Archive for setembro, 2006

Vivendo… E aprendendo!

sábado, setembro 23rd, 2006

O que eu acho mais engraçado da vida é da forma que ela é. Extraordinariamente fascinante! Se existe algum Deus, ou seja, qual for a criatura que “idealizou” e jogou aí a vida, essa criatura realmente está de parabéns, pelo menos o meu aplauso já está ganho.

Outro dia me perguntaram sobre religião, sempre perguntam, mas dessa vez foi uma pergunta séria e que exigia uma resposta correta e acima de tudo sincera, e eu me surpreendi com minha própria resposta. Disse um monte de coisa, não sei se me fiz entender, mas fui falando sobre o que penso e quando vi, nem eu mesma sabia o que pensava e que eu realmente tinha uma opinião particular sobre esse assunto. Que eu não vou falar aqui pela complexidade do assunto e porque não vou doutrinar nada, quem tiver muita curiosidade, eu até posso tentar responder.

Toda essa introdução pra mostrar o quanto a vida é louca, bonita, trágica e perfeitamente perfeita. E eu vou tentar explicar o porquê dessas “filosofação”.

Que a vida hoje em dia está um caos por essa tendência da galera querer viver muito mais em menos tempo. Esse exagero de dedicação ao corpo, ao dinheiro e a tudo que se diz a respeito do individualismo, tem mesmo atrapalhado ao que se diz de socialização, e valores como amizade, carinho e atenção estão cada vez mais extintos no dia-dia, sem que nós percebamos.

Mesmo assim, ainda existem dias que a gente sente falta disso tudo, e aí a gente chega e se queixa das pessoas muitas vezes injustamente, mas com muitos argumentos plausíveis. Com o tempo mudam-se os papéis e, nos deparamos do outro lado da moeda, escutando tudo aquilo que um dia já saiu das nossas próprias bocas, tudo que já dissemos antes, e é então que começa então os questionamentos de como contestar e mostrar a importância que algumas pessoas têm nas nossas vidas. Alguma forma de tentar expressar tudo aquilo que um dia quisemos ouvir dessa mesma pessoa (ou de outras) quando éramos nós que questionávamos. Procuramos a melhor forma de que essa carência “infundada” termine e fique tudo certo.

Texto fraco pela falta de leitura, inspiração e concentração. Mas o que eu só queria constatar o quanto a vida é didática conosco e o quanto se aprende (querendo ou não) vivendo, mais cedo ou mais tarde, o outro lado da moeda.

Um grito abafado

quinta-feira, setembro 21st, 2006

De certo que nem tudo são flores sempre, e quando eu vivi alguns bons meses em uma vida as mil maravilhas, mesmo com uns tropeços aqui e outro ali, parece que agora a vida deu uma mal humorada pro meu lado e tudo está meio nebuloso em quase todos os sentidos.
Tenho tentado de certa forma não expressar o desanimo, medo e aquelas coisinhas ruins que tem me assombrado ultimamente. Bem aquela paradinha de “SOU UMA PESSOA MUITO FELIZ, MAS ANDO TRISTE”, sabe coé?! Pois então, bem isso.
Além daquela melancolia básica que todo ser humano (principalmente as mulheres) já tem de costume de tempos em tempos e, quando as coisas estão rolando e a vida correndo a gente nem tem tempo de pensar e passa apenas como um dia meio down e pronto, misturou com todo o revertério da minha vida ultimamente. Eu, “pouco” sentimental que sou, e cansada como estou ultimamente, acaba que já vou logo pra lata do lixo.

