Archive for julho, 2009

Corujisse…

sexta-feira, julho 31st, 2009

Não é por nada não, mas eu tenho uma sobrinha genial. Queria lembrar cada perola da garota, mas vou colocar dos poucos que lembro.

Eu – Cabeçuda! Vem cá!
Ela – O que é, sua idiota!

Ela – Aonde você vai, Iza?
Eu – No barzinho, vamos?
Ela – Ah não, muito chato!

Eu – Não pisa nas princesas! Coitadas
Ela – Iza, é só um quebra-cabeça das princesas. Elas não são vivas!

Eu – Sua cagonilda!!!
Ela – Cagonilda é tu, que caga na fralda!

(no orkut…)

Ela – Que feio esse coelho!
Eu – horrível, né?
Ela – fala pra ele que ele é feio, assustador e dá medo!

N – Porque você tá tirando a Polly daí?
Ela – Porque não quero ela com a Iza!
N – Tadinha, porque não?
Ela – Porque eu tenho inveja!

C – Alô filha, é o Papai, tudo bom?
Ela – Oi papai, tudo bom e você?
C – Tudo. Vamos amanhã visitar a Bisa, que é aniversario dela?
Ela – Não. Amanhã não vou sair não!
C – Não? Ah, tudo bem então.
Ela – Você vai sozinho?
C – Vou, né…
Ela – Desculpa papai!
C – Tá bom.
Ela – tchau, beijo.

M – {chorando}
Ela – Porque você está chorando?
M – {chorando}
Ela – É porque a festa é minha e não sua?
M – {chorando}
Ela – Não fica assim, a vida é assim mesmo!

(tocando pagode som, no quintal …)

Ela – Vamos desligar! {vai lá e desliga}
– {alguém liga}
Ela – Não quero essa música! {vai e desliga novamente}
J – Não gosta? O que você gosta?
Ela – Gosto das músicas que meu avô põe pra tocar no carro
J – E o que ele põe?
Eu – Meus cds … Toquinho, Bossa Nova, Dave Matthews Band
J – É disso que você gosta? Os CDs da Iza?
Ela – É.

C – E sua amiga, tem brincando muito com ela?
Ela – Que amiga?
C – A amiga sem bracinho….
Ela – Não fala “amiga sem bracinho”, o nome dela é Ana! Fala “amiga Ana!”

C – Você tem muitos apelidos?
Ela – Tenho. Lu, Lulu, Luara, Luarinha, Luarilda
C – Nossa, bastante!
Ela – Mas pode chamar de Luluzinha!

Essa garota é genial. Tem uma sagacidade que me orgulha! Não falta nunca uma resposta na ponta da lingua, me dá susto, limpa a bunda quase sozinha, precisa de um gibizinho pra cagar…

A idade?! 4 anos!!!! hahahaha

Monólogo… #3

quinta-feira, julho 30th, 2009

– Que dia, que maravilha!!!
– É! Mas não posso…
– O que não pode?
– Me empolgar… depois dói…
– Você é boba, não sei porque esse receio!
– Não??????
– Tá bom, entendo. Mas já deu, né? Tira esse escudo
– Não dá, não consigo…
– Mas não tem o que se preocupar, você já teve tantas demonstrações….
– Mesmo assim, não consigo mesmo. Tenho medo, um medo enorme!
– O medo não vai mudar nada, se for… vai ser e pronto. Encara!
– Ainda não dá. Prefiro assim…
– Então se fecha nessa concha, enlouqueça!
– Eu prefiro, estou mais segura pensando assim
– Não está!! Seu sorriso tá explodindo no rosto, não seja injusta! Nem com você e nem com ninguém
– É, outro medo meu é esse.
– É muito sério isso, e perigoso. Já pensou?
– Já, eu posso ser injusta, posso afastar, posso tanta coisa!
– Relaxa, viva e siga o fluxo… Permita-se! Não é essa a idéia?
– Seria… É… tentarei…
– Seja você, seja nós!!!
– É dificil… É tão bom se for verdade… É tão lindo… Mas se não for, que dor!
– Não faça isso, não pense! Não arranque as coisas boas da sua vida por medo… Acredita!
– Vou dormir, amanhã é outro dia e vamos ver o preço que pagarei por esse sorriso todo
– Neurotica! Não tem preço, a vida é inconstante! É só isso. Aproveite o sorriso.
– Boa noite.

