Archive for janeiro, 2007

Quando eu surpreendo a mim mesma.

domingo, janeiro 28th, 2007

Que a gente está mudando sempre é mesmo um fato não muito desconhecido. Mas que é bacana quando a gente chega em uma certa fase da vida que começa a perceber de fato as mudanças ocorridas dentro da gente, isso é.
Parece que estou sempre de olhos vidrados em tudo que acontece ao redor, mas de rabo de olho sempre olhando pra mim mesma, pro meu próprio umbigo e sempre que a mente pára [mesmo que seja em meio a um show] eu acabo me auto-analisando.
Já passou da época que eu nem tinha noção das minhas atitudes e que não tinha consciência de que estava e do que eu estava vivendo. Hoje parece que um lado de mim vive, e o outro assiste de fora e acompanhando como uma novela, toma consciência de que estou viva, e fazendo e sentindo coisas.
Hoje eu me sinto como quem assiste sua própria vida, e que fica feliz quando algo bom acontece com eu-personagem e chora junto com alguma coisa de ruim. E o mais interessante é que tem vezes que só a eu-personagem chora, e outras que só eu-platéia chora.
Deu pra entender?! É, eu sei que é bastante confuso sim, mas interessante, e aposto que não estou louca e que algumas pessoas devem sentir o mesmo sintoma.
No final das contas, eu sei que assim eu vou tomando consciências das coisas e me policiando mais e melhor das atitudes e das coisas que faço. A eu-platéia julga a eu-personagem e diz que deveria ter sido mais tolerante, ou mais simpática e também vibra quando a eu-personagem toma uma atitude bacana, e surpreende-se quando por sua vez a eu-personagem ousa ou toma alguma atitude que não seria de seu feitio.
Enfim, com tudo isso eu tenho notado as coisas com mais clareza e, de certa forma sabendo melhor quando eu posso e devo ter controle sob meus atos e quando algo é natural e que não adiantaria perder tempo nem sofrer lutando por algo que está fora do meu controle.
Mas não, eu não descobri o segredo da vida. Apenas acontece que, esporadicamente as coisas se renovam e eu vou aprendendo a viver melhor até a próxima estação. Onde tudo muda novamente, se renova e se readapta a viver.

Esses dias eu notei que aquela menininha que não pronunciava nenhuma palavra, nem mesmo quando era incentivada, que com o tempo aprendeu a falar com os mais próximos, depois em público, hoje fala com desconhecidos e está tão mais disposta e de portas abertas a conhecer novas pessoas sem a velha mania de achar que ninguém é bacana até que se prove o contrario, que hoje sorri para tudo e todos na rua na intenção de mostrar sempre sua melhor foto, já que a primeira impressão é a que fica.
E foi assim que outro dia ela entrou de gaiato em uma conversa, fez brincadeira onde não foi chamada e acabou conversando com gente nova. Que se um dia ela os encontrar na rua, irão parar pra cumprimentar e perguntar como vai a vida. Pela primeira vez ela foi simpática por livre e espontânea vontade.

Suavidade que inspira

segunda-feira, janeiro 22nd, 2007

Estou borboleta, né?!
Pois é, às vezes sinto uma paz e um êxtase tão grandes como se fosse primavera, a estação em que as flores se abrem, e eu sinto que sou uma borboleta admirando essa sábia natureza que ri, que chora e que nunca deixa de ser bela.
A inspiração boba e essa sensação de frescor vem da música delicada de Bebel Gilberto, que vem trilhando meus dias e trazendo mais suavidade ao meu coração.

