Archive for dezembro, 2006

Caetano é Rock.

segunda-feira, dezembro 11th, 2006

Indiscutivelmente Caetano Veloso é rock, é dance, é pop.
Após assistir um show dele que arrasava na época da tropicália com seus “balagadans” e seu cabelão, não tem como duvidar que hoje o Caetano seja o verdadeiro “tiozão” da música brasileira.
De calça jeans, camiseta pólo, uma jaqueta jeans e seus cabelos ralos e grisalhos, Caetano Veloso faz o seu show inteiro sem parar quieto um segundo. Parece até que o baiano tem siricutico no fubá. Ele pula, dança, rebola e corre pelo palco o tempo inteiro, com um jeitão meio desengonçado, mas de quem acredita piamente que está em pleno movimento rock´n roll.
O show é simples, com cenário simples e sem nenhum efeito extraordinário, apenas aqueles bem feijão com arroz jogo de luzes coloridas ou algumas vezes picantes tipo discoteca. Com ele no palco, um baterista, um guitarrista e um baixista que arrisca em um teclado em determinados momentos do show. Nada de super orquestras, de grandes produções e de músicos que tenham anos de estrada. São bons músicos, mas jovens, principalmente se comparar ao nosso sexagenário.
O baiano conversa com o público após a terceira música, mas interage o tempo inteiro com gestos, sorrisos e olhares. Agradece o tempo inteiro e brinca com alguns acontecimentos, com os gritos das fãs mais acaloradas e conta causo antes de tocar violão.
Pra mim, particularmente falando, Caetano deixou a desejar no repertório. O músico foi infeliz em escolher músicas estrangeira para intercalar com as canções do seu novo CD, “Cê”. Imagino que os jovens que gostam de Caetano são frutos das histórias que ouvem dos pais, sobre a música na época da ditadura. Se eu pudesse aconselhar humildemente, eu sugeriria o clássico “Alegria, Alegria”, “Tropicália”, “Partido alto”, entre outras desse estilo.
Outra crítica, é em relação ao “bis”. Mais uma vez Caetano insiste na música estrangeira, e depois repete a música que já foi tocada durante o show e que inclusive é a música de trabalho; “Odeio”. Novamente o cantor perdeu uma oportunidade de proporcionar ao público, um momento de nostalgia.

No mais, é um show que pra quem gosta de música em geral deveria assistir. Pela música, pela história, por ser Caetano Veloso. E eu, assisti por todos esses motivos, e para aumentar o meu conhecimento. Entre outros diversos shows que já assisti (adoro shows!), já vi Chico Buarque, Ana Carolina, Djavan, Marisa Monte, e agora Caetano Veloso.

Ainda ouço essa música… Preciso dizer algo sobre ela?!

… Amor mais que discreto
Que é já uma alegria
Até mesmo sem ter o seu passado, seu tempo
O seu antes, seu agora, seu depois
Sem ser remotamente
Sequer imaginado
Por qualquer de nós dois

Mas você é bonito o bastante
Complexo o bastante
Bom o bastante
Pra tornar-se ao menos por um instante…

Quando nada dá certo.

quinta-feira, dezembro 7th, 2006

Sempre tem aqueles dias que o melhor mesmo é desencanar e deixar que os tiros sejam dados, e tentar ao máximo não se aborrecer. Mas como isso quase nunca dá certo, chore, sofra tudo que tem de sofrer e relaxa que no dia seguinte as coisas melhoram.

Meu relato começa com a noite anterior que, eu já tinha programado pra dormir relativamente cedo, acabei ficando até 5h da manhã pensando coisas inuteis, ouvindo músicas péssimas e ainda me irritando com a pauta de umas conversas.
No dia seguinte, com o desanimo da madrugada virtualmente trágica que tive, acabei acordando às 14h a lá Cazuza em “Bilhetinho Azul”. Por conta disso, todos os planos acabaram não dando certo:

* Não arrumei meus CDs
* Não gravei as músicas em CD.
* Não fui à faculdade
* Não fui ao cinema.

Mas nos 45 minutos do segundo tempo tive boas notícias que me fizeram alegre, e além de tudo ainda consegui dar algumas remadas e tomei atitudes que se Deus quiser darão bons (ótimos) resultados em breve.

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos
Que notícias me dão de você
Sei que nada será como está
Amanhã ou depois de amanhã
Existindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã

Oswaldo Montenegro – A Lista

quarta-feira, dezembro 6th, 2006

As coisas simples, e as vezes óbvias, com uma voz sedutora, é realmente uma perfeita combinação.

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Obrigada Oswaldo Montenegro, obrigada Thaís Pacheco, obrigada meu bom gosto!!!

Finalmente: TCC.

