Archive for junho, 2008

Alguma coisa acontece…

segunda-feira, junho 30th, 2008

Coisas estranhas andam acontecendo, e isso é fato.

A começar com a calma e a facilidade que estou de dar sorrisos pra qualquer pessoa, não é novidade nenhuma que não sou alguém tolerante, simpática e que esbanja sorrisos por aí; mas estou estranhamente assim: feliz da vida (tá, essa pode ter até um porque).

Segundo por um sono que não é meu e tem possuído meu corpo. Nunca fui de ser dorminhoca; durmo em horários errados, mas não demais. Tenho dormido em momentos inusitados, como no caminho de casa até o shopping, ou do shopping ao Extra (vale informar que era perto essa distancia), e do Extra até em casa. Além de dormir assistindo TV em horários como 19h e acordar às 22h, e às 0h deitar na cama e não ter insônia! Isso é tão verdade que preocupou meus pais e minha irmã, por relembrar um pouco minha fase de anemia profunda.

Além disso, rolaram dois acontecimentos estranhos em dois dias seguidos:

Na sexta-feira (27) eu já estava em casa aqui em Santos. Aí minha mãe saiu do quarto e foi buscar comida pra mim, e como sempre faz fechou a porta pra não entrar mosquito, mas ela não trancou! Quando ela voltou para me dar a comida, a porta estava trancada e não abria de jeito nenhum. Uma das chaves estava na porta no lado de dentro, e a outra na cama onde eu estava deitada. O resultado? Fiquei mais de uma hora trancada dentro do quarto sozinha, fora do computador [sem comunicação maior] e com as duas chaves dentro do quarto. Todos tentaram abrir a janela, sem sucesso e entrar pelo banheiro também sem sucesso. Até que finalmente o Cauê depois de tanto socar a porta, como um passe de mágica a chave destravou e a porta abriu.

No sábado fomos eu e meus pais pra Curitiba de manhã, sai de casa 8h e cheguei lá às 13h. Estávamos felizes combinando de ir a uma churrascaria e tal. Quando meu pai com medo de ter errado o caminho, resolveu parar e pedir informação. Então meu pai desceu do carro pra ver uma informação com alguém e enquanto isso minha mãe desceu pra fumar, até então tudo tranqüilo. Quando minha mãe voltou, ela entrou atrás [ela viajou atrás o tempo todo comigo] e bateu a porta. Foi quando eu disse “mãe, acho que o carro está andando”, e ela desceu pra ir puxar o freio que é do lado do assento do motorista e só se chega lá descendo do carro. E então, quando ela desceu do carro, o carro descambou andar mais rápido e ela tentava correr atrás pra tentar fazer algo para impedi-lo de andar, mas ela não conseguia acompanhar a velocidade que estava o carro. Ficou então aquele desespero, eu dentro do carro naquela agonia vendo ele seguir sem controle e vendo que ela não alcançava mais o carro, e ela igual louca atrás. Foi um horror, principalmente porque tinha a BR paralela ao lugar que estava eu e o carro. E o carro tava indo pra lá, para uma via de velocidade, e minha mãe vendo tudo isso desesperada porque ia ser morte ou ferimento foda. Mas meu anjo da guarda colocou um poste no meio do caminho, e o carro bateu com tudo nesse poste e parou. Salvou minha vida. Eu estou bem. Vou deitada no meu banco adaptado pra mim, e ele é de costas para a frente do carro, e eu estava de cinto. Nem me machuquei, estava protegida. Mas minha mãe se machucou bastante, ela caiu umas oito vezes quando corria atrás do carro. Ela ia correr, mas o nervoso deixava a perna bamba e cega. O resultado? Tivemos que voltar de Curitiba antes da data prevista, de taxi e o carro guinchado. Mas isso não é nada comparado ao nervoso da minha mãe de ver o que poderia acontecer, e o meu de estar em um carro sem poder me mexer! Eu estou alerta, mas estou sossegada e já abstrai bastante o ocorrido, mas minha mãe ainda está um pouco grilada e mais atenta ainda comigo.

Sinceramente não sei o que está rolando, mas na dúvida vou tratar de fazer minhas proteções espirituais e organizar ainda mais meus bons pensamentos.

Saravá!

