Archive for novembro, 2005

É sério! Até quando?

segunda-feira, novembro 21st, 2005

Eu já estava abrindo meu writely com a certeza do que iria escrever. Eu não estou romantica, eu estou ouvindo O Rappa. Isso é estar romantica?! Não. Eu estou forte e decidida. Estou preocupada em acabar os trabalhos e provas da faculdade e com as coisas mais simples e importantes do mundo. Eu quero mudar o mundo! Quero lutar por um futuro. Quero resolver o meu TCC e curtir meu último ano de faculdade!
Mas sou teimosa e entrei no blog da Fernanda Mello. Ela me traiu. Ela estava completamente romantica e acreditando em principes encantados. Logo hoje, quando eu esperava um daqueles textos de mulher bem resolvida. Ela começou o post com aquela música. A música que me inspirei pra contar pra Ele que estava apaixonada. Há dois anos atrás “Eu Preciso Dizer Que Te Amo” me inspirou. Retratava exatamente o que acontecia. Mas hoje, ler essa música só me faz lembrar o quanto as coisas mudaram. O Rappa me abandou e sem pensar duas vezes Marisa Monte entrou com “A Sua”, “Bem Que Se Quis”, “Não vá embora”. Elas me fizeram chorar. Fernanda Mello, Bebel Gilberto e Marisa Monte me fizeram chorar feito criança. Logo hoje que eu tava decidida.
Mas nada é mais teimoso que eu. Nem o Destino, nem Marisa, Bebel. E Fernanda Mello que me perdoe, mas hoje fechei seu blog em tempo recorde. No som tratei de mudar para uma união de O Rappa com Zeca Pagodinho em “Maneiras”, porque “Eu estou descontraído, não que eu tivesse bebido”. Se tem uma coisa que eu não deixo, é a vida me levar. Do meu destino cuido eu, muito obrigada.
Como eu ia dizer, antes que o Paulinho Moska mude novamente meu humor com o papinho de “Amores Possíveis”, eu estou decidida a terminar o meu ano de uma forma legal. Quero me dedicar nesse finalzinho e não deixar nada para tras. 2006 é último ano universitário. É despedidas, TCC, e muitas festas. É minha 25ª primavera. E eu pretendo que meu único plano pra 2006 seja não planejar nada.
Minhas atitudes o “Ano Novo” eu já estou começando agora mesmo. Pra que ficar adiando e cismar com aquelas frases feitas “Ano Novo Vida Nova” ou “Ano que vem, tudo vai ser diferente!”. Não. Cada dia é um dia novo. É uma chance para mudar, para renovar. E não vou deixar para amanha o que posso fazer hoje. Sou anciosa demais pra deixar as coisas para o amanhã, imagina pro ano que vem?!
Só faço questão de uma coisa. Não quero expor minhas mudanças. Eu não quero jogá-las pra fora pois quero que elas durem. Quero continuar sendo assim. Mais certezas, mais forças, mais mulher. Eu sou cada dia mais mulher. Mulher a ponto de compreender suas fraquezas sempre com a certeza de que nada fica. Tudo vem, tudo vai, tudo volta. Redondo como o mundo. Um circulo que cresce, que acrescenta e gira. E eu gosto disso. Eu gosto de tudo que gira. Que muda. De tudo que não fica parado no mesmo lugar.

Ah quer saber?! Cansei de escrever…Tô muito bem, obrigada!
Tchau!!

“…O meu linguajar é nato, eu não estou falando grego
Amores e amigos de fato, nos lugares onde chego
Eu estou descontraído, não que eu tivesse bebido
Nem que eu tivesse fumado pra falar da vida alheia
Mas digo sinceramente, na vida, a coisa mais feia
É gente que vive chorando de barriga cheia
.”

