Archive for setembro, 2006

Legião Urbana – Sereníssima

sexta-feira, setembro 29th, 2006

O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho, mas
Não vou brigar por causa disso

Sandy véia coroca

sexta-feira, setembro 29th, 2006

Essa mídia que invade e desgasta tanto a vida das pessoas tem me deixado um tanto quanto a sensação do que eu mais detesto nessa vida, a rotina.
A busca pelo furo de reportagem no mundo das tais celebridades chega a ser tão intenso que nem mais podemos dizer que “a história é a mesma, só muda o personagem”. O que acontece é que as pessoas já não estão nem preocupados em mudar o personagem da história, e a maior prova disso é quando paramos pra pensar quantas vezes a Sandy virou mulher. Que, de tanto ouvir essa informação, cada vez que ouço essa afirmação me pergunto se não está na hora dela virar é uma velha. Quem sabe assim não muda um pouco o disco?!
Piadas a parte, que a Sandy virou mulher eu já entendi, mas não me venham dizer que a Sandy cresceu, porque isso meu bem, só mesmo em cima do salto.

E tenho dito.

Bebel Gilberto – Mais Feliz

quinta-feira, setembro 28th, 2006

A vida inteira eu quis um verso simples
Pra tranformar o que eu digo
Rimas fáceis, calafrios
Fura o dedo, faz um pacto comigo
Um segundo seu no meu
Por um segundo mais feliz

Aqui se faz…

quinta-feira, setembro 28th, 2006

Aquela parada de só o tempo pode trazer as respostas é bem verdade. E isso é interessante quando as tais respostas vem e é esfregada na fuça assim discaradamente. Confesso até que tem situações em que sinto-me até constrangida, como ocorreu no dia 27/09/2006.

Conversa musical

quarta-feira, setembro 27th, 2006

Pois é, assistindo meu programa favorito (Saia Justa) vi um comentário delicioso da Mônica W. que comparava os dois novos álbuns, de Chico Buarque e o de Caetano Veloso.

Aproveito pra abrir uma vírgula gigante e comentar de antemão, que é um prazer do caralho ter no mesmo ano, lançamentos de Marisa Monte, Chico Buarque e Caetano Veloso. Eu amo a Marisa Monte, amei os CDs e o show é realmente um presente dos Deuses, do qual me arrependo não ter visto mais de uma vez, mas devo dizer que a essa altura, com o lançamento de nomes como Chico e Caetano, os CDs da divina Marisa Monte acabaram caindo no esquecimento de algumas pessoas. Quem gosta de música brasileira e ainda não ouviu, ouça porque vale a pena.

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“Controlando a minha maluquez…”

terça-feira, setembro 26th, 2006

Me pergunto muitas vezes o que os seres humanos são capazes, e quando isso acontece chego ter medo até de mim mesma. Coisas bobas que a gente pensa, e que se bitolar acaba louco, fechado em um quarto sem se comunicar com ninguém. Eu já quase pirei de verdade nessas “batatinhas”.

“Controlando a minha maluquez…”

terça-feira, setembro 26th, 2006

Me pergunto muitas vezes o que os seres humanos são capazes, e quando isso acontece chego ter medo até de mim mesma. Coisas bobas que a gente pensa, e que se bitolar acaba louco, fechado em um quarto sem se comunicar com ninguém. Eu já quase pirei de verdade nessas “batatinhas”.

Casa Nova!

terça-feira, setembro 26th, 2006

Bom, fazia tempo que eu já vinha querendo um domínio e “invejando” os blogs feitos em cutenews e principalmente wordpress. Resolvi me render aos meus caprichos e, com a ajuda e o apoio da Celly e principalmente (leia-se decisivamente) do Diogo, eu estou iniciando mais uma etapa bloguística. Agora em meu domínio, com wordpress e em breve mais novidades. Espero que em breve com um layout mais musical, mais artístico, cultural, como é o que idealizei ao criar esse blog. A Celly, e porque não dizer também o Diogo, que se preparem.
E quem acompanha meus passos desde a época do blig aguardem porque a tendência é sempre melhorar (espero), tanto na estética do blog, como nos texto e na visão sobre a vida, dessa que vos escreve.

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Se eu fosse Clarice Lispector…

segunda-feira, setembro 25th, 2006

Se eu fosse Clarice Lispector saberia descrever com tamanha perfeição todos os pensamentos doidos e sensações etranhas que tenho quando me permito um tempo pra enxergar o meu interior. Mas como não sou Clarice, pergunto “e se eu fosse eu?”, e ela, a Clarice, como sempre descreve muito bem.

Se eu fose eu – Clarice Lispector

“Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente pasavem a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.
Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova do desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas a primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.”

E vc?! Se você fosse você?!

Se eu fosse eu… Ah, deixa pra la!!

Vivendo… E aprendendo!

sábado, setembro 23rd, 2006

O que eu acho mais engraçado da vida é da forma que ela é. Extraordinariamente fascinante! Se existe algum Deus, ou seja, qual for a criatura que “idealizou” e jogou aí a vida, essa criatura realmente está de parabéns, pelo menos o meu aplauso já está ganho.

Outro dia me perguntaram sobre religião, sempre perguntam, mas dessa vez foi uma pergunta séria e que exigia uma resposta correta e acima de tudo sincera, e eu me surpreendi com minha própria resposta. Disse um monte de coisa, não sei se me fiz entender, mas fui falando sobre o que penso e quando vi, nem eu mesma sabia o que pensava e que eu realmente tinha uma opinião particular sobre esse assunto. Que eu não vou falar aqui pela complexidade do assunto e porque não vou doutrinar nada, quem tiver muita curiosidade, eu até posso tentar responder.

Toda essa introdução pra mostrar o quanto a vida é louca, bonita, trágica e perfeitamente perfeita. E eu vou tentar explicar o porquê dessas “filosofação”.

Que a vida hoje em dia está um caos por essa tendência da galera querer viver muito mais em menos tempo. Esse exagero de dedicação ao corpo, ao dinheiro e a tudo que se diz a respeito do individualismo, tem mesmo atrapalhado ao que se diz de socialização, e valores como amizade, carinho e atenção estão cada vez mais extintos no dia-dia, sem que nós percebamos.

Mesmo assim, ainda existem dias que a gente sente falta disso tudo, e aí a gente chega e se queixa das pessoas muitas vezes injustamente, mas com muitos argumentos plausíveis. Com o tempo mudam-se os papéis e, nos deparamos do outro lado da moeda, escutando tudo aquilo que um dia já saiu das nossas próprias bocas, tudo que já dissemos antes, e é então que começa então os questionamentos de como contestar e mostrar a importância que algumas pessoas têm nas nossas vidas. Alguma forma de tentar expressar tudo aquilo que um dia quisemos ouvir dessa mesma pessoa (ou de outras) quando éramos nós que questionávamos. Procuramos a melhor forma de que essa carência “infundada” termine e fique tudo certo.

Texto fraco pela falta de leitura, inspiração e concentração. Mas o que eu só queria constatar o quanto a vida é didática conosco e o quanto se aprende (querendo ou não) vivendo, mais cedo ou mais tarde, o outro lado da moeda.