Archive for março, 2009

Éponge

domingo, março 29th, 2009

Eu estava devendo pra Jessica uma ida ao Saloon pra ver o Éponge, e já fazia uma semana que ela havia me intimado a ir esse final de semana. Pois bem, depois de alguns conflitos mentais e nhe nhe nhes, eu me vesti e saímos eu e Jessica rumo ao Saloom aqui pertinho de casa.

A primeira vez que vi a Éponge tocar foi no Saloon mesmo, mas já nem me lembro quando foi exatamente. De primeira, tive a impressão que os caras tinham um bom potencial, mas que a coisa estava meio desalinhada e o astral da banda no dia não estava dos melhores. Mesmo assim acreditei neles e fui tendo notícias como podia.

Depois disso perdi algumas oportunidades de ir ao show devido as minhas idas ao Rio de Janeiro e a outros compromissos. Mesmo assim acompanhei bastante coisa da banda bem de pertinho, inclusive novidades que devem aparecer por aí mais cedo ou mais tarde.

Nesses acompanhamentos, eu vi que a galera realmente deu uma amadurecida bem bacanuda. Inclusive minhas maiores críticas iniciais foram sanadas. Um dia aí acompanhei a Éponge tocando à céu aberto, sem guitarra, sem backing e com outros defeitinhos e stress, e mesmo assim pude notar, dessa vez ao vivo, o quanto eles estavam melhores do que eu tinha visto lá no primeiro show no Éponge.

No último show que vi agora no Saloon dia 28/abril, eu parei pra relembrar tudo que tinha visto deles antes. A sonoridade está realmente muito melhor, e até o astral no palco percebe-se muito melhor. Do guitarrista ao baterista (passando pelo baixo e vocal) nota-se o quanto eles devem se dedicar aos seus instrumentos. Sou “raruxa” mesmo, mas é que me dá um puta orgulho ver galera que toca porque e o que gosta, e não porque querem ser chiques e famosos (mas se forem, oi, lembrem-se de mim ok?!).

Outra coisa que me chama atenção pra caralho é quando a banda tem músicas próprias e boas. E quanto a isso, Éponge já tem o meu respeito e admiração. Não se trata daquela coisa chata de cantar apenas “covers” ou então aquelas bandas que tem umas músicas chatas da porra, que tu não vê a hora dos caras voltarem pras músicas “cover” e conhecida.

O saldo geral foi muito bacanudo. Um som bacana, amigos engraçados, conversas bobas e boas, pinacolada, coca-cola com vodka e só alegria.

Para saber mais de: Éponge

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Altas Horas

sexta-feira, março 27th, 2009

Tem coisas que custam um sacrifício, mas costumam valer a pena. Não sei se porque sou otimista em alguns momentos ou se porque pra mim as coisas já são difíceis por natureza, mas pra mim geralmente depois de tanto stress acaba valendo.

E não foi diferente se tratando da minha ida ao Altas Horas na última quinta-feira dia 25, onde esteve Xuxa, Ivete Sangalo e O Teatro Mágico. Imperdível, mas concorridíssimo.

Logo que voltei da Palestra do Marcelo TAS, eu soube através das minhas fontes que o Teatro Mágico iria gravar o Altas Horas junto com Xuxa e Ivete Sangalo, no dia seguinte. A partir daí minha vida virou uma correria pra conseguir uma vaga na platéia do programa. E no final das contas eu soube às 15h que havia conseguido vaga e que deveria estar na globo em São Paulo às 16h. Foi o tempo de me trocar e convidar a Cláudia, já que eu sabia o quanto ela gosta da Ivete e da Xuxa (longa história).

Esse tormento acabou teoricamente às 17h30, quando chegamos na globo em São Paulo a tempo de assistir o segundo e o terceiro bloco, já que o primeiro começou a ser gravado às 16h45. E foi então que começou o segundo stress, porque lidar com secretária é foda né. Sei que depois de muito stress, mágoas, decepções, conseguimos assistir o terceiro bloco do programa.

É genial ver toda aquela coisa de televisão que eu tanto gosto. Produção, câmeras, correria e todos parecem sair feliz após mais um dia de trabalho. Aqueles corredores me inspiram do elevador ao estúdio. Se pudesse não sairia mais lá de dentro, vontade de sentar e escrever tudo que se passa aqui dentro, vontade de pedir um emprego como um mendigo pede um pedaço de pão. É minha casa, um pedacinho meu que fica ali em forma de sonho, pra nunca me completar.