Só pra dizer que faz falta…

sábado, novembro 19th, 2005

– Oi
– Oi…tudo bom?
– Tudo, e vc?
– Tudo ótimo!
– Desculpe, mas seu olhar ñ me diz isso!
– Meu olhar?
– É, eles dizem algo…
– Aé? O que então?
– Diga vc!
– Eu diria se soubesse…
– E sabe, é só dizer…
– Não sei, tô bem!
– Tá?
– Tô!
– Ta nada…
– Então tá…
– Ok então…
– Tá! Falta algo!
– E…?
– E é isso, falta algo!
– Falta o que?
– Nem sei, nem quero saber!
– Coragem?
– Talvez…Também…mas ñ só isso…
– Amor?
– Não, isso sobra!
– Falta o que?
– Palavras…
– Ah! Agora…
– Faltam palavras, conversas, sinto falta disso!
– Entendo…
– Pois é…

5 minutos depois…
– Vontade de conversar horas a fio, mas tá tão raro que perdi pratica acho…
– Entendi…
– 😉
– 😀 a conversa hoje foi boa, mas vou nessa…
– Conversa?! Teve alguma conversa?! ¬¬

“…Ele sempre vai embora quando eu queria que ele se perdesse um pouco, esquecesse do sono, do livro, da planta, das lembranças. Ele sempre vai embora do meu mundo quando eu só queria que ele descansasse um pouco de ser ele o tempo todo, mas ele tem muito medo de não ser ele, talvez porque ele não saiba o que ele é…. “

Interessante

sexta-feira, novembro 18th, 2005

Que legal…(suspiro…)

Geralmente visito alguns blogs e vou entrando nos favoritos de um, outro e acabo esbarrando em coisas que pra mim são muito interessantes. Sei que com esse costume, acabei juntando um número legal de blogs que frequento diariamente. Dentre os três mais eu destaco Fernanda Mello (roubei da Bruna), Rany (roubei da Maisinha) e Rodrigo Medeiros (roubei do Diogo). Cada um é bem diferente do outro, mas todos servem pra mim como o “Livro da Sorte”, que eu sei que algo escrito lá servirá pra alguma coisa do meu dia, é incrivel como não falha!
E lendo um desses blogs vi um post sobre sentir-se invisível, e eu logo parei pra olhar do que se tratava, mas foi legal mesmo quando o assunto chegou na frequencia e números de assinaturas nos blogs. Achei interessnte essa questão, pois todo mundo já foi “carente de visitas” e, muitos chegam realmente ao ponto de desistir por sentir que escreve pra ninguém.
Eu afirmo, escrevo sim pra quem quiser ler, para que as pessoas possam acompanhar o meu raciocinio e principalmente o meu estado de espirito. Já que hoje em dia vivemos em um mundo totalmente virtual, onde as pessoas estão sempre deixando apenas recados e quase nunca se tem tempo e dinheiro (eu tenho muitos amigos fora do meu estado) pra ligar e saber como eu estou. Então facilito, inspirada no Leoni, escrevo cartas e posto para que meus amigos leiam no horario mais apropriado e saibam notícias sobre minha pessoa (se quiserem, obvio).
Antigamente eu tinha uma puta carência de visitas e ficava realmente puta com as teorias “não comento, mas visito mais do que vc imagina”. E continuo achando errado, pra mim isso é a mesma coisa que vc ligar para uma pessoa e ficar mudo, ou ouvir a maior história e não responder absolutamente nada. Não sou demagoga em dizer que não ligo em ter 0 ou 10 comentário, porque acredito que a pessoa perder tempo lendo e deixar nem que fosse um “Poxa gostei de saber que vc ta bem…Beijos!” é uma demonstração de carinho, e carinho todo mundo gosta.
Sempre que acesso o blog de alguém que considero do meu ciclo de amizade, me esforço para deixar uma lembrança, para que a pessoa tenha certeza que ela participou do meu dia, que eu procurei saber como ela está. Mas esse é o meu jeito, essas são as minhas teorias. E, se tem algo que aprendi durante esses anos foi que cada um é responsável e consciente de suas atitudes, cabe a cada um saber os motivos de seus atos. E dos meus, cuido eu.
Não espere do meu blog um debate sobre politica, economia e acontecimentos gerais, esse blog não é um site de notícia nem uma coluna do Arnaldo Jabor, pra debater esses assuntos precisa-se ter bastante fundamento, e eu não me sinto nesse direito. Aqui eu falo de mim, e da minha forma de sentir e ver o mundo.

