Archive for setembro, 2008

O show!

segunda-feira, setembro 29th, 2008

Bom, para contar desse show eu preciso primeiro contar um pouco da minha história e de como tudo isso começou pra mim. E todos sabem que, apesar do impacto inicial eu ser uma pessoa meio fria e antisocial, nada mais me importa do que essas coisas fofinhas que envolvem amizades, histórias e coincidências.

Todos sabem também, que pra ter o mínimo de amizade comigo, e um pouco do meu respeito, tem que gostar de música e principalmente se possível me apresentar coisas novas nesse sentido. Se não gosta de música, bom sujeito não é.

A primeira vez que ouvi essa banda, foi minha amiga Fernanda que me mostrou Space Between, e eu gostei, mas na época nem me esforcei pra buscar mais. Depois disso, um cara que respeito muito pelo gosto musical e que muito do que sei e sou devo à ele, jogou pra mim a música Stay. Eu na mesma hora me arrepiei toda e me senti emocionada com aquele som e toda aquela coisa maravilhosa. E aí então tomei coragem e fui buscar um pouco mais dessa banda que veio novamente na minha vida.

Sempre que tínhamos oportunidade eu e esse rapaz ou eu e essa amiga debatíamos um pouco sobre a música dessa banda, e o quanto aquilo tudo era perfeito. Depois de conhecer esse som, muita coisa do meu playlist virou lixo.

Com o passar do tempo, várias coincidências giraram ao redor dessa banda; uma música tocada em um momento especial, uma letra significativa, uma aposta engraçada, um ídolo que também gosta e toca nos shows essa banda, e assim foi indo a vida.

Quando esse amigo especial avisou que iria embora pra mais longe do que já estava, eu soube também que essa tal banda viria ao Brasil. Pois é, tínhamos um projeto de ver esse show (e tantos outros) juntos, mas não ia rolar.

Me empenhei inteira para assistir o show. Primeiro pela banda, e segundo por tudo o que ela representa na minha vida. Não consegui nenhum jeito de ir; nem $ pro convite e as possibilidades de ganhar um convite e de ir pro Rio de Janeiro se desfizeram. Fiquei triste, inconsolável, e algo dentro de mim não aceitava isso.

Nos 45 minutos do segundo tempo, acabou que minha mãe resolveu que me levaria até São Paulo pra assistir DAVE MATTHEWS BAND no About Us. Íamos tentar furar de algum jeito, mas ficar em casa sabendo do show não dava!!! Ok, apesar do medo de não conseguir furar, estava tudo decidido pra domingo, dia 28, às 11h.

Lendo o site do About Us vi que deficiente tinha direito a área vip, independente do ingresso comprado. E, vendo a comunidade DAVE MATTHEWS BAND vi várias pessoas vendendo convite para o About Us. Contei pra mãe a história do lance do deficiente, e sugeri que comprássemos o convite mais barato, mas que ao menos nos desse certeza de que entraríamos no show.

Ingresso comprado de um tal de Fabio, o que me lembrou também de um amigo aí que também está ligado a música. Ingresso comprado, chamei a Mayra pra se jogar comigo nessa aventura, e então a ansiedade toma conta. Não dormi mais de sexta (26) em diante.

Cheguei no About Us por volta das 16h30. A idéia era chegar mais cedo e pegar o show do Seu Jorge, mas as coisas aqui não rolaram como o imaginado e o atraso foi irremediável. Foda-se, estando lá às 20h é o que me importava, o resto era lucro. Acabei chegando no show da Vanessa da Mata, que só reforçou meu conceito de que ela era bem mais ou menos. Nada contra, mas também nada a favor, a não ser pela banda bacaninha dela e com os músicos bastante animados.

Ben Harper começou logo em seguida de Vanessa da Mata. Apesar de nunca ter acompanhado direito o som do cara, resolvi prestar atenção primeiro como forma mesmo de oportunidade e segundo porque uma frase ficou ecoando na minha cabeça “curte o show do Ben Harper, ele é fodão”. E realmente o cara é mesmo fodão (e principalmente com borogodó…). Não sei o setlist porque não conheço, mas ele tocou, cantou, fez caras e bocas e pareceu ser um cara bem bacana. Apesar de não ser muito fã do timbre do cara, devo confessar que meus conceitos mudaram e eu realmente voltei com vontade de conhecer um pouco mais dele.