Monólogo… #2

terça-feira, julho 28th, 2009

– Porque você não escreveu o e-mail?
– Ah não!! Voltou mesmo, hein?
– hihihihi … Diga, porque não?
– Escrever pra que ? Dizer o que? Não.
– Ué, o que você queria dizer!
– Não quero dizer nada…
– Ah, quer sim!
– Não quero!
– Então porque pensou em escrever?
– Bobeira, mimimi
– Esquece essa modinha de mimimi, esse cara te deixa paranoica!
– Que cara?
– Esse aí…Aliás, ele é paranoico!
– hahaha coitado!
– Enfim, esquece isso e escreve!
– NÃO TENHO O QUE DIZER!!!
– Diga bobagens… mas diga, você quer…
– Não quero, se quisesse já estava feito…
– Olha, pára com essa paranóia de querer se podar. Vai com pé na porta e pronto! Vai perder a essencia?
– Não, vou amadurecer e controlar os instintos. Pra que fazer algo que não vai mudar e nem melhorar nada? Boca fechada não entra mosca!
– Ai você anda madura demais, que chatice!
– Obrigada, mas você sou eu!
– Tá bom, não vou insistir hoje! Depois não fique aí pensando…
– Boa noite, vá!
– Tchau.

Monólogo…

segunda-feira, julho 27th, 2009

– Ah não! Você novamente?!
– Porque novamente? Eu sempre estou aqui, sou você!
– Sei, mas eu estava em paz, me deixa vai… tchau e até nunca!
– Porque você não fala logo tudo que quer? Fala!
– Eu disse tchau, você viu? Não falo porque não tem o que falar, simples!
– Tem sim…
– Não tem, sério!
– Tem e você sabe disso… Fica noites e noites falando sozinha….
– Tipo agora?
– É, tipo agora… Fala boba, chama um desses amigos e fala tudo!
– Tudo o que? O tudo é nada… nada disso é… eu crio… Além do mais…
– Você cansou de confiar e ou de conversar com as pessoas…
– Tchau!!!
– É normal a introspecção… mas tem que jogar pra fora as vezes…
– tá…
– Se fechar do mundo não vai resolver…
– Não estou fechada! Estou aberta e disposta!
– E com coisas aí dentro…
– Cansei de desabafar… a vida é mais! Quero sorrir, ser boa companhia!
– Quem disse que deixará de ser?
– Ah, sempre de mimimi
– Engano seu, as vezes nem é mimimi e você esconde… tá com medo de dar amor!
– Virou analista?
– E não é verdade? Pare de se proteger, seja você e pronto!
– Mas estou sendo…
– Tudo demasiadamente é prejudicial, uma hora esses pensamentos vão fermentar e causar estrago
– Mas por hora tá bom, juro!
– Acredite em quem sabe das coisas… tá chegando o momento… não deixe passar a hora certa. E depois, reclamar….
– Tá chegando? Não chegou. Me avise quando chegar…
– Tô avisando, oras!
– É? Vou tentar… mas não sai nada, soa inútil…
– Faz uma força, mete o dedo na garganta! Mas faça…
– Vou tentar…
– Eu avisei. Tchau!
– Finalmente!

sexta-feira, julho 17th, 2009

Ah! Se você soubesse…

“Teu sorriso eu vou deixar na estante para eu ter um dia melhor!”

Jean Charles

quarta-feira, julho 15th, 2009

Depois de algumas tentativas fracassadas, finalmente consegui assistir o filme Jean Charles. Fui em um sábado a noite com três amigos, na única sessão que tinha; 22h.

O filme conta a história de um rapaz do interior de Minas Gerais e que mora em Londres e acaba morrendo injustamente porque no metrô, a polícia o confunde com um terrorista. Uma história real, que muita gente sabe e muitas deveriam saber.

Sinceramente, achei o filme fraco e corrido demais. Não é que seja ruim, já que tem bastante ponto positivo, mas eu fui esperando uma coisa mais aprofundada e o filme praticamente só pincela de tudo quase nada.

Gostaria, talvez, de saber um pouco mais de quem era o Jean Charles como pessoa, dar um pouco mais de zoom no jeito do cara lidar com a família e os amigos. Essa parte parece meio corrida, mas não sei se o jeito dele era mesmo meio assim. Não consegui me apegar a ele o suficiente pra ficar triste, emocionada, com a sua morte. Na verdade, pra mim não houve nenhuma sensação.

