Archive for fevereiro, 2007

Viagem.

quarta-feira, fevereiro 28th, 2007

Fui pra São Paulo resolver alguns assuntos pendentes, mas é aqui pertinho e eu acredito que a maior viagem feita foi mesmo a minha no meu interior.

Ansiosa como sou, fui logo para o futuro. Era uma estrada vazia, mal sinalizada e pouco construída. A estrada era metade de terra, com bastante buracos, e algumas partes começava-se a ser asfaltada. Para dirigir era preciso força, pois se não fosse um punho forte meu carro cairia nos primeiros buracos.
Nessa estrada não tinha fim, não tinha paisagens nem morros, nem cidades, nada. Me senti absolutamente sozinha e perdida, sem saber pra onde ir. Foi então quando resolvi parar no acostamento, mentalizar e viajar para o presente.

No presente eu me desesperei. Me vi em meio a um transito enorme com diversos barulhos de buzinas, rádios, tv, propagandas, pessoas gritando e falando no meu ouvido sem parar. Poluição sonora das brabas! E a poluição visual? Eram pessoas, placas, carros, outdoors, cores e luzes para tudo quanto é lado, várias informações e questionamentos ao mesmo tempo.
Me vi parada em um dos milhares de semáforos, com um carro atrás mandando que eu seguisse em frente sem medo, enquanto o carro da frente empacava meio caminho e não me deixava prosseguir.
Sem saber o que fazer em meio a tantas buzinas, transito e tantas cobranças, eu abaixei a cabeça sob o volante e mentalizando novamente viajei para o passado.

No passada encontrei a calmaria que precisava e algumas respostas que buscava. Andei por ruas tranqüilas, bem construídas e sinalizadas da forma certa. Vi algumas lombadas por quais já me acidentei algumas vezes, mas que me ensinaram a não correr demais e nem tentar andar devagar demais.
Lá revi minhas ruas favoritas, revi pessoas, atitudes e aprendizados. Eu sabia todos os caminhos como a palma da minha mão. Quantas vezes já virei por ruas erradas, dessa vez eu já sabia os caminhos de cor.
Mas foi sentada na calçada na rua das minhas melhores lembranças que eu notei que ali de nada me adiantaria ficar, o passado é como uma casa de praia ou uma fazenda, muito bom pra tirar férias, mas era naquele transito infernal do Presente que eu seguiria meu caminho para o futuro, e de acordo com que me informaram o futuro é lindo, e eu fiquei morrendo de vontade de visitar, mesmo que eu deva passar por todo o congestionamento do Presente.

Mentalizei novamente e quando vi, eu me encontrava dentro da Kombi na porta de casa, chegando de São Paulo, e com vários sonhos para chegar mais rápido e melhor no Futuro.
Só espero que quando eu chegue lá, pelo menos as ruas já estejam asfaltadas!

Por partes!

terça-feira, fevereiro 27th, 2007

Hoje vamos organizar por tópicos, já que minha cabeça está uma bagunça organizada imensa. Por partes e didaticamente, como está aqui dentro.

Dias de insônia tem revelado uma ansiedade maior do que a costumeira. Fico acordada, com sono e sabendo que deveria estar dormindo, porém com certa “eletricidade” incomum, que impede o relaxamento para a vinda do sono. Durmo pensando em acordar, e acordo pensando e sair logo da cama.
Só não descobri ainda o motivo grande da tal da ansiedade absurda, mas mais cedo ou mais tarde ela se revela, pode deixar!

Essa instabilidade pós-faculdade dura muito mais do que eu imaginava e gostaria. O vazio da quebra da rotina é torturante, 15 anos estudando pra de repente ser arremessada ao mundo cão sem mais nem menos. E é essas horas que vemos que trabalhar pode ser a grande salvação financeira e psicológica de um ser humano.
Mesmo sabendo que eu de certa forma já trabalho, e que mesmo assim também não estou “parada” e nem “esperando cair do céu”, essas incertezas todas, são horríveis.