Tenho pensado coisas feias e pouco digna de mim. Ando com medo de morrer, e medo das coisas que minha síndrome é capaz de fazer comigo. Medo de saber mais sobre ela, mas medo também de não saber nada. Ando confusa, realmente.
Não sei se enfeitiçada pelo pessimismo, mas tenho enxergado alguns lados ruins da coisa, como essa tendência de que um dia eu escrevia e hoje não mais, o medo do meu pescoço estar muito virado, minha boca mais feia, e que tudo isso seja progressivo mesmo. Mas de outro lado posso dizer que isso pode ser que eu nessa fase meio down esteja reparando mais nessa progressão de tudo, afinal de contas meus machucados estão razoáveis, e minha saúde eu confesso até que não tenho queixas.
Bom, mas de fato a minha perna tem doido ultimamente e outro dia me vi pedindo pra me ajudarem a por a minha mão no controle da cadeira e não gostei, me entristeci e dali por diante tentei colocar sozinha, mesmo que com esforço, e era isso que me arrependo de não ter fito com a escrita e todo o resto, me pergunto se é fruto da piora ou se foi comodismo meu mesmo, e mesmo achando que a primeira resposta seja a certa, prefiro muitas vezes acreditar na primeira.
Enfim, acho que devido alguns fatos e, até mesmo pelo amadurecimento, eu estou um tanto quanto confusa com esse assunto, de uma forma que não me agrada e que eu não sei até onde é bom, necessário e/ou prejudicial.

Outra parada é essa de faculdade e TCC. Além dos problemas normais de tempo, coisas que fazemos errado e precisa refazer tudo novamente enquanto o tempo parece que voa e nada vai dar certo. E tudo isso com a faculdade bombando de trabalhos, matérias, provas, deixando a gente realmente sem saber pra que lado se atirar, porque dar conta de tudo realmente já é difícil, mais ainda quando a maioria tem um emprego.
Tudo isso, é considerável eu diria que até “normal”, mas o que fode mesmo é quando começa a rolar desentendimento entre os envolvidos e a coisa vai virando bola de neve. Fico triste mesmo. Com o clima todo, e com tudo que vem acontecendo, principalmente na minha covardia às vezes de querer falar e acabar engolindo e só pensando comigo mesmo.
Chegou um momento extremo tanto no ponto de relacionamento como na resolução dos problemas. Meu TCC fudeu tudo, agora atrasou tudo o que não precisaria atrasar, climinha de “pânico” já ronda nosso TCC. E, mesmo vendo tudo fudido eu sinto certa satisfação em um único ponto, que meu olhar clínico não errou mais uma vez.
Além de tudo tem o TCC da Cláudia, que não deixa de ser um pouco meu e eu sinto que deveria ajudar mais, cooperar, e fora que me preocupo com o projeto e principalmente com ela, que eu adoro e sei que gosta e precisa de um apoio, carinho.
Nos trabalhos da faculdade tudo embolado, inclusive alguns muito atrasados, ainda por fazer. Sinceramente, não dá pra saber se mata ou se morre!
Sei que esse campo ta muito complexo pra mim e muitas vezes sinto uma vontade imensa de sumir, jogar tudo pro alto, ou então de pegar a toalha sacudir e esticar bonitinho novamente, em miúdos; vontade de me organizar, resolver o que esta entalado e pronto. Mas maldita seja a preguiça e a covardia.

Com tudo isso, que pra quem vê de fora pode achar que é problema simples, misturado com o fato de eu não passar de uma menina idiota, e muitas vezes infantil sim, faz com que venham na cabeça algumas coisas que eu já tinha resolvido na minha vida. Coisas que já são fato consumado e pensar, remexer, só pode trazer dor e estragar uma coisa que, ao meu ver, está maravilhosamente amadurecida.
Ouvi coisas que eu não deveria ter escutado, e não que seja por mal, mas é que às vezes quando você já não está com uma boa estrutura, qualquer coisinha já é um mega motivo pra você ficar com aquela pulga azucrinando seu ouvido, como um eco repetindo mil vezes a mesma frase. De qualquer forma, é aquele lance, tô instável, naquela gangorrinha chata, chorando de alegria e rindo de ódio, mas o interessante é saber que assim como vem, essa nuvenzinha vai-se, e espero que logo.