“…Quando vi pelas ruas passar
Eu fiquei sem poder nem falar
Porque você estava tão lindo de se ver
Como na foto que me encantou…” [Foto de Formatura – Bebel Gilberto]

“Ando tanto tempo a perguntar
Porque esperar tanto assim de alguém
Percorrendo espaços no mesmo lugar
Não sei a quanto tempo estou a te buscar…” [Tanto Tempo – Bebel Gilberto]

“…Rimas fáceis, calafrios
Fura o dedo, faz um pacto comigo
Um segundo seu no meu
Por um segundo mais feliz…” [Mais Feliz – Bebel Gilberto/ Cazuza/ Dé]

“…São tantos céus
Tão diferentes
Que nunca sei
O meu lugar
Me encontro sempre olhando
Perdida no ar…” [Céu Distante – Bebel Gilberto]

Borboleta

sábado, janeiro 20th, 2007

O peso da alma e supervalorização do supérfluo acabou me transformando nesses primeiros quinze dias de Janeiro em uma pessoa desagradável, até que aos poucos comecei a notar que eu estava vivendo a minha fase de lagarta.
Tudo parecia angustiante, complicado e é como se os meus objetivos estivessem todos dentro de um mesmo nó e eu com o peso e a lerdeza de uma lagarta os visse ali e não conseguisse desenrolar. É angustiante você ver, saber, querer e uma força maior [ou fraqueza] impedir que as coisas comecem a fluir, a dar os primeiros e mais difíceis passos.
Ainda como lagarta, me esqueci a beleza que guardava dentro de mim, e passei a me achar feia, desacreditada e o que é pior ainda; muito mal amada por todos e por mim mesma. Passei a me sentir aquela coisa gosmenta que caminha devagar e morre a qualquer sal que se jogue em cima. Ainda bem que o sal, ninguém jogou.
Hoje estréio esse layout feito pela Celly, como uma homenagem a minha mudança, como prova da minha primeira transformação de lagarta para borboleta, do ano. Porque se tem uma coisa que estamos sempre fazendo em nossas vidas é essa transformação. Borboletas têm vidas curtas e é por isso que sei que durante os 365 dias de 2007 ainda terei muitas vezes os meus momentos de lagarta e os momentos de voar como borboleta.

Agora me dê licença, porque se criei asas eu preciso voar.

Da leitura.

quarta-feira, janeiro 17th, 2007

Leitura sempre foi um grande problema nesse nosso País. Além daquela velha informação do grande número de analfabetos, tem também aquela massa que sabe se virar na leitura, mas não se encaixa como um leitor de livros, revistas e jornais.
Apesar da grande dificuldade física para leitura, eu sempre me interessei por isso, mas nunca como eu gostaria. Acho lindo pessoas que dizem ter lido tantos autores. Mas no inicio eu lia gibis, depois com a boa vontade e ajuda da mamãe cheguei a ler alguns livros de criança e depois de jovem, mas nada que me fizesse ter orgulho, de ter o dom da palavra, e de poder citar alguns grandes nomes nos meus textos.
Com a tecnologia e um pouco de coragem visual, passei a ler alguns livros pelo computador, assim não precisaria de ninguém virando as páginas pra mim. Comecei lendo sites de textos, poesias, críticas, e acabei chegando em livros completos no formato PDF. Comecei bem mal, li quase todos os textos de Paulo Coelho. Mesmo odiando os primeiros que eu acabava, fui lendo todos pra descobrir o porquê da fama do cara, e ainda não entendi até hoje.
Indicada por uma amiga a assistir o filme “Um amor pra Recordar”, e fiquei completamente fissurada, até que a Anne me indicou o livro referente a história do filme, me contou que era mais detalhado e um pouco mais trágico. E imediatamente eu me coloquei a buscar o livro, até que meu amigo Dalarte acabou achando pra mim. E devo dizer que realmente foi um dos livros que mais me prenderam. Tudo bem que é uma historinha romântica e que talvez hoje não me chamasse a mesma atenção da época, mas eu amei e me marcou bastante.
Depois deixei meu lado menina aflorar e li algumas páginas de Clarice Lispector, Cecília Meireles e entre outras poetizas que traziam o romantismo a tona e me faziam sonhar acordada. Mas não era isso que eu queria ainda, queria mesmo era algo que me fizesse pensar um pouco e que realmente mudasse algo na minha vida. E, influenciada pela minha mãe, dei uma folheada em “A arte da Felicidade” de Dalai Lama, que me foi de muita serventia em diversos campos da minha vida.
Depois de um bom tempo dando férias a leitura e me dedicando apenas à faculdade, entrei na onda e li Código DaVinci. Gostei muito porque o assunto muito me interessa, sem dúvidas disparadamente melhor que o filme, mas isso era previsto devido a riqueza de detalhes.
Fiquei um tempão querendo ler “Heróis de verdade”, do Roberto Shinyashiki, mas nunca achei o livro dele na internet e realmente fazer minha mãe ler pra mim é bem complicado, principalmente porque ela não teria tempo. E acabei lendo alguns outros livros que nem me lembro o nome e que não me prenderam, mesmo que minha insistência fosse grande.
Com o TCC, acabei lendo bastante texto sobre técnica de TV, li um pouco sobre leis, mas livro mesmo que eu li inteiro para o TCC foi “Feliz Ano Velho”, e “Minha Profissão é Andar”, dois livros que descrevem sem pudor, as dificuldades, as sensações e as vantagens de ser deficiente. Coisas que nem eu sendo uma deficiente, tinha parado pra analisar. Bem interessantes e que foram bons pra minha bagagem.
Agora que acabou a faculdade, acabei me excedendo com medo do tédio, e além de já ter terminado o “Noites Tropicais”, de Nelson Motta e cedido por e-mail, por ele mesmo, estou agora lendo paralelamente “O Canto da Sereia”, também de Nelson Motta, Ponto de Mutação de Fritjof Capra e que acabei me interessando em ler após assistir o filme, e ainda comecei recentemente “O Lobo da Estepe”, de Hermann Hesse.

