Archive for setembro, 2009

Há de haver…

sábado, setembro 26th, 2009

Ando sentindo a sua falta…
… Mas eu tô levando, pode deixar!

As coisas as vezes complicam…
… Mas eu sou firme, pode deixar!

A chuva não pára lá fora…
… Mas eu me protejo, pode deixar!

As dores às vezes incomodam…
… Mas eu aguento, pode deixar!

As vezes eu canso…
… Mas eu logo levanto, pode deixar!

.

Há um sorriso…
… Um dia vou te contar!

Há uma paz…
… Um hora você entenderá!

Há algumas conquistas…
… Um dia você saberá!

Há tanta coisa…
… Mas não dá pra explicar!

Há uma vida ali fora…
… Que não pode esperar!

Ouvindo : Novo Testamento – O Teatro Mágico

Uma prova de amor

quarta-feira, setembro 23rd, 2009

Faz tempo que não compareço ao cinema, e isso tem feito muito mais falta do que eu poderia imaginar. Mas segunda-feira (21/set) última, acabei indo meio que inesperadamente em um desses programinhas deliciosos que envolve boa companhia, praça de alimentação, e cinema com direito a pipoca e tudo.

O filme escolhido foi “Uma prova de amor”. E, mesmo sabendo que era drama e que eu não fazia ideia da sinopse, eu topei de imediato. Não lembrava de nenhum filme dramático com Cameron Diaz e isso me deixou intrigada.

O filme é realmente dramático, e extremamente perigoso para eu assistir, mesmo assim me entreguei à história e deixei pra ver até onde aquilo tudo me levaria no final.

O drama trata de uma familia onde a filha mais velha possui Leucemia, a mais nova foi concebida para servir de doadora, e o filho do meio que vivia ali em meio a um turbilhão. Existem alguns temas interessantes no meio desse filme, pra serem pensado vez enquando.

Inicialmente, o foco central aparenta ser a questão da liberdade de escolha da filha mais nova em ser ou não doadora de diversos orgãos e sangue, e medula para a irmã mais velha. Ate onde sacrificar uma filha pra tentar salvar a outra que está a beira da morte.

Mas o filme enfiou o dedo em várias feridas da minha vida real. Em alguns momentos me entristeci achando que talvez, por eu precisar também de atenção e dedicação como a Kate, meus pais também possam ter falhado com meus irmãos, mas o filme aos poucos passa a mão na minha cabeça e me mostra que isso não existe e joga a visão dos irmãos em relação a isso tudo. Depois o filme reafirma a importancia da qualidade de vida e o peso do emocional na saúde.

É um filme triste, daqueles de fazer nó na garganta (para os mais fortes como eu) ou fazer chorar pra quem é de choro. Um filme pra se pensar em ética, em vida, em morte, em decisoes, em comportamento.

Sinceramente, estranhei Cameron Diaz como atriz dramática. Não sei se achei ruim ou se foi apenas uma certa dificuldade em desapegar dos papeis mais comicos dela. Mas de fato, a dupla Anna Fitzgerald (Abigail Breslin) e Kate (Sofia Vassilieva) deram seu show a parte no filme. As meninas foram ótimas e conseguiram por algumas vezes, quase me fazer chorar.

Brian (Jason Patric) é o pai, e apesar de não ter tanto destaque, o cara manda bem pra cacete em suas cenas. Além de tudo é bem do bonito, viu. O Jesse (Evan Ellingson), que faz o irmão das meninas tem uma participação bastante interessante na história. Inclusive é ele quem protagoniza um dos temas abordados. O Taylor (Thomas Dekker) é o par romantico de Kate, ele também tem leucemia e a história do romance deles é bem bonita, e me fez pensar e constatar muita coisa. Mas sei lá, pra mim ele não teve tanto destaque como ator, sei lá.

A fotografia do filme é bem bacana, e a trilha sonora é bem boa, mas nada que se destaque mais que o filme.