Às vezes eu falo com a vida…

terça-feira, setembro 12th, 2006

Quando a vida ta uma correria nem dá mais tempo de abrir o word e escrever de letras cor de rosa um pouco do que eu penso, sinto, falo, ouço e vejo por aí. E, eu particularmente gosto de fazer isso, sentar e fazer o saldo do dia, da semana ou do mês. Acho que isso faz eu me tocar do que estou vivendo, valorizar, relembrar o que tem de bom, e aprender com o que é ruim ou nem tão bom assim, porque no dia-dia as palavras, os gestos e tudo mais que, se deixar assim perde a graça e o sentido da coisa, mecanismo automático de viver é ruim a beça.

Acho que as pessoas não agüentam mais escutar sobre o meu TCC e parece até que ando com frases prontas como “ah, só na correria do TCC”, como quem não quisesse dar muita intimidade na conversa, e ao mesmo tempo quisesse bancar a pessoa mais atarefada do mundo e jogar a culpa da ausência em algo. Coisa de criança, “eu sou grande, tenho TCC”, mas era bom se fosse mesmo só pose, ao menos não dói tanto a minha cabeça. Mas enfim, a correria do TCC ao mesmo tempo em que rola um stress gigante por varias coisas como horários, discordância com a dupla, o editor, etc, o TCC também vicia demais. Pelo simples prazer de produzir e de saber que sua cabeça está se ocupando com coisas muito mais importantes do que poderia estar sendo ocupada.
E o feriado foi exatamente assim, na quinta-feira tive um descanso desprogramado que, apesar de prejudicial veio realmente em boa hora. Contrario de sexta que fiquei fazendo decupagem do TCC das 17h até por volta das 23h30 e no sábado das 13h ate às 16h, quando chegou a Luara e aí fui exercer o papel de tia das 16h até quase meia noite.
Mas foi domingo que cumpri o meu objetivo maior para o feriado, fiz uma nova aquisição: uma tatuagem de Jaca. Uma coisa que eu queria há muito tempo e não fazia por medo, insegurança e desaprovação de algumas pessoas. Com o tempo adquiri verba suficiente e a certeza que precisava pra isso. Tenho 25 anos e mesmo me vendo como uma pessoa intensa e 100% coração, eu sei muito bem o que quero e o que não quero na minha vida. Nunca fui de tatuagens, mas hoje me orgulho das minhas cinco filhotinhas, e as faria tudo denovo se fosse necessário.
Entendo que a tatuagem seja uma coisa fixa pra se carregar pra toda vida e, por isso, não deve ser feita assim a torto e a direita. Demorei pra entrar nessa “onda” porque pra mim tatuagem sempre foi algo que deveria ter um significado, um porque, um sentimento, e não fazer por fazer. Afinal, tatuagem é sim uma homenagem sincera, uma “declaração de amor”, uma “prova” de amizade que, deve se fazer de caso pensado e estudado. Tenho cinco e cada uma delas tem um valor sentimental absurdo e todo um significado que eu sei explicar na ponta da língua.

Estrela Rosa: Veio da minha paixão por tudo que é do céu, principalmente da noite. Uma estrela de brilho rosa, tudo a ver comigo. Significa eu mesma.

Estrela Azul: É a minha Fernanda, amiga de sempre, que pode estar onde e como for que eu AMO. É o tipo de pessoa que mesmo com toda araiva do mundo, a certeza do amor que sinto é permanente. Azul como ela tanto gosta, azul do céu, de onde ela deve ter vindo pra me iluminar.

Estrela Verde: É a Vivi, a minha mãe natureza. Minha amiga de sempre também, de bebedeiras, assuntos sérios e passeios na madrugada. Ela é meu juízo, minha proteção, meu carinho e minha amiga mais nova e velha do mundo.

Lua Amarela : É a minha anjinha que veio iluminar a minha vida. O sorriso mais lindo, minha primeira sobrinha. A luz que ilumina meu dia e avoz que canta ao meu ovido cada vez que vem daquele jeitinho doce chamando meu nome. Pode o preconceito tentar, a família afastar, porque eu apenas expus a tatuagem que tinha no meu coração desde que ela foi gerada.

