbvio e o que todos já imaginam mas que nós confirmamos diante dos olhos é…

NADA é melhor do que um improviso bem feito, um set de extremo bom senso, uma banda que se entende pela musica e não pela bronca…

AULA de presença de palco e de coração na hora de cantar e tocar…
foram quase 8 anos de espera e que valeram mais do que a pena… valeu até perder o ultimo trem pra voltar pra casa… valeu a carteira vazia…

chorei que nem criança e nenhuma piadinha sem graça tira isso de mim… é o tipo de coisa difícil de esquecer… enfim… quem não foi, perdeu..

Só posso fazer minhas, as palavras dele.

O setlist foi maravilhoso, mas já está em todas as comunidades do mundo e eu nem vou me dar o trabalho, vai apenas um copiar colar pra facilitar a leitura

Two Step
What Would You Say
Corn Bread
Satellite
Dancing Nancies
Crash Into Me
So Damn Lucky
Eh Hee
Water Into Wine
So Much To Say
Anyone Seen The Bridge
Too Much
Drive In Drive Out
All Along The Watchtower
Ants Marching

Aquela saída básica, o Carter jogou baqueta e os outros palhetas, tudo como se tivessem mesmo enganando a gente que o show havia terminado. Até parece que não sabíamos.

E quando eles voltaram foi lindo. Maravilhoso o o povo explodindo com #41. E eu não tive como não me emocionar, os caras são fodas mesmo.

E bom, o final arrebentou com:

#41
Warehouse
Stay (Wasting Time)

E eu não vou esquecer que, na música Stay (sim, logo nessa!) o Dave olhou pra mim e sorriu. Cara, eu pra variar tenho 0% de pretencionismo e só acreditei que era verdade quando me falaram. Estou digerindo ainda cada parte desse show.

Acho que por hora é o que posso dizer. Quem sabe com o tempo, com as fotos, eu vá lembrando de coisas mais interessantes. A cabeça está a mil, ta complicado escrever.

Comúsicação #2

quinta-feira, setembro 18th, 2008

Ando com a síndrome da “página em branco“, que consiste em ter muita coisa a dizer mas uma dificuldade fenomenal pra colocar pra fora. Enfim.

Estava pensando, e daí toca então a versão de it’s not easy que Sandy & Junior gravaram. E pensei “caralho! Taí!”, e lembrei da música original que assim como Lenine, Dave Mathews Band e Alanis traduziram, essa daí também traduz um pouco do que rola porraqui.

Versão de Sandy & Junior, que é “bacaninha” mas não diz muito exatamente o que a música diz.

Fica aí um clipe tosco do Smallville, mas só pra dar uma sacada no som de five for fighting

Uma luva, um medo, uma dica…

sábado, setembro 6th, 2008

Recebi como “Dica do dia”, e não é que caiu como uma luva?!

E essa tal de Venegas tá em alta.

Underneath

sexta-feira, setembro 5th, 2008

Adorei esse clipe

Mostra um pouco do que eu brinco aqui vez ou outra.

Don’t Look Back

sexta-feira, outubro 19th, 2007

Tem horas que você se depara com certas músicas que parecem dizer muito daquilo que está rolando dentro da gente. Eu que nem ouço The Korgis, sabe-se lá porque cheguei nessa música. E ela diz tudo certinho sobre que eu ando sentindo, com destaque maior ainda ao que em negrito.

Don’t Look Back (Não olhe para tras)
The Korgis

Sem sorte
Dificilmente eu posso dizer
que estou sem sorte
Eu monopolizei
tua vida por muito tempo
e sei que, certamente
algo saiu errado

Os tempos são críticos
Dificilmente eu posso dizer
que os tempos são críticos
Mas em toda volta
há amigos que estão tão confusos
e a gente tem
tanto para dar
e nada para perder

Não olhe para trás
vá em frente, vá embora
queime o teu passado
Viva para o dia de hoje

As pessoas mudam
e quem se importa com isso ?
Não envelheça e
Você jamais morrerá

Comemoração
Estar vivo era motivo
de comemoração
mas sou obrigado a dizer
que estou me sentindo tão triste…

Eles vão perder
o otimista, supostamente maluco
Você sabe
que vai ficar bem
Não se preocupe

porque você sabe
que vai ficar bem

Há uma coisa
em que você deve acreditar
eu te amo
Aqui, sozinho, esta noite
eu realmente te amo.

