Archive for outubro, 2006

Um tapa na cara, isso sim.

segunda-feira, outubro 30th, 2006

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos, vão aliviar
Nem todos os quebranto, toda alquimia
Quem nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

Eu não acho bonito tudo isso e nem acredito nesse lance de “eu não gosto de ser assim, mas sou.”. Se a pessoa tem tanta consciência de que está tendo uma conduta incorreta, que pare de se explicar e trate logo de agir de modo que dê verdadeiros resultados.
E tudo isso deveria ser dito a mim mesma, pois é comigo que eu fico, e estou neste momento, revoltada quando tenho ataques infantis, de gente mimada e não digno de uma quase-jornalista de 25 anos. Não é gênio, num é o signo, personalidade e nenhuma dessas desculpas confortáveis de se dar. É um defeito grave e vergonhoso que precisa ser resolvido com máxima urgência.
Estou com nojo de mim, principalmente porque nada que eu diga aqui, nem mesmo o nojo de mim mesma, justifica determinadas atitudes que eu tenho. É hora de levar um tapa na cara, ver que sou uma idiota completa e crescer, isso sim.

Pode me xingar.

segunda-feira, outubro 30th, 2006

Votei as 16h57. E como eu já previa, meu voto foi; 91 -> confirma.

t’s a nickel or a dime for what I’ve done
É um níquel ou uma moeda pelo que eu fiz
The truth is that I don’t really care
A verdade é que eu realmente não me importo
For such a lovely crime I’ll do the time
Por um crime tão adorável eu cumprirei a pena
You better lock me up I’ll do it again
É melhor você me trancafiar ou eu farei de novo

Pode me xingar, tenho meus conceitos.

2º turno.

domingo, outubro 29th, 2006

Ainda não fui lá na minha zona eleitoral registrar o meu voto, mas já sei pra quem irá o meu tão precioso votinho, e que jamais será uma aceitação a tudo que está acontecendo. Posso estar errada nas minhas atitudes e opiniões, mas até que me provem o contrário eu não vou me “aliar” a nenhum dos nossos dois candidatos, isso é fato.

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados

(…)

De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Adriana Calcanhoto – Esquadros

sexta-feira, outubro 27th, 2006

eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
as crianças correm para onde?
transito entre dois lados de um lado
eu gosto de opostos
exponho o meu modo, me mostro
eu canto pra quem?

O pior sentimento do mundo.

quinta-feira, outubro 26th, 2006

Amar dói,
Amar e não ser correspondido dói,
Sofrer uma decepção dói,
Brigar dói,
Ter raiva dói,
Não alcançar um objetivo dói…
Tudo isso dói muito, eu concordo. Mas a saudade… A saudade é o pior sentimento que o ser humano poderia desenvolver.

E a saudade não tem preconceito, não escolhe por raça, idade, nada. A saudade pode ser de um amigo, de uma amiga, alguém da família, um namorado, um lugar, um dia, um cheiro, um gosto, uma música… E é só por causa das saudades, que a morte é aceita com tanta dificuldade e machuca tanto.

Você quer ter o objeto de saudades perto de você seja do jeito que for, sorrir, ver, abraçar, brincar, rir, bagunçar e não poder.

Saudades do meus avós
Saudades do meu tio
Saudades da minha prima
Saudades da minha irmã
Saudades do Dalarte
Saudades do Rodrigo
Saudades da Vivi
Saudades das aulas no Nostre
Saudades dos Shows de Sandy & Junior
Saudades das brincadeiras de escolinha
Saudades de Atibaia
Saudades dos trabalhos no Stella
Saudades do meu amigo Diogo
Saudades do Carnaval
Saudades…. De tanta coisa…

Post meio besta, mas quando sinto saudades eu nunca sei exatamente o que fazer.