Ando pensando muito, e me sentindo orgulhosa com a falta de necessidade de expor as coisas. Acho que estou chegando onde eu gostaria e aprendendo a ser como eu queria ser. Fiquei feliz ao surpreender duas pessoas quando contei uma velha novidade. Sinal que aprendi um pouco como ser uma pessoa reservada.
Chega de emoções a flor da pele, de sentimentos transbordando pelos olhos, bocas e dedos. E, principalmente, chega mesmo é de inconstância, a instabilidade emocional acelera o coração e dá uma puta adrenalina, mas depois você geralmente chora de dor, com os tantos arranhões dentro do peito.

Superando-me a cada dia e nem eu acredito no que sou capaz! Estou feliz por tudo isso e por me colocar a prova e conseguir passar com louvor. Agora, como diria o Teatro Mágico; “sinto que sei que sou um tanto bem maior!”.
Parece que sou louca né? Mas tem coisas que só a gente sabe a dificuldade que é, e quando encara com força e dignidade merece mesmo se achar foda pra caralho e não estar nem ligando para o egocentrismo.

Vou parar por aqui e vou durmir pra ir a luta. Que a vida tome um rumo e as coisas comecem acelerar. Dizer que não anda seria injusto, mas eu podia entrar numa velocidade um pouco maior, isso pode. Afinal de contas, eu sempre gostei do vento no rosto.

Nada além de mim… Pois é!

segunda-feira, fevereiro 26th, 2007

Parte de onde eu estou indo é saber de onde eu vim
Eu não quero ser nada além do que eu tenho tentado ser ultimamente
Tudo que eu tenho que fazer é pensar em mim e ter paz de mente
Eu estou cansado de olhar em torno de quartos pensando no que eu tenho que fazer
Ou quem devo ser
Eu não quero ser nada além de mim

[Gavin De Graw]

o.O

sexta-feira, fevereiro 23rd, 2007

Cara!

Às vezes me pergunto se na verdade eu não estou virando gay. Será?! Bom, por enquanto estou gostando de uma pessoa que, até onde eu saiba, é do hetero sexual, do sexo masculino, então beleza.

O que ocorre é que ando convivendo tanto nesse mundo e nesse assunto que já cheguei a sonhar! Ah, tudo eu sonho, é incrível! Mas se liga na parada, tô conhecendo um bom número de bisexuais, lendo um romance entre dois garotos e suspeitando que alguns amigos são do ramo e não são assumidos.

O livro? Uma delícia de ler, tirando as partes nojentas lógico. Trata-se de um romance bonito entredois jovens estudantes. A forma que expõe o amor e o carinho entre eles é fantástica!

Alguém lembra da novela América?! Do Junior (Bruno Gagliasso) e do outro lá?! Pois é… Eu me lembrei muito deles enquanto lia o livro, e quem me conhece há um tempo sabe que eu só via a novela por causa disso, né?! Na época fiz até um post (no antigo blog) sobre esse assunto, e sobre eles.

Acho interessante e defendo a tese de que o amor sempre vale a pena seja como e por quem for! Mas abomino esse lance de levantar bandeiras, fazer parada gay, etc e tal. Enxergue-se e aja normalmente para ser tratado assim também.

Bom esse assunto desencadearia vários outros e pra ser sincera eu estou com sono pra ficar filosofando minhas crenças. No próximo post quem sabe!

Agora as coisas não são assim
Aqueles dias ficaram no passado
Aquela coisa ruim
É como um dia que nunca é lembrado
E essa nova fase que chegou
Junto com aquelas músicas
Aquela velha agitação
E com a chuva…

quinta-feira, fevereiro 22nd, 2007

Ultimamente ando assim, menos intensa e com poucas palavras. A verdade é que ando em paz, sossegada comigo e com a vida. Parei de pensar demais, de sentir vazio e ânsias de vômito diárias. Aquela ansiedade diária, aquela fome de sabe Deus de quê, e as palavras sempre querendo sair de dentro de mim, finalmente acalmaram. Estou em uma espécie de cinema, sentada assistindo a tudo e respondendo aos estímulos. Agora, eu estou satisfeita. Nem estufada e nem vazia, estou bem assim, muito obrigada.