Agora resta ver onde isso tudo vai dar, mas essa mistureba já tem dado bons resultados, isso eu posso afirmar.

* Quem tiver uma dica, fique a vontade.

Musicando a vida.

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

Pois é, tal da vagabundice me resultou nisso.
Comecei analisar a minha vida musical e consegui perceber bastante coisa, inclusive que além do velho ditado “errando que se aprende”, vejo ainda que tudo tem a sua fase certa, e passa, muda, renova.
É incrivel a quantidade de músicas que ouço por dia aqui em casa! A tarde inteira, tirando os momentos de comer, ganhar carinho, receber visitas, tomar banho, atender telefone, ver algum programa na tv (geralmente relacionado a música), etc. Nas viagem recorro ao IPOD, nos trajetos pela cidade o som do carro e na falta de tudo, eu canto (bem mal inclusive).
Sou assim com a música desde pequena, antes do mp3, de ouvir música na internet, no celular e de toda essa tecnologia.
Tudo pra mim, cada fase, cada acontecimento, cada pessoa, está relacionado a uma música, uma trilha sonora.
Quando eu era bebezinha o meu avô Orlando ficava comigo na sala fazendo carinho nas minhas pernas e cantando todas as músicas de criança que ele sabia. Contava histórias, representava e ainda ficava tirando sarro das letras da músicas, me fazendo dar boas risadas.
Na época que eu era criança, minha mãe tinha costume de colocar Xuxa, Balão Mágico e Trem da Alegria na vitrola do meu quarto ou até mesmo na sala e dançava e cantava comigo no colo durante a tarde inteira.
Os bailinhos da minha irmã era regado pela trilha de “Take My Breath Away” que até hoje quando ouço me vem toda aquela turminha na cabeça. Quando chegou a vez dos meus bailinhos o tema mudou para Bon Jovi e acredite, “Estou Apaixonado” de João Paulo & Daniel; e quanta coisa já aconteceu ao som dessa música ai ai ai….Depois veio a fase dos Axés, de É O Tchan, Banda Eva, entre outros. Nessa época eu fiz 15 anos e foi uma delicia porque todos na festa ficavam lá dançando, tanto meninos como meninas. Minha professora de Expressão Corporal da escola foi e ficava dançando e o povo tudo dançando igual; só sei que tinha horas que até as bisas estavam lá de pé mexendo o esqueleto e tentando copiar a coreografia. Aí, veio a época triste dos pagode dor de cotovelo, com nomes como Só Pra Contrariar (gosto até hj) cantando “O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade…”, Exaltasamba dizendo “Eu me apaixonei pela pessoa errada…”, e outros nessa categoria.
Depois da Era Nostre (Nostre é onde estudei da 1a a 5a série), veio a Era Stella Maris, onde ainda carreguei um pouquinho do pagode; mas logo passei a conhecer mais coisas bacanas, que eu nem era tão viciada mas comecei a ouvir de leve, como Marisa Monte, Ana Carolina, Titãs, Paralamas, Celine Dion, Hanson, BSB, Shania Twain, Mariah Cary, que embalaram reuniões na casa da galera, viagens pra Atibaia e muitas histórias de amor começaram ao som dessa pequena listinha aí…
Finalmente acabei chegando em Sandy & Junior, que foi um grande marco na minha vida, diria um divisor de águas. Quando passei a ouvir a dupla tudo na minha vida ganhou uma nova visão, um novo rumo e até o ciclo de amizade deu um giro, sobrando apenas aqueles que serão pra sempre, independente do som que a banda toque.
Ouvindo Sandy & Junior eu passei a ir aos shows, conhecer gente nova, aprender a lidar melhor com computador e aprender a ter e-mail, daí o pessoal falava de um tal ICQ e aí que eu fui conhecendo melhor, e mesmo assim toda aquela coisa virtual me assustava, eu só pensava mesmo em sair com os amigos e ir em show da dupla, só usava mesmo pra saber as novidades. Ao mesmo tempo eu passei a ouvir a “rival” Wanessa Camargo e comecei a gostar bastante e querer saber sempre mais, nunca chegando a euforia Sandy & Junior.
E com tudo isso alguns personagens foram mudando, com o tempo (depois da foooorte euforia) passei a parar de ir em shows, de correr atras e comecei a ouvir mais intensamente Ana Carolina, Nando Reis, Paulinho Moska, Capital Inicial, conheci melhor Engenheiros do Hawai, fui marcada por “Rama” do Tianastácia e passei a gostar de muitas outras deles, adorei “Vou Deixar” do Skank e enfim, foi o tempo das bandas de pop roc e dos amigos músicos.
