Archive for the 'Só uma dica' Category

Eu (não) tenho Bulimia

terça-feira, junho 23rd, 2009

Em um post do dia 19 de dezembro de 2006, eu falo sobre a Bulimia. E no caso do post, a bulimia abordada é a bulimia de palavras e sentimentos. A bulimia de disfunção alimentar, eu não tenho.

O que me chocou, foi que esse post é o mais comentado do meu blog até hoje. Meninas de várias idades acabam encontrando esse blog pelo título “Eu tenho bulimia”. Não sei nem se chegam a ler, mas logo despejam seus comentários-desabafos, e isso me preocupou bastante.

E depois de ter visto tanta procura com esse tema no meu blog, venho dias e dias pensando em algo interessante pra escrever por aqui e pra essas pessoas que passam por aqui em busca de conforto e de alguma informação interessante sobre esse assunto.

Não tenho muito conhecimento sobre Bulimia, Anorexia e outras disfunções alimentares. Procurei ler um pouco na internet, pois fico bastante intrigada com essas coisas do comportamento humano. Acho muito interessante tentar entender que as vezes a preocupação por um “corpo belo” ou por insegurança de ser aceita na sociedade possa acabar acarretando certos distúrbios como esses. Infelizmente li poucas novidades sobre Bulimia, e no geral do que vi nos sites; não foge muito do que já foi abordado na televisão como em Páginas da Vida e agora na Malhação. Não tem muito como fugir da idéia de buscar um psicólogo e tentar tratar do caso com acompanhamento médico e remédio.

Só posso desejar então, que tenham força de vontade pra procurar ajuda e que um dia possam voltar aqui no meu blog e comentar sobre a vitória de vocês. Quem sabe um dia não conversamos e juntas não faremos um post?!

Para saber mais de: ”Bulimia”

No Wikipedia

Para saber mais do ”Post de 2006”

Aqui mesmo

Da leitura.

segunda-feira, maio 19th, 2008

Confesso. Sou preguiçosa. Tenho lá uma puta curiosidade das coisas, principalmente se tratando de cultura. Mas ah, dá pra mastigar pra mim, por favor? Obrigada, eu agradeço.

Por esse motivo, tem algumas pessoas que me instigam a conhecer coisas. Leopoldo Rezende, Lucas Busto, Jordânia Nayara, Fabio Henrique, Diogo Freire e outros que no momento não me vem à memória. O último, o Diogo, talvez por me conhecer um bucado já vem com tudo desenhadinho pra mim, senta e conta tudo e só de final ele diz “busca isso que é bacana”. E eu busco. E quase sempre gosto. Os outros nem facilitam tanto, costumam dar a deixa e eu por instinto vou atrás. A não ser a Jordânia que facilita um bucado também.

Com livros essa minha dificuldade aumenta. Primeiro por não ter sido criada muito com o gosto pela leitura. Segundo por ter demorado pra ter com facilidade o acesso à livros em PDF para que eu pudesse ler sem depender de ninguém. Basta o computador, olho na tela e alguns cliques no mouse e pronto. Foi assim que bem lentamente resgatei a atividade literária que havia sido abandonada durante um bom período.

Já li alguns livros interessantes. Alguns eu mesma fui atrás como, por exemplo, “um amor pra recordar” e alguns muitos de poesia. Li também um livro homossexual interessantíssimo indicado por um amigo. Nesses eu me envolvi na história. Depois me especializei em Nelson Motta que depois de um e-mail meu, e em um gesto bacana foi me mandando vários livros de sua autoria em formato word pra que eu pudesse ler. Inclusive um que nem publicado havia sido ainda.

Daí então um dia Diogo me falou de um tal de O Guia do Mochileiro das Galáxias, os olhinhos dele brilhavam tanto na mesa de um bar em BH que quando cheguei fiz correr atrás do livro. Comecei a ler. De inicio não era dos livros mais interessantes do mundo pra mim. O próprio Diogo disse que talvez eu não gostasse tanto. Mas eu sou teimosa poxa, vambora ver ondé que isso vai chegar. Eu tentei, juro.