Das coisas que não tem solução.

quarta-feira, outubro 25th, 2006

Por mais que a gente tente, tem algumas coisas nas nossas vidas que são “vergonhosas”, mas que precisamos assumir de vez em quando. Algumas coisa eu mesma lamento, mas é a vida, não tem solução.

Não gosto de Elis Regina!
Podem me falar que a mulher foi uma diva, um marco na história da Música Brasileira, que nada vai me convencer a ouvir Elis Regina cantando e sentir prazer. Não desce, não dá! E não foi por falta de tentativa. Talvez meus ouvidos não estejam preparados para coisa tão boa quanto ela, mas sinceramente; NÃO TEM SOLUÇÃO!

Odeio Jornalismo Online!
Não sei por que escolhi Jornalismo como profissão, eu detesto escrever matéria e mais ainda quando se trata de Jornalismo On-line, e tudo que se refere à internet!! Eu gostaria que fosse diferente, mas internet pra mim é apenas uma coisa fútil que uso pra bater papo e ver coisas sem menor importância. Tenho total consciencia que deveria ler e saber sobre coisas mais importantes, úteis e relevantes principalmente se tratando de uma quase-jornalista. Acho que ficarei eternamente de DP na matéria de Jornalismo, pois me falta interesse e boa vontade pra estudar e fazer os exercícios. A verdade nua e crua é; NÃO TEM SOLUÇÃO.

Não consigo gostar de Los Hermanos!
Me interesso demais pela banda e pessoas muito próximas de mim não cansam de fazer elogios em relação aos caras. Mesmo gostando um bucado das letras, das entrevistas da banda e tudo mais, eu não consigo sentir prazer e nem ouvir uma música inteira deles. Eu realmente devo ter problemas, mas o fato é que; NÃO TEM SOLUÇÃO.

Toda quarta-feira eu quero!
Não adianta, mas realmente toda quarta-feira eu amanheço com vontade de subir a Serra e ir ao Na Mata assistir a SoulFunk. Podem dizer que o Junior é um bosta e que a SoulFunk é apenas uma bandinha bacaninha, que eu gosto mesmo de ir e sempre volto de alma lavada e muito contente. Mesmo que apelem pro fato que eu já fui diversas vezes, eu não me canso, gosto mesmo e; NÃO TEM SOLUÇÃO!

Melação sim, e daí?!
Quando eu gosto das pessoas não tem jeito, eu falo, demonstro e sou redundante até ultrapassar o limite da chatice. Da mesma forma que dou, sinto muitas vezes uma necessidade absurda de receber carinho também. Mas independente da recíproca, eu digo mesmo sem o menor pudor! Meus amigos e família estão aí pra não me deixar mentir. Carinho, demonstração e uma boa dose de melação é comigo mesmo e NÃO TEM SOLUÇÃO.

Malandra mesmo, ta ligado?
Eu sou mesmo uma malandra em todos os sentidos, desde aquela que não tira (a palavra) caralho da boca, até principalmente o fato de querer todo pronto, feito e mastigado na minha frente pra não precisar pensar nem um minuto sequer. De tanta folga, se pudesse pediria pra mastigarem a comida pra mim, NÃO TEM SOLUÇÃO.

Eu sou insegura!
Muitas vezes posso demonstrar segurança e confiança em tudo, mas em relação às pessoas eu sou completamente insegura. Morro de medo de ser enganada, enrolada ou de dar muito valor a quem não merece. Desconfio até da minha sombra, e por isso são poucos os que chamo de AMIGO, e sou tão neurótica que muitas vezes até desses grandes amigos eu sinto certa insegurança, sou chata mesmo; NÃO TEM SOLUÇÃO.

Eu gosto de música denominadas “podres”.
Do mesmo modo que admiro nomes como Chico Buarque, Edu Lobo, Dave Mathews Band, eu sou capaz de passar horas do dia toda feliz ouvindo aquele tipo de música considerada pelos “intelectuais”, como as piores, tipo ; Jeito Moleque, Inimigos da HP, Só Pra Contrariar, Sandy & Junior, Wanessa Camargo, entre outros desse nível. E de boa meu, eu gosto mesmo e NÃO TEM SOLUÇÃO.

