Archive for agosto, 2006

Só mais um tempo pra crescer….

sábado, agosto 19th, 2006

Tem um bom tempo que venho tentando postar alguma coisa nesse espaço. Afinal, tantas coisas acontecendo na minha vida que eu acabo nem sabendo direito por onde começar.
E, o problema todo é que ando exigente comigo mesma, quero um post criativo, vejo tantos por aí, com textos bonitos, idéias bem organizadas e um certo conteúdo pra quem o lê. O que acrescentaria na vida de alguém, um blog como o meu?! Egocêntrico, falando da minha vida simples e crua, sem sequer um tom poético como de Rani Baby e de Fernanda Mello, e sem nenhum assunto em debate como geralmente de Diogo Freire e Rodrigo Medeiros. Mas enfim, eu ando “encanada” com isso e acabo travando, não consigo escrever até o final.

Já comentei que eu não sei ao certo, se sou eu mesma que estou tendo um amadurecimento brusco assim de repente, se na verdade 2006 veio pra recompensar 2004 e 2005, ou se estou com sorte mesmo de estar com as pessoas certas ao meu redor me trazendo boas energias. E, pra falar a verdade rola até um certo medo de tudo isso, porque está tão bom que rola até aquele lance de “melhor nem elogiar”.
Eu sei, já disse isso de que o ano está muito bom, em outros posts. Mas realmente parece que cada vez mais as coisas vão melhorando e eu fico boba de ver tudo isso. Tanto as ótimas oportunidades, como até a minha facilidade ultimamente de não ficar presa aos momentos ruins, que, aliás, não sei se foram poucos e pequenos, ou se eu mesma que estou mais eficiente na resolução e/ou aceitação deles.
Mas o fato é que ano de 2006 eu pude rever e conviver com pessoas que eu amo demais e que por força das circunstancias geográficas e de ocupação mesmo, rola uma grande dificuldade. E dessa vez eu pude curtir bastante a presença dessas pessoas, além é claro, as que eu já posso contar sempre e que esse ano não foi diferente, estávamos juntos. E isso tudo de rever essas pessoas especiais, de poder também continuar contando e cada vez mais e melhor com os de perto, foi o que com toda certeza deu a base pra que eu pudesse produzir tanto, ser tão feliz e conseguir passar com muito menos dor nos probleminhas que surgiram no caminho até hoje.
Esse não é um post de final de ano, mas confesso que em pleno Agosto eu sinto o cerco se fechando cada vez mais, por causa desse clima de último ano de faculdade, de fazer TCC, deixa você em clima de contagem regressiva, de despedida e a cada dia que passa está mais perto do final.

Mas enfim… Vamos às novidades propriamente ditas.

Uma novidade velhíssima e que por distração e por causa da gripe eu até esqueci de comentar, é que dia 15 (acho) de julho, meu amigo de longe, Diogo, esteve aqui em uma visita rápida. Ele esteve em Sampa e veio em um domingo me ver. Nem preciso dizer que eu amei, eu já babo ovo demais dele e acho muito fodas essas demonstrações, eu só queria muito, muito mesmo é poder retribuir a altura.
Mesmo a visita sendo vapt vupt que mal deu tempo de relaxar, eu gostei mesmo pela atitude, lembrança, pela demonstração de carinho mesmo.

No começo de Agosto, dia 04, fomos até Socorro (interior de SP) na tentativa de entrevistar o Herbert Vianna dos Paralamas do Sucesso para o nosso TCC. Fomos Carla, Cláudia, Fê, meus pais e eu.
A aventura começou em Santos quando a mãe da Fê cismou pra gente ir na Doblô dela. Transferimos a cadeira e todo resto da Kombi para a Doblô e lá fomos nós com pé na estrada. Chegamos no hotel onde a banda e inclusive o Herbert estava, por volta das 17h. Falamos com a portaria, depois com segurança, com o produtor, mas a coisa tava complicada, muitas desculpas idiotas.
Comemos um lanche, conversamos, e resolvemos ir no refeitório do hotel onde estavam o resto da banda e quem sabe então conversar com eles, que com muito mais certeza falariam com o Herbert. Exatamente como planejamos, falamos com o Bi Ribeiro e o João Baroni que foram uns amores e prometeram falar com o Herbert.
Para resumir que esse texto já está gigante, conseguimos às 22h30 a nossa entrevista com o Herbert, que foi bem mais simpático que eu imaginava, e ainda nos convidou para assistir o show de graça. Na verdade eu ele convidou pra ficar no canto do palco, mas chegando na hora o idiota do produtor não permitiu e eu também nem me abalei, não gosto muito mesmo, vi de onde dava e acabou.
Chegamos em casa às 7h da manhã do dia seguinte, mortos, exaustos, mas com a certeza de que valeu a pena toda a aventura.

Há alguns dias atrás rolou uma coisa muito especial que eu não posso revelar por questão de ética mesmo, mas que foi praticamente um presente de Natal adiantado.
Foi a certeza de muita coisa, de quanto eu fiz a escolha certa e o quanto as coisas são lindas se construídas com muito amor. Aliás, se assim forem feitas nada nesse mundo pode realmente vencer.