Mas aí esse mesmo mineiro veio até minha casa. E quando estávamos, ele, Nay e eu, sentados no quintal de casa, batendo um daqueles papos gostosos sem nenhum compromisso; ele levantou foi até a mala e voltou com um livro nas mãos. De forma tão bacana ele sentou como quem conta causos e contou detalhes e passagens desse tal livro que só de ter “musicais” no nome já mereceu toda a minha atenção.

Não deu outra, os deixei (ele e a Nay, que também veio da amada Minas Gerais) na rodoviária domingo e quando voltei já corri atrás do tal livro. Não achei. Mas logo na segunda, com ajuda da Nay eu consegui o livro e logo comecei a devorar. Simplesmente achei ótimo. Estou amando e concordando com muito do que é dito, além de ter visto uma porrada de curiosidades sensacionais.

Uma dica? Leia Alucinações Musicais, é no mínimo intrigante.

Da leitura.

quarta-feira, janeiro 17th, 2007

Leitura sempre foi um grande problema nesse nosso País. Além daquela velha informação do grande número de analfabetos, tem também aquela massa que sabe se virar na leitura, mas não se encaixa como um leitor de livros, revistas e jornais.
Apesar da grande dificuldade física para leitura, eu sempre me interessei por isso, mas nunca como eu gostaria. Acho lindo pessoas que dizem ter lido tantos autores. Mas no inicio eu lia gibis, depois com a boa vontade e ajuda da mamãe cheguei a ler alguns livros de criança e depois de jovem, mas nada que me fizesse ter orgulho, de ter o dom da palavra, e de poder citar alguns grandes nomes nos meus textos.
Com a tecnologia e um pouco de coragem visual, passei a ler alguns livros pelo computador, assim não precisaria de ninguém virando as páginas pra mim. Comecei lendo sites de textos, poesias, críticas, e acabei chegando em livros completos no formato PDF. Comecei bem mal, li quase todos os textos de Paulo Coelho. Mesmo odiando os primeiros que eu acabava, fui lendo todos pra descobrir o porquê da fama do cara, e ainda não entendi até hoje.
Indicada por uma amiga a assistir o filme “Um amor pra Recordar”, e fiquei completamente fissurada, até que a Anne me indicou o livro referente a história do filme, me contou que era mais detalhado e um pouco mais trágico. E imediatamente eu me coloquei a buscar o livro, até que meu amigo Dalarte acabou achando pra mim. E devo dizer que realmente foi um dos livros que mais me prenderam. Tudo bem que é uma historinha romântica e que talvez hoje não me chamasse a mesma atenção da época, mas eu amei e me marcou bastante.
Depois deixei meu lado menina aflorar e li algumas páginas de Clarice Lispector, Cecília Meireles e entre outras poetizas que traziam o romantismo a tona e me faziam sonhar acordada. Mas não era isso que eu queria ainda, queria mesmo era algo que me fizesse pensar um pouco e que realmente mudasse algo na minha vida. E, influenciada pela minha mãe, dei uma folheada em “A arte da Felicidade” de Dalai Lama, que me foi de muita serventia em diversos campos da minha vida.
Depois de um bom tempo dando férias a leitura e me dedicando apenas à faculdade, entrei na onda e li Código DaVinci. Gostei muito porque o assunto muito me interessa, sem dúvidas disparadamente melhor que o filme, mas isso era previsto devido a riqueza de detalhes.
Fiquei um tempão querendo ler “Heróis de verdade”, do Roberto Shinyashiki, mas nunca achei o livro dele na internet e realmente fazer minha mãe ler pra mim é bem complicado, principalmente porque ela não teria tempo. E acabei lendo alguns outros livros que nem me lembro o nome e que não me prenderam, mesmo que minha insistência fosse grande.
Com o TCC, acabei lendo bastante texto sobre técnica de TV, li um pouco sobre leis, mas livro mesmo que eu li inteiro para o TCC foi “Feliz Ano Velho”, e “Minha Profissão é Andar”, dois livros que descrevem sem pudor, as dificuldades, as sensações e as vantagens de ser deficiente. Coisas que nem eu sendo uma deficiente, tinha parado pra analisar. Bem interessantes e que foram bons pra minha bagagem.
Agora que acabou a faculdade, acabei me excedendo com medo do tédio, e além de já ter terminado o “Noites Tropicais”, de Nelson Motta e cedido por e-mail, por ele mesmo, estou agora lendo paralelamente “O Canto da Sereia”, também de Nelson Motta, Ponto de Mutação de Fritjof Capra e que acabei me interessando em ler após assistir o filme, e ainda comecei recentemente “O Lobo da Estepe”, de Hermann Hesse.