Teve outro divisor de águas e que vai ficar registrado pra sempre na minha memória como se tivesse sido um sonho bom, daqueles que você não quer mais acordar. Foi LS Jack. Uma fase de muitos acontecimentos, alegrias incalculáveis e problemas drásticos. A música deles era minha reza e vê-los era uma benção toda vez. Passei a crer (acreito até hj) que eles renovavam minhas energias e sempre que os via tudo na minha vida ia bem. Até que rolou o acidente com o Marcus, primeira vez que choro por um acidente com artista. Chorei muito como se fosse um amigo, um alguém da família e até hoje me emociono com as novidades sobre esse cara iluminado.
Depois da febre de bandas (ñ que tenha acabado), passei a curtir Jeito Moleque que me faz relembrar minha fase pagodeira, mas em uma nova roupagem, novo cenário e personagem. Na mesma época amigos novos me acrescentaram Reverse, Mestre Duka, Houdini, Autoramas, Armandinho, Chimarruts e passei também ver esse lado mais Forro e Reggee… E, todos esses citados continuam e vão continuar muito tempo ainda no meu IPOD e no meu WMP.
Com a faculdade eu fui amadurecendo e aprendendo a valorizar mais ainda o que é meu, e a ouvir coisas realmente interessntes. Então veio aquela fome de MPB e rolou/rola Chico Buarque, Caetano, Paulinho Moska, Zeca Pagodinho, Lenine, Djavan, Leoni, Nando Reis, Zeca Baleiro e outros que ainda continuam até hoje e pode ter certeza que vão continuar pra vida toda.
Mas como música é o assunto que me chama atenção, uma das coisas que eu sempre faço quando estou conhecendo pessoas é perguntar o que elas escutam e caso eu não conheça, gosto de ouvir pra ter uma opinião e um assunto pra debater. Foi o que houve e aí passei a ouvir Leela e Penelope que eu nunca ouvia e aumentei meu estoque de Nenhum de Nós, Leoni, e Biquini Cavadão. Amigos velhos e os nem tão velhos assim me ensinaram a ouvir DMB, Funk, Chiclete, Inimigos da Hp, e sozinha eu também fui me atraindo por Coldplay e Seu Jorge.
Com alguns probleminhas e a noção de que eu estava prestes a entrar em uma depressão profunda, passei ouvir O Rappa, que é o que diz exatamente o que me fez levantar e reencontrar aquela Iza la do passado que odiava PC e ouvia diskman e o sonzinho da sala. Mas dessa vez melhorada, madura musicalmente e psicologicamente.
Aprendi com a minha ex-cunhada a gostar de uma “coisa” chamada Teatro Mágico
Depois me reencontrei com a MPB que vai ser sempre o meu grande tesouro musical. Passei a ouvir Toquinho, Bethania, Gal Costa, me apaixonei pela zoação do Bezerra da Silva, pelas dores de Vinicius de Moraes e pela majestade Tom Jobim. E, ainda nessa onda e sozinha, eu conheci Monobloco, fui introduzida pela namorada de um amigo meu ao Oswaldo Montenegro e outra perolas maravilhosas.
Com um jovem velho amigo meu acabei aprendendo a ouvir mais e melhor a Elis Regina que, eu nunca gostei muito. Mas tamanha foi a insistencia dele que acabei cedendo, e ele soube exatamente as músicas certas pra me fazer ouvir e gostar e assim acabar ouvindo tantas outras. Não sou fanática por Elis e nem sou ouvinte assídua, mas já consigo ter meus dias “Only Elis”.
Apesar de ter um pouco de xenofobia, estou aprendendo ouvir coisas diferentes, tanto categoria “bom”, como da categoria “muito bom”, e uns exemplos desses são Steve Vai, através de um amigo de longe mas com um gosto musical bastante interessante, The Corrs introduzido por um amigo de não tão longe mas que não vejo há um longo tempo. Aprendi a gostar de Pain Of Salvation, sendo “lecionada” por um amigo aqui de pertinho e de Spin Doctors por um amigo de bem longe.
E, se me perguntarem, atualmente estou ouvindo eu poderei dizer que sempre ouço de tudo um pouco do que tenho arquivado, mas posso destacar Pain Of Salvation, O Teatro Mágico, Arnaldo Antunes e voltei a dar uma escutada em Kid Abelha e Tianastácia.

