Archive for maio, 2009

Escarro #2

quinta-feira, maio 28th, 2009

Eu queria conseguir desabafar um pouco do que eu ando sentindo. Mas tá difícil encontrar palavras pra falar o que anda rolando. Eu quero o tete a tete, sabe? Queria que alguém me doasse um pedacinho do tempo pra ouvir minhas palavras confusas. Queria deitar a cabeça no colo e, recebendo um cafuné, falar um montão de coisas. Mas o tempo engole a todos com tanta fome, que me sinto assim; meio sem jeito de pedir tal atenção.

Relaxa!!! Não se incomode comigo. Deixa que dos meus trancos cuido eu. Eu e eles já somos intimos, e eu também cansei dessa carapuça de dramatica. Cansei de todas as carapuças!! Deixa pra lá, vai e segue em frente!!

Vamos, vamos viver a vida!!! Na minha cama eu arrumo esse amassado e aquele quebradinho ali, pode deixar!!! Não perca seu tempo comigo, vai lá que o telefone tá tocando!! Deve ser algo importante! Deixa eu aqui, já já eu resolvo isso tudo.

Mas assim, quando der, não precisa nem ser hoje, nem amanha. Não precisa ser essa semana e nem mesmo nesse mês. Qualquer dia, me dá um abraço? Não é por nada não, tá tudo certinho, é só um abraço mesmo, atoa…

Escarro

quarta-feira, maio 27th, 2009

To querendo algo que não sei o que é. Se é de comer, se é sair, se é de ver, se é de amor, se é de amizade, se é de desejo. Pode ser um simples copo de leite, à uma noite inesquecível de sexo.

Dominguinhos – Virada Cultural

terça-feira, maio 19th, 2009

Ir à um show de Dominguinhos é sem dúvida uma grande oportunidade. Além de ser uma lenda viva da safona, o cara esbanja sorriso, humildade e passa aquela sensação deliciosa do baião. Isso sim é música Brasileira, é forró de verdade.

Na virada cultural tivemos algumas boas visitas à Santos. Banda Black Rio, Farofa Carioca, Ivone Lara, Dominguinhos, entre outros. Mas como infelizmente a dificuldade de locomoção pra deficiente na cidade ainda é bastante precária, um teve de ser o escolhido da noite e obviamente que Dominguinhos foi o meu escolhido. Meu, da Jessica, da Madeleine e de mais um bucado de gente. O Coliseu lotou tanto, que deixou gente na porta chupando o dedo.

O ruim e o bom do Coliseu é que não se pode levantar. Bom porque é uma oportunidade de você curtir o show com mais atenção, e o artista ter oportunidade de mostrar melhor o trabalho. E ruim, porque é quase impossível ouvir a sanfona, a zabumba, o triangulo e não se sacudir inteiro. Aquilo contagia de tal maneira que é uma coisa louca.

O show começou pontualmente as 20h. Dominguinhos chegou com sua sanfona e seus companheiros e tocou no palco como quem toca no quintal de casa. Interagiu com o público, fez piadas bobas de tio, contou causos e fez a galera dançar forró mesmo que sentados na cadeira.

O repertório é genial, até porque não haveria música que fosse tocada e não fosse tão cantada e tão aplaudida. Clássicos como “De volta pro aconchego”, “gostoso demais”, “a vida do viajante”, não puderam faltar e pra fechar com chave de ouro ele teve que cantar “Isso aqui ta bom demais”.

Além da Sanfona de Dominguinhos, da Zabumba e do triangulo, a banda ainda era constituída de um baterista, um baixista e se não me engano um guitarrista. Todos muito bons, e casou perfeito com o baião.

Companhias nota 10. Show nota 10. Fica apenas o lamento por ser um show curto, já que se tratava de uma Virada Cultural.

Para saber mais de: ”Banda Black Rio”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Farofa Carioca”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Ivone Lara”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Dominguinhos”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Virada Cultural”

No site Oficial

Ando péssima com a escrita. Eu assumo. Desculpa pra quem lê.

Guimarães Rosa

segunda-feira, maio 18th, 2009

Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que.
Aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços, que às vezes adivinhei insensatamente – tentação dessa eu espairecia, aí rijo comigo renegava. Muitos momentos
.”

Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa

Pensar em Você – Chico César

quinta-feira, maio 14th, 2009

É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo

Dica de Leandro Dalarte.

A Bela e a Fera

terça-feira, maio 12th, 2009

Dos contos e das princesas que tem por aí, eu sempre gostei muito da princesa Aurora (Bela Adormecida), mas demorei pra entender que no fundo eu nunca gostei realmente da história, e o que eu gostava mesmo era do estilo e principalmente, do cabelo da Aurora. Ganhei o desenho e a Barbie na época que eu tinha meus 6 ou 7 anos.

Quando fui crescendo e prestando melhor atenção, eu me apaixonei pelo conto da Bela e a Fera. É uma história francesa e linda que fala sobre o valor dos sentimentos, da beleza interior, da amizade, da intelectualidade, das coisas realmente importantes nessa vida. Aos poucos fui me tornando fã desse conto e cada vez mais procurando ler e conhecer detalhes dessa história.

Depois aos poucos fui me identificando com a Bela. Pelo nome, pela história acontecer na frança, pelos cabelos castanhos, por ela dar tanta importância aos sentimentos e ao caráter das pessoas. Além disso, ela também detesta o Gastón que é lindo, musculoso, e totalmente bobo e convencido, não liga pra jóias e coisas de valor e não se impressiona com a aparência física as pessoas.

Sem contar também que me identifico um bucado com a Fera na questão de que a aparência física acaba afastando e até assustando algumas pessoas. E por isso, essa dificuldade muitas vezes de ter a oportunidade de viver um grande e verdadeiro amor.

Há alguns dias eu soube através do Ivan Parente, que teria o espetáculo A Bela e a Fera no Coliseu aqui em Santos nesse final de semana. Achei que nem ia por falta de companhia e por causa do preço. Além disso, já imaginava que os ingressos esgotariam logo, e foi o que aconteceu.

Até tentei pedir pra Cláudia se conseguiria algo lá no Santa Cecília, mas ela contou que aparentemente ninguém havia ganho ou comentado sobre o espetáculo por lá.

Porém quando estávamos, eu e meus pais, vendo o jornal da Tribuna vimos que estavam abrindo sessão extra para domingo às 11h em homenagem ao dia das mães e seria o preço único de 45,00. Na mesma hora minha mãe viu os trechos do espetáculo no jornal e mandou meu pai comprar um pra mim e pra ela.

Apesar de termos dormido as 5h da matina na noite anterior, por causa da comemoração do meu aniversário no bar, tanto minha mãe quanto eu acordamos sem nem precisar de despertador, tamanha era nossa ansiedade. Acordamos 8h e logo comemos nos arrumamos e fomos rumo ao Coliseu. Foi o típico passeio de Dia das Mães, e eu me senti aos 10 anos de idade em pleno 28.

O Espetáculo é maravilhoso!!

Logo que começa tem um telão para dar uma introdução da história, e com os óculos 3D, você pode ver borboletas, pássaros, chuvas e flores vindo em sua direção. E, depois dessa pequena introdução começa então o espetáculo.

O cenário é lindo e mostra cada hora um ambiente da história. São ao todo uns 8 cenários diferentes: a praça, a casa de Bela, o Bar, o alto mar, a fonte, a entrada do castelo da Fera, dentro do castelo da Fera e uma selva. Cada cenário desse construído muito semelhante ao que tinha visto no livro e no desenho. E para cada mudança brusca de cenário, baixa-se o telão com um pouco mais de narração da história.

Durante a apresentação, é usado também efeitos aromáticos. Para cada ambiente e situação, um cheiro que faça a pessoa se sentir dentro da história. Na hora da tempestade em alto mar, ventiladores com água são ligados, e uma ventania com respingos de água são jogados na platéia. Em outro momento, pétalas de rosas caem do teto sob a platéia e um gostoso aroma de rosas é lançado no ar.

Tudo isso muito bem utilizado com ótimos jogos de luz que aperfeiçoa ainda mais a impressão sensorial da platéia. Raios nas tempestades, escuridão na selva e uma luz romântica no momento que caem as pétalas.