Eis que começa então o tão esperado show. Entrando um a um da banda e eu há muito tempo não sentia esse frio na barriga ao começar de um show. Não acreditei que eu realmente tanto fiz que estava lá!!! E eu não preciso nem falar que o bagulho explodiu quando o Carter entrou com sua cara de maroto mascando seu chicletinho né?

Começaram a fazer o som deles maravilhosamente, como não podia deixar de ser. Eu não cantei, não telefonei, não pensei em nada. Fiquei ali parada curtindo cada acorde, cada barulinho e cada dancinha do Dave.

O mais bacana de um show é quando todo mundo toca muito bem e o pior, como se estivessem brincando. Fica aí o meu elogio assim como eu elogiei o show do Seu Jorge; eu adoro quando eu vou em um show e os caras além de me oferecerem qualidade (que ali na DMB não falta), ainda me oferecem um show alegre e demonstram que ali é todo mundo amigo e estão em sintonia. É isso que eu espero sempre. E a diversão ficou por conta das palhaçadas do Dave, que não parava um segundo e demonstrava o quanto era e estava feliz com aquilo tudo.

Como diria um conhecido meu que resumiu o óbvio e o que todos já imaginam mas que nós confirmamos diante dos olhos é…

NADA é melhor do que um improviso bem feito, um set de extremo bom senso, uma banda que se entende pela musica e não pela bronca…

AULA de presença de palco e de coração na hora de cantar e tocar…
foram quase 8 anos de espera e que valeram mais do que a pena… valeu até perder o ultimo trem pra voltar pra casa… valeu a carteira vazia…

chorei que nem criança e nenhuma piadinha sem graça tira isso de mim… é o tipo de coisa difícil de esquecer… enfim… quem não foi, perdeu..

Só posso fazer minhas, as palavras dele.

O setlist foi maravilhoso, mas já está em todas as comunidades do mundo e eu nem vou me dar o trabalho, vai apenas um copiar colar pra facilitar a leitura

Two Step
What Would You Say
Corn Bread
Satellite
Dancing Nancies
Crash Into Me
So Damn Lucky
Eh Hee
Water Into Wine
So Much To Say
Anyone Seen The Bridge
Too Much
Drive In Drive Out
All Along The Watchtower
Ants Marching

Aquela saída básica, o Carter jogou baqueta e os outros palhetas, tudo como se tivessem mesmo enganando a gente que o show havia terminado. Até parece que não sabíamos.

E quando eles voltaram foi lindo. Maravilhoso o o povo explodindo com #41. E eu não tive como não me emocionar, os caras são fodas mesmo.

E bom, o final arrebentou com:

#41
Warehouse
Stay (Wasting Time)

E eu não vou esquecer que, na música Stay (sim, logo nessa!) o Dave olhou pra mim e sorriu. Cara, eu pra variar tenho 0% de pretencionismo e só acreditei que era verdade quando me falaram. Estou digerindo ainda cada parte desse show.

Acho que por hora é o que posso dizer. Quem sabe com o tempo, com as fotos, eu vá lembrando de coisas mais interessantes. A cabeça está a mil, ta complicado escrever.

Só eu sei. Só.

sábado, setembro 27th, 2008

Só eu sei como é difícil descalçar as longas e brutas botas. E repensar pela milésima vez se tudo bem essas meias, se tudo bem esses pés, se tudo bem meu vicio em me estalar mil vezes, me contorcer, não conseguir pisar direito nos lugares onde nunca pisei e muito menos nos lugares onde já pisei de tudo quanto foi jeito.

Tudo bem essa pequena tortura dos meus ossos e dos meus pensamentos? Tudo bem eu querer correr muito rápido sem me levantar?

Enfim, botas tiradas. Elas caem, fazem barulho, sinto o primeiro golpe. Não estou mais protegida dos cacos, poeiras e rebarbas do chão querendo me lembrar que existe chão e que até chão dói.