Pra mim, o filme merece 7.5 em uma escala de 0 a 10

Reivindicando um inverso

segunda-feira, setembro 21st, 2009

Lendo uma reportagem sobre o Estatuto de Igualdade Racial, me fez pensar novamente no que eu penso sobre tudo isso. Não sou lá uma pessoa a favor desse bando de leis que discrimina mais do que qualquer outra coisa. É uma putaria gigante e agora é lei pra pobre, pra rico, criança, jovem, velho. E eu não acho muito bacana não.

Nunca fui muito a favor desse lance de cotas pra pessoa negra. Acho que não é separando um pedaço do bolo pra eles, que vai torná-los iguais. Somos todos diferentes uns dos outros, com nossas dificuldades e facilidades. Não é a cor da pele que classifica isso. Proteção, pra mim é uma forma clara de preconceito.

Eu mesma sou deficiente e confesso que não sou a favor de muita regalia desnecessária que o deficiente acaba tendo. No fim das contas, eu acabo aderindo mesmo, pra sair na vantagem sim. Mas esse é um papo pra novo post, o de hoje é sobre os negros e o tal do Estatuto Racial.

Acho que ao invés de lei de cotas, de proteções e de obrigar empresas a terem números X de negros, etc, o que precisa mesmo é que a lei proíba apenas a discriminação; independente de cor e raça. É preciso dar os devidos méritos a quem os tem, e assim o País seria feito de gente competente, independente da raça.

Estudei em um colégio de Freira e lá você precisava ser aceito, pra poder estudar. Não se via negro, daqueles pretos mesmo, o que era visto no máximo eram pessoas um pouco mais escuras, e mesmo assim a minoria. Nesse caso sim. Acho absurdo, a pessoa ser recusada a fazer matricula em determinada escola por causa da cor de pele.

Nesse Estatuto Racial, fala sobre a proibição de o empregador exigir boa aparência e foto no currículo. Mas daí, eu acho que isso deveria se expandir pra diversos outros casos; como gordos, magros, altos, baixos, def físico, etc. Assim como a maioria dos tópicos do Estatuto Racial, cabe não só para os negros, mas sim pra um geral da população. Devemos respeitar e ser respeitados.

Talvez eu seja um pouco errada, não sei, mas sou bastante contra em relação a esses lances de levantar bandeiras e criação de tantas leis. Ao invés de ficar criando Estatutos que acabam “preconceituando” ainda mais a coisa, e ainda por cima não sendo levadas a sério, as pessoas deveriam ser mais livres de leis e mais responsáveis pelos próprios atos. Respeite pra ser respeitado, é essa a única lei infalível, a meu ver.

Eu estava lá, e ela me escreveu

sexta-feira, setembro 18th, 2009

Às vezes você tem palavras e sensações engasgadas no peito e não consegue transportá-las pro papel (blog) e de repente surge nas suas mãos textos assim:

Você surgiu nesse momento, onde metade de mim era escudo e a outra metade desejo de que esse alguém insistisse em romper as barreiras, me desarmasse e tomasse conta de tudo em mim… Preenchesse meus vazios e tornasse meus dias mais alegres… Pegou na minha mão no único momento nos últimos tempos em que eu me encontrava desprevenida, desarmada, e isso não poderia ter acontecido. Foram 5 segundos, um toque suave, uma simples troca de olhares, e eu sabia que estava tudo perdido, sabia que então todos os meus contínuos esforços pra me manter segura no meu mundo solitário haviam ido por água abaixo… Mas mesmo sabendo que algo naquele exato instante havia mudado dentro de mim eu ainda acreditava, insistentemente e cegamente que mantinha o controle dos meus sentimentos e daquilo que desejava pra mim. Apesar de perder a razão por vários momentos, e por tomar decisões muitas vezes loucas para simplesmente conseguir te ver mais uma vez, eu sempre acreditei que tudo dentro de mim estava esclarecido, transparente, e acima de tudo sob controle.

E depois de tudo, do avesso que virou minha vida, eu chego à simples conclusão que você faz falta nos meus dias. E eu acho muito engraçado como isso pode ser possível, se, afinal, você nunca esteve realmente presente nos meus dias para que pudesse fazer falta neles…

Mas ando aprendendo a compreender o incompreensível, e deixar de questionar todas àquelas coisas que no fundo sempre sabemos que não tem resposta.

