Archive for novembro, 2008

Chimarruts – Pra ela

domingo, novembro 30th, 2008

Quando olhou
Conseguiu enxergar,
Que sair por sair,
Falar por falar,
Já não faz sentido
Pode acabar.
Mas o tempo faz
A verdade aparecer
E a cada dia
Fica fácil de se ver,
Que você não sabia,
Não sabia
Que você não entendia.

Chimarruts

Silvia Machete – Toda Bêbada Canta

sexta-feira, novembro 28th, 2008

Não teve a menor graça
Tudo isso eu sei que passa
Mas não passou…
Eu não sou nenhuma santa

Silvia Machete

Não estrague isso!!!

segunda-feira, novembro 24th, 2008

Eu ja disse que sou egoísta? Pois é, eu sou. E é por isso que eu não quero falar sobre esse sorriso quase involuntário. Não quero contar das minhas conquistas, das minhas resoluções e nem da cicatrização do meu coração.

Eu tenho medo de contar e me roubarem essa felicidade que custei tanto a conseguir. Sabe como é que tá preta a coisa hoje em dia, roubam de tudo, vai que roubam meu sorriso?! Prefiro não arriscar.

Se me encontrar por aí com os olhos de estrelas, não se preocupe comigo. Eu ando mesmo com meu céu estrelado.

segunda-feira, novembro 24th, 2008

“Bom dia amor, você me faz feliz!
A tarde passa lenta só pra mim
O seu amor, um pedido que fiz”

Sem muitas explicações, esse pequeno trecho traduz tanto o meu tudo…

Futuro

quarta-feira, novembro 19th, 2008

“…de repente já estou no fim dos 20 e não tenho nada do que as pessoas costumam ter nessa idade. Tenho planos, claro (todo mundo tem). Mas objetivamente estou sem nada aqui à minha frente. O momento futuro é uma incógnita absoluta. Eu não posso pensar ‘não, daqui a um ano eu vou pro campo ou eu caso ou eu me formo ou eu vou à Europa’. Eu não sei. Fico esperando que pinte alguma coisa, naturalmente. E essa falta de ação me esmaga um pouco.

Caiu como uma luva….

Por: Caio F.

Pout Pourri de Caio F. (ou de mim)

quinta-feira, novembro 13th, 2008

“Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo.”

Caio F.

“Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que está tudo bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem”

Caio F.

“”Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos – emoções”

Caio F.

“E esse vazio que ninguém dá jeito? Você guarda no bolso, olha o céu, suspira, vai a um cinema, essas coisas. E tudo, e tudo, e tudo.”

Caio F.

“Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.”

Caio F.

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.”

Caio F.

“…talvez este seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada. ”

Caio F.

“Não, melhor não falar nada. Admitia que não conseguisse controlar seus pensamentos, mas admitir que não conseguisse controlar também o que dizia lançava-a perigosamente próximo daquela zona que alguns haviam convencionado chamar loucura.”

Caio F.

No fim

segunda-feira, novembro 10th, 2008

Ali encontrarei você em meu olhar
Ali me encontrarás tão desarmada
No meio da luta cotidiana
Ali está a verdade indesejada

E no fim seremos luz, seremos dois
Ao fim a cruz pesará menos
Leva eu, leva você
No fim poderei sentir
Que já não estou no lugar errado
Voltarei a amar (…)

Ali onde o perdão é o de menos
Ali onde se morre de verdade
Ali onde viver é como um sonho
Ali eu sei que você me encontrará

Ali onde terminam as palavras
E onde o ser humano está demais

(…)

No fim poderei sentir
Que já não estou no lugar errado
E ali no fim voltarei a amar

Por: Chris Moreno

Mais um show – Lô Borges

segunda-feira, novembro 10th, 2008

Tudo combinado pra ir à São Paulo nesse domingo. Combinações de uma semana, torcida para que o tempo colaborasse e que desse pra ver o maior número de gente possível. Avisei a galera e me programei.

Nando Reis e Paralamas do Sucesso eram os shows programados. Não tinha erro, já fui à três shows do Nando Reis e três do Paralamas do Sucesso, sabia bem o que poderia esperar. Era em um parque bacana que eu já fui ver uma vez Macy Gray e Herber Hancock; o Parque Villa Lobos, ali quase pertinho de Osasco.

Fernanda, que é fanzoca dos Paralamas não estaria em Santos esse domingo, e ir sem ela no show dos caras é um tanto quanto estranho, já que virei “fã” mais por me lembrar dela do que necessariamente por eles. A Vivi também viajaria, mas pra Botucatu, e também não poderia ser companhia. Daqui mesmo, só a Mayra toparia uma barca dessas, apesar de tudo!!

No final das contas recebi um telefonema na quarta-feira ou quinta-feira, me chamando para assistir Lô Borges no Sesc Pinheiros nesse mesmo domingo. Convite tentador por inúmeras razões!!! Além de tudo, se tratava de um show que nunca fui, pra outros que já vi três vezes. A idéia do diferente era tentadora, apesar do velho ser diversão praticamente garantida. Pensei um pouco, conversei com meus botões e tudo resolvido; troquei todas as programações de domingo e fui ver Lô Borges.

Chegando no teatro do Sesc Pinheiros, confesso que já me assustei com o lugar que eu sentaria. Na boca do palco e bem no meio. É um lugar ótimo, mas meio “constrangedor”.

Não demorou muito e logo os músicos entraram no palco. Uma banda boa, mas nada de muito extraordinário pelo menos não na minha opinião. Um baixista, um guitarrista, baterista e tecladista e o Lô Borges que dominava voz e violão.

As músicas são muito bonitas (algumas não, vai), todas do mesmo estilo Lô de ser. Uma paisagem e uma história que mistura um pouco do abstrato e o concreto. Acho que eu acho as músicas do Lô bonitas, mas meio iguais no estilo.

Fora isso, apesar do show ser feito em um teatro e a comunicação entre palco e platéia ser bem bacana, achei o show um pouco frio. Ele não interagia nada demais, e só fazia resmungar do calor, da sede, da palheta e explicar bem mais ou menos as músicas.

Mas foi bom e valeu a pena. Eu faria tudo novamente e pelas mesmas inúmeras razões, e inclusive pela oportunidade de conhecer algo novo. Apesar das minhas críticas, acho sempre válido conferir o show de um cara que tem estrada e que tem história como o Lô Borges. Ele participou do tão conhecido Clube da Esquina ao lado de Milton Nascimento e está aí na estrada hoje em dia, e fazendo parcerias com galera de “agora” como Samuel Rosa, Nando Reis, etc. E as músicas do show não deixam de ser gostosas e com uma sensação meio surreal, e ainda te fazem dar umas voltas pelas regiões de Minas Gerais. É tão gostoso que quando o show acaba dá uma sensação de que voltamos de viagem. Eu saí de lá tranqüila, com cheiro de pão de queijo e aquela saudade de Minas Gerais.

Só foi uma pena sair de lá querendo ver Bebel Gilberto na terça-feira (11) ou quarta-feira (12) e não poder por ser véspera do aniversário da mãe. E o show do Lenine, que apesar da agenda permitir, não tem mais ingresso.