Archive for novembro, 2006

Faxina e redecoração.

quarta-feira, novembro 29th, 2006

Por mais que saibamos que pensar demais faz mal e só torna o ser humano ainda mais louco do que ele já é, tem momentos que a cabeça exige uma faxina geral, e é preciso desencaixotar tudo e começar organizar o que presta e o que não presta.
Problemas com prazo de validade vencido vão pro lixo, uma amizade escondida no fundo da gaveta vem pra frente pra eu não esquecer de usar, e aquela que não tiro vai pro fundo pra eu não usar demais e acabar desgastando. Aquelas lembranças doloridas eu junto todas em uma caixa e tampo, coloco ao lado do lixo junto com o rancor, uma culpa de um erro que cometi e todas as palavras feias e doloridas que li, ouvi, falei e escrevi. Tudo pro lixo, chega de coisas ocupando espaço desnecessariamente.
Uma amizade que conquistei, mas que nunca me caiu bem vai fora também, com outra e mais outra, no lugar delas entram as novas que eu adquiri há pouco tempo e estou louca pra estrear. Um amor velhinho e surrado que eu usei até não dar mais merece uma reforma, é tingido, costurado e tão reformado que está de cara nova, com modelo completamente diferente e nem parece mais aquele.
Os planos conquistados eu olho com orgulho e junto com as emoções, as boas lembranças, os carinhos e demonstrações de afeto, tudo em uma caixa e guardo em cima do armário pra ninguém mexer, é meu tesouro. Desembrulho os novos planos, as metas, e coloco tudo a vista em cima das estantes pra que eu não esqueça de botar em prática todos os dias.
Com o tempo as coisas vão se ajeitando, pego um lustra móvel e limpo todas as amizades, os amores, os sorrisos que tenho com tanto orgulho. Respiro fundo e pego o lixo cheio de coisas que só ocupavam espaço e arranhavam meu coração e jogo em um lugar bem longe pra nunca mais ter que me preocupar.
Já envolvida com a arrumação, arrasto alguns móveis pra dar uma mudada na decoração. Coloco o armário das conquistas bem a vista, logo ao lado ponho uma estante com as amizades, outra com os grandes exemplos, e perto desses grandes exemplos eu coloco bem de frente pra mim, os novos planos e as metas. Organizando à frente os objetivos mais urgentes e atrás os que requerem tempo. Lembrando que a estante de novos planos e metas eu coloco à minha vista, mas ao mesmo tempo bem longe da vista de quem olha de fora, faço questão de manter certo sigilo sobre eles, mostro apenas para convidados de extrema importância na minha vida.
Agora com a “casa” arrumada, e a decoração toda diferente, eu relaxo e começo a me acostumar com toda essa mudança. Talvez demore pra eu me encontrar nessa organização toda, e pode ser que no decorrer dos dias ainda encontre algumas sujeirinhas que deixei passar durante toda a arrumação. Entendo também que as coisas novas ainda levam um tempo pra se modelarem a mim, mas com o tempo tudo se encaixa e a sensação de alívio após toda essa limpeza é maravilhosa.

Esse texto corre o risco de ser reescrito (acrescentado).

Lado Z – Leoni

terça-feira, novembro 28th, 2006

Leoni é ótimo pra chorar, sofrer e acreditar que o amor dói…Mas tem coisas bonitinhas até. De todas que ouço do Leoni, esse trechp de “Lado Z” me soou suave, gostoso e me traduziu.

Fiz uma lista sem fim
De como sem perceber
Você me deixa
Imensamente feliz

Não vou mostrar pra ninguém
Fica entre mim e você
Vai ser nosso greatest unhits
Nosso lado Z

Nessas horas…

sábado, novembro 25th, 2006

Nessas horas, até SNZ acaba fazendo a cabeça. Que brega.