Por: Lí Konishi

… Que traduz tudo aquilo que você gostaria de ter escrito e não conseguiu. Alguém o fez por você, e como NADA É POR ACASO, as coisas são jogadas na nossa frente sem explicação.

Desde sempre…

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Desde sempre, fui chamada de muitas coisas nessa vida. Além da tão comum mania alheia de te rotular tal como bem entende e confia em seus entendimentos; ainda me tornei uma criatura de tantos nomes, tais quais com sua personalidade quase própria.

Nasci e cresci sendo Belinha, pra toda a família. Sempre foi assim, até nascerem os derivados como Bela, Bebela, Beleca. Esses todos me remetem à família, infância, cheirinho gostoso da pureza e do amanhecer.

Ao entrar na escola me tornei Iza. E ser Iza sempre me soou ser eu mais independente mais auto-suficiente. Iza me soa forte, de quem acredita que eu vou lá e faço o que devo fazer. Foi na escola onde me tornei mais independente que me tornei Iza.

Durante um tempo meio paralelo, me tornei por vontade própria; Duduzinha. E ser Duduzinha quase que me transformou em um personagem paralelo do meu verdadeiro EU. Muitas pessoas me conheceram Duduzinha e nunca sequer souberam meu verdadeiro nome. Outras souberam, e outras se surpreenderam por não se tratar de nenhuma Eduarda.

Depois eu virei Izolda, pra uma pessoa especial que passou em minha vida. Izolda me soava como um agrado, um particular, um carinho mútuo que rolava entre a gente. Izolda era espontâneo, automático, era e pronto.

Cheguei a ser Eza, Izoca, Ezolda, Iza até chegar em Jaca. E Jaca me soou de inicio um xingamento, uma coisa feia, medonha, grande, desajeitada, torta, crespa, dura. Mas acabou passando e já não mais importando o significado, mas de onde veio e o que pra mim representava. Jaca hoje pra mim tem uma definição particular, que nem sei se foi na verdade a intenção inicial. Jaca é crespa, é dura, é pesada e resistente, mas basta você partir a Jaca que encontrará um interior mole, frágil, doce, saboroso. Talvez no fundo seja isso mesmo, resistência grande por fora e fragilidade interior. Talvez sim… talvez…. não.

Já cheguei a ser Izulina, Izuda, Izoka, e outras tantas derivações carinhosas. Todas essas tão putas, tão sem personalidade, tão nada e tão tudo. Que no fim das contas pingam por aí e serão especiais nos momentos certos.

Fui também vaca, puta, pretinha, neguxa, cabeção, louca, e tantos outros xingamentos carinhosos que nem sei. Só sei que amo todos, com um amor infinito!

Cheguei a ser Entojo!! Assim, em um dia qualquer, desprevenidamente.

De volta conto sobre as idas…

domingo, setembro 13th, 2009

Bom, cheguei em Vitória/ES no dia 03 à noite. A viagem foi um tanto cansativa por ter quebrado o ar-condicionado e por causa da estrada ser de mão dupla e isso causar bastante tensão. Mas graças a Deus (e a minha falecida vó), deu tudo muito certo.

Fazia 23 anos que eu não viajava pra lá, e confesso que eu era muito apreensiva com relação a essa ida pra lá. Pela questão familiar mesmo, e também pelo desconhecido; não saber ao certo o que viria pela frente. Mas aos poucos me preparei psicologicamente pra tudo que pudesse rolar, e sempre que vamos preparados e armados para o pior, as coisas parecem soar mais leves e melhores. A tal da expectativa inversa, né? Esperando o pior, se for médio já soa ótimo!!

A casa da minha prima, que fica na Ponta da Fruta, um lugar distante e meio afastado da civilização, e que me soava como cilada; era até que muito boa e bem organizada e limpinha. Pro meu conforto, fiquei na suite e era um quarto grande, gostoso e bem bacana. Não teve como escapar de alguns mosquitos, mas foram mínimos perto do esperado, e nem incomodaram. Tive privacidade, conforto e até uma tomada para meu notebook.