Para completar ainda contam com uma sonoplastia bacana, que só favorece ainda mais o resto dos efeitos já citados. É um verdadeiro show de técnica, que deixa as crianças e até os adultos sentindo-se parte da história.

O elenco está de parabéns também. Ótima atuação de todos, vezes muito boas e ainda há uma interação com as crianças, dando um ar de comédia em alguns momentos da peça. Aliás, durante a apresentação parte do elenco encena nos corredores no meio da platéia.

A trilha sonora é linda e dispensa comentários uma vez que já foi vencedora de vários prêmios por aí. Todas as canções tocadas são versões/traduções do verdadeiro filme A Bela e a Fera.

Não tem como não babar, é um espetáculo lindo que merece realmente cada elogio desse. Manteve todas as crianças quietas enfeitiçadas em suas respectivas poltronas e o principal; manteve eu, que tinha dormido as 5h e bebido no dia anterior e acordado as 8h, acordadissima durante toda a apresentação.

Minha nota é 10 e eu veria mais umas três vezes.

Para saber mais de: ”A Bela e a Fera”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Teatro Coliseu”

No Wikipedia

Para saber mais de: ”Apresentações de A Bela e a Fera”

Em São Paulo no HSBC

(Re) começo

quinta-feira, maio 7th, 2009

Como eu já havia citado há alguns posts atrás, esse ano as comemorações não seriam em grande estilo e altas festas. Nesse aniversário, preferi me tirar de cena o máximo que consegui e me presentear com a minha própria companhia e o principal; com a minha própria verdade.

Passei a semana anterior ao aniversário e o final de semana fechada em casa, sorrindo pra eu mesma, conversando em voz alta e me oferecendo conselhos.

Me fiz um pouco de cafuné, massagem
E me indiquei boas músicas como trilha sonora.
Me olhei nos olhos,
Me contei segredos,
Me desabafei
E me disse boas verdades na cara.
Me abracei apertado,
Me enxuguei as lágrimas
E me disse ao pé do ouvido que tudo ficaria bem.
Me ofereci o sorriso mais bonito
E o meu colo pra deitar a cabeça.
Me dei feliz aniversário
E me desejei saúde, paz e consciência
Me peguei pelas mãos
E me prometi que esse encontro ficaria para sempre.

Em comemoração à não só pelo meu aniversário mas também por sentir por uma raras das vezes o vazio preenchido na quantidade ideal, resolvi que faria o que sentiria vontade e buscaria à todo custo me proporcionar tudo aquilo que minha alma pedia naquele momento.

Optei também dar a oportunidade para as pessoas que me fazem tão bem, e que queriam estar do meu lado; ficassem. Fui para São Paulo assistir o show do Teatro Mágico. Não pelo show, porque realmente não fazia questão, mas pelo significado que esse “mundo” se fez pra mim. Alem do mais, pra estar ao lado dele eu só teria essa maneira. Pra receber o carinho, a atenção dele, eu teria eu me fazer presente e dar a oportunidade a mim de receber e a ele de dar. A montanha foi até Maomé, coube a cada um subir ou não esta montanha.

Posso dizer que foi um dia surpreendente. Uma paz imensa tomou conta de mim, e as faltas que eu poderia sentir, ou as coisas que certamente sangrariam meu coração não aconteceram. Recebi carinho de pessoas amadas, de gente que me surpreendeu, gente que me deu confiança, e gente que só confirmaram os fatos. Amei cada telefonema, cada preocupação, cada gesto, cada carinho. Me machuquei, me cortei, mas não sangrei.

Não esperei nada de ninguém, e o que veio foi lindo, foi lucro e me caiu como diamante. Foi um dia de caos externo e paz interior. Ouvi coisas lindas, declarei meu amor, recebi telefonema nos 47 do segundo tempo de alguém que me ligou o dia todo e mesmo não conseguindo, não desistiu até dar certo. Meu primeiro telefonema do dia foi aquela linda voz ao pé do ouvido, que eu tanto gosto. Recebi abraço de que quase nunca está, revi uma pessoa importante na minha vida, contemplei das companhias mais perfeitas do mundo. Senti imensamente a presença dos ausentes e notei em cada vírgula o que cada um fez por mim.

