Archive for janeiro, 2009

Divagações de um sabado…

sábado, janeiro 17th, 2009

Tão engraçado como as coisas acontecem na minha vida. E eu nunca entendo essa minha mania de degustar as coisas com calma durante tantas vezes. Chegar em casa e repensar os momentos, os atos, as conversas. Essa coisa de querer guardar cada pedacinho de tudo pra se ter certeza de que está viva. É sempre assim, não tem jeito.

Talvez seja por isso que eu sofra tanto e seja tão feliz. Essa intensidade que bombardeia meu emocional e fode ou melhora a minha saúde tão claramente. Sorrir faz bem, disse no Globo Repórter, e poucas coisas tem me feito sorrir com tanta vontade assim ultimamente.

E eu sorri.
Eu sorri de coisas bobas e boas.
Eu me achei linda como não me achava há tempos.
Eu declarei um amor. Esqueci de tudo e falei de amor.
Eu senti orgulho dele e tive vontade de chorar de emoção ao ver o orkut dele.
Eu dei um primeiro passo pra realizar mais um sonho.
Eu renovei energia e recriei esperanças.
Eu não liguei para os dramas.
Eu tive certeza do amor. Dos amores.
E eu me senti amada. Pluralmente amada.
Eu senti falta mas soube entender.

Caminho, vida, passo, rumo…

quinta-feira, janeiro 15th, 2009

Passo um a frente
Passo dois pra tras
De passo em passo
Pra frente e pra tras

A vida vai em frente
A vida volta pra tras
A vida vem e vai, vai e vem

O pecado
Um deslize
A estaca zero

Um dia
Um caminho
Uma sinalização
Um rumo
O encontro

Por hora;
Mão dupla
Visibilidade 0
Pista escorregadia

Até…

quarta-feira, janeiro 14th, 2009

O sorriso do “oi”
São as lágrimas do “tchau”

Dessa vez, nem dado.

Escarro interior

terça-feira, janeiro 13th, 2009

Odeio esse papel romântico de princesinha que fica trancada no palácio sofrendo pela injustiça do mundo e pelo amor de um príncipe encantado.

Detesto fragilidade!

Não nasci pra ser “bonequinha de porcelana” nem da vida e nem pra ninguém.

Apesar de amar carinho, atenção, abraço apertado, brincadeiras bobas.

Eu odeio pena, e excesso de cuidado.

Eu uso cor de rosa na letra, mas eu não sou uma garotinha cor de rosa.

E no fim das contas é essa menininha frágil que eu estou me tornando.

Ou eu estou com problemas de saúde,
Ou psicologicamente afetada
Ou então com alguma coisa que faz meu coração doer.

Porque eu to cansada não é de nada nesse mundo, é de mim mesma.
Dessa pessoa insuportável que acabei me tornando aos poucos.
Desse meu jeito tão desajeitado de ser,
E parecer que nunca
Faço,
Falo,
Penso,
Ajo,
Da maneira certa.

Cansada de ainda me sentir uma princesinha presa no castelo
Mesmo achando que eu não levo a mínima vocação para princesa.

Cansada de fazer de um jeito
Mas pensar de outro.

Cansei de pensar nas coisas
Mas que nem eu mesma acredito.

Cansada de perder um tempão com coisas
Que no minuto seguinte eu mesma já acho tão banal.

Cansada de acreditar nos outros
Fingindo que não acredita
E de não acreditar
Fingindo que acredita.

Cansada de tentar parecer contente
Quando a vontade é de chorar
E de parecer triste
Quando tudo está muito bem.

Cansada de ser tão teimosa
Que não consigo sequer ouvir os conselhos dos outros
Imagine os meus?!

Cansada de calar
Quando eu estou afim de dizer
E de falar
Quando sei que devo calar

Estou cansada de ser assim
Meio do avesso
Meio torta
Meio desajeitada
Meio confusa
Meio teimosa
Meio orgulhosa

Seguindo em frente

terça-feira, janeiro 13th, 2009

Não se condene,
Ninguém tem culpa do que aconteceu…
Nem eu posso contrariar o meu destino,
Pouco menos tu podias contradizer o teu…
Como era bom aquele amor sincero…
Como era ruim amar sozinho!
Como era bom te ter por perto,
Mesmo sem saber se pra ti abrangia algum sentido.
Não se condene…
Nada justifica a despedida,
Mas um dia precisei desistir,
Mas não pela ausencia de forças pra lutar…
E sim por não ter mais condições de sofrer.
Não se condene, ninguém tem culpa do que aconteceu…
Tinha que ser, tudo passou, morreu.
Cada qual traz do berço seu destino,
E esse afinal, bem doloroso foi o meu.
Não se condene,
E que nunca sofrer alguém te faça…
O que sofri por você!