O convivio na casa foi ótimo, minha prima super bacana e fazendo de tudo pra nos agradar, os filhos dela uns fofos e o mais novinho (Vitor, de 1 ano) acabou se apegando um bucado na gente e principalmente em mim, pois vivia me abraçando, passeando na cadeira, me dando carinho. O marido da minha prima foi super bacana conosco, deu muita atenção e nos enchia de comida e bebida o dia inteiro, não deixou faltar nada. Eu gostei dele, apesar dele dizer que sou uma menina tensa e de poucos sorrisos. Ele até tem razão, mas minha tensão e a ausencia de sorrisos tinha motivo, talvez por chatice minha, mas pra mim era algo incontrolável.

Falando em minhas chatices e minha falta de controle; acredito que fui bem sociável, ate demais, e controei um bucado de pentelhices minha. Me segurei algumas vezes, e em muitas outras eu apenas levava as coisas de forma leve, compreensiva, alegre. No fim das contas, tudo fluia muito bem. Acredito que deixei uma boa impressão no ES, e pude receber elogios inéditos como; simpática, educada, compreensiva e paciente. Definitivamente, nem parece eu!!! Isso só prova que, somos quem nos propusemos ser.

Além das conversas e bagunças diárias na casa da Ponta da Fruta, ainda teve um churrasco, um almoço e um passeio. Deu pra curtir de tudo pouco e se divertir e comer muito!!!!

O churrasco foi gostoso, em um clube em Vila Velha/ES. O lugar era plano, com uma boa parte acimentada e uma area de grama. Tinha brinquedo pra criançada e mesinhas para os adultos. Rolou churrasco, salgadinho, feijão tropeiro, salada, doces, frutas e ainda pra fechar; uma canja de galinha!!! Me diverti bastante com a familia, matei muitas saudades, troquei novidades e ainda por cima revi a Andréa Nunes ( @andrea_nunes) que conhecia de um show do Teatro Mágico, no fundo ficamos amigas por afinidade e por sermos ambas jornalistas. Acabei chamando-a pro churrasco do meu tio, ela foi e a gente bateu muitos papos.

No outro dia rolou almoço na casa de outra prima, dessa vez em Vitória/ES. Foi mais um dia maravilhoso, todos reunidos, felizes, muita conversa, sorrisos e comida boa. No menu teve de aperitivo Salmão cru e camarão no azeite, comi e amei os dois. De entrada teve a tal da Muqueca Capixaba, que é UMA DELÍCIA!!!!! Eu ja tinha provado na Casa da Ponta da Fruta feita pela Tata e AMADO, mas experimentei a versão do Edmar (marido da minha prima Herica) e ameei tanto quanto! É realmente uma comida dos Deuses… huuuuumm….. Mas, continuando, o prato principal foi Peixe assado e recheado. Estava divino!!! Adorei todas as comidas, recepção, companhias, casa, foi tudo ótimo!!!

No outro dia iamos embora, mas mudamos de ideia por causa dos horarios, da estrada e principalmente pra podermos dar uma rodada na cidade. E foi o que fizemos.

Nós andamos na terceira ponte que é de uma vista muito bacana, passamos pela orla de todas as praias, almoçamos no restaurante, bebemos em um quiosque…

Fomos também no Convento da Penha, que é no alto do morro e dá pra ver a cidade inteirinha. Tenho uma foto lá de quando eu era pequenina, no colo do meu pai, e dessa vez tiramos uma foto igualzinha e atual.

No final ainda fomos na casa do meu tio tomar lanche, e o bom disso tudo é que em tudo, a Andréa Nunes ( @andrea_nunes) estava junto. Só mais tarde é que ela foi embora e nós voltamos pra Ponta da Fruta pra preparar tudo pra ir embora no dia seguinte.

Saimos do ES umas 08h da matina, e fizemos uma viagem muito cansativa até o Rio de Janeiro. Não pela viagem em si, a estrada estava ótima e o dia maravilhoso, mas o calor deixou a gente meio acabado mesmo. Chegamos no hotel do RJ e cada um desmaiou em uma cama. Depois pedimos pastelzinho no quarto e comemos vendo novela junto com a Nat.