Não foi o que idealizei lá trás, quando ainda criei expectativas impossíveis e senti rancores, etc e tal. Foi perfeito, foi exatamente o que e como eu precisava, pra por em pratica todo o processo do final de semana anterior.

Foi a primeira vez que não deletei Orkut e nem sequer desabilitei a data de aniversário. Li cada recado e distingui a importância de cada um deles. Dei muitas risadas, me emocionei, e senti de certa forma o jeitão das pessoas de agir com esse assunto.

Passei sim, a meia noite chorando como louca. E assim seguiu noite a fora, mas faz parte do meu jeito de ser. Senti saudades, tristezas, felicidade, quis morrer e agradeci por mais um ano. Aniversariar me dói, sempre doeu, e dessa vez não foi diferente.

E como diria um rapaz aí: “Vamos que tem chão”. Por aqui, a coisa está só começando.

A paz em mim

segunda-feira, maio 4th, 2009

(…)Fico introspectiva.
Penso em minhas atitudes,escolhas
e decisões. Nestes dias, penso em
voz alta. Falo sozinha procurando
me ouvir e me entender.

(…) Aprecio o toque suave do vento no meu cabelo
e minha pele. Que a sensibilidade
ataca e o interior se exterioriza.

É quando encontro a paz em mim.
O que procuro, está aqui dentro.
Emaranhado nas angústias, dúvidas
e conflitos que carrego. Não no
outro, nem em um filme ou livro.

Só dentro de mim. Nesta neblina
descubro que sou a melhor amiga
que sempre procurei. Que sou a
minha melhor ouvinte, minha
confidente.

(…) É quando percebo que
serei a única a estar ao meu lado
durante toda minha vida.

A única que saberá o que vivi e como morri.

Texto de Bruna Mata, que me traduz tanto (diria 100%) ultimamente.

Twittada #1

domingo, maio 3rd, 2009

Ando por aí, mais autista do que nunca, temendo até a propria sombra! Ainda pareço estar no mundo, embora não queira participar dele!

Desabafo de Maíra Viana no Twitter, que casou muito com meu estado ultimamente.

Tão perto, e tão longe…

sábado, maio 2nd, 2009

Talvez esse texto saia um pouco contraditório quanto às minhas atitudes e principalmente minha profissão. Não sei o que sairá, mas sei um bucado de coisas que andam passando na minha cabeça e que precisam ser colocadas pra fora.

Ontem antes de desligar o computador, parei durante uns três ou cinco minutos e fiquei olhando a tela.

De um lado haviam três MSNs ligados; porque eu cismei de fazer um pra agrupar todas as pessoas e outro meio “secreto” pra aparecer apenas pra quem me convém. E, não satisfeita em separar pessoas por “categoria”, eu separo também por MSN, galera X no MSN X e galera Y no MSN Y. É o cúmulo da loucura, mas é assim que é por aqui.

Ao lado dos três MSNs ainda tenho o Skype, que além de conversar por texto e por voz, ele ainda possibilita de mandar torpedos e fazer ligações externas. É bom deixar sempre ligado, pra responder um torpedo e outro e para quem sabe; fazer alguma ligação.

Ainda entre o Skype e o relógio da barra de ferramentas do Windows, está o ícone do Gtalk, um sistema de bate papo fornecido pelo Gmail. É leve, fácil e muito mais eficaz pra quem trabalha em empresa que bloqueia qualquer tipo de bate-papo. Gtalk é acoplado no e-mail do Gmail, logo se a empresa não pode impedir que o funcionário utilize e-mail, também não tem como impedir o Gtalk. Uso-o por isso mesmo, pra manter contato com a galera que está em serviço.

Abro meu navegador e ali estão divididos em abas, porque agora todos navegadores têm abas para que possamos realmente fazer tudo ao mesmo tempo, na seguinte ordem: E-mails, Orkut, Twitter, Blip, meu blog e enfim os sites “interessantes” que costumo acessar pra manter-me atualizada sobre as notícias do Brasil e do Mundo.