Se eu pudesse te encontrar
Se eu pudesse não me emocionar
Se eu pudesse estar errada
Em dizer que sou apaixonada

Se eu pudesse ir sem medo
E pudesse contar meu segredo

Lembrando o título deste blog.

quinta-feira, novembro 23rd, 2006

Briguei com minha mãe, não tem desculpa e é bem verdade que eu sempre acabo sendo injusta e egoísta nesse assunto. O motivo exato eu pra ser sincera nem sei mais, não lembro como começou e nem porque. Mas ela eu sei que deve saber, e não deve esquecer de nenhuma das minhas frases pesadas e gritantes que soltei da boca pra fora. “É nessas horas que dizemos o que realmente sentimos”, discordo completamente e sei o quanto dói ser assim, falar sem pensar e machucar pessoas amadas.
E foi isso, razão eu não tenho nenhuma, mas motivos eu posso até dizer que tenho alguns talvez, mesmo assim nada que justifique essas minhas atitudes idiotas de falar merda pra quem menos merece ouvir. Mas e daí né?! Se eu falo, assumo, mas o que é necessário fazer, que é calar, eu acabo nunca fazendo. Sempre incapaz de segurar essa minha maldita mania de dar “piti” com as pessoas, nas horas e pelos motivos mais errados do mundo.
Quando vi, já foi. E como um passe de mágica o clima já está todo horrível, pesado, ela brava ali, eu chorando daqui e tudo parece não ter nenhuma solução à vista. E pedir desculpas de novo, tentar justificar, seria fácil pra mim, e difícil dela aceitar. Então me fecho em minha insignificância e abaixo a cabeça rezando baixinho e egoistamente pra que isso tudo passe logo, e ela volte ser aquela mãe boazinha, calma e terna, que ela é.
Estou em um momento horrível, e ao mesmo tempo maravilhoso da minha vida. É tempo de conquistas, de ver as coisas se concretizando, realizando. E quando lembro disso, vem na minha cara o quanto nojenta eu sou, porque se tudo está realizando, é graças a ela, e eu que não passo de uma covarde que só pensa em sair, ouvir música e pensar em amores impossíveis. E eu ainda ajo com tamanha estupidez. Parece obvio, mas como mudar um defeito que você mesmo sente nojo?!
Mas enfim, voltando ao momento maravilhoso, de realizações, de passeios, conversas e planos, é pra mim uma das melhores fases da faculdade, já que como eu comentei, só penso em passeios, conversas e música.
Paralelamente me vejo em um momento confuso, é um medo misturado com ansiedade, uma coisa que chega dar até uma certa tontura emocional. Depois que acabou, o que acontecerá?! E os planos?! E a minha vida como uma tetraplégica formada, desempregada, com pais velhos e dificuldades até pra comer e coçar o nariz?! O que vai ser de mim depois do dia 10 de Fevereiro de 2007?! E isso acarreta pra aqueles pensamentos mais macabros, o que vai ser de mim sem meus pais, se caso um dia isso acontecer?! O que eu devo esperar da vida se quando olho pra frente não vejo nenhuma certeza?!
Tudo isso acaba deixando minha mente em parafuso, e eu não sei se devo chorar, me apavorar ou sei lá o que. Com medo, trato de mudar o pensamento, arranjo o que fazer e ainda ligo música, já que pra mim sempre acabo me escondendo atrás de uma música alta, pra num deixar espaço para o pensamento.
Pra completar, me apaixonei. Me apaixonei e sem que eu possa entender ou controlar eu só vejo essa “coisa” aumentar dentro de mim avassaladoramente. Faziam exatos 3 anos que eu não sentia algo como estou sentindo agora. E de certa forma, é igual antes. E eu já nem lembrava que era assim que as coisas funcionavam.

A continuação desse texto é impublicável, sinto muito :( .

Dave Matthews Band – Fool To Think

quarta-feira, novembro 22nd, 2006

Look at me dreaming of you
Olhe para mim, sonhando com você
All I could hope is to have you
Tudo que eu podia querer é te ter
To have you walking with me
Ter você andando comigo
Laughing so in love, we two
Rindo, tão apaixonados, nós dois
Almost drunkenly
Quase bêbados
I did imbibe of this
Eu fiquei bêbado disso
Fantasy of you and me
Fantasiar com você

Was I a fool to think?
Fui um bobo por pensar?
The way you looked at me
A maneira que você olhava para mim
I swear you did
Eu juro que você fez
But you looked away too quick
Mas você desviou o olhar tão rapidamente
Was I a fool,
Fui um bobo?
was I a fool to think
Fui um bobo por pensar?
hat you would take me home
Que você me levaria para casa
As if I was yours
Como se eu fosse seu
Was I fool to think it all?
Fui um bobo por pensar assim?