Jaca Maria: Ela é a forma de que eu quero lembrar de um amigo que chegou na minha vida meio estranhamente e em tão pouco tempo teve uma importância enorme na minha vida. Meu amigo de olhos mais lindo do mundo, de cafuné delicioso, e de uma nerdice insuportável. O cara que me deu o apelido mais tosco do mundo, que me ensinou muito e que eu amo muito e que mostrou várias vezes que 500 km é muito pouco pra nos separar. E desse amigo eu quero lembrar assim, com a Jaca porque alegria, zoação e pegação no pé sempre foram e sempre será o nosso forte.

Agora eu posso dizer que em base de desejos tatuadoristicos está faltando apenas fazer a minha nota musical, que não fiz pelo fato da Jaca doer um bucado, o que acabou me desencorajando.
Minha irmã quer fazer uma borboleta, e eu até vou fazer com prazer a hora que ela falar com firmeza, mas irmão a gente tem o sangue que corre na veia igualzinho, tem varias coisas que ligam que às vezes acho que se torna desnecessário uma tatuagem, quando se tem a mais forte; DNA. E amigo não tem, então na busca de trazer os meus pra dentro das minhas células foi que os homenageei assim.

De resto, poucos sabem, e a maioria nem sequer imagina que a minha vida ta dando uma revira volta gigante. São tantas coisas acontecendo que eu nem sei ao certo como estou lidando com algumas coisas com tanta naturalidade. E, por conta e tudo isso misturado e mais aquela crise existencial que todos temos antes da formatura, acredito muitas vezes que estou ficando louca e nem sabendo mais classificar até onde eu estou triste e até onde estou feliz.
Não sei o verdadeiro porque de toda essa minha confusão interna, talvez seja por um lado o livro da Claudia me causando algumas sensações. Você ser analisada da cabeça aos pés, acaba mexendo muito com a gente. Acho meio dolorido às vezes por causa de algumas verdades não tão boas, de umas pulgas na orelha e de saber a forma real de que algumas pessoas te enxergam. Mas de fato que o outro lado é com toda certeza muito significante. Receber um carinho tão grande e bonito desses e ver a galera se expressando com carinho, amor e respeito, desde os mais arregaçados até aqueles que você nunca imaginaria tantas palavras lindas. Sem contar com o aprendizado de tudo, o amadurecimento e o me ver refletida em um livro, pelos olhares de outras pessoas e até de mim mesma, como jamais tinha visto.
Sei que minha linha de raciocínio ta meio confusa, mas é assim mesmo que estão os meus pensamentos já tem um tempo. Eu quero e tento por pra fora, mas está tudo tão confuso dentro de mim que eu acabo ficando na minha e me deixando levar pela rotina diária.
Se eu tentar pensar muito fico louca, mas às vezes, se eu também não vomitar as coisas, eu um dia acabo morrendo entalada.

Eu queria muito é ter uma horinha que fosse nessa vida, pra sentar e conversar com algumas pessoas que mais confio na vida, e pedir uma ajuda não só em palavras e conselhos, porque eu não preciso de bronca. Eu acho mesmo é que no fundo, é meu organismo pedindo um colo, um cafuné e muita proteção.

Dependente…

sexta-feira, setembro 8th, 2006

Ela : Iza, vc nunca cansa de gente? vc nunca quer se isolar?

Eu : não… Eu não consigo respirar sozinha… Eu acho q eu me suicidaria sem gente.

Ela : credo… Como vc é estranha tsc tsc

Peraí…Relaxa….

terça-feira, setembro 5th, 2006

Ando esses dias meio quietona, com preguiça de tudo e sem vontade ou paciência pra as coisas que tenho de fazer.
Queria um fechamento pra balanço, bem rápido. Pra ser até bem sincera, eu na verdade acho até que já fechei e já estou abrindo novamente! Porque as coisas estão assim por aqui, rápidas, simples e fáceis.
Tem rolado esses dias uma nostalgia gostosa de tudo que eu já vivi de bom nessa vida maravilhosa que eu tenho. Dá impressão que tudo isso tem me perseguido naturalmente. É a Fabi fazendo sessão nostalgia no fotolog, a Bah conversando e me fazendo voltar no passado, encontro e depois conversando com uma amiga do passado sobre tudo e, principalmente coisas que eu nem sabia. Depois meio sem querer surgiu um assunto com um amigo sobre datas e lá se foi uma nostalgia.
Também, parece que por causa do livro, me pego pensando em momentos especiais e, conversando com a Cláudia, ela sempre comenta um A ou um B que alguém comentou e ela adorou saber, e aí já me vem tudo na cabeça.