domingo, dezembro 3rd, 2006

Não vou negar que nos três dias que antecederam este sábado (02) eu passei um pouco mal e senti um tanto de ansiedade. A cabeça realmente dá uma oscilada entre a calma e o nervosismo, tinha horas que não parecia que já estava chegando, e horas que dava até uma certa ânsia de vomito, por causa do nervoso.
Na sexta, algumas decepções me fizeram pensar se as pessoas sabem a importância de algumas coisas. Senti indiferença de pessoas que eu esperava ter mais atenção e preocupação, e foi então que fui dormir cedo com aquela velha coisa de que o importante é mesmo você não esperar nada de ninguém. É, talvez o meu egocentrismo realmente seja maior do que eu imagino.
Mas naquele sábado eu esqueci de absolutamente tudo, e decidi que nada mais me afetaria assim. Acordei segura e no primeiro toque do despertador. Me arrumei com toda a calma do mundo e fui pra faculdade como quem vai sabendo exatamente como e o que vai fazer.
Chegando lá a ficha começou a cair, bateu até um friozinho na barriga, mas em poucos minutos depois que cheguei, comecei a receber carinho de gente que um dia cheguei até acreditar que não ia com a minha cara. Gente que não foi pra ficar, mas passou pra abraçar. Gente que eu nem considerava mais e apareceu sem eu chamar. Gente que eu nem pensava e foi logo pra não perder nada. Teve até gente que chegou no meio, gente que chegou no fim, mas que fizeram questão de marcar presença fosse como fosse.
Teve também os que não foram, mas ligaram. Os que mandaram torpedo e os que de alguma forma fizeram questão de lembrar e desejar os votos de boa sorte.
Teve um em especial, que eu não esperava, que vem de longe, e que chegou de surpresa. Um alguém que sem nada disso sempre foi muito especial pra mim, e que me surpreendeu de uma forma tão especial que até me deixou sem nem ter palavras pra agradecer. Alguém que é do caralho e que não é atoa que é meu sócio.
Toda essa manifestação de carinho, e essa responsabilidade de mostrar pra alguns o quanto eu sou capaz, me deram uma segurança inexplicável. As palavras surgiram como um passe de mágica, a perna não doeu, o bumbum não doeu e nada saiu errado.
Comecei com a palavra, abrindo a apresentação e dando uma breve explicação de como seria o formato do vídeo. Após rodar o vídeo, eu voltei novamente com a palavra, explicando um pouco da parte de produção e assim foi intercalando entre eu e a Carla, cada uma dando uma explicação de cada tópico sobre como foi feito o nosso trabalho.
Depois da nossa apresentação, foi a hora da banca, composta por três professores, fazer as críticas necessárias sobre nosso vídeo, tema e relatório. E, modéstia parte, que modesta eu nunca fui mesmo, não houve nenhuma crítica. Nada relevante como foi visto nos outros TCCs. Foram feitos muitos elogios (eu sempre disse que era foda, mas ninguém acredita né? rsrsrs…), algumas sugestões interessantes e outras que fiz questão de nem considerar, mas deixa quieto.
Momentos de elogios foram realmente emocionantes, e só quem estava lá pode saber que eu não estou mentindo e nem me gabando atoa :P. Mas pra variar eu não consegui fazer minhas glândulas lacrimais funcionarem e acabei me passando, para os amigos, por fria e pior, por mimada! Mas tudo bem :D.
Depois que terminou toda aquela coisa da banca dar o parecer, depois se reunirem e darem a notícia que estávamos aprovadas, nós recebemos carinhos e abraços das pessoas lá presentes, tiramos algumas fotos e viemos para uma festinha aqui em casa.

A festa

Festa aqui em casa praticamente já faz parte da minha vida, graças a Deus, e uma ocasião como essas é que não poderia faltar. E foi mesmo uma delícia depois da “tensão”, poder debater tudo com a galera e ainda poder jogar uma conversa fora.
Além de tudo, acho que eu não sobreviveria sem os meus amigos. Se existe ONG de dependência dos amigos, eu preciso entrar urgente! Mas então, eu sou tão viciada nos amigos, que toda oportunidade que eu tenho de “dar uma esticadela” pra poder ficar com eles, pode ter certeza que eu farei.
Nós demos muitas risadas, muito carinho e cumplicidade, mesmo estando ali pessoas de diversas formas, lugares e maneiras diferentes de pensar. Pude curtir os meus amigos de Sampa que eu estava radiante com a vinda deles, pude aproveitar o pessoal da faculdade que mesmo sabendo que não precisa ser e não é uma despedida; eu já sinto uma saudade foda, e por fim aproveitar aquelas pessoas que sempre estiveram e que nunca vão faltar em nenhum acontecimento da minha vida.
Essa brincadeira rendeu muitas coisas e acabou um pouco mais de 23h30, mas eu não parei mesmo assim, porque a Dona Luara não queria dormir de jeito nenhum, e ainda cismou que queria a atenção e o carinho da titia Iza, tem coisa mais gostosa pra se terminar o dia?!

Outros comentários e sensações, eu me dou o direito de ser egoísta o suficiente para guardar só pra mim. :)

Na sua estante – Pitty

domingo, dezembro 3rd, 2006

Às vezes a gente se surpreende… mas faz parte da brincadeira de viver.

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
‘Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E, eu volto com o lado bom da história.

Quando a gente fica assim

sexta-feira, dezembro 1st, 2006

Quando a gente fica assim, apaixonadinha, parece que todos os versos e poemas dizem respeito ao que estamos sentindo. Todas as historinhas lembram em alguma parte a história de você e ele. Mesmo que vocês na verdade não tenham história nenhuma. A não ser naquela sua fantasia que você pensa durante tantas horas do dia, que chega até acreditar nelas.
As músicas românticas ficam muito mais interessantes e muitas delas dizem exatamente o que você gostaria de falar, mas você já tem experiências o bastante pra saber de cor o que isso tudo poderia causar. Então você decide deixar que os poetas e cantores digam por você, e bem baixinho. E é nessas horas que Lulu Santos tem toda razão quando diz “…gosto tanto de você que até prefiro esconder…”, e Cazuza precisa ser mantido a distancia.
É nessas horas que resgatamos do fundo do baú Rani G, Tati Bernardi e Fernanda Mello, com aqueles textos que você tinha prometido nunca mais reler, porque sua fase romântica havia saído pra nunca mais voltar.

Tá bom então… Bobo foi quem acreditou.

” Na época ela mal conseguia diferenciar aquele rapaz de todos os outros e, pra falar bem a verdade, ela só percebeu de quem se tratava dia desses, quando começou a fechar seus olhos antes de dormir e percebeu que a imagem dentro do escuro debaixo das pálpebras dela, era dele. ”
[Rani Ghazzaoui]