Archive for outubro, 2007

Constatação constatada que eu constatei.

terça-feira, outubro 2nd, 2007

Definitivamente homem comum, como esses que se encontra por aí, não fazem e acredito que nunca farão o meu estilo. Sou chata pra caralho e nos últimos 5 ou mais dias eu tive não só uma, como algumas demonstrações de que pra me encantar, o cara tem que ser FODA. Caso contrário, eu tenho muita preguiça e principalmente falta de paciência.

O cara pode até ter defeitos, não procuro nenhum principe encantado (esses aliás, me enjoam), mas cara simplesmente tem que ser FODA!

E que isso seja um elogio pra quem já teve, ou tem a honra do meu encantamento!

E tenho dito.

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

segunda-feira, outubro 1st, 2007

Em um sábado razoável, ficar sem internet e não ter nada muito mais útil pra fazer durante um horário onde nem a televisão colabora pode ser muito produtivo se bem aproveitado.

Me vendo nessa situação, aproveitei e me dei a oportunidade de assistir um filme chamado ” Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, e fiquei bastante satisfeita em ter ocupado meu tempo assim.

Confesso que tentei assistir em outra ocasião, mas talvez não estava preparada para sentar e absorver o que o filme estava disposto a me oferecer. Sou urgente, preguiçosa e queria a solução logo. Mas esse filme é calmo, e foi me contaminando ao longo da história e o extase foi exatamente onde ele termina. Me vi eufórica quando o filme acabou, e cheguei até achar que isso demonstrava que não tinha gostado do filme, mas foi digerindo com calma que eu entendi minha reação.

Não é aquele filme que te faz se acabar de chorar dentro do cinema; ele te acompanha até em casa, dorme contigo e ainda te leva café na cama a semana inteira. Um filme tanto para se admirar quanto se apaixonar.
Bernardo Krivochein

É exatamente essa definição que eu estava procurando quando resolvi ler algumas críticas para reunir vocabulário pra esse meu post, e também pra ver se alguma coisa havia passado batido por mim.

O grande segredo do filme é quando se quem assiste estiver disposto a assumir que o que está sendo mostrado tem um equivalente direto na história de vida do próprio espectador. Só assim é a montagem do tal quebra-cabeça pode ser realizada. Então não seja insensível, se entregue ao filme!

O que aconteceu é que o filme só fortaleceu em mim um fato que, apesar de parecer óbvio, é muito complicado conseguir entender e principalmente colocar isso em prática: relacionamentos no geral vão sempre terminar (não sei se terminar é a palavra mais adequada) em lágrimas, e aí vem a questão principal que é se você estará disposto a isso ou não.

Uma outra coisa bacana que eu inclusive tinha deixado passar em branco e só relembrei quando li as críticas, é que ao contrario de todos os outros filmes de comédia romantica; os personagens principais são duas pessoas muito comum (igual eu, ou você) e que o encontro não acontece de nenhuma forma surreal. Uma das poucas vezes que podemos ver o filme e pensar que isso pode acontecer (ou quem sabe já está acontecendo) com qualquer um a qualquer momento.

Eu indico! E garanto que será uma experiência no mínimo marcante.

Título Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Direção: Michel Gondry
Roteiro: Charlie Kaufman, baseado em estória de Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth
Produção: Anthony Bregman e Steve Golin
Música: Jon Brion
Fotografia: Ellen Kuras
Elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Tom Wilkinson.