Anelise Martins (eu acho.)

A Troca

segunda-feira, janeiro 12th, 2009

Esse ano realmente começou bem quanto à minha freqüência ao cinema. Hoje ainda é o 12º dia do ano e cá estou para falar um pouco sobre a minha 3ª ida ao cinema. Bora lá que a coisa deve ser longa.

Começo dizendo que cheguei ao cinema contente pelo filme escolhido. Eu realmente ficaria triste em ver “O dia em que a Terra parou”. Não faz meu tipo e eu sabia que ia acabar me stressando em vê-lo. Mas o escolhido foi o que eu já queria mesmo: “A Troca”.

Não sou muito nerd de ficar vasculhando coisas na internet sobre filmes e etc, vi apenas por alto o resumo filme no site do cinema e foi o suficiente para me interessar. Mas devo confessar; o filme não tem nada ver com o que eu tinha pensando ao ler o tal do resumo, nada, nadinha mesmo. Isso não significa, lógico, que tenha sido ruim.

A história acontece lá em meados da década de 30. E parece uma história comum de uma mãe solteira que acaba tendo o filho sumido, seqüestrado, seja lá o que for. Mas mais do que isso, cada vez que você acredita que a coisa já foi desenrolada e que o filme caminha para o final, ele surge com uma nova problemática e assim vai indo até o verdadeiro final.

O filme que inicialmente parece ser bastante chato e cansativo, que trataria apenas de um “seqüestro”. Mas com o decorrer da história ele vai tornando-se interessante e acaba abordando a questões de imprensa, política, corrupções policiais, religião e repressão (principalmente com as mulheres). A fotografia é linda, e os figurinos são bem bacanas.

Angelina Jolie interpretando uma mulher dos anos 30 pra mim é algo bastante diferente e interessante. Tenho a imagem dela bem menos “romântica” de que se pede no filme, e mesmo sua personagem Cristine sendo uma mulher forte, eu vejo a Angelina bem mais do que isso. Não sei dizer se achei mesmo interessante a interpretação dela e gostei, ou se na verdade não gostei. Precisaria de uma segunda assistida para digerir melhor.

Pra mim o filme poderia dar umas pinceladas melhor sobre a história na época, e ficou devendo algumas explicações. Além de algumas cenas que pra mim passaram meio desnecessárias.

É um filme que é pra se assistir com o espírito preparado e de preferência fora do clima “oba oba” do final de semana. É bacana assistir e sair digerindo aos poucos.

Minha nota? 8.0

(Im)pressionante

sábado, janeiro 10th, 2009

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Existe alguém que está contando com você
Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer

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Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças com armas na mão

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Não teremos mais problemas
Com a superpopulação

O senhor da guerra
Não gosta de crianças

Post copiado do blog da Maely, porque tem coisas que precisam ser ditas e repetidas!

Deixo acontecer…

sexta-feira, janeiro 9th, 2009

Um sonho aterrorizante
Até quando isso?

Senhas, palavras, verdades
Não penso
Mas sonho

Despertar com o peito dolorido
Uma angústia
Um sol lindo que cura tudo

Não há males
Que a lua não ilumine
Que o sol não elimine

No lugar da lágrima
Um sorriso
No lugar da dor
Uma vontade

Ouço conversa ao fundo
Dilacera o peito
Enjoa a alma
Vontade de vomitar todos os males do mundo

De volta a dor
De volta as lágrimas
Busco incansavelmente pelo meu sorriso
A vontade já se perdeu no ar

Tento dormir
Já não mais é possível
Acordo e vivo
Se nada posso fazer
Deixo acontecer

Dai-me saúde!

quarta-feira, janeiro 7th, 2009

Meio atrasada talvez, mas acho que só agora 2009 começou a ter cara de Ano Novo pra mim de verdade. Não sei exatamente um motivo para isso, mas acredito que seja o fato de ter terminado o ano doente e começado ele ainda doente. Isso foi uma das piores coisas de 2008, algo que gostaria de ter deixado para trás mas não foi possível, e estar com isso esse ano confesso que me assusta e dá um certo desanimo.

No dia 22 de dezembro senti uma dor inexplicável no peito, pensei até estar tendo algo no coração. Daí por diante a dor continuou e permaneceu dificulta a respiração. Para puxar o ar dói, para bocejar dói, sorrir dói, falar muito dói, e tudo que peça um pouco mais de fôlego dói. Fui duas vezes no Pronto Socorro e nada foi diagnosticado com precisão. Não havia médico porque era época de festa e a coisa ficou complicada.