Tati Bernardi

Trans…

quarta-feira, setembro 24th, 2008

Estou transbordando

De pensamentos
De medos
De sentimentos
De dores
De saudades
De palavras
De silêncio

Tudo em mim transborda.

Se você quisesse saber… #2

terça-feira, setembro 23rd, 2008

Queria te contar que descobri porque te tratei mal da última vez. É que o raio da blusa preta te deixa tão bonito, e eu tenho mania de chorar quando acho alguma coisa muito bonita. E pra não chorar, eu trato mal. A vida me emociona o tempo todo mas se eu ficasse chorando, quem ia pagar minhas contas e quem ia me querer cheia de olheiras? Então eu corro. Me dá de novo a vontade de ir embora. Eu to sempre indo embora, mas aí vai um super clichê…: é de tanto ir, que eu só queria ficar. E queria que você não achasse que sou sempre louca, ainda que eu seja.

Tati Bernardi

Se você quisesse saber

domingo, setembro 21st, 2008

Eu tenho vontade de te contar tantas coisas. Mas você não sabe como dói e como é solitário ser gente. Gente tem mais é que guardar esses absurdos. Ontem, por exemplo (…), o medo voltou.

(…)

A vida soprou no meu ouvido para eu parar com essa coisa de não me dar comida e não me dar confiança. E isso é idiota mas quis muito que você fosse o único a saber.

(…)

Tati Bernardi

Show – Seu Jorge

domingo, setembro 21st, 2008

O show do Seu Jorge… Hum… O que posso dizer? Eu amei.

Talvez esses comentários sejam um pouco partidário, porque não é de ontem que já me tornei uma grande admiradora do Seu Jorge. Sempre gostei do estilo e, pelo pouco pouco que conheço, a forma que ele leva a carreira.

A primeira vez que vi Seu Jorge no palco eu me encantei. Foi na gravação do DVD Ana & Jorge. Aquele negão bonito e com um vozeirão entra no palco pra mostrar a que veio. Cantou algumas de suas músicas e logo tratou de trazer Ana Carolina ao palco. Sempre humilde, tratou a moça, de também vozeirão, com todo cavalheirismo que uma mulher merece. Já tinha meu respeito, naquele show Seu Jorge ganhou minha admiração.

No show deste dia 20/set/2008, foi a primeira oportunidade que tive de curtir o show só do cara. E como eu disse em alguns posts anteriores, eu que achei que não iria por ser a única a gostar; acabei sendo convidada pela e acabou que no final das contas fomos em uma galerinha muito da gostosa: Mayra, , Bila e Fabio. Isso sem contar o Danilo e mais uma galerona que íamos encontrando por lá.

Na minha concepção o show foi espetacular. Podem até existirem melhores, mas rolou tudo que pra mim é necessário pra que um show valha a pena.

A banda estava em um alto astral que podia contagiar a platéia, e era exatamente isso que faziam; contagiavam e interagiam com o público o tempo inteiro. Entre si, o que se sentia é que pra eles aquilo tudo era diversão com os amigos. Eles riam, zuavam e se entendiam muito bem. Seu Jorge era o vocalista, mas a banda brilhava igualmente.

Ali tinha de tudo; percussão, bateria, baixo, guitarra, violão, cavaquinho, pandeiro, gaita, saxofone, cuica, violino, entre outros que com certeza escaparam da minha memória. Era um som gostoso, brasileiro e bastante diversificado. Nas músicas, Seu Jorge pode ter até pecado um pouco (como achou o Fabio), e também ter deixado de fora algumas poucas músicas que eu queria ouvir. Mas eu achei que pro momento a coisa foi bastante oportuna. Ele mesclou todos os seus CDs, cantou tudo o que o povo sabia cantar e animou a galera. Algumas como Trabalhador, América do Norte, Burguesinha, Mina do Condomínio, Carolina, Tive Razão, entre outras.

De final, o que o povo que estava comigo desaprovou mas que eu achei válido, Seu Jorge puxou alguns Samba Enredos mais populares e terminou a festa com as marchinhas de carnaval lá de 1900 e bolinha. Recordar é viver e isso pra mim deu um resultado bastante satisfatório.