Da mudança, do susto, do medo, do coração.

domingo, novembro 19th, 2006

Eu não sei o que aconteceu comigo nesses últimos dias, e essas coisas acabam no fim das contas me deixando verdadeiramente preocupada.

Tenho 25 anos e já passei na vida coisas que muita gente vai viver pra caralho e nunca vai viver, e eu tenho honra disso, porque eu posso ter sofrido pra caralho, mas eu também tive felicidades, carinho e amizades que eu sei que é pra poucos. Sou uma premiada na vida, e sei disso.

Mas acho que meu coração tem um problema sério, ou então sou que sou uma tremenda idiota, e como muitos acham eu tenho experiencia de 14 ou 15 anos nesse quisito. Me apaixono pelos melhores caras do mundo, e isso ninguém pode negar, porque de todos que gostei nessa vida, eu tenho contato bom até hoje, e alguns eu posso dizer que se tornaram verdadeiros irmãos. Mas, de fato minha experiencia não é das melhores, eu nunca beijei, nunca tive um relacionamento, nunca nad disso, mas vivi e senti coisas que, às vezes podem ter trazido os maiores aprendizados. Porque na vida, tudo rola pra que você aprenda algo, e eu?! Será que aprendi mesmo, ou sou uma retardada do caralho que não aprendo porra nenhuma?!

O fato é, de repente como um furacão e sem o menor sentido, explicação, eu me sinto completamenta atraida por um rapaz “daquele jeito” que eu sempre gosto. Alguém com as qualidades de sempre, com os quisitos esenciais porque se tem as principais caracteristicas, o resto faz parte mesmo. Mas foi de repente, um amor que durou pouco mais de três anos, de uma hora pra outra murchou como bola de gáz no final de aniversario, que fica ali pequenina, mas continua mesmo você sabendo que a tendência é da próxima vez que olhar ela já estar vazia.

Não estou amando, não é algo eterno, verdadeiro e “puro” como o amor bonito que cultivei anteriormente, mas é algo forte, algo que se o destino quisesse, caminharia com facilidade para isso. Voltei a escutar musiquinhas romanticas, voltei a pensar, a sentir o coração acelerado, a mão fria, e aquela vontade sufocante de ver, falar, ouvir, saber. Eu voltei a estaca zero, sem conhecer muito mas gostando do que conheço, estou engatinhando novamente e, as mãos ainda escorregam no chão porque os braços e as pernas ainda não têm força. Mas que de fato criança quando começa andar é um perigo, todo mundo sabe.

O foda de toda essa história, é que assusta. Assusta o fato desse acontecimento radical, assim sem nem ter tempo de respirar e tomar consciência das coisas. Me assusta pensar que isso possa mesmo crescer e a história toda se repetir, e assusta tanto que eu já nem sei mais de quem é a culpa. Já não sei se sou uma idiota, ou se esse tipo de coisa realmente não pede licença e quando a gente repara o crime já está feito.

E dá medo. O medo de deixar de sentir um sentimento tão bonito, a despedida do que já era de costume, já estava resolvido, digerido, tranquilo e delicioso como é. Medo de estar preciptando e isso acabar desenrolando, medo de estar criando, mesmo sabendo que não se trata disso e justamente por esse motivo dar mais medo ainda. O medo da decepção, daquela dor que eu jurei nunca mais sentir. Eu tenho medo mesmo de começar tudo novamente e medo mais ainda de estar cega e vendo tudo tão perfeito, medo do exagero, do da possessividade, ciumes, obcessão e toda aquela coisa que só machuca a gente. Eu tenho medo principalmente do pouco tempo que resta, e se depois até onde isso vai continuar.

Hoje, eu só queria entender porque? Porque agora e assim? O que eu devo e como fazer? Onde e como isso vai parar? Existe como evitar? Se sim, como?

E enquanto “nada sei”, vou vivendo como há de ser, e mesmo a vontade de falar sobre isso não acabar nunca, é preciso calar pra não sair nenhuma merda, porque isso eu vou fazer diferente dessa vez.

PS: Se tiver erros de português foda-se, meu coração não liga pra gramática.