Morreria enumerando meus “podres”, mas afinal de contas, pra tudo tem limite.

Familiarizando

terça-feira, outubro 24th, 2006

Nunca liguei muito pra Arnaldo Antunes, na verdade sempre o achei meio maluco e nunca tive opinião nem nunca entendi direito colé a dele de verdade. Achava estranhas as músicas e o som nunca me chamou muita atenção, rola curiosidade, mas muita preguiça ao mesmo tempo.

Quando comecei a prestar atenção melhor nas entrevistas dele, nas gravações com Tribalistas, Marisa Monte, começou a curiosidade ficar maior que a preguiça, mas aí o que fodia mesmo era tempo e alguém que me falasse “pega e ouve!”. E, finalmente isso aconteceu há pouco tempo. Na mesma semana que puxei o último CD dele no soulseek, eu vi uma entrevista dele no “Circo do Edgard”, que passa na Multishow. E algo que eu já sabia, mas que deu o click, foi o meu interesse maior pelo Arnaldo Antunes poeta, do que propriamente cantor.

Ainda não conheço nada, mas estou em fase de estudos sobre ele. Puxando alguns CDs, lendo bastante as composições de músicas e poemas, e até um pouco da vida dele eu já me informei no Wikipedia, e gostei bastante. É o tipo de coisa que você conhece, sabe, mas não tem muita propriedade pra ter uma opinião própria, e é pra isso que estou trabalhando.

De toda forma, eu gostei um bucado, de vários poemas dele, e pra hoje esse é o mais apropriado, talvez.

Pensamento
Arnaldo Antunes

Pensamento que vem de fora
e pensa que vem de dentro,
pensamento que expectora
o que no meu peito penso.
Pensamento a mil por hora,
tormento a todo momento.
Por que é que eu penso agora
sem o meu consentimento?
Se tudo que comemora
tem o seu impedimento,
se tudo aquilo que chora
cresce com o seu fermento;
pensamento, dê o fora,
saia do meu pensamento.
Pensamento, vá embora,
desapareça no vento.
E não jogarei sementes
em cima do seu cimento.

Bondfaro

domingo, outubro 22nd, 2006

Às vezes me assusto com alguns acontecimentos. Do que eu sou capaz em certas situações e de como enxergo longe o caráter de algumas pessoas que atravessam o meu caminho.

Acerto muito mais vezes do que erro, e lógico que prefiro errar achando mal de algumas pessoas e me surpreender com bondade que eu não tinha enxergado até então. E, vou confessar que muitas vezes eu mesmo sacando as coisas antes, fico aborrecida e com aquela perguntinha básica de “porque é que tem que ser assim?!”, mas não tem jeito e ficar se torturando por pessoas que não são realmente feitas pra se ter respeito. O bom mesmo é deixar que a vida trate de separar naturalmente.

De tudo isso, as coisas que mais me chateiam é, em primeiro lugar, eu me deixar abater por situações que os outros me colocam. Se é de intenção alheia me ver fudida, meu dever é mostrar força e me irrita bastante isso de me deixar atingir, de chorar por coisas que outras pessoas causaram. E outra coisa, é a perda de tempo, eu acho foda esse lance de mesmo eu sabendo o que um dia poderia acontecer, e mesmo assim tudo acontece sem eu poder fazer porra nenhuma. Isso que não comentei a fama de chata que levo, quando “diagnostico” tal pessoa com antecedência, mas é legal pra caramba quando ouço “caralho, bem que a Izabela sempre dizia”.

Mas enfim, mais uma vez eu acertei na mosca e agora mais uma vez aprenderam que minhas cismas não são caprichos. A diferença é que quando a galera começa a ter noção das coisas, eu já sei o histórico inteiro sem precisar nem fazer grandes pesquisas. Eu até que não sou tão lerda assim quanto pareço.