As Cartas Que eu Não Mando

Rio de Janeiro
Hoje é 23 do 3
Como vão as coisas
De mês em mês
Eu me sento pra escrever pra você

Eu reformei a casa
Você nem soube disso
Nem das outras coisas
Sabe eu tive um filho
Já faz tempo que eu me perdi de você

Guardo pra te dar
as cartas que eu não mando
Conto por contar
E deixo em algum canto

Vi alguns amigos
Tropeçando pela vida
Andei por tantas ruas
São estórias esquecidas
Que um dia eu quis contar pra você

Eu fico imaginando
Sua casa e seus amigos
Com quem você se deita
Quem te dá abrigo
Eu me lembro que eu já contei com você

E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós

Internet sem sentido…

quinta-feira, novembro 17th, 2005

Tem horas que algumas coisas realmente começam a perder a graça. No post anterior eu citei as pessoas que passam a pertencer somente ao passado. E agora, resolvo falar de coisas que começam perder o sentido em nossa vida.
A primeira delas é a Internet. Cada vez mais vou perdendo aquele tesão de conectar, de conversar no MSN, ICQ, SKYPE, YAHOO, GOOGLE TALK e afins. Não sei mais o que dizer, em como transformar um papinho digitado interessante o bastante pra durar um pouco mais que dez minutos. Quase sempre acontece assim:
– Ola!
– Oie!
– Tudo bom??
– Td, e vc?
– Tudo ótimo!
– E aí novidades?
– Nada, e vc?
– Ah, nada também.
E assim acaba-se o grande papo virtual, interessante! Realmente não sei se o problema está nas pessoas que hoje em dia, devido aos compromissos, pouco abrem oportunidade para uma boa conversa mais profunda e filosófica, e até mesmo se dá oportunidade de um bate-papo divertido e sem compromisso. Só sei dizer que pra mim tudo isso tá ficando muito chato e muitas das pessoas que discuti o tema, tem sentido a mesma falta de prazer como eu.
Me sento frente ao PC, em menos de uma hora já é o suficiente para colocar minha vida virtual em dia, e então começa aquele tédio filho da puta, diariamente.
Aos poucos tudo foi me enchendo, suicidei-me no Orkut três vezes e só não rolou a quarta vez porque agora não deleta-se mais, vc continua visivel e apenas pede o controle de responder scraps e mudar o perfil. Por essas que decidi não me deletar, mas me tornar um ser anonimo dentro daquela vitrine virtual. Eu acho que essa foi a pior das invenções dos últimos tempos, mas ñ vou ficar aqui debatendo minhas teorias. No meu flog ainda posto fotos mas dou a menos descrição possível, e o blog tenho mantido meio mal e porcamente, prefiro guardar o que escrevo ao sair expondo teorias por aí. Um discursso nada comum para quem cursa jornalismo não é? Mas eu tenho cada vez mais certeza que estou no curso errado, e que de jornalista eu não tenho mais nada, nem a curiosidade!
Desacostumei a ver televisão a tarde, e ler pra mim é bastante complicado já que minha condição fisica me obriga ler apenas em PDF, no computador e confesso não ter muita intimidade com a leitura, a não ser que os bons textos poéticos. Tenho bastante prazer em ler a melancolia feminina, acho que foi isso que me mudou bastante nos últimos tempos.
Diante a toda essa falta do que fazer e conversar, acabo me refugiando em algo que ao meu ver é a melhor invenção humana. A MÚSICA. É com ela que perco 90% do meu tempo diariamente. Gosto definitivamente das nossas, as Brasileiras e sou sem dúvidas nenhuma completamente eclética. As com letras de maiores conteúdos me dão um certo prazer em estar viva e poder gozá-las, mas muitas vezes também desfruto daquelas sem conteúdo nenhum, afim de descansar a mente e fazer o meu coração sacudir sem compromisso.