No dia seguinte almoçamos em frente a piscina com a Nat e depois fomos pra Barra passear, e depois ainda andamos um bucado na Tock Stok pra minha mãe ver umas coisas e voltamos pro hotel pra novamente comer pastel vendo TV.

Na sexta a gente foi no quiosque do Habibis em Copacabana, comer uma deliciosa esfiha folhada de chedar, olhando o mar. Depois fomos na Barra pra minha mãe fazer tratamento de beleza com a Nat e a noite fomos ainda comer pizza e depois ver a novela na casa da Nat.

Sábado foi dia triste de voltar pra casa, e eu só tenho que agradecer a Deus e pra minha falecida vó Nair, por ter sido viagens tão boas e ter dado tudo tão certo.

Além da diversão e tudo mais, houve também alguns aprendizados e, principalmente, algumas idéias colocadas em prática. É bom de vez ou outra testarmos a nossa capacidade de mudar, melhorar, abrir a mente. A cada volta, volto ym pouco outra. E dessa vez, voltei Belinha, mas isso é pra um outro post.

Viver de pensar

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Estou fora de casa desde o dia 02 de setembro, e olha que hoje já é dia 11 e eu ainda nem sei que dia devo voltar pra casa. E essa é a vida que gosto mesmo de viver, sem rumo certo e com um novo todo dia.

Meu viver é de pensar. Eu penso constantemente em tudo e qualquer coisa. E não que isso seja ruim, é um vício talvez, com seus prós e seus contras. Vou da coisinha mais retardada até a coisa mais séria e revolucionaria do mundo. Às vezes, mas eu digo só às vezes, esse meu viver de pensar me trai; trazendo dor, lagrima e aflição. Mas nem tão sempre é assim; no fundo acho que quem tem o viver de pensar já nasce preparado pra isso.

Nesse meu pensar todo, vi o quanto é falso, realmente, essa coisa de distrair pra esquecer, ou coisa assim. Meus tantos eu levo pra onde eu vou; não importa se mesa de bar, churrascada, se no quarta em casa, se na esquina de asa ou em 1200km longe de casa. Meus tantos eu levo na mala do pensar, na gaveta do coração, no olhar vago.

E eu acho que as coisas são assim mesmo, não há como “fugir” dos nossos tantos assim tão facil. Acredito que temos oportunidades de expandir nossas experiencias através do que vivemos, ouvimos, lemos, vimos, e no fim das contas o que acontece talvez; é o compreendimento da coisa através de novos ângulos.

Estou sim viajando um bucado e vivendo diversas coisas maravilhosas nesses dias geniais. Mas uma coisa não anula a outra, não é isso que me frá não pensar no que penso e nem é o que penso que me fará perder o que vivo. E eu vivo em meio a esse turbilhão de vidas, pensamentos, risos e lágrimas. E eu sou capaz de chorar de rir e no mesmo minuto virar a mesa e sair sofrendo.

Na verdade acho idiota acreditar que coisas são tiradas assim de nós. Não deixemos de viver, pra viver à pensar, podemos simplesmente viver pensando por aí a fora.

com o tempo…

quarta-feira, setembro 9th, 2009

A frase da sorte já não anda dando sorte. As perguntas estão sem respostas. O coração não anda indo à boca. O sorriso continua, tem que continuar, mas já não brilha como antes.

Turn off

domingo, setembro 6th, 2009

Todas as janelas e portas foram abertas. O sol e aquele azul infinito invadiram cada cantinho daquele espaço que não costumava mais ver a luz do dia. Estava tudo vidado pra brisa não entrar. O sol e o azul tomaram conta de cada espacinho daquele pequeno mundo, cheio de vidas, histórias e lembranças. Qualquer um agora, entrava e saia. A porta ficava aberta durante horas, todos passavam, olhavam e seguiam. Naquele pequeno espaço e de tantas vidas, havia sol, azul, pessoas, olhares, mas faltava ali o principal; Ela. E ela agora estava em um mundo bem maior do quele mundo vedado dela. Agora ela estava nesse mundão de Deus, brincando com o sol, se perdendo no infinito do azul e se aconselhando com a Lua. Ela estava neste instante enfrentando temores, exercitando Paz-Ciência e todos os seus sorrisos falsos ou não. E ao redor dela não há brisa, não há cabelos esvoaçados e nem aquele sopro suave no coração. O que há agora é uma música forte, em tudo, que não pára de tocar em seus ouvidos. E agora ela atravessa o mundo todo, vive, brinca, sorri, ouve conselhos, e tenta insistentemente encontrar o botão de off que possa desligar aquela música que toca sem dar trégua.

