Archive for fevereiro, 2006

Pão e Circo

domingo, fevereiro 12th, 2006

Pois é, eu perdi uma aula de DP no sábado (ontem, 11/Fev) porque fui com os amigos no Rolidei na sexta-feira anterior e acabei não conseguindo acordar. Pode parecer errado (e até é…), mas tem erros na vida que a gente não se arrepende e esse eu posso citar como um deles.
Lá no Rolidei eu me sinto muito bem, talvez porque eles pregam as coisas mais importantes pra mim. Vc não vê ninguém muito arrumadinho, com aquela maquiagem nem tentando beijar o que vê pela frente e beber de tudo pra ficar doidão. Lá é fácil ver pessoas simples, de todas as idades e formas físicas. Pessoas felizes e interessadas em copiar a coreografia, fazer amizades e se divertir sem se preocupar com o que o carinha do lado está pensando (até porque ele ta dançando tão mal quanto vc, HAHAHAHA).
Um ambiente gostoso que faz vc sair de lá acariciado e com um montão de amigos. Ninguém olha pra mim diferente, pois, na minha opinião, quem vai lá tem a cabeça boa e valores muito mais evoluídos pra ficar se chocando com minha aparência. Gosto muito de lá porque mistura tudo isso e mais o que eu gosto: ARTE & CULTURA, tem coisa melhor? Fiquei lá das 22h30 até 3h30 e foi como se tivessem passado apenas 30 minutos.
Só tenho uma reclamação dessa minha noitada; a banda era bem bacanuda (apesar de eu não gostar de cantora que grita pra aparecer, mas ta!), mas caiu no meu conceito pelo repertório. Tá, músicas boazinhas até, mas precisava cantar 10 músicas em inglês para 1 em português?! Eu não escondo meu preconceito com a música estrangeira ainda mais com essa onda de hip hop, ta bom que tem muita música boa sim e DMB, Coldplay, entre alguns poucos que me fazem ouvir… Mas em um lugar tão gostoso e tão brasileiro como descrevi o Rolidei, deveria ter uma noçãozinha e cantar um repertório mais adequado, isso deveria!
Mas de resto foi bacana sim, eu me diverti muito com o pessoal, principalmente que eu já estava contente com os acontecimentos na faculdade. Minha dupla do Primeira Impressão é a Cláudia, o entrosamento do pessoal até que está muito bom por enquanto, assinei finalmente pra participar da formatura como manda o figurino (e eu que estou pagando 😛 ) e, estou contente com um par de olhos que sorri pra mim todos os dias, nem é nada não, mas ta gostoso brincar com essa sensação.

É acho que é isso aí mesmo!!

Apenas um Ctrl+C e Ctrl+V

terça-feira, fevereiro 7th, 2006

Só uma citação que achei interessante…

Eu nunca fui a menina que fez um monte de coisas pra parecer feliz pros outros. Eu nunca bebi, nunca fumei, nunca dei uns tirinhos, nunca tomei bala, nem doce e nem porra nenhuma. Eu nunca entorpeci minha mente porque a vida já faz isso bastante sem eu pedir e viver já me deixa bem louca sem que eu precise de aditivos. Eu nunca me maquiei de feliz quando eu não estava e é por isso que as pessoas sempre souberam quando eu estava triste.
Mas tristeza é fase e felicidade também. Se você vem e a gente se diverte junto, então você será bem vindo sempre. Mas se você se incomoda, então meu xuxu vai tomar no meio do olho do seu cu e deixe, por favor, o meu fora da reta.

[Rani Ghazzaoui]

Preciso dizer algo mais?! hauhauhauhaiuh

Ainda musicando…Sempre que eu puder!