Comecei esse post querendo dizer algo, ñ consegui, e desisto.

Sem saber

quarta-feira, novembro 16th, 2005

A vida é muito engraçada mesmo, a maioria dos “velhos deitados” (velhos ditados) são realmente muito verdadeiros. É quando a gente vive um dia de cada vez que as coisas funcionam bem. Isso parece ser óbvio, como até é pra alguns, mas pra mim sempre foi complicado demais. Sempre vivi tudo embolado; passado, presente e futuro de uma vez só. E isso me fez mal. Me fez mal porque sofri com o que já passou, não vivi o hoje e temi o que poderia vir. Melancolia total, e desnecessária.
Minha primeira atitude foi organizar cada tempo no seu lugar. Depois notar que infelizmente as pessoas mudam e ñ podemos manter um sentimento por pessoas que hoje ñ sao as mesmas que antes dispertaram determinados sentimentos em nós. Com isso, percebo aos poucos que algumas pessoas não me interessam mais como antes, não são tão interessantes como já foram um dia. E, nessa história toda apesar da frieza das palavras, umas vão para o lixo, outras colocadas de lado, algumas vão pra geladeira e outras são curtidas com mais atenção, essas são as que HOJE me interessam.
Depois dessa parte organizada e cada pessoinha colocada em seu devido lugar, resolvi então viver um dia por vez. Parei de pensar no que eu gostaria que acontecesse, no que aconteceu e sofrer porque foi muito bom e já passou, ou porque foi horrivel e doeu. Seja o que for, já foi e não volta mais. Acordo agora sem traçar metas, sem pensar em nada e tento me por um pouco no papel da mina do “Como se fosse a primeira vez” que ao dormir tem aminésia e acorda sem lembrar de nada que aconteceu. Vou vivendo assim, e aberta a tudo da melhor forma possível.
Sei que tudo isso e pessoas perfeitas fizeram meu feriado magnifico. Mas devo dizer, eu fui muito responsável por tudo isso. Usei minha tolerancia (que quase nunca uso) no momento certo, me dei oportunidades de experimentar e conhecer pessoas, coisas, gostos e sensações, sai, fiz tudo que fosse melhor pra mim e que não prejudicasse ninguém e me proibi de pensar e analisar fosse o que fosse.
Resultados?! Alguns…

* Sexta SuperCentro p/ comprar roupa e tomar vitamina de Açaí, Mamão, Laranja e Banana
* Sábado perfeito no quintal com a galera jogando Banco Imobiliario e comendo besteiras.
* Domingo no cinema e depois Quiosque na praia
* Segunda comida japonesa e showzinho do SoulFunk
* Terça sol no quintal com a sobrinha, visita da madrinha e da prima e internet pra relaxar.

Pois é, um feriado que tinha tudo pra ser no Rio de Janeiro (que eu amo), ou receber visitas que eu morro de saudades (e tbm amo …rs), no final foi simples, maravilhoso e infinitamente melhor do que poderia ser com tudo que era pra ser e não foi.

Ah! Já ia esquecendo…Aprendi a fazer o que eu quero independentedo que possam pensar. Vou dizer EU TE AMO quando eu realmente sentir vontade de dizer. Seja todo dia, nunca ou em um dia qualquer, atoa. Do mesmo modo que posso assim sem muitas explicações mandar neguin SE FUDER, porque tô amadurecendo mas ñ tô virando Santa ñ tá bom?!

