Archive for abril, 2010

Lá, no paraíso dela…

sexta-feira, abril 30th, 2010

E lá ela se sentia livre de todas as neuras, e bichinhos, e todo aquele azedo que ficava dentro dela. Finalmente, lá, ela parou de tomar aquelas bolinhas que calavam o dragão de dentro dela. E lá ela tinha mais voz ativa, segurança e parecia que o mundo dela ficava muito mais colorido. Se ela pudesse, ficava lá pra sempre, longe de todos aqueles medos e todas aquelas inseguranças que já estavam dando no saco dela há muito tempo. E, um dia desses, ela simplesmente arrumou as malas e partiu rumo àquele lugar que fazia tão bem pra ela e pra todo o corpo dela. Deixou nenhum recado e nem aviso prévio, foi como quem saía fugida. Porque no fundo, era isso que ela precisava se dar de presente de aniversário antecipado; uma fuga de todo aquele turbilhão que se instalou na vida dela de um dia para o outro. Lá ela viu o mar, o céu azul, ficou mais perto de Cristo, sorriu sorrisos sinceros e ainda por cima encontrou com a música e o abraço do moço que a fazia sentir menina. Menina, que ela já deixou de ser já tem um bom tempo. Menina que ela deixará de ser novamente daqui alguns poucos dias. Ela foi e viveu tudo como quem se lambuza de brigadeiro de panela. Viveu tudo sabendo exatamente o que e como estava vivendo. Comeu bala, bolacha, Toddynho e ganhou o melhor abraço do mundo. E aí ela voltou, com a sensação de conquista, com as palavras saltando do coração para o papel, como já não acontecia tinha um tempo. E essa ausência de palavras, era mais uma das coisas que estavam naquele tal turbilhão; e que machucava tanto o seu coração.

Testando a imparcialidade

segunda-feira, abril 26th, 2010

Na calçada a fila não dava nenhum sinal. Meninos, meninas, homens, mulheres, senhoras e senhores compunham uma fila de quase meio quarteirão. De Hippie à Patricinha; nada era de se estranhar, já que se tratava de um evento cultural; Viradão Carioca.

No Teatro Carlos Gomes, as pessoas entravam calmamente e de forma organizada e amigável, escolhiam os seus lugares. Todos muito bem receptivos, conversando e trocando expectativas uns com os outros. Eu optei por sentar no meio, um pouco longe, pra ter uma visão mais panorâmica da coisa toda que estava pra acontecer.

No palco, um baquinho com algumas águas e um suporte de microfone. Coisa bem simples, exceto pela beleza do Teatro Carlos Gomes e por aquela cortina bonita, vinho, que fazia um paredão atrás do microfone e do tal banquinho de madeira com as águas.

Com cerca de 10 ou 15 minutos de atrasos, começa alguns acordes de baixo, bateria e de um tal violão. As luzes abaixam suavemente enquanto as cortinas se abrem e um homem aparece dedilhando delicadamente seu violão e solta com calmaria uma voz doce.

No palco, nenhuma cor, ninguém cuspindo fogo e nem subindo no tecido. É tudo muito mais opaco, sério, em um clima jezzístico meio “Cult”. E no microfone, Fernando Anitelli, assume seu vício por maquiagem e caracterização; conta que passou lápis no olho por sentir-se nu ao se apresentar sem nenhuma maquiagem. No figurino, Anitelli e seus amigos aderiram cores mais para o cinza e o marrom, e todos usavam um colete e uma boina estilo; bem estilo “cult” mesmo.

Fernando Anitelli dá inicio ao show com uma música que “subliminarmente” traduz a sensação que devia estar sentindo em alguma parte do seu coração; “Cuida de mim, enquanto eu não me esqueço de você”, e assim o multiartista inicia mais um dos tantos projetos da sua vida!

Durante todo o show o clima é intimista e Anitelli conversa com as pessoas de forma natural. Conta sobre o nascimento desse novo projeto, procura e me acha na platéia, responde à um elogio de uma fã mais atrevida, chama rapaz para o palco e conversa com outro. O clima é esse mesmo, de que todos estamos à mesma altura e dividindo a sala de estar de Fernando Anitelli e seus amigos Fernando Rosa (baixo) e Miguel [?] (bateria).