Ai Que Saudade D’ocê – Elba Ramalho

domingo, junho 29th, 2008

Não se admire se um dia,
um beija flor invadir
A porta da tua casa,
te der um beijo e partir
Foi eu que mandei o beijo
que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo,
ai que saudade d’ocê

Se um dia ocê se lembrar,
escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio,
com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo,
quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
aquele nosso namoro,
quando eu ia viajar
Você caía no choro,
eu chorando pela estrada,
mas o que eu posso fazer
trabalha é minha sina
eu gosto mesmo é d’ocê

Paixão

sexta-feira, junho 27th, 2008

Paixão

Há nos teus olhos negros
Uma malícia impune
Cumplicidade total que nos une

Há nesse corpo sensual, abusado, livre, moreno
Um misto de absinto e veneno

Há porém na sua alma
A castidade do anjo

E em você
Eu cega e louca me esbanjo

Por: Dalva Araújo

Outro lugar – Milton Nascimento

terça-feira, junho 24th, 2008

Cê sabe que as canções são todas feitas pra você
E vivo porque acredito nesse nosso doido amor
Não vê que ta errado, tá errado me querer quando convém
E se eu não estou enganado acho que você me ama também

O dia amanheceu chovendo e a saudade me contem
O céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem

Vem logo que esse trem já tá na hora, tá na hora de partir
E eu já to molhado, to molhado de esperar você aqui

Amor eu gosto tanto, eu amo, amo tanto o seu olhar
Andei por esse mundo louco, doido, solto com sede de amar
Igual a um beija-flor, que beija-flor,
De flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a historia passa e pode me levar

E eu não quero ir, não posso ir pra lado algum
Enquanto não voltar
Não quero que isso aqui dentro de mim
Vá embora e tome outro lugar

Talvez a vida mude e nossa estrada pode se cruzar
Amor, meu grande amor, estou sentindo
Que esta chegando a hora de dormir

Tchau.

segunda-feira, junho 23rd, 2008

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço
Desculpa, mas ele fica e você sai
De vez! Tchau!

Ops! Mas você já não está faz tempo! 😮

A Vida Pode Ser Bonita

domingo, junho 22nd, 2008

“A vida pode ser bonita, sim, ela pode.” Ela escrevia isso em algum canto para que ele pudesse ler. E ele lia. Ele havia dito isso pra ela. Num dia simples. Num dia de aproximação, desses que as pessoas, por uma razão ou outra, resolvem revelar segredos

Por: Isquierdo

Tá valendo.

quinta-feira, junho 19th, 2008

Essa noite reli e-mails, cartas, conversas e recados
Relembrei nossas risadas
Lembrei de cada momento
Recontei cada história
Recordei cada verdade trocada
Os segredos
Os desabafos
Os debates
Sorri lembrando do seu jeito
Revi nossas fotos
Já são tantas
São tantos sorrisos e olhares
E eu tenho a minha preferida
Será que você também tem alguma?
Ouvi as músicas que me lembram você
Você nem faz idéia que eu fiz um CD
Hoje eu revivi toda a nossa trajetória
E se quer saber da conclusão final;
Tá valendo a pena!

Por : Iza Freitas

Sorriso…

terça-feira, junho 17th, 2008

Deixa eu contar…

Dia desses, tive um sonho com a minha avó paterna. Um sonho lindo, tão lindo que me proibi de escrever esse post de imediato. Precisava ser egoísta suficientemente pra guardar alguns dias esse sonho e a imagem dela dentro de mim.

No sonho, ela mora do lado da minha casa e eu com mais duas amigas resolvemos por volta de umas 2h da madrugada, ir ao quintal dela pegar algo que no momento não me recordo, assim como não lembro também quem eram as amigas. A minha avó acordou com o barulho da gente invadindo seu quintal e surgiu sorrindo, de camisolinha, linda que só vendo!! Um sorriso tão lindo, que ainda hoje o vejo em minha memória tão nítido que me contagia.

Gostei tanto. Se for essa a forma de matarmos a saudades de quem já se foi, ser presenteada com tal sorriso durante a noite foi uma experiência deliciosa.

Ei, você mesmo!

domingo, junho 15th, 2008

Ei, psiu, como é que você me vê? Estou tentando descobrir quem eu sou aí fora, aí onde você está. Ei, você! É, você mesmo! Gostaria de saber como é a visão fora de mim, essa visão aí que você tem quando me olha. Custa me dizer? Talvez assim, sabendo como você me vê, eu possa descobrir quem eu sou aqui dentro, aqui onde só vejo você.

Por: Maíra Vianna

Cazuza – Por Aí

quinta-feira, junho 12th, 2008

Se você me encontrar assim
Meio distante
Torcendo cacho
Roendo a mão
É que eu tô pensando
Num lugar melhor
Ou eu tô amando

E isso é bem pior, é

Se você me encontrar
Rodando pela casa
Fumando filtro
Roendo a mão
É que eu não tô sonhando
Eu tenho um plano
Que eu não sei achar
Ou eu tô ligado
E o papel, e o papel
E o papel pra acabar

Se você me encontrar
Num bar, desatinado
Falando alto coisas cruéis
É que eu tô querendo um cantinho ali

Ou então descolando
Alguém pra ir dormir

Mas se eu tiver nos olhos
Uma luz bonita
Fica comigo
E me faz feliz

É que eu tô sozinho
Há tanto tempo
Que eu me esqueci
O que é verdade
E o que é mentira em volta de mim