Mesmo assistindo apenas um bloco, pra mim já foi o suficiente de ver os caras lá cantando pra Xuxa e Ivete assistirem. Ver a cena me arrepiou da cabeça aos pés, parecia que eu via “meus filhos” se apresentando na escola ou recebendo o diploma. Foi orgulho mesmo, e eu digo isso de boca cheia e nem ligo para as zuações!

No final das contas, Fernando Anitelli, Ivete Sangalo, Willians Marques, Cláudia Busto e José Hillário fizeram valer todo o sacrifício!

E a Xuxa? Essa pra mim passou do ponto, mas ta valendo.

Para saber mais de: Xuxa

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Para saber mais de: Ivete Sangalo

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Para saber mais de: Altas Horas

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Para saber mais de: O Teatro Mágico

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Aula magna com Marcelo TAS.

quinta-feira, março 26th, 2009

Nesta quarta, troquei o jogo do São Paulo que eu realmente não veria por não me ligar nessas coisas e fui com a galera assistir a palestra do Marcelo TAS na faculdade onde me formei em Jornalismo.

Não acompanhei a vida profissional do cara a fundo, mas isso foi resolvido com conversas com os amigos e com a leitura da Edição Especial do Primeiro Texto, que estava circulando por lá. E não demorou muito pra eu tomar consciência que estava ali esperando por uma palestra que prometia ser muito interessante e, quem sabe, serviria de um chacoalhão na minha cabeça. Dito e feito, no alvo.

O cara tem um discurso direto e sem muito “tralalá” de jornalista. O que e chamou bastante atenção foi o otimismo (às vezes exagerado até) e a forma que defende uma realidade muito mais verdadeira do que ouvimos de comunicadores por aí. É tudo lindo, mas a realidade é bem outra e ele fez questão de enfatizá-la várias vezes.

Marcelo TAS comentou bastante sobre internet, das ferramentas geniais que ela oferece e também da importância do crescimento do jornalismo colaborativo. Tudo assunto já bastante discutido, mas com um bom embasamento histórico e com um paralelo da também importância dos livros, jornais, televisão.

Além disso, ele contou bastante sobre sua história profissional e deu suas opiniões sobre a mídia e a sociedade atual. A sua vida tão imprevisível que foi, serviu de exemplo pra muitos estudantes ansiosos ou então perdidos completamente (como eu =P). Pra quem não sabe, Marcelo TAS chegou a ser da aeronáutica, em seguida fez engenharia civil onde fazendo o Jornal do Diretório Acadêmico descobriu que queria ser comunicador.

Muita coisa que foi falada por ele, em termos de filosofia de vida, faz parte do meu universo e daquilo que estou acostumada a ler, ouvir e acreditar. Das outras ditas, serviram muito também como que um toque de outro mundo para questões que eu estava precisando levar uma sacudida.

No final das contas, mesmo não ter sido aluna do Professor Tibúrcio e nem ter sentido necessidade de tietar o cara, valeu por ver a platéia lotada e delirando por conta da participação dele na infância da maioria ali, valeu também as companhias geniais de meus amigos fodásticosforever, valeu rever a galera que não via há tempos, e lógico o aprendizado que a gente sempre absorve desses caras como Marcelo TAS.

Para saber mais de: Marcelo TAS

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Forró no Mar 4ª edição

quarta-feira, março 25th, 2009

Se eu andasse, freqüentaria lugares mais diversificados. Não que eu faça algo obrigada, mas no fundo tenho total liberdade de escolha contanto que seja no cardápio de eventos que alguém se proponha a ir comigo. Não posso simplesmente decidir e ir sozinha por aí onde bem entendo. Minha sorte está em ter muitos e ótimos amigos, o que acaba me oferecendo um leque interessante de opções.

Tudo isso foi só pra dizer que não é de hoje que me interesso em ir ao Forró no Mar, na verdade desde a segunda edição eu já fiquei bastante interessada. Mas, devido à inúmeros poréns eu acabei nunca tendo a oportunidade de curtir um forrozinho bacana. Porque, verdade seja dita, quando a Fabiane me mostra uma música é porque eu vou gostar; foi assim com Hanson, Chimarruts e O Teatro Mágico.