Ai… Ai…

Brilhando mais forte

segunda-feira, setembro 4th, 2006

Como a gente se acostuma rápido com as coisas boas, não?
Bem, prá mim não é que foi tão fácil, nos primeiros tempos decidir, respirar e ir a luta, eu mal conseguia respirar antes de tomar a decisão de mudar, antes de perceber realmente que eu precisava mudar.
Na verdade só agora está tudo encaminhado, parece que até minha alma está encaminhada, acordo com mais energia, sem aquela nuvem cinza que teimava em ficar na minha cabeça. Eca… Que coisa ruim.
Mas o que vale é perceber o que acontece ao nosso redor. E mesmo que assustados ou decepcionados a gente tenha força para encarar e ir à luta – e mudar.
Hoje estou aqui firme e forte e cheia de projetos e desafios engatilhados, cercada por gente que eu gosto e respeito… A vida não é mais do que isso. E assim prá mim já está bom demais.
Mas enfim… Continuando minha maratona, domingo foi dia de Teatro Mágico no Barbatanas, aqui em Santos mesmo. Um espetáculo maravilhoso, viciante, que deveria ter todos os finais de semana para começarmos a segunda-feira com a alma lavada e a nossa estrela brilhando mais forte!
Uma coisa mágica que se assemelha a uma grande festa, onde todos que estão presentes são velhos amigos. A interação é perfeita de uns com os outros e todos com o Teatro Mágico.
Música, luzes, trapézios, malabares e poesias é que une mentes e corações em uma troca de energia fantástica como se misturasse tudo em uma coisa só. Um sonho que envolve jovens, crianças, adultos e até a terceira idade, e que dura duas horas e meia parecendo ser apenas dois minutos.
Dessa vez eu fui com a Cláudia, Tia Marga e o Cauê. No começo rolou uma preocupação de onde eu iria ficar, por causa do tumulto, mas fiquei em um lugar excelente e a galera que requenta essas paradas são tudo gente bacana, que respeita bem legal. (Aliás, preciso fazer um post sobre isso uma hora dessas.)
Encontrei por lá a Bruna M, a Dani Matsuda, Fabi, além de uma galera que eu nem sei mais o nome e também se fosse citar ia virar uma lista, e não um post.
Maravilhoso, o tipo de coisa que TODO MUNDO deveria ver pelo menos uma vez, o que é impossível, pois vicia!

