Archive for fevereiro, 2009

Ressaca emocional pós-carnaval

quarta-feira, fevereiro 25th, 2009

Já são 0h passadas, e eu já posso considerar que a pior comemoração do ano já acabou, passou sem deixar mortos e feridos.

Podem me chamar de otária, chata, fresca, mas tirando o ano de 2006, eu nunca tenho boas lembranças de carnaval. É uma festa bacana pra quem pode curtir de uma forma bacana. Eu não ando pra poder “pular carnaval”, nem é muito interessante nas minhas condições ir pra micareta, trio elétrico e toda essa coisa que se resume a gente tumultuada, suando, bebendo e beijando muito na boca. Talvez por esse motivo eu acabei não gostando mesmo, em todos os sentidos; dispenso as músicas, as fantasias, o confete e tudo mais que seja referencia do carnaval. E é engraçado que uma apaixonada pela cultura possa dispensar o carnaval, que tem tanta história pra contar. Mas eu passo, definitivamente.

Todo ano algo me traumatiza no carnaval, seja uma doença séria (já tive crise renal, gastrite, rotavirus, etc no carnaval), seja por brigas e confusões, seja pela pouca acessibilidade pra curtir a festa, seja por carência (porque todo mundo cai no samba e eu fico), mas sempre rola algum stress homérico. O ano de 2009 não foi lá como o ano de 2006 (e olha que até poderia), e acho que na verdade vai ser difícil algum ano ser tão bom quanto o de 2006, mas posso dizer que foi um BOM carnaval. Tudo bem que eu tive uma pequena crise emocional e chorei sem fazer sentido nenhum, mas o mais importante é que meu principal pedido foi concedido; não fiquei doente. Além do mais, eu pude estar com as pessoas mais especiais da minha vida. Acho que só por essas duas coisas já valeu.

Vou fazer a linha “meu querido diário” pra poupar trabalho naquela velha perguntinha que todo mundo irá fazer na quinta-feira “E aí, como foi de carnaval?!”, êta perguntinha de quinta!!

Na sexta-feira foi comemorado aqui em casa, o aniversário da Luara. Pra falar a verdade eu nem esperava nada de mais a não ser ficar com a família e curtir a aniversariante do dia. No final das contas, a Pri e a Cláudia apareceram lá de ultima hora e eu acabei tirando uma ondinha com elas enquanto a Luara curtia sua festa com a priminha Maya. Foi suave e gostosa a sexta-feira.

No sábado a crise emocional já estava querendo dar sinal e apareceu em forma de nervoso por querer fazer algo bacana e não ter nada confirmado. Tinham vários planos, mas nenhuma certeza. E aí acabou que fui com a Jessica e o Fabio comer um Petit Gateau delicioso e de quebra ainda rolou um papo gostoso. Foi pouquinho tempo pro prazer das companhias, mas de lá ainda fui pra sorveteria em um programa de família. Estava a Mayra com a família, a Fernanda com o pai, e eu com meus pais. Foi uma delícia e a brincadeira acabou duas e pouco da manhã. Na volta a crise emocional se mostrou mais forte e em forma de euforia.

No domingo eu brinquei de ser Tia Iza, e nas horas vagas também morguei. Quando foi 20h o Dalarte chegou e fomos logo pra praia numa dessas tendas insuportáveis de carnaval. As companhias eram ótima, maravilhosas, mas eu definitivamente não nasci –pra essas coisas não. Não foi nenhum programão dos Deuses, mas deu pra se divertir bastante e dar umas boas risadas. A crise veio em forma de uma ansiedade inexplicável, mas acabava sempre mascarando com um pouco de jurupinga e com as palhaçadas dos amigos. A brincadeira acabou pra lá das duas horas!!

Na segunda-feira eu acordei com uma vontade enorme de chorar, mas eu e o Dalarte comemos e fomos umas 14h pra praia encontrar a Fernanda e o Bronx para curtir um solzinho e conversar um pouco. E não há nada que um céu azul e um sol não melhore. Tomamos um sol, nos divertimos com as perolas que sempre aparecem e saímos de lá um pouco mais de 16h. À noite fomos ao Chopp Santista e fui muito, mas muito divertido mesmo. Tomamos todas, dançamos samba rock, pop rock, MPB, funk e tudo mais. Eu não dava nada, tava animada pra ir mas confesso que foi uma noite que eu nunca esperava! Dei risada até doer a barriga, chorei até soluçar, levei bronca pra acordar e me diverti com as melhores pessoas do mundo até as 04h da matina. Quando cheguei em casa ainda comi pizza torrada e ri horrores até as 6h da manhã com o Dalarte e minha mãe.

Terça-feira, acordei às 13h com o tempo chuvoso e uma puta ressaca emocional. Parece que a bronca ao pé do ouvido na balada me fez acordar e acalmar o turbilhão que já estava querendo renascer e louco pra tomar uma proporção grande aqui dentro. A coisa toda sossegou e eu amanheci mais serena, calma e relaxada. O meu tio avó morreu e eu optei por ficar quietinha em casa pra minha mãe e meu pai descansarem um pouco e irem no velório, etc. Minha terça-feira foi adiantadamente uma quarta-feira de cinzas.