Nessa quarta edição, ela trouxe o meu “xodó” Fernando Anitelli e aí foi o que me deu mais força e argumentos pra comparecer ao evento. Além de ter pessoas amigas que também admiram o cara, com certeza não me deixariam sem companhia pra ver o “Nariga” tocar aqui “pertinho” de casa. Ainda mais depois de eu ficar quase cinco meses sem vê-lo. E lá fomos nós forrozear com vista para o mar!

Eu não conhecia o Porto Marina Bar, e é um lugar bastante interessante. Bonito, gostoso de sentar pra conversar, e tem um espaço muito bacana. É grande, mas ao mesmo tempo todo mundo vê todo mundo. As pessoas que estavam presentes foram pessoas bacanas, sem ficar me olhando muito ou regulando por eu ser assim ou assada. O bom do forró é que a galera vai mesmo pra curtir o som e dançar muito, não tem aquela coisa boba de balada que o povo fica desfilando pra lá e pra cá só procurando uma caça. Não que no forró não exista azaração, né? Mas ali o xaveco funciona é tirando a mina pra dançar e aí como diz meu amigo “vai que vai”.

Conheci então o tal Trio Dona Flor, que a Fabiane tanto falava. As meninas têm cara de serem umas fofas (não conversei com elas) e realmente têm talento e muito carisma. Cada uma com uma voz marcante e diferente das outras do grupo, as músicas geralmente são bem divididas e a escolha de qual vai cantar determinada música é quase sempre como uma luva. Elas não abusam da sensualidade, mas sim da graciosidade feminina e investem bastante na simpatia espontânea da sanfoneira. Não precisam de absolutamente nada para atrair a atenção do público, bastou um bom repertório e a presença delas que o show está feito.

A grande constatação minha e das minhas amigas é que Dona Flor não precisa de Fernando Anitelli, ou seja lá quem for, pra chamar a atenção do público. Dona Flor precisa apenas é de oportunidade de serem vistas e assim possuem capacidade total de conquistarem seu público. Não é dizendo que a participação do Fernando Anitelli não tenha sido boa, foi maravilhosa e com certeza trouxe mais brilho para a noite de festa que comemorava o aniversario de 1 ano do Trio Dona Flor, mas de fato ficou bem claro ali no palco quem eram as donas da festa!

Em tempo de aniversário e por ter sido minha primeira vez ouvindo e vendo tudo isso, dispensarei as criticas ruins. Dou apenas os meus parabéns e aguardo por uma próxima!

Para saber mais de: Trio Dona Flor

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Para saber mais de: Fernando Anitelli

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Só por falar….

segunda-feira, março 23rd, 2009

E a gente acaba se acostumando com a ausência das pessoas. No inicio a saudade aperta o coração que ele parece até sangrar. Dá uma espécie de falta de ar, falta de apetite, falta de vontade de viver, falta de tanta coisa que a gente perde o sentido do tempo.

E ele, o tempo, vai passando e a vida continuando e a gente vai vivendo porque afinal de contas não tem mesmo outro jeito. E a ausência a gente aceita na marra, a comida a gente engole forçado até estimular o apetite, e o ar a gente puxa fundo, e a vida a gente adapta do jeito que tiver que ser.

E de repente a gente nem nota mais que aquela voz não toca mais ao seu ouvido, que o abraço já tão raro torna-se inviável, a presença já não é mais freqüente, o olhar não mais trocado, e toda aquela coisa cósmica que você via já nem existe mais e se é que um dia já existiu.

E então você descobre que nem tudo é tão essencial assim, e que a falta de ar, de apetite, de sono até poderiam matar. Mas a ausência das pessoas não mata e nem arranca pedaço, mesmo você tendo a sensação que um pedacinho do seu coração ficou do lado de lá. Então você entende o verdadeiro sentido do tão falado “desapego” e segue sua vida com um sorriso maroto de quem pensa “como pude ser tão tolo?”.

E sem aviso prévio, as pessoas reaparecem na sua vida sem mesmo dar tempo de escolha. Do mesmo jeito que saem, elas voltam e invadem sua vida adentro como uma larva de vulcão queimando por onde passa. E como um Dejavu você revive a voz, o abraço, o olhar e toda aquela coisa cósmica que mesmo você não acreditando, o seu coração jura existir.

(…)

domingo, março 22nd, 2009

Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os ‘A’s. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.”