Nostalgia programada.

quarta-feira, janeiro 10th, 2007

Encontrei algumas partes do meu passado e aproveitei para relembrar essa época. Lembrei do tempo em que os maiores problemas eram os estudos, as datas dos bailinhos e se aquele menino moreno e de nome estranho, estaria presente nas festinhas.
Olhando e relendo os meus diários, cadernos de recordações e cadernos de perguntas, pude ver que as coisas amadurecem, progridem, mas no fundo as coisas são quase as mesmas. Hoje o menino nem tem o nome tão estranho assim, as festas continuam, trocamos o de caderno de perguntas pelo diálogo, as cartinhas para as amigas viraram e-mails, scraps e testemunhos, e os problemas se transformaram em contas para pagar, emprego pra arranjar, responsabilidade dos atos e uma dor enorme no estômago.
Aproveitando a onda nostálgica, sentei e me permiti ouvir aquelas coisas do passado. Botei pra tocar “É o tchan”, “Só Pra Contrariar”, “Sandy & Junior”, “Wanessa Camargo”, “Top Gun”, “Guns N’ Roses”, “Beatles”, “Exaltasamba”, “Hanson”, e deixei que todas as lembranças do passado viessem livremente na cabeça como um filme de sessão da tarde.
Às vezes é legal relembrar essa fase, ajuda a ver a vida mais colorida. E essa tarde nostálgica me ajudou. Me trouxe o sorriso, a vontade de viver na eternadade dos segundos, a imagens dos amigos que não convivem no meu presente e uma vontade enorme de brincar dessas coisinhas.