Far, far way….

quinta-feira, setembro 3rd, 2009

Entrei numa super aventura familiar. Tive na verdade um pouco de um mês pra me prepar pra tudo isso, e confesso que duvidei que depois de 23 anos eu voltaria ao Espirito Santo.

Meu tio completa 60 anos, e depois do casamento da minha irmã o povo se empolgou com a ideia de reunir a família. Mas no fim das contas, o Cauê arrumou emprego e não pode vir, a Nat tem plantão e meus tios não tiveram $$ pra vir. Sobrou pra vir eu e meus pais, e a Mayra e os pais dela. As duas chatas foram as eleitas.

Tudo bem, vesti minha carapuça de boazinha e larguei alguns dos meus mimimis em Santos. Em troca, Deus (ou minha falecida e querida vó) me deu um azul infinito e um sol maravilhoso durante o dia. A noite; uma lua divina, que pude conteplar por longas horas.

Sai da provincia quarta-feira e fui rumo ao meu lugar. Viagem ao Rio de Janeiro é sempre a melhor coisa, aquele lugar me inspira e me completa. É como se meu mundo fosse lá. E ainda por cima, um dia maravilhoso, de sol, sorrisos, azuis, luas e aquela orla maravilhosa!! Além de tudo isso, ver minha irmã, o pedaço que sempre falta. Foi ótimo.

Na quinta cedinho, pé na estrada novamente. Estrada é pra mim um lugar sagrado. É nela que tudo dentro de mim se organiza, é nela que as coisas fluem e tomam sua verdadeira dimensão. É como se fosse uma verdadeira terapia, sem remedinhos do demonio, sem ninguém invadindo sua vida e nem tendo que pagar pra darem pitaco nas suas crises. A estrada pra mim é a liberdade, é onde me encontro com tudo que perco no dia-dia.

E é por isso que entristeço e revolto quando vejo estradas ruins como essa pro ES. A viagem toda com o coração na boca por ter que trafegar em uma via de mão dupla em pleno século XXI. Nessas horas dá orgulho de morar no Estado de São Paulo e ter uma das melhores estradas do Brasil. Por lá as coisas são bem feitas, bem sinalizadas e assim dá até um certo gosto de pagar o pedágio, apesar de também ser um dos mais caros, senão o mais.

Fiquei curiosa em saber como é que isso é feito. Quem é responsável exatamente por essas estradas, e quais são os critérios pra essas reformas e tudo mais.

Contudo, é curioso dizer que de Santos ao RJ vi cerca de acidentes. Um deles bem grave, o caminhão pegou fogo e tudo. Já pro Espirito Santo, eu não vi sequer um acidente. E as estradas são de mão dupla, esburacadas e sem nenhuma sinalização. É realmente ruim.

Sorte é que estava claro, e um dia maravilhosamente inspirador. Isso ajudou a acalmar um pouco e a conseguir olhar ao redor e ver o quanto muitas coisas são mínimas diante de um mundão desse. Paisagens lindas, céu maravilhoso e cenas registradas na memória.

Mas a noite a coisa apertou, o medo ficou realmente grande e tive que ficar mais concentrada nas placas, na pista e no cansaço do meu pai.

Foram 8h de viagem, não imaginava que ES era tão longe e tão causative de chegar. Entendi porque foram 23 anos sem vir pra cá.

Agora é ver o que me espera por aqui. Mas uma coisa é bem provavel; por mais maravilhoso que seja eu devo voltar pra cá só com 51 anos.