Archive for julho, 2006

Cantando um pouco sobre tudo…

segunda-feira, julho 17th, 2006

Falando do assunto que mais me dá prazer e que realmente é um assunto que se eu tivesse de fazer um curso intensivo eu faria com todo prazer. Gosto de saber desde a parte técnica, como tocar, ler partituras até a parte que realmente está ligada ao jornalismo, que é a crítica, a entrevista, o estudo, enfim. Se eu pudesse eu largava tudo e me dedicada a 399 cursos ligados a música e a produção.
Mas vamos lá. Em primeiro eu preciso comentar sobre duas coisas que últimamente anda chocando as pessoas quando eu digo. A primeira é que eu não gosto de Elis Regina. E podem dizer pra mim toda a história dela e que uma cantora igual ela nunca existiu que eu não vou concordar. Não sou uma expert em músicas, tons e tudo mais, mas eu particularmente não gosto do modo que a Elis Regina cantava e utilizava a sua voz tão consagrada, e não tem como mudar isso, eu simplesmente não gosto e acabou. Do mesmo modo que os Paralamas do Sucesso podem ser uma banda perfeita, de ótimos músicos, mas o fato de ter Herbert Viana no vocal faz com que eu não tenha o mínimo tesão pela banda. Não me atrai. Mas não seria por isso que como trilheira (se um dia eu for) eu vá dispensar, Paralamas tem músicas lindas, letras geniais, e um vocalista de merda! Assim como não gosto de ouvir Maria Rita que, pode até ser sim uma ótima cantora ainda mais sendo filha da tão reverenciada Elis Regina e comparando-a com seus irmãos que apesar do empenho nunca tiveram o reconhecimento do público, e são muito bons músicos.
Isso é uma questão de cultura, de opinião, audição. Não é porque algum artista é tão reverenciado que eu pra não passar vergonha devo gostar. Não digo que Elis seja uma cantora de merda, mas pra mim ela não é tudo isso que é pra todo mundo, não me agrada. Como Los Hermanos que eu sou vidrada nas letras e já ouvi muito eles e realmente tocam até legal pra caramba, mas eu não gosto. Não gosto do estilo da banda, do jeito de cantar abafado, não sei, mas não gosto e pronto. Assim como tem muita merda que eu sei que é merda e não consigo parar de ouvir. Que aliás tudo isso é muito relativo, um funk pode ser muito bom e o outro muito ruim, mas a “elite” gosta de dizer “isso não é música”, e eu pergunto, porque não?! Vai lá fazer as batidas dos caras e depois vem aqui falar comigo.
Agora estou em um momento velharia, tenho escutado muito Toquinho, Baden Powell, Vinicius e todo esse estilo. E tenho gostado muito. Simplicidade, leveza e uma boa letra cantada com uma voz suave que chega a me fazer sentir a brisa de Itapuã de Toquinho.
Assim como gosto de um bom pagode, forró, funk, sertanejo, samba, axé. E costumo dizer que a música ta aí pra servir de comunicação. Pra fazer surgir sensações. Não dá pra fazer uma festa e colocar apenas DMB mesmo sabendo o quão foda eles são. E pra cada ocasião, estado de espirito e companhia tem sua música adequada.
Sempre que conheço alguém costumo perguntar o que a pessoa ouve, não que isso vá mudar a minha opinião sobre ela, mas acho que a gente sempre é um pouco do que ouvimos, e se todos podemos acrescentar algo na vida de alguém, porque não começar aumentando o playlist?!

Minha dica desse post vai pra :

Toquinho – E Suas Canções Preferidas – Vol. II
Edu Lobo – Camaleão – 1978

Mal, mas muito bem!