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:

– Realizar alguns sonhos da minha mãe
– Especialização em Cultura Brasileira
– Produzir um show
– Viajar pelo Brasil
– Ir para Europa
– Conhecer Daniel de Oliveira
– Adotar uma criança ruiva (:P)

7 coisas que mais digo:

– tô com dor no estomago
– Caralho
– Música
– Me abraça
– Quero um leite (ou todynho)
– Quero cagar
– um nome

7 coisas q eu faço bem:

– Mandar
– falar em público
– festa
– escrever [discordo, mas dizem]
– conversar
– amar
– sair

7 coisas q não faço:

– trair
– fingir ser quem não sou
– comer dobradinha
– aceitar determinadas coisas
– ir em uma balada psy
– morar no exterior
– esquecer dos meus amigos

7 coisas q me encantam:

– filosofia
– música
– abraço
– um bom texto
– o olhar
– lua
– gestos de carinho

7 coisas que odeio:

– mentira/falsidade
– preconceito
– determinadas infantilidades
– paga-pau
– ficar longe das pessoas que eu amo
– brigas em casa
– cerveja

SIF

terça-feira, janeiro 9th, 2007

Nem todo dia temos a oportunidade de sorrir até a barriga doer, às vezes as coisas complicam mesmo e assim como um dia nublado a gente sente nosso sorriso sair tímido entre uma nuvem ou outra, como quem gostaria de aparecer, mas sabe que tem horas que é preciso chover para regar as plantas e que seu calor e seu brilho sejam mais valorizado, mais esperados.
E assim acontece com a gente, já diziam que quem ri de tudo é bobo, e às vezes a vida precisa mesmo dificultar um pouco, pra gente aprender a valorizar um sorriso no meio da tarde, de uma coisa atoa, lembrar um pouco mais de nós mesmos e um pouco das pessoas ao redor. E é assim que a gente segue, que aprendemos o grande jogo da vida.
As coisas por aqui não estão tão fáceis assim, a dor de estomago tem realmente causado um tormento grande nos meus dias, e voltar tomar antibióticos por causa dos machucados é sempre chato, sempre dói um pouco o estomago, e principalmente o ego. Difícil expor, explicar tudo que tem rolado, porque andam acontecendo algumas coisas bastante chatas e que eu realmente não esperava que pudessem acontecer. É uma confusão interna e até externa, mas a verdade de tudo é que eu também não posso jamais dizer que está tudo uma merda, mas me sinto em dias nublados, mornos, que você não pode dizer que está triste, mas também não dá muito bem pra pular de alegria.
Mas, com dor, com ânsia de vomito, menstruação e dor de cabeça, eu reuni alguns poucos e bons amigos e fomos ao Guarujá assistir a galera do Teatro Mágico. Era tudo que eu precisava nessa fase meio “estranha” da minha vida.
Lugar perfeito, companhia perfeita e ainda um tratamento espetacular tanto dos meus amigos (a Cláudia foi na puta que pariu achar um todynho pra curar minha dor de estomago) como pela turma do Teatro Mágico (que até o DVD eu ganhei). Foi uma delicia poder curtir um dos shows que eu mais gosto com pessoas tão importantes pra mim, principalmente nesses últimos tempos.
Apesar de estar toda “zicada” como eu já citei, acho que fui a segunda ou se não a primeira mais animada da nossa mesa. Pulei, dancei, me sacudi, cantei, gritei, me emocionei, dei risada, e soltei tudo que estava dentro de mim. Curti o show como ele merece ser curtido, magicamente feliz. E lavei a alma.
Depois ainda recebi o carinho do Fernando (vocalista), da Gabi (boneca) e de toda a família do Teatro Mágico. Isso que ainda devo dizer que sai de lá ainda mais contente de ter os pais mais fodas do mundo como tenho e de ter amigos como a Cláudia que briga comigo, mas me faz sentir super amada com todo carinho e cuidado que ela tem comigo, da Carla que é “pilantra” como eu e que além de ser parceira nas tramóias, cada vez mais sinto o carinho discreto dela, da Mah que é minha prima fresca, pentelha e mais companheira do mundo, e do Nevitz que apesar de toda a quietice e chatice dele é atualmente o dono das conversas mais interessantes, mesmo que seja sentado no chão no meio de um stand.
Achei bacana e engraçado que no final das contas a minha mãe virou fanzaça do Teatro Mágico, daquelas de querer que toda hora eu ponha as músicas, de já ter assistido o DVD que ganhei três vezes e ainda estar se coçando pra ir no show que vai ter no Guarujá dia 12 novamente. E eu, ah eu vou adorando tudo isso, porque além de ser uma coisa que vai fazer um bem danado pra minha mãe se ela continuar curtindo, é cultura, é crescimento, filosofia. Fora que, eu ainda saio no lucro, porque ela já me deu a camiseta e ainda é a primeira a querer que eu não perca os shows!
Foi realmente um dia daqueles que eu estava precisando pra voltar pra casa e decretar a SEMANA INTERNACIONAL DO FODA-SE… Eu decretei que nada vai me abalar, nada que tem rolado pra me deixar um tanto quanto triste vai me atingir durante essa semana. Não vou ligar se o meu amigo já não se importa comigo, se o outro enrola e nunca vem me ver, se um diz que vai embora e nem mesmo vou me remoer de saudades de quem ta longe e nem sentir medo desse turbilhão de coisas estáticas que está acontecendo na minha vida.
Deixa o barco correr, deixa a vida acontecer e pras horas do perigo, um bom livro, um bom DVD, boas músicas e felizes, um passeio (nem que seja no quintal), um abraço de mãe e um beijo da Luara podem resolver fácil.