O carnaval veio e se foi. Se foi bom? Foi ótimo, eu ainda me surpreendo com meus carnavais, eu odiava tanto e agora eles têm sido muito bons. Visitas de amigos distantes, de família, churrasco, sorveteria, Guarujá, barzinho, cinema e muita paz.

Estou assim, meio vaga, sem conseguir organizar frases, pensamentos e nada. Sem muito o que dizer, e com preguiça enorme de pensar.

Só uma coisa que eu evito dizer, mas que ecoa dentro de mim durante toda essa quarta-feira de cinzas, é a saudades. Ando com saudades de família, amigos, amigas, épocas e gostosos. Mas passa.

De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar

Esportes Radicais – Engenheiros do Hawaii

quarta-feira, fevereiro 21st, 2007

Não há alternativa, é a única opção
unir otimismo da vontade e o pessimismo da razão
contra toda expectativa, contra qualquer previsão
há um ponto de partida, há um ponto de união :
sentir com inteligência, pensar com emoção
não vou ficar parado, não vou passar batido
se nada faz sentido, há muito que fazer.

Sex in the city

sábado, fevereiro 17th, 2007

Outro dia me sentei para assistir Sex in the city, na falta do que fazer acabei mesmo assistindo o seriado. No inicio fui vendo por puro tédio, falta de opção e curiosidade. Depois comecei a querer realmente entender até onde aquilo iria me levar, e qual seria então a moral da história.
Bom, o episódio que eu vi, contou a história de quatro ou cinco amigas que pelo que percebi levam a vida em função de encontrar o cara perfeito, e principalmente de transar muito e gostoso. Isso já me deixou um tanto quanto revoltada, um seriado que gira em função da busca de homens e de muito sexo. Depois ainda vejo que essas mulheres devem ter por volta dos 29 e 30 anos, e se comportando como adolescentes discutindo o tamanho do pau do cara, dizendo o que diz quando tá em pleno orgasmo e essas coisas que, na minha opinião não se discute com ninguém.
Além dessas coisas fúteis, o seriado ainda mostra as coisas que uma mulher se sujeita por um homem, de como pensa e o que sente com todas as sacanagem que o cara faz, que na minha opinião muitas vezes é mais culpa nossa [mulheres] que espermos demais deles do que culpa eles.
Pra mim, homem não é exatamente tudo canalha, o que acontece frequentemente é que as pessoas acabam idealizando demais as outras e, caso não seja como o esperado rola aquela frustração. E isso acontece com mais frequencia quando se trata de gostar, o homem que a gente gosta tanto tem de ser como a gente idealiza, e pensar exatamente como a gente espera que ele pense, senão ele já é um canalha. Cada um pensa de um jeito, e nem sempre esse jeito é igual, e isso que é o bacana, saber conviver com idéias diferentes, com respeito. E outra, se você gosta tanto de determinada pessoa, pra que querer que ela mude tanto se quando você conheceu a pessoa já era exatamente assim e foi isso que te fez gostar?! Incompreensivo esse jeito que as pessoas gostam; “te amo, mas você tem que pensar exatamente como eu, ok?!”, faça-me o favor né?
Mas enfim, o seriado é mais ou menos isso. Mostra as mulheres na busca de um cara perfeito, exalta as mulheres e põe os homens como uns canalhas, imprestáveis e até de pau pequeno. E a única coisa interessante do seriado pra mim, foi que no final das contas todas elas terminaram sozinhas. Bem feito!
Não estou defendendo apenas os homens, mas acho que é meio injusto essa feminilidade de achar que nenhum homem presta. Eles não tem obrigação de ser exatamente como as mulheres gostariam, e nem de adivinhar pensamentos de ninguém. E outra coisa, também tem muita mulher filha da puta por aí, então é preciso que se resgate o respeito e a compreensão senão realmente o final será a solidão, porque perfeito ninguém é!
Foi mal minha revolta inútil, mas eu fico mesmo abismada que até em seriados as pessoas exibem valores diferentes do que deveriam ser cultivados; como a tolerância, o carinho, o respeito, que um relacionamento é muito mais do que a busca pelo sexo perfeito, o cara que adivinha todos os nossos desejos e que seja lindo, fofo, etc e tal. Em um relacionamento depende da maturidade de ambas as partes, é preciso lembrar que são dois seres humanos com vontades, sonhos, desejos, sentimentos, e não apenas um.