Agora tá – Elis Regina

quinta-feira, junho 14th, 2007

Agora Tá
Elis Regina

Composição: Tunai/ Sérgio Natureza

Já que tá aí,
Pela metade, mas tá
Melhor cuidar
Pra peteca não cair
Pra não deixar escapulir
Como água no ralo
Aquilo que já fez calo
Doeu feito joanete
Castigou nosso cavalo
Cortou como canivete
Feriu, mexeu, mixou
Nunca comeu melado
Vai lambuzar
Se vacilar pode cantar pra subir
Porque não dá pra começar todo rolo denovo
Se o bolo ficar sem ovo
Se a massa não tem fermento
Se não cozinha por dentro
Vai tudo por água abaixo
Acho, acho acho que agora tá
Quase no ponto tá
No ponto de provar
Acho que agora tá
No ponto de solar
Acho que agora tá
Pra lá de pronto já
Acho que agora tá
Acho que agora tá

Das experiências musicais

segunda-feira, maio 14th, 2007

Como citado no post anterior, já fazia tempo que eu queria sair da mesmice das minhas 2800 músicas e queria ouvir algumas coisas diferentes pra expandir meus horizontes. E, pela aproximidade intensa que venho tendo com a Marisa, resolvi escutar um pouco de Made in Brazil e Tutti Frutti…

Assim como já fiz com Elis Regina uma vez, eu quis fazer o mesmo com a Rita Lee, pra poder ter uma noção maior e uma opinião mais justa sobre a cantora. Afinidades a parte, eu pretendia apenas me dar a oportunidade de conhecer coisas diferentes e entender esse tal de Rock’n Roll da Rita.

Mas que eu espero que fique bem claro é que apesar das minhas brincadeiras, eu na verdade respeito todos os tipos de artistas. Como sempre brinco que detesto Elis Regina, na verdade é que não tenho muito ouvido pra ouvi-la e acabo sempre ficando meio impaciente e/ou depressiva com suas músicas. Eu respeito a grandeza da Elis e sei que se ela tem toda essa majestade é porque é sem dúvidas merecidamente. Não sou ninguém pra erguer ou derrubar ninguém, aqui nesse espaço eu apenas expresso a minha humilde opinião e sem qualquer tipo de bandeira ou imposição.

Assim foi que sentei primeiramente pra ouvir Made In Brazil, uma banda do antigo Rock’n Roll, formada por muitos integrantes que já tocaram com Rita Lee, inclusive no Tutti Frutti. Fiz questão de ouvir sem qualquer preconceito, quis apenas conhecer um tipo de trabalho que eu ainda ñ tinha sequer ouvido falar.

Made In Brazil

Bom, eu ñ entendo muito bem de técnica musical, afinal de contas não toco nada e nem mesmo estudo como gostaria de estudar. Costumo considerar bom, aquilo que agrada meus ouvidos e que entra fácil na minha vida. E posso dizer que Made In Brazil conseguiu logo a minha simpatia.

Não é nenhum som cult, não tem letras filosóficas e nem sequer muito inteligentes, se estiver em busca disso é melhor procurar outro tipo de música. Mas que não seja visto como uma crítica ruim, na minha opinião eles não possuem nenhuma qualidade fenomenal, mas posso dizer que são músicas divertidas e que de alguma maneira deixa meu animo pra cima e com uma vontade interessante de sair dançando por ai.

Confesso que durante muito tempo eu fiquei acostumada com um som limpo e letras divinas de Toquinho, Oswaldo Montenegro, Chico Buarque, DMB e tal, então é diferente ouvir uma coisa mais “suja” e mais sei lá o que. Mas o importante é que mesmo estranhando os primeiros acordes da banda, e uma sintonia diferente, eu tive uma boa aceitação.

Música para não se pensar muito, para dar algumas risadas e para animar um pouco o animo. Eu gostei e já está na minha coleção.

Tutti Frutti

Eu já conhecia de leve algumas músicas de Rita Lee, mas não me contentava em ouvir essas músicas que todo mundo sabe como “Doce Vampiro”, “Mania de você”, entre outras. Eu queria conhecer Tutti Frutti a fundo, queria saber mais e ter uma opnião mais forte sobre tudo isso.

A principio foi uma aceitação muito boa de todas as músicas. Volto a dizer; não achei as letras lá essas coisas fenomenais e nem sei se o som é tão foda assim. Mas o importante é que agradou, e viciou. Durante pelo menos três dias eu ñ parei de por pra rodar no winamp o som daquela mulher que eu nem vou muito com a cara.

Após essa febre de Rita Lee, eu parei pra ouvir novamente e já comecei a notar algumas músicas que ñ eram tão legais assim. Não gosto quando a pessoa usa a música pra falar mal de outros músicos. E na verdade foi sempre isso que na verdade eu nunca gostei na Rita Lee, essa coisa de sempre criticar os outros com prepotências, como se ela fosse realmente perfeita.

Mas no geral gostei e muito. Valeu a experiência e as músicas ficarão sim guardadas em minha coleção, e sempre que puder estarei ouvindo-a, principalmente “menino bonito” que inevitavelmente me faz pensar em um Menino Bonito.

Por hoje acho que é isso mesmo, pretendo voltar em breve pra citar a minha experiência em alguns shows que tive a oportunidade de curtir nesse domingo (13) e que me fizeram querer fazer planos de ver mais e melhor.