Além disso, foi mostrado um lado “espertinho” do Jean, que eu não sabia. O cara faz um bucado de coisa que, não é que dê raiva, mas mostra que o Jean era um desses caras que queria se dar bem nas coisas e que usava alguns métodos meio ilegais, antiéticos…

Fora isso, decididamente não gosto da Vanessa Giácomo como atriz. Ela foi muito boa em Cabocla, mas depois disso nenhum papel dela me agradou. No filme ela não cresce o personagem e fica realmente uma coisa meio sem sal.

O Selton Mello é um ótimo ator, na minha opinião, além de ter sempre um dedinho que seja, na produção. Ele mostra uma diferença bastante grande do Mulher Invisível para o Jean Charles. Porém, como já havia dito, algo no personagem do segundo filme citado, não dá a liga. Não sei dizer se a “culpa” é do ator, ou do personagem.

Pra mim, Jean Charles recebe nota 7.0 e fica na média.

Cinemania…

domingo, julho 12th, 2009

Outro dia me bateu uma vontade louca de entrar no cinema às 13h e sair só às 0h. Sabe quando dá aquela coisa de ficar sentada quieta vendo filme numa tela grande e uma sala escura? Pois é, assim que eu tava.

Fomos então Mayra, Bila e eu no cinema, decididas a assistir uns três filmes. Não rolou, vimos dois e entramos 20h30 no cinema e saímos às 0h. Não passamos o dia dentro do cinema, mas já foi uma delícia. Mas eu bem que via mais ali, viu?!

Assistimos primeiro o Era do Gelo 3, com direito a óculos 3D e tudo mais!!

Confesso que de inicio me senti torturada e ridicula. Uma sala abarrotada de criança (inclusive bebê de carrinho) com aquela algazarra, e ainda eu com aqueles óculos “gatchenho” ali sentada. Mas okay, entrei na “vibe” e queria até tirar foto do meu style (como muuuuuitos estavam fazendo), mas ninguém levou digital.

O filme começou e tudo foi esquecido. Me lembrei o quanto sou fã de A Era do Gelo, e o quanto o filme é bonitinho, engraçado e tem o poder mega power de prender minha atenção.

A animação é linda, a história é muito fofa e por mais retardado que seja, sempre me identifico e identifico uma porrada de gente que conheço, no filme. É genial!!!

Me envolvi muito na história e não me apeguei muito a dublagem. Mas me propus a parar um pouco pra lembrar, e achei muito boa a dublagem. Talvez eu não tenha gostado muito da Gimenez, mas também nada que mereça grandes queixas.

Saí da sala do cinema com a alma lavada; dei risada, me emocionei e fiquei 96 minutos entretida.

Pra mim, a nota é 8.75.

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Assistimos também A Proposta.

O filme não passa daquelas comédias românticas que quando começa você já sabe o final, e que assistir o trailer do filme é equivalente a assistir o filme inteiro, porque não acrescenta mais nenhuma novidade.

Mas, devo confessar, eu particularmente gosto de assistir algumas vezes umas comédias românticas. Mesmo não me achando nada romântica e nunca derramar uma lágrima e nem sair falando em voz fina “own, que fofo, queria uma história assim”, eu gosto de me entreter acho que com temas que apenas desligam minha cabeça e pronto.

Eu esperava mais do filme, e já vi muitos água com açúcar muito melhores do que A Proposta. Mas valeu muito a pena pelas risadas seguindo a vibe do A Era do Gelo, e porque eu vi o quanto é chato ser chato.

Minha nota pra esse seria 4.0 e já é de bom tamanho.

Sou

sexta-feira, julho 10th, 2009

olha, eu sou incrível.
sou simpática.
chego a ser linda ás vezes.
sou inteligente.
autêntica, descolada, carismática.
engraçada, divertida.

e sozinha.

por Maely Freitas

Crepúsculo

quarta-feira, julho 8th, 2009

Dia desses achei jogado em casa, o filme Crepúsculo. Depois soube que meu irmão e “uma mina aê” alugaram pra assistir juntos (e eu duvido que viram, ok?). Resolvi então aproveitar a oportunidade e ver qualé o alvoroço em torno desse filme.

Assim como o livro, não vi nada extraordinário. Coisa mesmo de adolescente de 12 anos, por aí. Não é nada de outro mundo, não tem efeitos especiais e nem nada tcham que salve.

É uma historinha besta de uma garota com um vampiro meia tigela, que se considera “vegetariano” porque não “morde” humanos. A menina e boba, o cara mais ainda e o namorico dos dois não tem conversa, nem beijo na boca, nem sexo. Acredite, eles ficam trocando meias palavras vagas, se olhando e só. Nem a mão eles se dão direito.