E é assim, uma atualizada no Orkut a cada 10 minutos pra verificar o guestbook, as comunidades e as pessoas online. Hoje em dia participo de poucas comunidades, mas sou ativa nas que participo. Já nem respondo tão rápido os scraps, e raramente os mando espontaneamente. Das comunidades eu gosto, é interessante acompanhar as novidades e brincadeiras que rolam nelas. Devo confessar, tenho dois Orkuts e mais um Fake que eu negarei até a morte. Mantenho fotos, scraps e tudo mais que for possível, trancados e não tenho o menor pudor de não aceitar muitos convites de amizade no Orkut.

Sempre de olho nos e-mails, jogando 70% fora, mais os Spans, e lendo e respondendo os outros 30%. Bom, respondendo naquelas, eu nunca deixo de responder, mas raramente sinto vontade de responder imediatamente. Mais da metade do que vem é propaganda, nem leio. Deleto tudo e ponto.

O twitter é uma ferramenta genial pra quem precisa fazer publicidade e, ou, até para troca de notícias mesmo. É a forma mais imediata de se espalhar uma novidade. A coisa é antiga, mas vem bombando como se fosse novidade. Conheço pessoas super chatas que acabaram se entregando ao vício da twittagem e chega a dar mais de 20 twittadas por dia. É assim mesmo, cada movimento é uma twittada. Uma música, uma notícia, um pensamento, uma divulgação; tudo vira motivo. O bom é que dá pra escrever pelo celular, e aí é que o povo vai que vai mesmo. Eu particularmente AMO, com o twitter facilitou 75% de ficar por dentro dos eventos culturais que rolam por aí. De cinema a show. De teatro a sarau. Tudo isso eu recebo imediatamente através do meu twitter.

Já o blip só é bom porque toca música. Aliás, é bom porque toca música e é associado com o Twitter, senão acho que teria ainda menos acesso do que tem hoje. Eu gosto, é interessante pra conhecer músicas talvez “novas” pra mim. Você pode ouvir o que as pessoas “blipam” e aí conhecer coisas novas ou contemplar músicas em comum.

Escrevo em blog desde 2001, eu acho, e de lá pra cá muita coisa já mudou. Já tive a fase adolescente de usar o blog como um pequeno diário e escrever detalhadamente cada dia meu, com direito a fotos, recadinhos e tudo igual como aquelas agendas que menina costuma ter quando é jovem. Depois passei a ser mais subjetiva, e deixar os meus textos e meus “arranhões” poéticos, para os bons entendedores. Depois decidi que por mais subjetividade que existisse, haviam sido expostas coisas que deveriam ser guardadas somente comigo, passei então a postar apenas coisas que julgo plausível; como um comentário de um show, uma banda, um filme, peça ou até mesmo algo que eu ache interessante dividir. Para os desabafos internos, tenho ainda um blog sim, pois as palavras e os pensamentos me sufocam, mas esse blog é secreto e só eu tenho acesso total a ele. Fica então “Tudo aquilo que, de certa forma, me convém falar” e o “Tudo aquilo que, de certa forma, NÃO me convém falar.”

Analisando toda essa cena, vi ainda o meu celular Nextel pousado na mesinha ao lado da tela do computador. Estava ali quietinho carregando, bem perto de mim.

E o que me fez pensar, é que com tanta comunicação ainda consigo sentir um infinito vazio dentro do meu peito. É como uma saudade insaciável. E é engraçado você ter infinitas formas de “matar” essa “saudade”, de manter contato com as pessoas, e no fim, não manter esse contato. A pessoa fica ali, do outro lado da tela durante um tempão que você está no computador e mesmo assim é possível sentir uma distância e um silêncio profundo. E o que fica é a falta da presença física, do contato visual, do cheiro, do toque.

Quanto mais tecnologia na comunicação e mais formas de globalização, o que vejo são apenas pessoas se distanciando cada vez mais umas das outras. Não existe mais uma conversa de fato aproximada, o que se vê são mensagens curtas e aleatórias, jogadas ao léu pra quem quiser pegar.

E nessa coisa toda, às vezes, eu me sinto uma pessoa só. Ali, encolhida no cantinho da sala esperando, quem sabe, alguém que seja real e venha me dar um abraço, as mãos ou apenas um olhar sinceramente fraterno.