Muita abobrinha… mas deu vontade!

Falando por falar…

sexta-feira, fevereiro 16th, 2007

É…
Às vezes me sinto assim, com tantas palavras na garganta que acabo nem conseguindo expressar claramente o que eu gostaria de dizer. Aquela coisa né, é tanta coisa pra dizer que a gente acaba silenciando por não saber por onde começar. E eu, ah eu tô dentro de um silencio gritante, mas ñ triste. Apesar do papinho meio EMO, acho que estou como diria Cecília Meireles, em fase como a Lua, que tem fases de se esconder, e fases de sair pra rua.

Mas o que ultimamente tem me impressionado é a minha saúde cheia de doideiras. Iniciei o ano com problemas psicológicos toscos, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que eu via a hora de fundir minha frágil cabecinha, difícil aguentar quando os pensamentos resolvem vir tudo de uma vez e te deixar meio sem saber nem o que comer. E, quando eu na minha cara lavada meto bronca, falo tudo e deixo claro. Quando chuto balde e aperto foda-se pra meio mundo e resolvo me fazer feliz (opa num é oq vc ta pensando! rs), vem uma filha da puta e derruba meu pobre corpo.
Não é nada, não é nada, e eu já estou há um mês com a saúde estragada. Começa um antibiótico aqui, uns vomitos e umas cagadas lá, uma febre, uma mãe em panico, e nessas brincadeiras toda, eu não saio de casa pra mais de 15 dias… Pra ñ ser injusta, fui na minha colação de grau, e no meu baile de formatura e só. Tá, foi bom pra caralho, mas eu tô verdadeiramente cansada do percursso casa-hospital Ana Costa-casa.

Enfim, tudo isso tem me dado uma boa oportunidade de pensar [mais ainda] na minha vida e nos meus planos futuros, seja emocionalmente, profissionalmente e até alguns hábitos que não tem sido muito bons. Comecei a comer feito uma pessoa digna; almoçando, jantando e tomando sucos e vitaminas naturais [feitos pela mummy´s]; voltei a falar com um bucado de gente que eu armazenava decepção, rancor, raiva e derivados [sim, fui humilde e chamei um a um pra bater papo], e ainda por cima virei uma boa leitora de livros [sim, fiz 4 anos de faculdade e ñ tinha prazer nem hábitos de leitura]. E é isso, esses dias de vida meio de monge, como diria um camarada meu, acabou por quase me tornar uma verdadeira monge [feminino é monge, monja ou sendo eu caberia melhor monga? rs]; só não me atribuo o título porque os palavrões, xiliques e mente poluida ainda são frequentes em mim 😛

No mais acho que é isso… Falei meio nada com nada, meio sem rítimo e sem poesia mas às vezes é bom mesmo jogar frases que vem na cabeça, só pra colocar pra fora um pouco do que anda rolando. Assim apareço mais, evito o drama da espera por uma inspiração bonita e venho mais informal, falando mais brutamente o meu dia-dia ou algo que mesmo sendo besteira possa servir pra alguém, quem sabe?

Ah, só pegando carona na minha camarada Vivz, eu também ando cheia de remédio e sou absolutamente contra drogas, sou a favor do riso, da alegria, do carinho e da música para a cura de muitos mals… Mas me questiono como ela, como pode alguém se viciar? Pensei, em maconha, drogas, bebidas eu até aceito explicações químicas, mas e o JOGO? Como um jogo é capaz de transformar a vida de tantas pessoas?

Taí, num sei!