“As pessoas, por sua própria natureza, são sempre cautelosas com intrusos, tentando prevenir que pessoas de fora entrem. Mas sempre haverá aqueles que abrem seus caminhos dentro de nossas vidas, bem como aqueles que nós convidamos a adentrar. Mas o mais perturbador são aqueles que ficam do lado de fora, apenas olhando… Aqueles que nós nunca verdadeiramente conheceremos.”

E tenho dito.

As vezes é preciso lembrar…

sexta-feira, outubro 20th, 2006

As vezes é preciso perder para dar VALOR
é preciso chorar para aprender a AMAR
é preciso confiar para se ENTREGAR
e ainda assim a grande verdade é que,
é preciso ouvir para nunca GRITAR…
Todos irão sofrer um dia, para saber,
o verdadeiro sentido da felicidade!
o verdadeiro sentido do amor!
Se sentir saudade: PROCURE
Se sentir vontade: FAÇA
Se tiver medo: LUTE
Se perder: ESQUEÇA
Se gostar: VIVA!

Imagens da minha história…

quinta-feira, outubro 19th, 2006

Sempre quis saber um pouco mais de mim mesma, e nunca soube se tudo isso na verdade era insegurança de não saber realmente quem sou, e como sou vista de fora, ou se isso é na verdade o tal do egocentrismo que eu teimo em dizer que tenho. Não sabia se queria mesmo era me conhecer melhor, ou se já me conhecia o bastante e tenho, na verdade, a necessidade desesperadora de ser reverenciada e aplaudida sempre.

Agora com o lance do livro, essas coisas estão se tornando mais questionáveis pra mim, pois verei como realmente as pessoas me enxergam, e numa época boa, pois aos 25 anos de idade eu posso dizer que apesar de ter os meus momentos de menina de 15 anos que chora e expõe o nick no msn só pras pessoas perguntarem o que houve, eu quando necessário sei me comportar a altura de uma mulher estudada e muito mais experiente do que muita gente imagina.

É engraçado olhar pra tudo isso, saber de tantas coisas e ver de fora como a sua vida aconteceu e você nem percebeu. Ver o quanto na horas as dificuldades são gigantes mas quando vistas assim você lembrar que na época foi difícil, mas não acha que deva receber tanto mérito assim. Difícil explicar com clareza todo esse turbilhão de nostalgias gostosas e doloridas que uma coisas dessas causa na vida da gente.

De tudo que foi visto, lido, e relido, o que fica de verdade é uma emoção gostosa, uma vontade de chorar ao ver o quanto de pessoas maravilhosas passaram, e ficaram e ficam na minha vida até hoje. Ver que apesar de clichê, eu sou a única pessoa do mundo que tem moral para dizer que tenho a melhor mãe e o melhor pai do mundo. E que sou a pessoa mais rica desse planeta, porque dinheiro nenhum nesse universo pagaria a família e os amigos que eu tenho.

Se eu sempre quis saber de verdade quem eu sou, eu sou a pessoa mais feliz desse mundo, e porque não dizer que fui feita de mim mesma, e da mistura de cada pessoa que surgiu na minha vida pra me ensinar alguma coisa.

Como nada nessa vida é por acaso, mais um anjo especial entrou na minha vida pra tornar mais um sonho real, e me responder a pergunta que nunca se calou dentro de mim. De uma forma linda, nobre e que deixou meu coração lisonjeado de ter a minha história escrita e colocada assim, na vitrine.

Me atirava do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair.
Era lindo, mas eu morria de medo.
Tinha medo de tudo quase:
Cinema, Parque de Diversão, de Circo, Ciganos…
Aquela gente encantada que chegava e seguia.
Era disso que eu tinha medo.
Do que não ficava pra sempre.