Passei o filme inteiro esperando um ápice e o filme acabou e nada me surpreendeu. A ceninha marromeno é quando ele suga o veneno do sangue dela e quase a mata, e quando no fim do filme ela pede pra ser mordida, ele finge que vai morder, mas dá uma bitoquinha no cangote da menina.

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Quando fui deitar depois de ver esse filme, pensei um bucado na minha vida e na minha incapacidade de ter um relacionamento amoroso de verdade. Talvez o filme tenha me tocada de uma forma indireta e por um lado nada ver. O “drama” de Edward de não poder se relacionar com uma pessoa “viva”, tocou um certo ponto fraco meu, que eu não esperava.

Mas isso, não valoriza o filme. Eu achei bestinha, e calhou de me tocar por algo peculiar, mas no geralzão esse filme não fede e nem cheira.

Pra esse tal de Crepúsculo eu dou 3.5 e olhe lá!!!

Ao alcance do corpo…

sábado, julho 4th, 2009

Já contei em um post anterior, o quanto eu queria conhecer o Daniel de Oliveira e o quanto isso era complicado.

Sempre gostei da atuação do Daniel, principalmente quando era no cinema. Fazer Frei, Gay, Bandido e Bom Moço, Drogado, tudo isso com a mesma facilidade. Eu até posso estar errada, mas acho o cara fenomenal. Assim como Selton Mello e o Tony Ramos.

Fora isso, Daniel é mineiro, dos olhos pequeninos, e quem me conhece sabe muito bem que esse é um dos meus pontos fracos. Involuntariamente as pessoas nascidas em Minas Gerais acabam de um jeito ou de outro chamando muito minha atenção e/ou cruzando meu destino. E o Daniel não foi diferente.

Em uma conversa com uma amiga, sobre a questão da dificuldade de encontrar o Daniel, e a revolta do cara não fazer nenhuma peça teatral e nada que o tornasse acessível, comentamos a chance dele estar na pré-estreia de Jean Charles em Santos (já que estava na de Sampa) ou de um dia gravar um filme, minissérie ou novela no centro histórico de Santos. Apareceu então a notícia que teria pré-estréia de Jean Charles no Cine Roxy em Santos. Ficamos assustadas com o imediatismo dos acontecimentos e corremos atrás de informação sobre a vinda dos atores, mas descobrimos que só estaria o diretor do filme.

Na tentativa de me consolar, essa mesma amiga disse que em breve o Daniel viria pra Santos gravar alguma coisa e que então eu conseguiria vê-lo. Na mesma semana recebo via Twitter que haveria gravação de um filme em Santos e que Daniel era o protagonista. E na matéria, dizia data, hora e local exatos da gravação.

Não acreditei no que vi e corri atrás de conseguir ir até o Centro Histórico de Santos para tentar finalmente conhecer o Daniel de Oliveira! Não consegui.

Depois de tantos anos querendo conhecê-lo e não encontrando de jeito nenhum uma forma pra isso acontecer, houveram diversos desencontros ao longo desse tempo, Daniel estava pertinho de mim e os caras disseram que aquele dia ele já não estava mais lá.

Tudo bem que, minha visão pra esse assunto de “conhecer gente famosa” mudou muito há um tempo, mas conhecer o Daniel já era quase que um desafio pra mim e então perguntei se havia oportunidade de vê-lo no dia seguinte. A resposta foi positiva e os caras contaram o hotel que ele estava e disseram pra eu estar lá no Centro umas 12h que o veria.

E finalmente consegui realizar esse “sonho”. Foi na porta do hotel Atlântico de Santos, de frente para pra Praça das Bandeiras (um lugar muito especial pra mim) que ele chegou na minha frente todo sorridente e desculposo pela cara de ressaca que estava. E estava mesmo, inchado e com a maior cara de sono, em pleno 12h30.

Nós conversamos um pouco sobre tudo, filmes, novelas, cidades, gravações, resistência física, sobre família e sobre nos conhecermos. Confesso que o cérebro pensou um bucado de coisas, deixando a fala um pouco mais silenciosa. Falei pouco, mas falei o que pude. Tiramos fotos, brincamos, nos abraçamos e eu fui embora.

Coincidentemente o céu estava azul, e eu sei que as coisas especiais acontecem assim; quando o sol está sorrindo.