Só de passagem…

sábado, janeiro 6th, 2007

Tem fases que são assim mesmo, parece que nada dá muito certo e eu fico sempre pensando se as coisas não estão mesmo dando tão certo ou se sou eu que ando não me contentando com elas.
Mas é bem verdade que assistir um filme ruim e depois passar dois dias improdutivos já é o suficiente pra me deixar entediada. Somando ainda que estou na TPM, e que agora é necessário voltar aos antibióticos porque meus machucados estão um tanto quanto ruins, dá pra imaginar o quanto dói o meu estomago e aumenta esse vazio e o gosto amargo na boca. A minha auto-estima anda balançada. É, as coisas realmente não estão lá muito agradáveis.
O importante é tomar consciência de que se nada é pra sempre – e agora eu tenho certeza disso como nunca tive antes – e o que poderia soar triste nessas horas é a solução, porque se nada é pra sempre eu vou me distraindo com minhas crises existenciais, minhas lágrimas e meus sofrimentos fabricados, e quando eu menos esperar ela já foi embora.
Essas horas vale a pena ouvir uma música triste pra chorar, vale a pena ler lindos e trágicos poemas, vale mesmo a pena sentir intensamente um sofrimento mesmo sabendo que é o lado obscuro da vida. Tudo isso, se souber apreciar sempre com moderação.

E, essas horas vale a pena ler muito Tati Bernardi, Fernanda Mello e principalmente Rani Ghazzaoui.

“É engraçado. Quando as coisas parecem não se encaixar de jeito nenhum – os dias seguem xôxos porque simplesmente nada emociona, e as palavras são tantas dentro da cabeça que, na boca, acabam faltando (…)

(…) Quando eu conheci você, alguma coisa dentro de mim não se manifestou. Não foi um estalo instantâneo (…)

(…) Nada se manifestou na primeira palavra dentro de mim – como nos livros, nas novelas mexicanas bregas, nos filminhos sessão da tarde ou nos seriados da tv à cabo – justamente pra eu não perceber precocemente que o que eu tanto procurava – e procuraria tanto ainda – estava bem ali, na minha frente. E nada foi, de fato, precoce. (…)

(…) Me perco em tantas vontades que não virão, em tantos medos que aumentam, em tanta coisa que eu mando embora esperando aquilo que não vai chegar pra mim por agora. (…)

(…) Amadurecer uma idéia e um sentimento faz com que tudo seja muito mais concreto depois e eu me orgulho tanto de a gente ter conseguido. Mas pior do que não querer é não ter como fazer acontecer o depois. Quando o depois sempre é o depois, ele nunca vira agora. (…)”

Trechos cabíveis de Rani Ghazzaoui – Por te querer bem (06-01-2007).