No decorrer do show, Fernando Anitelli Trio mostram versões suaves das músicas muito conhecidas pelos fãs d’O Teatro Mágico, mas nunca gravadas oficialmente. Elas foram “jogadas” na Rede pelo Seu Odacio Anitelli, pai do Fernando Anitelli. Nenhuma dessas músicas são encontradas no CD “Entrada Para Raros” e nem no segundo CD; “Segundo Ato”.

As músicas pedem um clima mais calmo, onde não é necessário estar de olhos atentos a tudo que acontece no palco e nem fora dele. Fernando Anitelli Trio pede que todos abram os ouvidos e a sensibilidade. O show está voltado para as sensações sonoras, para a qualidade da música (não que O Teatro Mágico não peça isso, mas divide isso com as sensações visuais por conta das tantas performances que ocorrem durante o show) e não para um espetáculo multi-sensitivo.

Os pontos negativos, na minha opinião, ficam por conta do figurino e maquiagem que ao meu ver são completamente desnecessários. O interessante seria algo mais natural, sem muito “espetáculo”, isso acaba transparecendo um vício de atitude vinda d’O Teatro Mágico. Outra necessidade é de uma reformulação no repertório de algumas músicas, mas acredito que com o tempo as coisas vão tomando molde e o projeto fica redondinho. E pelo amor de Santo Cristo, urgência na reforma do setlist de piadas infames! Mas daí, já são outros 50.

No dia 24 de abril de 2010 no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro, estreou com muita “boniteza” o novo projeto de Fernando Anitelli; o Fernando Anitelli Trio, que chegou em boa hora para aqueles que, como eu, sentiam falta de algo mais intimista com ênfase no instrumental.

E agora…

terça-feira, abril 13th, 2010

E aí que de repente, em meio a tantas tempestades, raios e trovões, ela resolveu permanecer de janelas abertas e portas escancaradas. Exatamente como ela disse na última carta que andou escrevendo pra ele, e deixando por aí pra ver se algum dia desses, ele lia e entendia que ela cansou de verdade de lhe dizer coisas bonitas jogadas ao vento. Agora ela tem as janelas, as portas e o coração aberto! Aliás, a boca dela entrou nessa onda e abriu um bucado de vezes pra falar e pra desenhar sorrisos nesse rosto marrento que ela adorava cultivar por aí. Ela sabia que nem todos os dias seriam de sol e que nem sempre entrariam pessoas coloridas e doces; porta a dentro. Mas ela está disposta a encarar tudo de frente e arcar com suas conseqüências. Agora ela é mais verdade do que nunca. Ela finalmente obteve o direito de ir e vir, que ela mesma lhe tomava. Agora ela assume o abraço apertado. Agora ela assume sua feminilidade pintando o rosto e assumindo uma vaidade trancada no baú a sete chaves. Agora ela enxerga com olhos mais firmes e um pouco menos atrapalhados. Agora ela sorri, é doce, e vai embora quando bem entende. As portas, as janelas, a boca, o abraço, os olhos e o coração estão todos abertos pra quem quiser entrar. Mas se cuspir no chão, meu irmão, ela tem toda a firmeza pra de pegar pelo cú das calças e te jogar pra bem longe.

Na busca da inspiração fujona!!!!

domingo, abril 11th, 2010

Sabe? Já faz um tempo que a minha inspiração resolveu dar uma volta, na verdade vira e mexe ela dá um role por aí, e dessa vez parece que ela realmente foi pra algum lugar muito longe daqui. Dizem que para nos inspirarmos é preciso estar triste, ainda não tenho certeza disso; mas sei que tenho um montão de tópico pra escrever e as palavras não colaboram.

Não consigo explicar exatamente o porquê, mas ficar sem escrever pra mim é como você acordar e não pentear o cabelo direito. Não trabalho em nenhum jornal/blog/site, pra me sentir pressionada a escrever. Optei por não ter periodicidade no blog justamente pra poder fazer daqui o meu refúgio, meu grito, meu amigo invisível, meu debate e poder escrever quando a vontade pedir pra escrever… Mas oras, quero escrever!!! Eu preciso libertar todas essas coisas que giram dentro da minha cabeça.

Tenho dois textos sem serem terminados, tenho um suspenso no blog e tenho vários rascunhas dentro da minha cabeça! Não é a hora. De fato não é a hora de colocar tudo pra fora! Se não sai, não é o momento de sair então!!!

Mas, se é que alguém me lê, eu estou muito bem! Pensando, aprendendo, amadurecendo e sendo. Sendo eu na minha totalidade, como há tempos não era!!