Trabalho de escola.

sexta-feira, novembro 17th, 2006

Estamos na época da tal consciência negra e, apesar de achar todos esses movimentos meio idiotas, eu devo dizer que acabei sendo “cobaia” de um trabalho escolar de um amigo, e resolvi então postar o questionário que tive de responder em plena 1h30 da madrugada. Mas já vale um pouco pra expressar aqui, a minha opinião.

1) Numa sociedade totalmente voltada para os padrões estéticos de beleza, aonde meninas morrem para conseguir um corpo perfeito, que daqui a alguns anos já não terá tanta importância, o que você tem a dizer sobre isso?

Bom, esse assunto está no auge agora que morreu uma garota de 21 anos, de anorexia. Acho que tudo isso é muito mais grave do que é mostrado pela mídia. Milhares de pessoas se matam internamente por causa de preconceito, se escondem, se excluem. Tem coisa pior que ter vergonha de si mesmo?!
Enfim, acho que o preconceito, como o nome já diz é um conceito antecipado, já passou da hora de ser abolido.

2) Você acha que realmente o preconceito algum dia acabará? Temos relatos de preconceitos de todos os tipos, desde quando Cabral chegou ao Brasil, isso há mais de 500 anos.

É pesado dizer que acabará, mas posso dizer que já está melhorando bastante. Precisa que as pessoas se mostrem mais, se aceitem, para que os outros possam se acostumar melhor com a diversidade.

Feio isso né? Não deveria precisar disso, mas é o que precisa.

3) O preconceito contra especificamente o deficiente, é mais ‘pesado’ no Brasil ou os outros países são mais leves e até ajudam e equipam os lugares para atender a todas as pessoas? Podemos afirmar que esse pré- conceito existente no Brasil é cultural?

Como eu disse na resposta anterior e posso até aprimorar agora, é preciso que não só o deficiente, como os gays, lésbicas, negros, gordos, magros, se aceitem antes de qualquer coisa. Se aceitando, é preciso que as pessoas vão às ruas e apareçam, pra que isso se torne mais comum.

4) Você já teve preconceito para com outras pessoas? Em que sentido?

Já, talvez eu ainda tenha um certo “receio” até hoje, mas meu preconceito quando eu era mais jovem, era com pessoas que fumavam e/ou bebiam.

5) Você tem algum preconceito que não conseguiu quebrar?

Acredito que não tenho preconceitos, talvez tenha mas no momento nada me vem a mente.

6) Podemos afirmar que o racismo existe não só da parte das pessoas brancas, mas também das negras? Usar aquelas camisetas 100% brancos ou negros, é uma forma de excluir alguma raça?

Bom, eu sou terminantemente contra essas causas. Não gosto de “dia do negro”, “semana do deficiente”, “parada gay”, etc. Se a pessoa quer tanto ser igual, ela não precisa de dias, movimentos, camisetas, pra se reafirmar.
É interessante porque é um dia de luta maior, mas se formos nos aprofundar nessa idéia, não deveria ser preciso nem haver as lutas.

7) Nos EUA, como todos sabemos, os bairros são separados. Existe um bairro para cada tipo de pessoa. Bairros para negros, americanos, hispanos, italianos, chineses, gays, lésbicas, etc. Você acha que as pessoas conseguem viver em paz, aonde são excluídas e só podem se relacionar com pessoas do mesmo gueto?

Sou terminantemente contra esse tipo de conceito, divisão.

8) Fale resumidamente sobre você; aonde quer levar o seu jornalismo, juntamente com a sua palavra e aonde deseja chegar?

Espero com essa ferramenta, com esse dito 4º poder, conseguir pelo menos um pouco de igualdade entre as pessoas.

9) Sabemos que, quem sofre preconceito diariamente já ouviu diversos julgamentos e palavras que não gostariam de se escutar. O que um ‘ser humano’ já falou pra você, que realmente você pensou em desistir? No sentido mais amplo da palavra.

Acho que graças a Deus eu sempre fui criada com pessoas especiais ao meu redor (família, amigos…) e esses “seres humanos” nunca me derrubaram de verdade, mas meu ponto fraco, é a deformidade bucal que tenho.

10) Algum parente, amigo ou até mesmo alguma pessoa desconhecida de você, já te disse de animador, alguma frase, algum recado, que a pessoa necessitou dizer pra você e isso te ajudou bastante?

Aquele velho ditado popular né, “por fora bela viola, por dentro pão bolorento.”