* Sinto que as coisas começam a caminhar mais e melhor agora.

Dois Olhos Negros – Lenine

quinta-feira, janeiro 4th, 2007

Quando eu digo que músicos são Deuses, que poetas descrevem a alma e que “coencidencias” é algo espetacular, não é mentira.

Caminhando sem rumo por esse mundo virtual, pouco utilizado por mim ultimamente (graças a Deus), acabei esbarrando com um blog que tinha uma música, e elas sempre descrevem um pouco de mim. Lendo adorei a letra e me identifiquei a cada linha… No final, Lenine, pra melhorar ainda mais a minha admiração.

Queria ter coragem de saber,
O que me prende?
O que me paralisa?
Serão dois olhos negros como os teus,
Que me farão cruzar a divisa?
É como se eu fosse pro Vietnã,
Lutar por algo que não será meu.
A curiosidade de saber, quem é você?
Dois olhos negros…
Queria ter coragem de te falar,
Mas qual seria o idioma?
Congelado em meu próprio frio,
Um pobre coração em chamas.
É como se eu fosse um colegial,
Diante da equação, o quadro, o giz,
A curiosidade do aprendiz,
Diante de você…
Dois olhos negros…
O ocultismo, o vampirismo, o voodoo,
O ritual, a dança da chuva,
A ponta do alfinete, o corpo nu,
Os vários olhos da Medusa.
É como se estivéssemos ali,
Durante os séculos fazendo amor,
É como se a vida terminasse ali,
No fim do corredor…
Dois olhos negros.

2007

quarta-feira, janeiro 3rd, 2007

O ano começou com pé, mão, braço, orelha, tudo do lado esquerdo. Pior do que se era de imaginar, mas nada muito diferente do que poderia acontecer. Mas já passou e esses tipos de lembranças não são pra ser guardadas, apesar de fazerem questão de martelar na cabeça durante alguns longos dias. E eu acho que ainda estou sob efeito de tudo isso, além de outras coisas que giram no meu humilde cérebro.
Quase três dias que estamos no tal do ano de 2007 e eu já levei na fuça algumas decepções, ganhei uma pequena carência que ainda insiste em se alojar em mim, algumas dúvidas, alguns medos e algumas porradas na cara no sentido figurado, é lógico.
Mas ainda estou no lucro, comecei também com novos amigos, com palavras carinhosas e muitas vezes inesperadas por parte de três ou mais pessoas, além de visitas freqüentes, saídas freqüentes e quem sabe até uma viagem bacana em breve, se tudo der certo.
O último filme do ano foi “O amor não tira férias”, deprimente por me identificar com a pobre jornalista pobre e de amor não correspondido, por um grande imbecil. Nada que ninguém nunca tenha passado, mas enfim. Não foi o melhor filme que já vi, mas dá pra curtir bastante principalmente quem gostar de uma comédia romântica água com açúcar. E o primeiro foi “Closer”, que desculpe a minha ignorância mas foi o pior filme que já vi nos últimos tempos. Pra se ter idéia não vi inteiro, dormi na metade e no resto eu fiz questão de me retirar do quarto. Um filme meio maluco, meio estranho e que dá vontade de fazer umas coisas bastante absurdas.
Trilha sonora inicial do ano foi e está sendo O Teatro Mágico, saudades do show, da energia positiva e de tudo de bom que engloba esse show, essas músicas, essa idéia. Tenho escutado bastante, pra matar a saudades e preparar o espírito para possivelmente vê-los em breve.
Pois é, já se passaram dois dias e a cabeça está a mil. São planos para o ano, uma atitude a ser tomada o quanto antes, perguntas intermináveis na cabeça e o medo, a ansiedade para tudo que vem pela frente.

Para o ano de 2007 a minha única certeza é a DP de online que devo fazer todos os sábados cedinho, e o amor que tenho pelas pessoas que estão na minha vida. O resto, é só ir levando conforme for.