Um Dia Bom…

domingo, novembro 13th, 2005

Gosto de dias como foi esse sábado, apesar do medo em postar, pelo dia não ter realmente acabado, vou ser positiva e já contar por tudo o que rolou nesse sabaão gostoso aqui em casa.
Tem vezes que me sinto uma ingrata por me entristecer facil, mas eu sou assim mesmo. Do mesmo modo que muita coisa pequenina é capaz de acabar com meu humor, as coisas simples também me deixam radiante! Assim com foi esse sábado., que não sai de casa, não fui ao guarujá, não vi o mar, mas em compensação estive ao lado das minhas estrelas! Que, simplesmente pelo fato delas existirem, já é o bastante pra que eu possa me sentir a pessoa mais feliz desse mundo.
Essas duas pessoinhas tem realmente sido algo em evidência na minha vida. Já que com elas eu sinto segurança, amor, leveza, e sei que depois de tudo que já se foi vivido, elas são o de mais concreto que eu vejo das minhas amizades. São aquelas que vc pode passar meses, anos, séculos, sem se ver e até mesmo sm se falar, que vc sabe que nada muda e que o amor só cresce. É por isso que eu fiz minha tattoo acrescentando minhas duas estrelinhas.
Eu não faria nada no meu corpo que eu não tivesse absoluta certeza que valeria a pena. Sou insegura demais com tudo e com todos, e não desenharia nada se houvessse 0,001% de chance de me arrepender um dia. E a prova tá aí, a cada dia eu vejo que esse amor só cresce e essas são aquelas amigas que mamãe dizia “de 100 colegas, restarão alguns cinco poucos amigos de verdade”, e elas com toda certeza já estão no lado eterno do coração.
Esse sábado foi uma delícia, ficamos fazendo acupuntura (ventosa), depois jogamos banco imobiliário, tomamos sorvete, torta de frango, salgadinho e rimos gostoso debaixo de um céu azul maravilhoso no meu quintal, bem de frente para meu quarto. De quebra, em meio a tudo isso, eu ainda tenho que agradecer, porque toda a programação foi reformulada, para que elas ficassem aqui em casa me fazendo companhia e cuidando de mim enquanto minha mãe foi com as amigas comemorar o aniversário em um barzinho.
Depois de tudo isso, ainda a Vivi ficou ainda comigo até mais tarde (lá pelas 3h) porque minha mãe não tinha chego, e a Fernanda teve que ir embora cedo porque o pai dela viajou, então a mãe dela tá sozinha em casa. Ficamos eu e a Vivi tirando onda com um amigo na Webcam e depois ela foi descansar enquanto eu vim fazer esse pequeno post.

Meninas,
Eu gostaria de deixar aqui o meu profundo agradecimento por tudo que vcs são pra mim. Agradecer desde os quebra-galhos propriamente dito (que essa ñ foi a 1ª vez), até o simples fato de vcs estarem na minha vida e iluminarem meu coração sempre.
Eu amo tanto vcs, que acho que não existiria palavras no mundo para traduzir tudo o que vcs significam pra mim. Então resumo; vcs são realmente as minhas duas mais perfeitas estrelas!!!!
Estaremos smpre juntas e contem comigo pro que der e vier. Estarei sempre de plantão 24 horas no ar pra vcs!!!