Em uma das idas ao PS foi diagnosticado Pneumonia e lá fui eu para o meu fantasma chamado Antibiótico. O gosto amargo na boca, a dor no peito e aqueles medos, angústias, choros, carências, que o antibiótico causa. Não sei porque, mas mexe com meu corpo físico e com meu psicológico. Um medo de morrer, de definhar, de acabar, vários fantasmas a girar sob minha cabeça.

Nem tudo é o pior. Muito me agrada ver a compreensão das amigas ao trocarem um passeio já programado, para virem aqui em casa ficar comigo. Ver meus pais atenciosos, meus irmãos, e todos da família tão preocupados comigo. É nessas horas, que vemos a atenção e a preocupação das pessoas. Não agüento maais doença, e isso tudo já está perdendo a graça!!! Só agüento mesmo porque tenho gente sensacional ao meu redor.

Parei com os antibióticos e meu humor melhorou consideravelmente, é incrível!!! Fui agora finalmente em um pneumologista que diagnosticou Pleurite

O que é?
É uma inflamação na pleura.
A pleura é um tecido fino que recobre toda a superfície dos pulmões. Ela é lisa e permite um melhor deslizamento entre a parede torácica e os pulmões, facilitando a respiração das pessoas.

Como se desenvolve?
Quando a pleura, por algum motivo, fica inflamada, ela torna-se mais rugosa e grossa (espessa). A esta condição se dá o nome de pleurisia.

O que se sente?
Dor torácica ao respirar é o sintoma mais comum da pleurisia.
É descrita, muitas vezes, como dor “em pontada”, em que o paciente passa a respirar superficialmente (respiração curta) para não senti-la.
Em alguns casos a dor é referida no ombro, do mesmo lado onde há o derrame pleural. Além da dor, a pessoa pode ter tosse.
Os sintomas da pleurite incluem fortes e agudas pontadas que podem ser localizadas em uma área específica ou várias partes do tórax. A dor normalmente aumenta ao respirar fundo, tossir, espirrar ou gargalhar.

Como se trata?
Analgésicos, drogas antiinflamatórias não esteróides e/ou corticóides podem ser usados no tratamento da pleurite. A efusão pleural normalmente responde a esses medicamentos ou desaparece por si só com o tempo.

Pois é… Graças a isso vou ter agora que tomar 5 injeções de antiinflamatório. Uma a cada 4 dias, e eu já vi que minha bunda ficará roxa!!! =/

Ainda vou à um ortopedista, ainda farei uma ultra-sonografia e talvez até tomografia. Além disso, eu ainda devo ir à outro pneumologista para confirmar o diagnóstico. =P

E, apesar de 2009 já ter começado nessa vibe, posso dizer que estou me sentindo um bucado leve esse ano. Há uma vontade em mim (nota-se pela quantidade de post) que havia sumido nos últimos 6 meses de 2008. Na virada do Ano eu só pedi mesmo foi saúde e paz no meu coração, porque com a vontade que ando de colocar os meus objetivos em prática, eu só preciso mesmo é ter saúde e paz de espirito.

Acho que esse ano tem uma grande inclinação para ser o ano da prática. Tenho estado propensa à colocar em ação toda a minha listinha de metas (farei um post só para as metas) para esse ano.

Como diriam os mineiros; “Vão ver…”

Se Eu Fosse Você 2

terça-feira, janeiro 6th, 2009

Continuando ainda a falar sobre filmes, o ano mal começou e eu já vi dois filmes no cinema (e pretendo ver mais!); Entre Lençóis, que eu já falei a um post abaixo e também o Se Eu Fosse Você 2.

Não costumo gostar de filme que começa a desembestar e ter 1, 2, 3… Acho que é preciso renovar as histórias e não ficar sugando até a última gota de um filme que já fez sucesso na primeira vez. Lógico, existem exceções e muitas vezes o 2 ou 3 são até melhores que o 1, mas convenhamos que isso é raro.

Se Eu Fosse Você 2 é tão engraçado quanto o primeiro, e tem sim uma sacada bacana e tudo mais na mesma linha que o outro. Mas o fato de não ser novidade já desgasta bastante, e no próprio filme essa mudança de corpo não é novidade e então mostra que eles já estão meio “adaptados” a esse fenômeno.

É um filme divertido, pra se ver com uma galerinha em um dia que você não estiver a fim de pensar em nada e quiser praticar o riso.