Resumidamente o saldo desse carnaval com certeza foi nota 8,5.

Filhos…

quinta-feira, fevereiro 19th, 2009

Dizem que com o tempo, a gente acaba se adaptando com o que nos é possível. Na minha época mais inconformada, uma estrofe de uma das músicas dos Engenheiros não fazia tanto sentindo e, pra falar a verdade, me dava até certa revolta, um ar de conformismo

“Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter”

Mas isso com o tempo vai se fazendo verdade, e no fim das contas não se trata mesmo de conformismo ou algo assim. O que rola é que somos produto do meio, e vivemos de acordo com nossa realidade. Mas nada disso é segredo, nem mesmo novidade. E, o que eu vim falar tem a ver com isso e não tem. Sei lá ué.

O fato é que tive uma fase onde eu queria muito ser mãe. Eu sabia como meu filho seria, o nome que eu daria e como criaria. Já estava tudo programado na minha cabeça, só me faltava a oportunidade de ter essa criança. Mas com o tempo, acabou que por diversos motivos essa idéia foi enfraquecendo tanto que hoje em dia eu tenho a convicção que não tenho a menor vocação para ser mãe.

No final das contas, eu não tenho a menor paciência para crianças, além de não achar graça e de ter horror a criança dos 5 aos 15 anos. Não teria muito saco para educar uma criança e acharia isso uma responsabilidade do tamanho do mundo se tivesse um filho meu. Acho que cada um tem sua índole e que não somos 100% fruto da criação dos pais, mas me assusta demais essa cobrança e esse julgamento. Além disso, sou fria demais para brincadeiras de faz de conta e toda desregulada emocionalmente pra poder ser racional e emocional nas horas certas. Não daria certo, de jeito nenhum!

Por ironia do destino acabei ganhando não uma filha minha, mas sim uma sobrinha. E, por mais ironia ainda, a menina é completamente grudada em mim. Logo eu, que não fico 3 horas dando atenção, que não tenho saco pra brincar de bonequinha e que andei dando meu grito de liberdade pra não mais deixar de sair por causa dela. E enfim, a menina veio pra mostrar um pouco das minhas ações e reações perante a uma criança e a um amor quase tão grande quanto de um filho.

Isso tudo só comprovou o quanto, independente de outros motivos muito mais relevantes, eu realmente não tenho a tal da vocação ou do instinto materno que as mulheres possuem. Por outro lado, também reforçou bastante convicções que eu tinha quando sonhava em ter um filho meu e mostrou muita coisa que talvez eu não sabia.

Diversas coisas são responsáveis pra que eu tenha determinadas atitudes com minha sobrinha, mesmo as que faço sem concordar muito. Além do que, não sendo mãe, não está incluído no meu papel o dever de educar. Mas que criança é um brinquedinho complicado, e que vem pra quebrar todas as suas idéias e deixar você de quatro, isso não deixa de ser um pouco verdade. Criança é praticamente um monstrinho, principalmente quando te diz

_ Você tem que ficar comigo, nós temos que ficar juntas (e dá um abraço, com aquela cara mais “eu sou um anjo” do mundo).

Isso racha qualquer coração de pedra, até mesmo o meu =(

Sexta-Feira 13

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

Eu ia, e poderia, me recusar a escrever sobre o filme sexta-feira 13. Mas eu sou presa à rotina e, se eu me propus escrever então eu vou escrever. Mesmo que não tenha muito que se dizer.

Não sou lá fã do filme, mas “crássico” é “crássico” e eu acho que devo até ter assistido uns três ou quatro, e não me lembro de nenhum em detalhe =P. O que eu lembro um pouco mais, foi o do encontro de Jason com Freddy Krueger.

Enfim, esse não fugiu da regra, não foi lá muito diferente do pouco que lembro dos outros. Dá pra dar umas boas risadas e quem sabe até tomar alguns sustos. E pelo que me lembro (que é quase nada), achei esse com ceninhas mais de sexo, mais mulé pelada, o que pode chamar ainda mais a atenção dos rapazes, além do montão de sangue e tosqueras.

Nada insuportável. Pra mim valeu, já que eu estava em um domingo light, com humor tranqüilo e ótimas companhias.

Quando a gente ama – Oswaldo Montenegro

quinta-feira, fevereiro 12th, 2009

Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar

Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar

Foi Apenas Um Sonho

terça-feira, fevereiro 10th, 2009

Dia 8 de janeiro, eu assisti o filme “Foi apenas um sonho”. E, particularmente pra mim foi mesmo apenas um “sonho” de que seria um bom filme.