A Menina Que Roubava Livros

terça-feira, março 17th, 2009

Às vezes tenho minhas fases de silêncio, e parece que quanto mais amadureço mais essa fase silenciosa se estende. Não importa como, mas chega uma hora que você aprende que o silêncio é muitas vezes o melhor a ser dito, ou simplesmente você se cansa de tudo e resolve calar.

Disse pra mim. Nenhum pio. Não vou falar nada. Já que sou tão imprópria, inadequada, boba. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceita pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação chatice. Minha insegurança problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo. Minhas críticas causam coisas terríveis. Minhas palavras cuidadas incomodam. Minhas palavras jogadas, mais ainda. Minhas opiniões sempre se alongam e cansam. Minhas histórias acabam sempre no egocentrismo ou preconceito. Meu sem fim dá logo vontade de encurtar. Minha construção, desconstrói. Meus convites quase nunca agradam. Meus pedidos sempre desagradam.

Sempre gostei de ler coisas de Tati Bernardi, Fernanda Mello, Rani Ghazzaoui, Bruna Sion pra ver que sou como todas as mulheres, e pra entender que eu sou mais prática do que imagino ser. Geralmente me encontro em algum trechos delas.

Dessa vez, Tati Bernardi se superou. Nunca um texto disse tanto em um momento tão exato da minha vida.

MPB4 e Toquinho

domingo, março 15th, 2009

É sempre assim; quando se tem uma oportunidade, sempre se tem duas. E eu tive a oportunidade de escolher entre Lenine e Toquinho+MPB4. Pois é, apesar dos pesares eu optei por Toquinho + MPB4 e tive meus motivos pra isso.

Fui tranqüila, sabia que qual fosse minha escolha, seria uma boa escolha. Era a minha primeira vez no Vivo Rio, e achei um lugar muito bonito e com uma acústica bacana. Pelo menos foi para o show que assisti. O tratamento foi muito bom, mas isso já não me surpreende muito quando se trata de Rio de Janeiro. Sentei na área vip, na boca do palco, como eu gosto.

Primeiro entraram os caras do MPB4, que como muito da MPB são ótimo. Os caras cantam para caralho, e realmente prendem tua atenção e fazem mostram como MPB pode sim ser muito mais do que “música calminha que dá sono”. A alegria dos caras contagia. Cantaram 13 músicas e na 14ª música eis que entra finalmente o Toquinho. Depois disso MPB4 saiu e o Toquinho cantou 9 músicas e na 10ª música MPB4 voltaram ao palco e aí rolou mais umas 8 músicas.

Um amigo já me disse, que quando gosto de uma coisa acabo sempre ter tendência em ser Xiita. Devo confessar que é verdade, não tento convencer ninguém e nem enfio goela a baixo o que gosto pras pessoas, mas tenho tendência em achar tudo lindo! Pois é.

Mas devo confessar aqui, bem baixinho, que Toquinho me decepcionou um pouco. Resumidamente, no final das contas a participação dele no show foi curta e praticamente idêntica ao show “Toquinho, Baixo e Bateria” que vi no SESC no final do ano passado. Não que isso mude minha opinião e deixe de achar o cara fodão e amar suas músicas, mas a verdade precisa ser dita.

No mais, é isso. Agora é esperar o Lenine voltar das Europa pra curtir o show do cara.

quinta-feira, março 12th, 2009

E eu não me importo de todos acharem que eu ando esquisita, ou distante ou que o meu entusiasmo não é assim tão grande pra coisas que deveriam ser. Por mais mesquinho que seja não dividir isso com ninguém, é o melhor que se faz já que as pessoas não vão mesmo compreender.

Agora voce decide…

terça-feira, março 10th, 2009

Quero poder estar com quem me faz tão bem, me faz feliz, quero o sorriso meu, o teu, quero poder gritar quando chegar onde almejo, quero morrer do coração pelo simples fato de ter amado demais. Vou vivendo, com atitudes que me deixam ir e a essência de criança que jamais perderei. Engulo com força o gosto amargo de cair, de fracassar mais uma vez, engulo ainda sem fazer careta! Engulo o não, o talvez, engulo o ‘deixa disso’, ‘para com isso’, engulo e observo. Observo o quanto não se permitir, o quanto não deixar pode atrapalhar, mas sei que quando há de ser, será! Eu escolho meu destino! Agora você decide se vem me dar a mão ou um abraço de despedida, porque essa parte eu não posso fazer por você“. 😉