Archive for maio, 2010

Ai essa danada dessa vida!

sábado, maio 29th, 2010

Tem horas que é assim mesmo. A vida te vira as costas. Na maior cara de pau! Eu já disse que essa vida é uma filha da puta, né? Odeio quando ela vira as costas pra mim assim tão de repente. E aí eu fico assim, sem saber pra onde me jogar! Parece que as luzes piscam feito discoteca! Te embaralham a vista e todas as tuas sensações. E aí você tenta conversar, e ninguém te ouve. TÁ ME OUVINDO? EU DISSE QUE A VIDA ME VIROU AS COSTAS, ENTENDEU? NÃO?! E aí a gente começa a cansar de gritar no meio daquele tumulto todo. E resolve então, apenas dançar conforme aquela música ensurdecedora. E a vida continua ali, de costas pra mim. E não me ouve!!! Que chata essa vida, viu?! Se você passar por ela, me faz um favor? Diga pra ela parar de virar as costas e avisa que eu estou a chamando pra dançar!

o óbvio

quinta-feira, maio 27th, 2010

O que você lê não é o que escrevo
O que escrevo não é o que penso
O que penso não é o que sinto

Nem sempre o que sinto, é verdade!

Entre linhas

quinta-feira, maio 20th, 2010

E um dia o moço disse pra ela que gostava de colher inspirações nas entrelinhas dela. E ela achou isso tão bonito e tão engraçado. Ela que sempre quis ser música, poesias e cores, mas nunca conseguiu ser. Logo ela que foi sempre tão linhas fortes, sublinhadas, lápis 2b, direta, nua, crua e tão boca suja. Ela sempre buscou a poesia no seu dia-dia, mas sempre acabava desistindo e optando pela verdade na cara, na lata, e pelo caralho sempre solto aleatoriamente. Ela sempre foi mais ácida, irônica, grossa, não tinha nada ver com a delicadeza poética que ela tanto buscava dentro dela. Fazia textos bonitinhos quando milagrosamente batia uma brisa de inspiração, entende? Uma brisa. E no meio das conversas bizarras que eles tinham; com tantas brincadeiras, xingamentos e palavrões, ele disse a ela que colhia inspirações nas entrelinhas dela. E disse mais uma vez, e mais uma… E ela então entendeu, que talvez a verdadeira poesia do dia-dia dela estavam mesmo nas entrelinhas. E talvez por isso ela tinha tanta insegurança, tanto amargo, tanta desconfiança e tanta necessidade de se proteger. Ela tinha tanta dificuldade de escrever bonito e parecer (ou ser) tão doce quanto ela gostaria. Mas de hoje em diante, ela estava mais feliz. As entrelinhas dela eram vista por alguém. E às vezes até servia pra alguma coisa, quem sabe?

Vamos tentar?

segunda-feira, maio 17th, 2010

Essa insegurança é braba mesmo. Quando dá o medo eu quero tudo, o dia inteiro, todas as horas, a cada minuto. Não perco nenhum segundo! Quero mesmo é a afirmação diária. Deixa claro pra eu entender? Eu sei, você já deixou. Mas sabe o que é? Eu tenho TDA de sentimentos. Eu nunca entendo. Eu me confundo toda, sabe? Sempre estou nas nuvens quando você diz. E quando volto, você já disse e eu perdi. Daí fico na dúvida, entende? Nunca sei se ouvi ou se sonhei. Repete, vai? É só até eu aprender! Já entendi tantas coisas, entenderei essa também! Eu juro. Mas tenha paciência comigo e com essa minha tal insegurança. Eu tenho mesmo essa mania boba de não acreditas nas coisas. E quando fico assim, insegura, eu sinto uma falta de ar e um tufão dentro do peito que você nem imagina! Tenho sensação de morte em vida, acredite! E aí, ninguém me segura mesmo; como um asmático em busca da bombinha de ar, eu meto os pés pelas mãos em busca de qualquer sinal teu que me dê segurança! Vamos fazer um pacto?! Me deixa segura que eu te deixo livre! Ouvi dizer que é sempre assim, quando mais segurança maior a liberdade. Vamos tentar?

Te guardei comigo…

quarta-feira, maio 12th, 2010

Sabe? Às vezes me pergunto se a saudade é a incerteza querendo ter certeza. Porque eu te tenho certeza, e agora já não dói mais. Porque se não for, eu aprendi a sentir saudades. Quando você me faz falta eu fecho os olhos e te sinto aqui do meu lado. Eu consigo sentir seu cheiro, sua voz e até seus trejeitos. Eu fecho os meus olhos e converso contigo tão de verdade. Você nem sabe, mas você já me deu tantos conselhos, já me fez tantos cafunés, e já meu abraçou forte tantas vezes nas horas difíceis da minha vida. Eu fecho os olhos e você me visita, e nós matamos as saudades. Eu já não perco o ar, a fala. Já não sinto mais tanta dor no peito com a sua ausência. Você está tão dentro de mim. Não adianta você sumir, não ligar, não escrever, não aparecer; eu já te peguei no ar e te guardei aqui comigo. Daqui você não sai!

Capitulo 29

sexta-feira, maio 7th, 2010

Aprendi, sabe? Aprendi a ter menos medo da dor, do não, do sim (é, eu morria de medo do sim!), e perdi até o medo do tão pavoroso talvez. Ele tem lá seu charme, faz o coração bater forte, mexe com a adrenalina… Não é um não petrificado, nem um sim eternizado… É talvez, indefinido, tem um mistério no ar! Instiga, sabe? Ah, e eu aprendi a “me jogar”, é… Ai, deixa pra lá o orgulho e pede logo aquele abraço antes que o momento passe, ou então… Se não quer algo, ou não gostou, diga sem ensaios! A vida anda, sabe? E se você pára, ela te empurra! Na marra! Acredita? Filha da puta essa vida! Vai andando e nem espera a gente tomar fôlego depois daquele abraço, e nem dá tempo pra gente chorar aquela dor! Quando vê tá lá, a vida ali atrás de você te empurrando pra próxima cena! E eu aprendi ir! Ah, que isso… Vou pegando um pedacinho de tudo que vejo pela frente, não perco mais tempo!!! Pena que para algumas coisas já é tarde demais, a cena já passou, o avião já decolou e o abraço ficou no ar… sabe Deus onde ele foi parar! Mas agora a cena é outra, vários personagens! Tem atores novos, tem ator antigo, tem gente que perdeu papel principal e virou coadjuvante, outros então… vixe! Virou figurante, acredita? FI-GU-RAN-TE!! Fico passada com essas cenas da minha vida, mas vou indo né! Se eu errar o texto vai saber onde vou parar, virar a cozinheira ou o escravo na senzala!!!! Por isso eu to esperta, eu não perco uma cena, falo tudo sem pestanejar! Vai que eu pegue o papel principal?! Podia ter um galã nessa história… e tem! Mas deixa pra lá, tem que assistir pra saber!!!