Show do Chico Buarque

domingo, setembro 3rd, 2006

Um show para os amantes da música, principalmente dos amantes da música, da figura e da história de Chico Buarque. Ah! E lógico, do Rio de Janeiro também.
Quem não gostar ou conhecer tanto assim música e Chico Buarque, ou for procurando uma presença de palco fenomenal e nego falando um monte ou pulando igual condenado na sua frente, não vá.
Chico Buarque sobe ao palco com sua sabedoria, seus lindos olhos azuis, uma banda espetacular, com o único propósito de cantar. Chico não fala com a voz. Ele fala com os olhos, com o sorriso e com suas músicas que são metralhadas ao público de tal forma que não dá pra piscar, pra imaginar de ir ao banheiro ou qualquer coisa que tire os olhos do palco.
Ali está um novo Chico Buarque, mais romântico, mais maduro e, sobretudo diria mais conformado. Não é um show dos grandes festivais da época da ditadura onde Chico com toda sua timidez reivindicava através de suas músicas. Hoje Chico Buarque proporciona um show de encantamento, daqueles pra você sair de alma lavada e suspirando pelos cantos.
Eu, particularmente, agradeço a Deus por ter contemplado de um momento como esses. Ver Chico Buarque nos palcos, pra mim foi uma certa realização de um sonho, já que gosto tanto de música e da história desse mito. Chico Buarque foi exatamente o que eu imaginava, e o show correspondeu as minhas expectativas.
Dei risada, chorei, encantei e principalmente me orgulhei em ver de perto alguém que construiu junto com seus outros companheiros, a história da Música Brasileira, que eu sou tão apaixonada.
Gostei do estilo do show, pela forma simples do cenário e por ver uma banda totalmente sintonizada. É do tipo de show que eu guardaria dentro da bolsa, traria pra casa, montava na sala e passaria horas a fio deitada no sofá assistindo.
E foi assim, eu deitei minha cadeira motorizada no setor vip, bem de frente para o palco no Tom Brasil e quando dei por mim o show já havia terminado. Uma delícia, a hora voa e você sai com a sensação de que Chico ainda voltara ao palco e cantará mais 28 músicas.
Minha crítica, além de como uma jovem de 25 anos e estudante de jornalismo estar louca pra ouvir as idéias e opiniões de Chico sobre nosso país e essa picadeiro na política, mas até gostei dele não falar, Chico nunca foi de dar discursos, na época da ditadura Chico Buarque cantava suas idéias. Mesmo vendo um Chico mais “conformado” e romântico, a minha crítica nem vai pra isso, ela vai para algo que eu não gosto em show nenhum, o Bis.
Em todo e qualquer show eu acho uma palhaçada essa parada de bis. Se fosse uma coisa real, um pedido da galera e o artista voltasse porque o povo pediu, seria emocionante, bacana. Mas o povo até pode o bis sim, na maioria dos shows que vou, e lógico que com Chico não seria diferente. O que realmente estraga é o simples fato de o bis já estar no roteiro, a galera pedindo ou não, o cara vai voltar. E com Chico, a palhaçada foi essa, eu não gostei dele voltar duas vezes para o palco. Repito, não porque ninguém pediu (pediram e muito), mas por já estar dentro do roteiro, soa falso, é falso.
No mais, estar com minhas duas companheiras diárias Cláudia e Carla, e ainda ver que está tudo na mais perfeita harmonia entre nós, foi a somatória perfeita pra um sábado em grande estilo. Entrei com pé direito no mês que é muito especial pra mim.

Pacata Cidadã…

domingo, setembro 3rd, 2006

Naquelas de não ter o que fazer da vida, resolvi vestir a carapuça de cidadã consciente e interessada e sentei-me para assistir horário político. Confesso que, ter assistido Saia Justa a tarde também colaborou m bucado para minha decisão.
A coisa chega ser tão bizarra que me fez perguntar se essa programação não estava ocupando o lugar do Casseta & Planeta, ou se era a dose de risada que os telespectadores precisam após o JN (que só tem dado más notícias) e antes de Páginas da Vida (uma novela desnecessariamente pesada). Mas enfim, me propus a assistir e o fiz com a máxima atenção que consegui.
Destaco antes de tudo a incompetência (ou competência demais) dos assessores de imprensa que permitem que tais micos sejam pagos em rede nacional. As roupas, os cabelos e os acessórios causam um ruído na comunicação (intencional, acredito eu) fenomenal, muitos candidatos não ouvi uma palavra porque eu estava rindo, prestando atenção no “visual” da figura. Realmente é uma coisa incrível e de muita utilidade que eu aprendi na faculdade, sobre ruídos na comunicação causados pela aparência daquele que fala.
Mas, o que me causou profunda intolerância foi o sistema de legenda pelas propagandas eleitorais. Seria uma gozação, falta de respeito ou o que?! Não, porque na boa, se é pra fazer assim eu peço que pelo amor de Deus não ponham nada, fica menos chato do que como está. As letras são minúsculas, tão pequenas que em alguns casos eu pensei que estava escrito em hebraico, pois só se via risquinhos, pra se ter uma idéia. Sem contar o maior de todos os absurdos, cheguei a ver legendas que não correspondia ao que o filho da puta falava. Amooooooooor, o surdo e mudo sabe ler lábios, e com essas letrinhas ridículas realmente compensa muito mais a leitura labial.