Esse foi do tipo que tinha muito pra dar certo, mas não deu. Os atores são bacanas, rolou um trocadilho de colocarem os três personagens de “Titanic” pra contracenarem juntos, a atuação foi legal, a história poderia ser bem desenvolvida, mas não rolou. A receita desandou e o bolo solou. E eu não sei explicar se faltou coisa, se sobrou coisa ou se faltou um e sobrou outro.

A história não foge nada do que rola por aí. Um casal que casa achando que a vida vai ser ótima, mas acabam se deparando com a rotina e isso acaba dando certo desespero no casal, principalmente na mulher que é meio surtada. Nada de novo no velho mundo, a não ser o extremo que a mulher acaba chegando nessa paranóia.

O filme não é dos piores, mas torna-se cansativos em vários momentos.

Se quiser ver, vá. Mas nada que não dê pra esperar sair em DVD e assistir na comodidade de sua casa.

Cidade Maravilhosa

terça-feira, fevereiro 10th, 2009

“No Rio você vê o que está do outro lado da esquina e vê o que está do outro lado da outra esquina e vê a praia a sua esquerda e vê a lagoa a sua direita e vê que o dia está bonito acima de você e vê a montanha a sua frente.
No Rio você vê a bunda de todo mundo, e parte dos peitos, e as pernas de todo mundo. E vê artistas. E vê todo tipo de gente misturada a todo tipo de gente. E vê o sol e vê as horas e vê Deus. E sabe exatamente onde está, ainda que não conheça direito a cidade. E vê tudo isso numa única caminhada. E com uma claridade e uma amplitude absurda.
O Rio se escancara. O Rio, como já disse em outros textos, é pra fora. E tudo isso, assim, de repente (…)

(…) No Rio tudo é aberto, tudo é de todos, tudo é de graça, tudo é amplo. (…)”

Texto de Tati Bernardi, que me fez sem querer entender porque assim sem mais nem menos eu amo tanto esse lugar. Assim, de graça, sem me fazer nada!

Sexo – Oswaldo Montenegro

domingo, fevereiro 8th, 2009

Seja qual for o tema o que te importa é sexo
Seja alegria, angústia, choro, encanto ou dor
Seja de ausência, sonho, tara ou por complexo
Seja na cama, palco, escada, elevador

Preguiça confused

quinta-feira, fevereiro 5th, 2009

O tempo passa, mas os ciclos, as fases da vida são praticamente as mesmas. Eu por exemplo já aprendi a lidar com determinadas coisas da vida, afinal de contas isso é o tal do amadurecimento, né? Mas como eu já disse por aí, eu gosto mesmo de degustar a vida, de sentir tudo, de perceber os movimentos meus e deles. De fato eu gosto mesmo quando eu me sento e posso perceber minhas próprias evoluções.

Sou aos poucos, só sei viver as coisas quando já as vivi. Não sei viver, só sei lembrar-me.

Clarice Lispector

É, eu me identifico muito com essa frase. Talvez esse seja meu lado canceriano que aflora (sim, acredito em astrologia. Mas isso é papo pra um post inteiro). Mas eu gosto mesmo é quando meu lado Taurino reaparece, eu gosto da praticidade que esse meu signo me oferece. E acho que ultimamente ando um pouco assim.

Um amigo veio uma vez pra mim com um papo de que sentia preguiça de certas pessoas, situações, sentimentos e conversas. E é exatamente assim que estou me sentindo ultimamente. Com preguiça das coisas. Não que isso tenha empacado a minha vida, muito pelo contrário. Essa preguiça está diretamente ligada à essas coisinhas da vida, como esses pensamentos confusos, como situações desagradáveis, assuntos pendentes, etc e tal. Na verdade é que apesar de estar pensando e sentindo algumas coisas em relação a diversas áreas da minha vida, estou sem muita paciência pra pensar e até mesmo pra tentar sentar e resolver.

Só não sei ainda o quanto isso é bom. No fundo, não estou chateada com nada, mas anda rolando uma sensação de que “coisas” precisam ser resolvidas mas eu não quero agir com impulso ou antes do tempo certo, e daí no fim das contas eu tenho optado por me ocupar com meus afazeres do que tentar resolver algo que vez ou outra anda martelando a cabeça.

Eu não sei nada e, pela primeira vez na vida, acho que é melhor assim. A vida está andando, exatamente como tem que ser. Eu não me prendo mais no que vai acontecer amanhã. E sim, fique à vontade pra se amparar nas minhas neuroses quando estiver rindo de tudo e precisando levar algo a sério. Eu faço o mesmo.

Bruna Sion

É, está tudo confuso e fácil ao mesmo tempo. Melhor deixar pra lá, mó preguiça!

Meu amor…

terça-feira, fevereiro 3rd, 2009

O meu amor é desajeitado, esquisito, tropeça em si e ri com ingenuidade. É tão lindo. Meu amor escreve bem, fala sobre tudo com a leveza daqueles que não dizem para provar que sabem, mas com a paixão de compartilhar com o mundo o seu conhecimento.

Autor Desconhecido