Hoje, dia 18 de Agosto, fomos Carla, minha mãe, meu pai e eu, entrevistar o Dudu Braga, que além de filho do Roberto Carlos, é produtor musical, radialista e apresentador de programa de TV. Ah! E baterista nas horas vagas também.
Foi tudo bem em cima da hora, soubemos na quinta-feira que nossa entrevista seria sexta-feira às 12h. E assim foi, chegamos na hora marcada, aliás, 11h45 pra ser bem exata, mas ele ainda não estava.
Esperamos, tiramos foto, fomos comer um lanche, e somente às 14h conseguimos encontrar com ele, que todo sentido pediu milhões de desculpas, pois estava em uma gravação no zoológico e acabou atrasando.
A conversa foi bastante informal, muitas brincadeiras, bom humor e grandes elogios. Dudu Braga é ouvinte da Rádio Santa Cecília (faculdade que estudo) e é um cara bacana daqueles que gostaríamos de ter como amigo.
Depois de um longo bate-papo começamos a filmar, filmamos um pouco mais de 30 minutos. Depois tiramos fotos, mudamos de assunto e eu entrei no meu favorito: a música, e seu costume de tocar bateria. Dudu adorou meu interesse, me mostrou a bateria dele e ainda na despedida pediu para não perdemos o contato e que queria muito uma cópia do TCC.

De resto as coisas normais mesmo, nada muito fora do comum como ir ao cinema com as amigas, comer no Pastel do Trevo e depois caminhar pelo Gonzaga com parada obrigatória na Siciliano. Coisas fáceis e muito boas, sem essas coisinhas eu jamais viveria.

Aparecendo…

quinta-feira, agosto 3rd, 2006

Ai que saudades de tudo. De todos. De vocês. De acordar ansiosa pelo toque do telefone e ouvir do outro lado “qual a boa de hoje?”. De ver minha vida de perna pro ar simplesmente porque eu quis deixá-la assim, não por falta de tempo. De ser um pouco irresponsável. De não pensar muito no amanhã. De ter tempo para pensar no ontem, no hoje e no amanhã, quando der vontade. De não parar em casa, de não descansar e não precisar de descanso. De dormir depois das 22h. De acordar depois das 15h. Só sei que, de repente, acordei sabendo que precisava ser gente grande. Trabalhar como gente grande. Pensar como gente grande. Viver como gente grande. É estranho, mas é assim mesmo. Uma hora a gente percebe que tudo ficou mais sério. E os velhos tempos daquela irresponsabilidade gostosa vai ficando cada vez mais para trás, e deixando cada vez mais saudades…
Mas a criança dentro de mim continua viva, continua bagunçando aqui dentro e se fazendo presente. Mesmo quando não refletida claramente, certamente ela se mostra através do sorriso que eu não consigo deixar de levar comigo, sempre.
Ultimamente minha vida tem sido de muito trabalho, e essa história de TCC realmente não é uma lenda. Cada vez que você acha que está acabando, você vê o quanto ainda falta pra ver seu video gravado em DVD e seu relatório digitado, impresso, prontos para serem entregues à banca. Fora toda aquela parada que por mais que você se dê muito bem com seu grupo de TCC, é preciso ter muita serenidade pra não deixar as coisas sairem do controle, jogo de cintura pra saber quando ceder e quando insistir e principalmente paciência pra ver, viver e ouvir coisas que você não gosta.
Confesso que tem horas que dá um medo misturado com desanimo, raiva e um pessimismo de que não dará tempo pra nada. Mas a melhor tática pra isso é jamais parar de correr atras das coisas, e dar uma olhadinha naquele povo que ainda nem começou fazer nada, e se você tiver sorte como eu, ainda consegue achar aqueles que em pleno mês de agosto ainda nem sabem o que vão fazer de Trabalho de Conclusão de Curso. Assim sua auto-estima sobe bastante e você cria muito mais pique pra seguir em frente, porque no final, tudo dá certo não é?
Paralelamente a isso, pra não ficar louco de uma vez, a gente vai intercalando com coisas que a gente gosta. E não é segredo nenhum que eu vivo para a música, os amigos e a família, por isso mesmo que tenho me dedicado a esses três itens quando não estou envolvida com o meu TCC.
Na quarta-feira (26) eu fui a São Paulo comprar o meu ingresso para o show que eu tanto queria assistir, do Chico Buarque, e depois fui para a casa do Rodrigo visitá-lo já que ele havia operado e por fim ainda fui no Na Mata assistir a Soulfunk pra variar um pouco. Foi aqueles típicos dias em que tudo dá errado, tudo conspira contra, mas acaba dando tudo muito certo no final.
Quinta-feira (27) tive orientação com o meu professor que finalmente deu as caras. Depois a Fê, o Bronx, a Bila e a Vivi vieram e a gente ficou na sala até as 5h conversando e jogando um jogo tipo detetive e depois um outro de perguntas e respostas. Muito gostoso e muitas risadas.
Na sexta-feira (28) foi dia de morgar o dia inteirinho e a noite finalmente fui com a Vivi tomar uma batida no Marlon. Muito gostoso, altas conversas ao som de O Rappa, Ultraje a Rigor e pra terminar bem mal, Raça Negra. Realmente tudo que a gente não precisava era ouvir Raça Negra… rsrsrs…
Sabadão (29) teve churrasco do aniversário da vovó e veio todo mundo. Familia, alguns amigos, e foi muito divertido. Dias assim são ótimos quando o que a gente mais gosta é o sorriso das pessoas.
Dai por diante não teve tempo para descanso. Dormindo de madrugada para curtir um bom papo com o amigo, acordando cedo pra ir aos compromissos. Eu não parei segunda, terça, nem quarta. E já estou de viagem marcada para sexta (04), pra terça (08) e isso sem nem contar a faculdade.
No mais eu tenho pensado em muita coisa, mas aí já é papo pra outro post. Mais reflexivo.