Uma tara diferente…

segunda-feira, novembro 7th, 2005

Pois é, essa novela América realmente mexeu com meus hormônios. Eu fiquei apaixonada pelo casal Junior e Zeca e não é zueira não, eu realmente achei muito bonitinha a quimica dos dois, as falas e esse amor deles tão complicado. E confesso, sentia um certo tesão ao ver as cenas, muito mais que os sexos praticamente explicitos do resto do elenco. Esse romantismo e esse mistério todo mexeu muito, mas muito mais comigo!!
Não tenho preconceito algum quanto a isso, e fiquei realmente chateada com a não-exibição do beijo. Não sei se foi uma estratégia da autora e do elenco de lançar esse boato ou se foi a filha da puta da censura. De qualquer forma, eu acho que amor não se escolhe e nada impede que amanhã eu mesma me apaixone por uma mulher. Já disse, eu só vivo em função do amor e de todos os sentimentos do meu coração.
Mesmo amando duas vezes sem ser correspondida, eu nunca vou desistir de conjulgar o verbo amar. Esse é o sentimento mais bonito do mundo (só perde ou empata com a amizade que tbm não deixa de ser amor mas deu pra entender né?), e é por isso que não acho nada de outro mundo uma relação de pessoas do mesmo sexo ou de idades bem diferente. Quando é amor verdadeiro e puro, não fica vulgar nem nada, e pelo contrario, fica bonito de se ver.
Sei que isso já virou uma brincadeira. As pessoas costumam brincar que tenho uma certa tara por gays, ou por metrosexuais. Mas deixa eu me explicar…Acho que na verdade sou uma pessoa que não segue um padrão pra gostar. Eu não ligo se é loiro, moreno, careca, alto ou baixo. Acho que gosto de homem contemporaneo. Gosto de pessoas que sem intenção me encante dia-dia. Detesto o povo que quer sobresair e fica forçando uma imagem, isso me cansa muito. Gosto de gente que saiba conversar todo o tipo de coisa, que saiba falar sem usar 39780 girias, saiba ouvir, que saiba a hora de brincar, de falar sério ou simplesmente a hora de dar um abraço. Mas apesar de toda essa descrição, nada disso é regra, o meu coração escolhe e pronto.

* Sei lá porque tudo isso…mas é issaê mesmo saca?!

Diversidade Humana…

quinta-feira, novembro 3rd, 2005

Eu deveria estar escrevendo OFF sobre o Jornal Primeira Impressão, para nossa reportagem de Televisão na faculdade. Mas parei pra conversar um pouco na internet (eu sempre enrolo antes e começar os deveres) e me bateu uma coisa bacana.
Apesar de já saber da diversidade humana, e como, eu passei a notar isso mais forte no dia de hoje. Conversando com um amigo sobre preconceito foi a primeira chamada de atenção. Depois, dialogando com 5 pessoas diferentes e mais eu, pude ver como é interessante o quanto as pessoas são tão iguais às vezes, mas na verdade completamente diferentes. Enquanto com uma pessoa converso sobre atualidades e as coisas boas que vem acontecendo, com outra eu converso de tudo mas com puquissimo conteúdo, e com outra pessoa descubro que existe amores tão intensos que é capaz de fazer com que tal individuo tome calmantes de tarja preta toda vez que vai ao encontro romantico com o outro individuo. E me vem aquela perrgunta de que eu discuti com minha mãe e minha madrinha na terça; “Até onde vai a mente humana?! Quais são os limites hoje em dia?”.
E é aí, que eu vejo que nasci na época errada (ou não), bons tempos aqueles quando beijar no rosto era um avanço do caralho em uma relação. E hoje engravidar é uma coisa normal, nem a mina ta nem aí, e o cara já logo tira o da reta (tira tarde demais, pq qdo devia embocou certinho né?!) dizendo que não vai assumir a criança. E isso é só um exemplo estúpido, em uma sociedade em que votam SIM as armas e NÃO ao desarmamento, onde matam gente como quem mata barata.
Que mundo estamos, que filhos batem nos pais e estes mesmos pais tornam-se pais de seus netos. O que vc seria capaz por um objetivo?! Eu sinceramente não saberia responder, e tenho medo do que poderia ouvir como resposta.
Realmente é uma pena. Mas fico feliz que tem gente que andou pra frente. Hoje em dia o preconceito aparenta ser bem menor e as pessoas não tem vergonha de assumir seus gostos, suas opções sexuais e os feios e os deficientes, os gays, os nerds, as putas e tudo mais, se aceitam melhor, se assumem. Mas acho que tudo deve ser apreciado com moderação. Aprendi com uma pessoa, que tudo demais é demais.
Só pra finalizar, eu fico bastante puta da vida com determinadas coisas que acontecem. Gente que nega preconceito mas tem, e isso me faz admirar cada vez mais minha prima Mayra, que assume tudo que pensa e todos os seus preconceitos. Digo isso por acontecimentos internos, e por um outro caso ocorrido nacionalmente. Glória Perez fez bunito na novela, o Tio Glauco e a Ninfeta Lurdinha, a intelectual May e o selvagem Laerte, a Bela Cauxita (sei la como escreve) e o feinho Carrerinha, e por fim os gays Zeca e Junior.
Tudo seria lindo se o preconceito não aparecesse no finalzinho das contas. O beijo dos gays não passara de um beijinho singelo, como o da Mirela e do Felipe em Alma Gemea lá nos anos 50. Assim como o beijo de Carreirinha não ultrapassa de um simples encostar de boca. Pelo menos o Jatobá mesmo sem enxergar direito tá beijando normalmente, aliás pra mim ele e a Vera são o casal mais real de toda a novela.