sábado, julho 15th, 2006

Nossa incrível essa parada de que quando a gente está bem por dentro, as coisas podem estar pipocando, sua vida aparentemente parece estar um caos e mesmo que você pareça não ter motivo algum pra sorrir, tudo está bem. Isso porrque sem motivo algum você realmente está bem com você mesmo, tanto que nem as músicas tristes soam como tristes.
Ultimamente eu ando dormindo demais, ando ausente do computador e só penso e estar dormindo, eu estou cansada. Não, eu não estou triste, e já faz um tempo que me sinto feliz demais pra ficar triste quando eu fico triste. Não entendeu?! Explico.
Cada vez que bate aquela tristeza e a vontade que as coisas sejam como eu quero, como por exemplo, querer acordar e ter um carro lindo e bom na porta de casa, a conta não só sair do negativo como também ter uma quantia razoável pra viajar bastante, e que todos os perrengues da minha vida sejam resolvidos sem nenhum esforço. Então, cada vez que bate esse “revertério”, eu acabo nem conseguindo entristecer de verdade, porque na mesma hora me vem tantas coisas positivas que acabo não me sentindo no direito de ficar triste com as coisas “ruins”, que acontecem justamente porque a vida alegre demais perderia a graça.
Mas voltando ao que eu estava dizendo (incrível como eu rodeio pra escrever e falar as coisas), eu estou mesmo é cansada. Estou há um pouco mais de uma semana com uma gripe fortissima, daquelas que te derrubam, e que vc não sabe se deita, levanta, se dorme, fica acordado e a única coisa que sai de você (além de muito catarro) são gemidos, aqueles “aiii droga”, “aii meu nariz” e no meu caso, “manhêê, vem limpar meu nariz corre!”. Particularmente acho que eu não deveria pegar gripe nunca, é uma merda ficar pedindo pra todo mundo limpar o meu nariz, minha família e meus amigos que sofrem, e eu porque tem nego que quase arranca o pobre do meu nariz fora, puta merda! A coisa está realmente brava, que eu não consigo sossegar quieta, vou na cadeira, no colo e a sensação ruim da gripe não passa de jeito nenhum. E o pior de tudo é aquela fome, as comidas gostosas que minha mãe faz e quando põe na boca não tem gosto de nada, e nessas eu já estou sem comer há alguns dias, sem contar que antes da gripe eu já não vinha comendo bem como deveria, mas enfim… Um dia escrevo sobre meu apetite, garanto que dá um post interessante.
Fora a gripe (que é só o que consigo pensar no momento), as coisas vão indo bem graças a Deus. Devo dizer que essas não estão sendo (tudo bem que nem começou direito) as férias da minha vida, nada de extraordinário rolando. Mas também, eu nem posso me queixar muito, ganhei um celular novo e lindíssimo, passei um final de semana gostoso com direito a Natália, Luara, Fê, Vivi, Mah, Bronx e a Bila. Ou seja, mesmo com a gripe querendo me atrapalhar, eu bem que aproveitei.
Recebi minhas lindas aqui na sexta, fofocamos as pampas e depois fui pra faculdade gravar, mas como deu errado, fui logo pro cinema com a Vivi assistir “Separados Pelo Casamento”, que eu nem gostei muito mas beleza. Íamos no Marlon depois mas a gripe tava chegando com tudo e eu nem consegui ir. No sábado aquela bagunça deliciosa, maninha chegando cedo, depois Luara, Mah, e por fim a Fê com sua super Doblô lindona demais. Fomos pegar a Vivi e bora pro cinema (denovo) dessa vez assistir “Premonição 3”, que eu achei ao menos assistível mas também nada de extraordinário mas legal. Depois do filme compramos o cabo e a capinha pro meu celular e aí bora pra casa porque a gripe tava ainda pior e o meu humor nem se comenta, até rolou uns pitis da minha parte, mas nem se estendeu muito, dei uma de chata e egoísta mas ou o povo já se acostumou comigo ou entenderam que a chatice era da gripe. Ah! E eu diria que a madrugada nem foi boa viu, quem salvou foi a Mah e o Rodrigo, meu eterno anjo da guarda…
Domingão foi aquela coisa, acordar com Luarinha pelada sorrindo na sua frente não tem preço mesmo! Amo essa pequetita!!! Depois nem fiz nada de útil, nem saí do quarto, deitei o dia todo e cancelei a ida ao Marlon por causa da gripe chata, mas ainda bem que caiu um temporal então nem fiquei tão triste né?! =). Fiquei mexendo no celular, e a noitinha a Fê, Vivi e o Bronx vieram me visitar, pena que ficaram pouco porque o Bronx foi chamado pra casa com urgência daí acabou que foram todos embora, mas valeu, sempre vale!! Logo a Nat também foi-se rumo ao Rio de Janeiro, e aí o domingo acabou, com chuva e bastante tosse.
Domingo marcou também por uma coisa importante. Um amigo meu, cara que vem se mostrando cada vez mais importante na minha vida, embarcou rumo à realização de um sonho. O sonho de conhecer Nova York. E eu admiro isso. Não sou a favor da ida ao exterior, desse papinho de que o Brasil é uma bosta porque faço parte do grupo que pretende fazer pelo menos um pouco pra ajudar a minha pátria. Mas cada um tem seus objetivos, seus ideais e acho que essa “sede” é o mais importante na vida, seja ela do que for. Desejo sorte, sucesso e que ele volte logo e feliz (e que desista daquela idéia maluca!)!!
No decorrer dessa semana não rolou nada de muito interessante porque eu realmente fiquei a mercê dessa gripe que me pegou de jeito. Cheguei a ter febre, vomitar e fora a tosse, o nariz escorrendo e essas coisas todas. Nem na internet eu tive paciencia de ficar muito tempo.
Na quarta cheguei até ir ao hospital porque já era muito tempo doente que mamãe se preocupou em ser algo mais grave como pneumonia ou sabe-se lá o que. Mas ainda bem que não deu nada sério, apenas uma gripe muito forte e uma gastrite daquelas bem atacada. Só sei que lá fui eu voltar para os tais antibióticos que tanto me perseguem, meu Deus viu!?
Mas enfim, sei que no meio de todo esse turbilhão que foi minha semana, a vida ainda aproveitou pra pregar uma peça em mim. O que antes eu era capaz de procurar, de viver pra mostrar pra mim mesma que sou forte e, no final acabava sempre me machucando e sofrendo. Hoje eu não procuro mais, hoje eu gosto de mim o suficiente para não ir atras daquilo que possa me machucar. Mas a vida é tão engraçada que mesmo eu tão decidida a ter mais cuidado e carinho comigo, ela (a vida) vem e joga a situação na minha frente, e agora só me resta vivê-la da forma que tiver que ser. Por incrivel que pareça eu confesso não estar com medo, mas isso eu prefiro nem examinar pois quando a gente acha que a batalha está ganha, vem um tiro a queima-roupa e deixa a gente vivo porém sangrando como nunca. O dia da batalha está marcado e eu espero que não saia ninguém ferido realmente. Eu não gostaria de ter problemas em algo que depois de tanto tempo eu acredito que finalmente está legal pra caramba.

Bom, post confuso, redundante talvez, cabeça meio lesada, mas foi o que deu pra sair!