Foram alguns longos minutos divertidíssimos acompanhar a propaganda eleitoral, porém triste ao término, por ver que a coisa ta realmente em uma situação de calamidade.
Momentos de pessimismo a parte, mas ao invés de rebaixar o planeta Plutão, eu aconselho abolir a Terra do Sistema Solar.

De repente, PRODUTORA.

sábado, setembro 2nd, 2006

Mamãe tava contando ontem enquanto íamos para mais uma aventura do TCC, e hoje acabei parando pra pensar o quanto ela tinha razão.
Segundo ela, e é verdade mesmo, eu já nasci produtora. Desde pequena eu adorava mandar, inventar brincadeiras e sempre era a líder quando juntava irmãos, primos e amigos. Produzia tudo, desde a brincadeira do dia até em como monta-la e tudo mais.
Minhas produções eram boas e atraiam sempre bastante gente. Montávamos cabaninha e obviamente eu era a mamãe pra mandar em todo mundo, montávamos clubinho da pesada, a brincadeira de escolinha era levada tão a sério que tinha provas feita no computador, logotipo da escola e tudo mais. As bonecas tiveram batizado, o passeio no shopping servia para tirar fotos nos vestiários das lojas, fazíamos também muitos bailinhos e pode acreditar, tudo vinha da minha cabecinha.
A família não sabendo reconhecer meu talento, sempre dizia “a Iza é a mentora dos crimes”. Além do que, poucos sabem, mas além das brincadeiras e das idéias de bagunça que eu adorava inventar, como juntar o povo pra fazer sequilhos, passar a noite em claro, eu também fui produtora até de peça teatral no Nostre.
Fora as bagunças, eu tinha as melhores idéias. Sempre sugeria alguma bagunça escalafobética como jogar a comida ruim da escola na privada pra ganhar sobremesa, levar comida escondida pra não comer na escola, me juntava sempre aos garotos para infernizar a vida das minhas amiguinhas, criei a “poção mágica” que consistia em Nescau, Água, pó de café, sal, açúcar, terra, e convencia sempre o Cauê e o Pedro de tomarem para verem ETs (deviam ate ver, com uma gororoba dessa).
Conforme fui crescendo meu gosto pela produção foi refletindo em outros lugares como idéias de viagens, de combinar com a galera de assistir os jogos da copa em 98 juntos e principalmente em meus aniversários que nunca deixaram de ser comemorados, e cada vez de uma forma diferente.
Sempre sonhei em ser Bailarina, depois Diretora de escola, Psicóloga e por acidente de percurso acabei caindo de pára – quedas no Jornalismo, e é nele que cada vez mais eu estou me descobrindo. Entrei completamente leiga no assunto e nas possibilidades que esse curso poderia proporcionar, fui de cara querendo ser assessora de imprensa (o que já é meio produção) e conforme o tempo descobri minha verdadeira paixão: PRODUÇÃO.
Hoje já mais amadurecida, no auge do meu TCC, chego sentir praticamente um tesão quando me vejo completamente envolvida no assunto, tendo idéias, e cai a ficha que de repente lá estou eu, produzindo uma vídeo reportagem.
Posso dizer que se as coisas forem mesmo como a gente sonha e planeja, eu pretendo me especificar em produção de eventos culturais. Sejam shows, eventos diversificados, um programa de TV (tenho uns três em mente), não importa. Quero criar, movimentar e principalmente, viver 24h de Cultura Brasileira.

Do meu gosto…

sexta-feira, setembro 1st, 2006

O meu amor é desajeitado, narigudo, esquisito, às vezes aparece com umas camisas que não sei de onde tira, dança todo errado, tropeça em si e ri com ingenuidade. É tão lindo. Meu amor escreve bem, fala sobre tudo com a leveza daqueles que não dizem para provar que sabem, mas com a paixão de compartilhar com o mundo o seu conhecimento.

Autor Desconhecido