Foi só um comentário….

Falando por falar…

quinta-feira, novembro 3rd, 2005

A verdade é que não consigo mais me expressar. Tenho muita coisa em meus pensamentos, mas minha convivencia com as pessoas me transformou em alguém que hoje sinto dificuldade de saber realmente em que me resultei.
Ando tendo atitudes que não são caracteristicas minhas, como preferir fugir dos pensamentos e acreditar que respondendo sempre “Tô ótima” vai fazer com que meu dia seja bom mesmo. Táticas positivista de um amigo (de evitar sempre o não nas frases), misturado com teorias budistas da mamãe e da tia Cristina, mandamentos do exoterismo ensinados pela tia Marga e finalmente um ideal meu, de achar que ninguém merece me ver chorar, que devo sempre o meu sorriso aos meus amigos e a todos que gostam de mim, são as atitudes que mais tem acontecido comigo.
Isso tudo não quer dizer que eu esteja fingindo uma felicidade inexistente, acho que eu não seria tão boa atriz assim. Está tudo realmente em ordem, e a mesma quantidade de motivos que tenho pra chorar, tenho pra sorrir também. Mas tenho evitado a coisa que mais costumo fazer, pensar.
Eu sou do tipo de pessoa que todos os dias precisa sentar em um momento a sós e contabilizar todos os sentimentos e calcular o saldo final do dia; “Hoje foi um dia bom pra caralho”. E é justamente isso que não tenho feito! Evito pensar, relembrar e assim, acabo deixando de escrever. Parei derrepente com blog, word e flog. Pra ser bem sincera, ainda uso os três, e uso ainda (e muitoooo)o Writely, mas em todos tenho apenas jogado palavras. Pensamentos sem nexo, sem começo nem fim.
Não sei até onde tudo isso é realmente bom. Tenho medo do dia que a bomba estourar. Talvez seja um pensamento meio negativista ou melancólico, mas muita felicidade me assusta. Principalmente quando vejo as facas sendo enterradas no meu peito e mesmo assim me ver rindo de tudo isso. Mas ao mesmo tempo sinto uma felicidade sem motivos, dou risada de doer a barriga nos momentos mais idiotas. Sabe o ditado “Rir da própria desgraça!” ?! Estou fazendo ao pé da lentra. E os bons momentos?! Estes eu tô vivendo intensamente e guardando tudo dentro do meu cofre mais seguro; o Coração.
Tô meio assim mesmo, sem muito conteúdo e ao mesmo tempo com muita coisa acontecendo. Mas tá bom do jeito que tá. Se piorar estraga e se melhorar fica bom padaná!