Sangue correndo nas veias.

quarta-feira, fevereiro 14th, 2007

Ultimamente ando com a saúde meio zicada, mas deixa pra lá que não é disso que eu vim falar necessariamente.
O problema mesmo são as minhas veias. Coitadinhas são tão discretas [e olha que eu sou branca hein?!] que toda vez que preciso tirar sangue ou tomar soro acabo movimentando o hospital inteiro, fora as três mil picadas no braço, que eu acabo colecionando. Em 15 dias eu já parei no pronto-socorro duas vezes para tomar soro e fiz duas vezes hemograma … Fiz vários outros hemo, já sou uma EMO!!!
Mas então, nessas duas idas ao hospital, eu tenho 6 furos no braço, isso mesmo! Estou com 6 marquinhas roxa no braço…

Agora só preciso tomar cuidado quando beber água, pra não vazar pelos furos! Sem graça né?! Mas tive que ouvir esse nível de piada do enfermeiro… tsc tsc…

Fim de jogo.

segunda-feira, fevereiro 12th, 2007

Pois é, agora realmente acabou tudo. Já se passou toda aquela história de formatura, baile e tudo que a gente passa um bom tempo esperando, mesmo que nem sejam todos pelo menos a maioria dos formandos esperam.
A expectativa era grande. Tanta dor de cabeça, stress desde ano passado, tantas coisas que senti, pensei e falei sobre essa formatura e ela finalmente saiu. E, devo dizer que muito mais do que eu esperava! Não tem como negar, fiz a coisa certa mesmo que de inicio fosse contra vontade.
Não estou muito para contar detalhes sobre a festa e nem mesmo sobre a colação, talvez um dia eu tenha mais inspiração para desertar como foi tudo, mas por hora me basta saber que quem foi sabe o que viveu, e dividiu comigo um momento muito especial da minha vida! Isso eu jamais vou poder esquecer. Assim como não esquecerei as pessoas especiais que por aquela faculdade eu conheci, amigos lindos que vou carregar pra vida inteira, não tem mais jeito.
Lendo outro dia o blog de uma amiga louca minha [da minha classe da faculdade] ela tocou no assunto que seria o primeiro ano sem fazer matricula, sem começar a rotina em uma data estipulada, e coisas do tipo como comprar material, estojo, etc. E é verdade mesmo, depois de tantos anos naquela expectativa de inicio do ano letivo, agora somos nós arremessados ao mundo, sem rumo, sem chão, meio perdidos.
Até que, sobre esse lance de estar sem rumo, sem chão e meio perdidos sobre tudo do que virá daqui pra frente eu acho que já passei da fase. Senti mais receio durante o final de 2006 e inicio de 2007, agora eu acredito que já tenho alguns objetivos traçados e já andei colocando bastante coisa em prática, inclusive esse lance da procura de um lugar ao sol. Eu já corri atrás de fazer o que estava ao meu alcance, e sempre que rola uma oportunidade eu não espero nada, estou correndo sempre atrás da bola.
Mas o que grita na garganta agora é outro tipo de realidade batendo na porta. Um dia depois da minha festa de formatura, eu sento para ver televisão e me pergunto o que será do meu futuro nesse mundo de notícias tristes e pavorosas. Um mundo que mata sem piedade, que perdeu os valores a tal ponto de alguns moleques arrastarem um menino de 5 ou 6 anos por 7 km . Em um mundo onde Bush ataca país como quem brinca de campo minado. E eu, vou ter que noticiar isso?! É verdade?!
Pensar em tudo isso hoje me fez chorar compulsivamente, porque eu gosto muito do país que eu moro, e sou uma apaixonada pelo ser humano. Adoro estar perto de gente, de confraternizar, conversar, debater, olhar. E me perdoe o excesso de sentimentalidade, de emoção ou romantismo, mas ver essas barbarias ainda me choca, me machuca e me emociona demais.
Mas, ao contrario de muitos outros, que adoram discutir um assunto em um balcão de bar, ou ficar debatendo esses assuntos na televisão como quem debate no bar da esquina, eu pretendo tomar algumas atitudes em relação a tudo isso. Quero começar por em prática as minhas idéias e principalmente cumprir com o dever da minha profissão.

Mas chega desse bla bla bla, deixa rolar!