11) Quando você é rotulada, você repensa naquilo, deixa passar ou tira alguma lição e cresce como ser humano?

Depende do rótulo, do momento, do meu estado de espírito. Crítica construtiva é sempre bem vinda, mesmo que seja dolorida.

12) Os diversos preconceitos existentes no mundo, são uma forma de lição? De nós dizer: Pelos menos estamos vivos! – Alguém notou que sou igual, diferente, parecido com alguma coisa.

Preconceito é algo inútil, mas quem sabe tirar uma boa lição das coisas, aprende que ser diferente é fascinante.

13) Grite para os surdos desse mundo, alguma mensagem sobre pré-conceitos que são estabelecidos por um sistema totalmente voltado para o padrão imposto por uma sociedade.

As pessoas cultivam muito a estética e a conta bancaria e estão esquecendo do nosso tesouro principal, que é o nosso caráter, dignidade, felicidade e a amizade.
Sem precisar ir longe, a política brasileira e essa guerra dos norte-americanos são as provas que já perdemos o conceito de ética, um dos principais conceitos humanos.

É isso aí, eu graças a Deus tenho amigos de todas as cores, raças, jeitos, interesses, etc… Porque pra mim, nada mais fascinante na vida, do que a diversidade humana.

Alceu Valença – Tesoura do Desejo

terça-feira, novembro 14th, 2006

É mesmo incrível como nossas vidas têm sempre uma trilha sonora. A que vale para o momento atual é nada mais que Alceu Valença e a música “Tesoura do Desejo”. E olha que eu nem cortei o cabelo ;)!

“…Quando eu atravessava aquela rua, morria de medo
De ver o teu sorriso e começar um velho sonho bom
E o sonho fatalmente viraria um pesadelo
Ali, bem mesmo em frente a um certo bar..”


Só pra avisar, o comentário se faz sempre acima do post, ok?!
😛

E tenho dito.

Recesso…

segunda-feira, novembro 13th, 2006

Peço desculpas pela falta de criatividade, estou com a cabeça confusa, colocando pensamentos, sentimentos e ideais em ordem. Prometo compensar após essa reforma rápida (espero) e explicar um pouco melhor o que está acontecendo, assim que eu conseguir compreender.

E a gente não vai saber, ainda, se dessa vez valeu. Ninguém vai saber, nunca. Não dá para adivinhar quando ela sente e quando ela finge e quando ela simplesmente não tem controle do que passa por ela turbulento ou calmo.
Mas vale à pena – pra ela, pra mim e pra você – olhar direto e sempre pra frente. Vale à pena fechar os olhos para o que não serve e abrir assim, só quando der mesmo vontade. Vale à pena agredir as morais questionáveis da vida e, definitivamente, não passar vontade. Valeria à pena, inclusive, se empenhar em algum final bonito, poético e pensável para esse texto. Só que eu acho que para ela, às vezes, falta vontade.
E chame egoísta se quiser, mas acho que muito certo faz a pessoa, de guardar o motivo dos seus sorrisos, só para ela.

Incrível como alguns poetas, mesmo que “anônimos”, dizem exatamente o que estamos querendo dizer, com todas as vírgulas e pontos finais.

Um beijo especial pra melhor mãe do mundo. Que hoje, 13 de novembro, está fazendo mais um aniversario. Prometo algo melhor assim que for possível, porque nós ainda temos a eternidade!

Do ódio.

sábado, novembro 11th, 2006

Inspirado em um amigo, mas que serve para outros também.

Eu te odeio só porque você entrou na minha vida, e agora não tem como tirar.

Só porque você mora longe, e eu aqui morro de saudades.
Só porque quando preciso de um abraço seu, eu não posso ter.
Só porque quando eu saio com os amigos, sempre falta você.
Só porque quando quero seu cafuné, eu não posso ter.
Só porque quando eu preciso conversar, eu tenho que escrever.
Só porque quando procuro seu olhar, eu não consigo ver.
Só porque quando eu quero compartilhar, você não está aqui pra ver.
Só porque quando eu quero te ouvir, eu preciso gastar.
Só porque quando eu estou feliz, você não está aqui pra dividir.
Só porque quando eu preciso chorar, você não está aqui pra secar.
Só porque quanto mais eu tento te odiar, mais eu passo a te amar.

Por essas e outras, que eu te odeio tanto.