quinta-feira, fevereiro 2nd, 2006

Sim, assunto repetido, porém aproveito o esquecimendo do post anterior, para consertar aqui e dar uma enfase maior sobre o assunto, que vira e mexe eu paro pra pensar e, na maioria das vezes chego até me revoltar, mas não vejo muita solução não.
Contando a trilha sonora da minha vida, eu acabei esquecendo umas coisas interessantes, como o fato do meu tio (já falecido) ter sido baixista de uma banda bem conhecida aqui em Santos, o Bisex, e que eu adorava as músicas e lembro até hoje de alguns trechos, e eu tinha 4 anos quando ele morreu. Além da história da música, tanto ele quanto eu, sempre gostamos muito de leite condensado cru, era um vício e toda vez que ele vinha nos visitar trazia uma lata, na desculpa que era pra mim, mas ele sempre acabava comendo. Não lembro bem do seu rosto mais, só um pouco do cabelo e uma forte lembrança de uma tatuagem de coração azul que ele tinha na mão. Gostaria de fazer uma pra prestar essa homenagem.
O meu avô Orlando (pai desse tio citado acima), também já falecido, é outro que era exatamente como eu, não conseguia sobreviver sem um rádio, sem música. Ele teve vários discos de vinil, que eu lamento não saber onde essas preciosidades foram parar. Não comprava carro se não tivesse som, e conforme ele ia ficando cego (a doença piora com o tempo), ele ficava mais em casa, e como minha vó é meio (inteira) chata, ele passava a maior parte do seu tempo trancado em um quarto ouvindo som, se não tava ouvindo é porque tava comendo ou dormindo.
Além dessas duas coisas que falei aí, e que tenho maior orgulho eprazer em contar, eu também gosto de relembrar minha infancia, que também estámuito relacionada a música.
Quando eu era pequena existia graças a Deus, o Balão Mágico. Sempre com grandes ensinamentos e participações de nomes como Djavan, Baby Consuelo (ou Baby do Brasil), Pelé, Toquinho, Roberto Carlos, entre outros. Me lembro como se fosse hoje, a minha mãe comigo no colo dançando as músicas do Balão Mágico na maior altura em frente o espelho. Eu adorava e nunca queria parar! Dançávamos dois ou três discos (pulando uma música e outra). As letras eram (são) perfeitas, eram animadas, tinha cara de música de criança mas não soava esse ar bobinho que alguns tentam fazer hoje em dia.
No banho, eu cantava com minha mãe todas as cantigas de nenem, sei quase todas elas até hoje! Pois quando o Cauê era bebê, era eu quem ficava cantando pra ele dormir. No repertório; Boi da Cara Preta, Fui no Itororó, Bicho Papão, Se a Canoa Virar, Escravos de Jó, Cirandinha, e muitas outras.
Quando eu paro nesses momentos nostalgia, eu fico bastante preocupada com meus sobrinhos e toda essa moçada que ta nascendo agora, as músicas de criança, me desculpe, mas pra mim realmente não existe mais. Tudo piorou quando surgiu aí o tal do É oTchan e os pais achavam bonitinho os filhos descerem naboquinha da garrafa. Hoje a moda é passar cerol na mão e pegar o bonde do tigrão.
Tudo bem, a Xuxa tentou (continua tentando) e até conseguiu um pouco, a Adriana Calcanhoto lançou um CD infantil que estou querendo ouvir pra poder ter uma opinião. Mas até agora eu não vi nada que anime, ensine e cultive as crianças como Balão Mágico conseguiu nos anos 80. Por onde anda os novos Erik Vonn, Memo Mendez Gulu, Edgard Poça, Garofalo, Monti, Vicenzo Giuffré, Giannino Gastaldo?!

…Teria mil coisas a dizer, mas tô com sono então prefiro deixar uma música que pra mim, diz muito!

É tão Lindo

Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
Parece mesmo estranho, heim!
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá
Mas se é amigo
Não precisa mudar
E é tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo.
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá E orelhas de camelo, né tio!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está
É tão lindo, não precisa mudar
É tão lindo é tão bom de se gostar
E eu adoro
É claro
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo
São os sonhos verdadeiros
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme
É tão lindo, não precisa mudar
É tão lindo deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu
Nós e você
Vocês e eu
É tão lindo
– Tio
– Heim!
– É legal ter um amigo, né?
– É maravilhoso
Mesmo que ele tenha
Bigodes de foca e até um nariz de tamanduá
– E orelhas de camelo tio, lembra?
– Orelhas de camelo?
– É tio
– É mesmo, orelhas de camelo!
Mas é um amigo, né?
– É
– Então não se deve mudar.

Música para meus ouvidos!!