Agora resta ver onde isso tudo vai dar, mas essa mistureba já tem dado bons resultados, isso eu posso afirmar.

* Quem tiver uma dica, fique a vontade.

Nostalgia programada.

quarta-feira, janeiro 10th, 2007

Encontrei algumas partes do meu passado e aproveitei para relembrar essa época. Lembrei do tempo em que os maiores problemas eram os estudos, as datas dos bailinhos e se aquele menino moreno e de nome estranho, estaria presente nas festinhas.
Olhando e relendo os meus diários, cadernos de recordações e cadernos de perguntas, pude ver que as coisas amadurecem, progridem, mas no fundo as coisas são quase as mesmas. Hoje o menino nem tem o nome tão estranho assim, as festas continuam, trocamos o de caderno de perguntas pelo diálogo, as cartinhas para as amigas viraram e-mails, scraps e testemunhos, e os problemas se transformaram em contas para pagar, emprego pra arranjar, responsabilidade dos atos e uma dor enorme no estômago.
Aproveitando a onda nostálgica, sentei e me permiti ouvir aquelas coisas do passado. Botei pra tocar “É o tchan”, “Só Pra Contrariar”, “Sandy & Junior”, “Wanessa Camargo”, “Top Gun”, “Guns N’ Roses”, “Beatles”, “Exaltasamba”, “Hanson”, e deixei que todas as lembranças do passado viessem livremente na cabeça como um filme de sessão da tarde.
Às vezes é legal relembrar essa fase, ajuda a ver a vida mais colorida. E essa tarde nostálgica me ajudou. Me trouxe o sorriso, a vontade de viver na eternadade dos segundos, a imagens dos amigos que não convivem no meu presente e uma vontade enorme de brincar dessas coisinhas.

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:

– Realizar alguns sonhos da minha mãe
– Especialização em Cultura Brasileira
– Produzir um show
– Viajar pelo Brasil
– Ir para Europa
– Conhecer Daniel de Oliveira
– Adotar uma criança ruiva (:P)

7 coisas que mais digo:

– tô com dor no estomago
– Caralho
– Música
– Me abraça
– Quero um leite (ou todynho)
– Quero cagar
– um nome

7 coisas q eu faço bem:

– Mandar
– falar em público
– festa
– escrever [discordo, mas dizem]
– conversar
– amar
– sair

7 coisas q não faço:

– trair
– fingir ser quem não sou
– comer dobradinha
– aceitar determinadas coisas
– ir em uma balada psy
– morar no exterior
– esquecer dos meus amigos

7 coisas q me encantam:

– filosofia
– música
– abraço
– um bom texto
– o olhar
– lua
– gestos de carinho

7 coisas que odeio:

– mentira/falsidade
– preconceito
– determinadas infantilidades
– paga-pau
– ficar longe das pessoas que eu amo
– brigas em casa
– cerveja

Conversa musical

quarta-feira, setembro 27th, 2006

Pois é, assistindo meu programa favorito (Saia Justa) vi um comentário delicioso da Mônica W. que comparava os dois novos álbuns, de Chico Buarque e o de Caetano Veloso.

Aproveito pra abrir uma vírgula gigante e comentar de antemão, que é um prazer do caralho ter no mesmo ano, lançamentos de Marisa Monte, Chico Buarque e Caetano Veloso. Eu amo a Marisa Monte, amei os CDs e o show é realmente um presente dos Deuses, do qual me arrependo não ter visto mais de uma vez, mas devo dizer que a essa altura, com o lançamento de nomes como Chico e Caetano, os CDs da divina Marisa Monte acabaram caindo no esquecimento de algumas pessoas. Quem gosta de música brasileira e ainda não ouviu, ouça porque vale a pena.

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