Achei a presença de palco de todos muito bacana. E a surpresa ficou por conta do momento em que um cara na platéia começa uma briga, e Seu Jorge diz no microfone que se o cara não fosse expulso ele mesmo ia lá expulsar. Não vi a briga, pois estava no 2º andar, mas vi Seu Jorge descer do palco voado, e ir até lá onde era a briga, em seguida toda a banda foi também. Novamente não sei o que houve, mas Seu Jorge foi aplaudido e ovacionado. Voltando ao palco ele pediu desculpas e o show seguiu em frente.

PS: Nossas aventuras ficam em nossas memórias (preguí de escrever)
PS2: Acho (mentira, tenho certeza) que fui com as pessoas certas, na hora certa. Obrigada vcs.

Comúsicação #3

sexta-feira, setembro 19th, 2008

Nem deu tempo de respirar direito e eu já achei mais uma música que atraiu minha atenção. É como digo, cada fase tem lá sua trilha sonora e muitas vezes são músicas que já conhecemos e passa despercebida na nossa vida e dona ela começa a fazer sentido.

Como essa:

E olha, eu nem gosto da Elis hein.

Comúsicação #2

quinta-feira, setembro 18th, 2008

Ando com a síndrome da “página em branco“, que consiste em ter muita coisa a dizer mas uma dificuldade fenomenal pra colocar pra fora. Enfim.

Estava pensando, e daí toca então a versão de it’s not easy que Sandy & Junior gravaram. E pensei “caralho! Taí!”, e lembrei da música original que assim como Lenine, Dave Mathews Band e Alanis traduziram, essa daí também traduz um pouco do que rola porraqui.

Versão de Sandy & Junior, que é “bacaninha” mas não diz muito exatamente o que a música diz.

Fica aí um clipe tosco do Smallville, mas só pra dar uma sacada no som de five for fighting

Comúsicação – com música são – comunicação

quarta-feira, setembro 17th, 2008

É incrível o poder de comunicação que a música tem. Poderíamos usar apenas as canções pra expressar nossos sentimentos ou estado de espírito.

Pra hoje, eu escolhi:

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára…

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

Eu sei!
Por impaciência
Por obediência
Pura intuição…

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção…

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Pelo sentimento
Pelo envolvimento
Pelo coração…

Esquentando as turbinas

terça-feira, setembro 16th, 2008

Cara, eu queria tanto ir no show do Seu Jorge mas já tinha desencanado geral achando que só eu curtia o cara a ponto de ir a um show. Fora que faz um tempinho que não vou à um show bacana, que não seja do Teatro Mágico.

Mas como eu não posso simplesmente ir sozinha, já tinha desencanado. Eu pra desencanar das coisas ultimamente tá fácil. Afinal, pouca coisa tem me feito fazer questão ultimamente. E não, pasmem, mas Teatro Mágico nem tem sido uma dessas coisas não.

Mas eis que de surpresa me vem a Fê e faz a perguntinha mágica: “Vamos no show do Jorge?!“, ooopaa!!! Era o que eu queria ouvir.

Pra ir aquecendo os tambores, já estou ouvindo um bucado. Fica alguns trechos que me dizem algo:

Só de me encontrar no seu olhar
Já muda tudo
Posso respirar você
E posso te enxergar no escuro

Tem muito tempo na estrada
Muito tem
E como quem não quer nada
Você vem
Depois da onda pesada
A onda zen

Seu Olhar

Eu fico imaginando coisas
Me pego imaginando coisas
Lembranças de um tempo bom

Cuidar de mim

Seu olhar me apavora
Me perdi no seu sorriso
Nem preciso me encontrar
Não me mostre o paraíso
Que se eu for, não vou voltar

Mina do Condomínio

Minha aventura é a Sagatiba
Saga quer dizer em busca
Tiba quer dizer eterno
Sagatiba eterna busca do valor mais puro
Da pureza dos olhos de quando se ama alguém
Do calor, da beleza, do sonho puro

Eterna Busca