quarta-feira, fevereiro 1st, 2006

Pois é, tal da vagabundice me resultou em uma boa insônia. E não é dizer que durmo 5h da matina e acordo as 15h da tarde não, eu tenho é acordado em torno das 9h e acredite se quiser!! Mas como sou viciada em música, aliás tema desse post, eu sempre acabo assistindo TVZ no Multishow, e aí então que vou me arrumar e como eu ando mesmo uma vagaba, venho pro pc ouvir minhas musicas e papear na internet.
Incrivel a quantidade de músicas que ouço por dia aqui em casa! A tarde inteira, tirando os momentos de comer, ganhar carinho e ver algum programa na tv (geralmente relacionado a música). No Rio de Janeiro me salvava o IPOD, o som do carro e o DVD que tinha no quarto do apartamento. Eu sou assim com a música desde pequena, antes do mp3, de ouvir música na internet e tal. Essa época eu odiava pc e vivia meu tempo com diskman ou na sala ao lado do som.
Tudo pra mim, cada fase, cada acontecimento, cada pessoa, está relacionado a uma música, uma trilha sonora. Os bailinhos da minha irmã era regado pela trilha de “Take My Breath Away” que até hoje quando ouço me vem toda aquela turminha na cabeça. Quando chegou a vez dos meus bailinhos o tema mudou para Bon Jovi e acredite, “Estou Apaixonado” de João Paulo & Daniel; e quanta coisa já aconteceu ao som dessa música ai ai ai….Depois veio a fase dos Axés, de É O Tchan, Banda Eva, entre outros. Nessa época eu fiz 15 anos e foi uma delicia porque todos na festa ficavam lá dançando, tanto meninos como meninas. Minha professora de Expressão Corporal da escola foi e ficava dançando e o povo tudo dançando igual; sei que tinha horas que até as bisas estavam lá de pé mexendo o esqueleto e tentando copiar a coreografia. Aí, veio a época triste dos pagode dor de cotovelo, com nomes como Só Pra Contrariar (gosto até hj) cantando “O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade…”, Exaltasamba dizendo “Eu me apaixonei pela pessoa errada…”, e outros nessa categoria.
Depois da Era Nostre (Nostre é onde estudei da 1a a 5a série), veio a Era Stella Maris, onde ainda carreguei um pouquinho do pagode; mas logo passei a conhecer mais coisas bacanas, que eu nem era tão viciada mas comecei a ouvir de leve, como Marisa Monte, Ana Carolina, Titãs, Paralamas (que hoje odeio), Celine Dion, Hanson, BSB, Shania Twain, Mariah Cary, que embalaram reuniões na casa da galera, viagens pra Atibaia e muitas histórias de amor começaram ao som dessa pequena listinha aí…
Finalmente acabei chegando em Sandy & Junior, que foi um grande marco na minha vida, diria um divisor de águas. Quando passei a ouvir a dupla tudo na minha vida ganhou uma nova visão, um novo rumo e até o ciclo de amizade deu um giro, sobrando apenas aqueles que serão pra sempre, independente do som que a banda toque.
Ouvindo Sandy & Junior eu passei a ir aos shows, conhecer gente nova, aprender a lidar melhor com computador e aprender a ter e-mail, daí o pessoal falava de um tal ICQ e aí que eu fui conhecendo melhor, e mesmo assim toda aquela coisa virtual me assustava, eu só pensava mesmo em sair com os amigos e ir em show da dupla, só usava mesmo pra saber as novidades. Ao mesmo tempo eu passei a ouvir a “rival” Wanessa Camargo e comecei a gostar bastante e querer saber sempre mais, nunca chegando a euforia Sandy & Junior.
E com tudo isso alguns personagens foram mudando, com o tempo (depois da foooorte euforia) passei a parar de ir em shows, de correr atras e comecei a ouvir mais intensamente Ana Carolina, Nando Reis, Paulinho Moska, Capital Inicial, conheci melhor Engenheiros do Hawai, fui marcada por “Rama” do Tianastácia e passei a gostar de muitas outras deles, adorei “Vou Deixar” do Skank e enfim, foi o tempo das bandas e de mais amigos músicos.
Teve outra divisor de águas e que vai ficar registrado pra sempre na minha memória como se tivesse sido um sonho bom, daqueles que você não quer mais acordar. Foi LS Jack. Uma fase de muitos acontecimentos, alegrias incalculáveis e problemas drásticos. A música deles era minha reza e vê-los era uma benção toda vez. Passei a crer (acreito até hj) que eles renovavam minhas energias e sempre que os via tudo na minha vida ia bem. Até que rolou o acidente com o Marcus, primeira vez que choro acidente com artista. Chorei muito como se fosse um amigo, um alguém da família e até hoje me emociono com as novidades sobre esse cara iluminado e que ainda vai dar a volta por cima!
Depois da febre de bandas (ñ que tenha acabado), passei a curtir Jeito Moleque que me faz relembrar minha fase pagodeira, mas em uma nova roupagem, novo cenário e personagem. Na mesma época amigos novos me acrescentaram Reverse, Mestre Duka, Houdini, Autoramas, Armandinho, Chimarruts e passei também ver esse lado mais Forro e Reggee… E, todos esses citados continuam e vão continuar muito tempo ainda no meu IPOD e no meu WMP.
Com a faculdade eu fui amadurecendo e aprendendo a vaoriza mais ainda o que é meu e a ouvir coisas realmente interessntes e então veio aquela fome de MPB e rolou/rola Chico Buarque, Caetano, Paulinho Moska, Zeca Pagodinho, Lenine, Djavan, Leoni, Nando Reis, Zeca Baleiro e outros que ainda continuam até hoje e pode ter certeza que vão continuar pra vida toda.
Mas como música é o assunto que me chama atenção, uma das coisas que eu sempre faço quando estou conhecendo pessoas é perguntar o que elas escutam e caso eu não conheça, gosto de ouvir pra ter uma opinião e um assunto pra debater. Foi o que houve e aí passei a ouvir Leela e Penelope que eu nunca ouvia e aumentem meu estoque de Nenhum de Nós, Leoni, e Biquini Cavadão. Amigos velhos e os nem tão velhos assim me ensinaram a ouvir DMB, Funk, Chiclete, Inimigos da Hp, e sozinha eu também fui me atraindo por Coldplay e Seu Jorge.
Com alguns probleminhas e a noção de que eu estava prestes a entrar em uma depressão profunda, passei ouvir O Rappa, que é o que diz exatamente o que me fez levantar e reencontrar aquela Iza la do passado que odiava PC e ouvia diskman e sonzinho na sala. Mas dessa vez melhorada, madura musicalmente e psicologicamente.
E, se me perguntarem, atualmente estou ouvindo eu poderei dizer que sempre ouço de tudo um pouco do que tenho arquivado, mas posso destacar O Rappa. E estou sentindo vontades de aproveitar esse iniciozinho de ano e dar uma renovada na trilha sonora de um ano que começou com mais Funk e agora também Banda Eva.