Archive for junho, 2010

Você #1254280

segunda-feira, junho 28th, 2010

E daí que tá pra nascer alguém que chegue aos seus pés! Eu viajo o mundo, conheço as mais belas paisagens, abraço Deuses, bebo do prazer, vejo cores, flores, sinto cheiros, toco o infinito, tenho dias azuis. Mas daí vem você e eu percebo onde verdadeiramente está o meu paraiso.

Inspira ação!

quarta-feira, junho 23rd, 2010

– Oi?
– Oi…
– Inspiração, deixa eu falar…
– Nem vem!
– Olha só, eu preciso escre…
– Precisa? Como assim precisa? Eu sou livre! Estou solta, quase vento, quase brisa! Não funciono com imposições!
– Não, calma! Não era isso que eu queria dizer, é que…
– Mas disse!
– Me ouve, porra!
– Ouço… fala!
– É um precisar de vontade, necessidade… sabe?
– Hum…
– Não se trata de imposição… É que poxa, eu queria contar sobre aquele filme Once… tão bacana e significativo… e o Edukators? Nossa, mexeu tanto comigo… Sobre músicas, acontecimentos…
– Mas isso fica pra depois! E, na verdade você só está querendo parecer Cult para os que acessam seu blog!
– Não é isso, não seja injusta… nunca liguei pra opinião dos outros!
– Mentira!
– Não é!
– É sim, todo mundo liga! O ser humano tem o Ego, e ele é um mimado! Precisa da aprovação e admiração de todos!!
– É verdade, mas sabe? Não é só isso! Eu me sinto em dívida comigo mesma, de não expor essas experiências! Tem coisa que já estou até esquecendo!
– hum…
– Vamos combinar? Não vou te pressionar, sei que estamos confusas com essas mudanças… mas promete que pensará com carinho?
– Aham…
– Promete?
– Prometo!
– Então combinado! Você pensa com carinho, e eu não te pressiono.
– Tudo bem!
– Falow então! Fui.

Vibra-som

quinta-feira, junho 17th, 2010

Tudo de repente virou sons e poesias. Ela vivia cantarolando pelos quatro cantos daquele salão vazio e todo de portas e janelas abertas. Ali entrava de tudo, era um colorido só. Tinha azul, verde, rosa, amarelo, vermelho, laranja, lilás. Tinha também chuvas, sóis, e até brisa. Ventava bastante às vezes. Os cabelos dela esvoaçavam forte por todo seu rosto, e atrapalhavam-na de ver de onde vinha toda aquela ventania forte e aquele som tão alto. Ela então dançava pelo salão durante horas a fio. Mas sempre chegava o momento que o vento não ventava e a música parava de tocar. E era sempre tão de repente, que ela quase sempre estava no seu melhor passo de ballet. E ela então sentava no chão, no meio do salão, ajeitava os cabelos tirando-os do rosto e olhava atrapalhada pra todo canto, procurando um botão que ligasse ou aumentasse aquela música. No fundo, ela sempre soube que era apenas o volume que era abaixado. Mas às vezes de tão baixo, ela temia que a música tivesse sido desligada. Ela então punha as duas mãos ao chão, e tentava sentir a música baixa vibrando. Todas as vezes a mesma cena, ela adormecia sentindo a vibração daquela música que, de tão baixa, ela não podia ouvir, apenas sentir. E todo amanhecer, e entardecer, e anoitecer, ela buscava novamente esse tal botão. E as luzes diminuíam, a brisa soprava suave e ela dormia mais uma vez de mãos e corpo ao chão, sentindo aquela tal vibração. E quando ela menos esperava; o vento ventava, o cabelo encobria seu rosto e o som ocupava todo aquele espaço. Ela, contagiada de tudo aquilo, dançava. Dançava por aquele salão de portas e janelas abertas. Dançava com seu vestido de cores leves e panos esvoaçantes. Dançava ela até que a música abaixasse e só lhe restasse mais uma vez a brisa, o chão e aquela vibração.

Mil desculpas

segunda-feira, junho 14th, 2010

Oi…

Me desculpa ser assim direta! Mas sabe, essa despedida toda tem mexido comigo mesmo. Acabou que mesmo indo atrás do meu sonho, saber que vou ficar longe de tanta gente que eu amo me deixa mesmo meio que assim e assada! E sabe da maior? Você está entre essas pessoas todas. É, e te “deixar” também me dói, mesmo sabendo que estamos tão perto e tão longe. Afinal de contas, o que muda necessariamente pra gente com minha mudança? Nada, né? E eu acreditei que mudaria. Vai entender.

No final das contas o que mais vai doer é a ausência dos amigos, aqueles tão presentes no dia a dia e que a gente as vezes tem a sensação de não valorizar porque “gasta” tempo e pensamento com a saudade de quem está “longe”. E agora todos estarão no mesmo saco, não é mesmo? Todos estarão nas entranhas da mesma saudade. Agora você não fará mais parte de um “seleto” grupo do qual eu como leite condensado pra amenizar o amargo da ausência. Agora serão tantas ausências que não terá latas de leite condensado que me adocem. E eu acho isso bom.

Eu nunca gostei de metades. Me dá logo o inteiro ou então fique com as duas metades pra você. E sou assim mesmo, sabe? Ou vai ou racha. E você não foi, não veio, nem vai. Ficou no lugar. Calou. Mudou o rumo da prosa. E talvez seja bom mesmo essa certeza do não do que uma esperança acesa diariamente na espera de algo que só eu mesma pra acreditar. Algo que talvez só eu dê importância e que só eu talvez entenda o significado. Algo que talvez tenha sido sempre tão distante e que só mesma acreditei que estava tão perto. Melhor assim. Mergulharei direto no não, e ainda tem a sensação idiota de que foi tudo culpa do destino que nos soprou assim pra tão longe.

Assim é bom que dói menos, sabe? Assim finjo que a culpa não foi sua, e tudo foi apenas falta de sorte! Faço de conta que você bem que gostaria, mas que infelizmente não deu certo. Me iludo com a idéia de que tudo que você disse era verdade e que você realmente gostaria de cumprir com todos aqueles nossos planos tão planejados. Faz de conta que você honraria suas palavras em breve! Mas pra variar, imprevistos aconteceram. E a culpa foi do destino. Jamais nossa. Muito menos ainda sua!

Me perdoe se mais uma vez criei esperanças bestas tão recentemente. Se acreditei em alguém. Me perdoe se eu não entendi logo a estrofe da música. Me perdoa se teu abraço, teu sorriso e teu carinho ainda me deixam abobada. Me perdoa por sentir tanta mágoa por uma coisa tão simples e talvez idiota. Não tenho ainda a grandeza pra enxergar as coisas do tal jeito certo. Eu vejo do jeito que meus olhos podem ver, e sinto do jeito que meu coração decide sentir. Me perdoa por fazer tanta questão, viu? Com o tempo isso passa e eu começo a digerir que todas as pessoas do mundo falam coisas vãs.  Eu e minha mania de acreditar que poderia ser de verdade algo que nasceu pra ser ilusório.

Olha, é uma pena viu? Mas o bom disso tudo é que no fim das contas uma hora a vida foi lá e me jogou porta fora. Eu estou indo atrás daquilo que sempre sonhei. E os sonhos as vezes doem. Mas o segredo da vida está mesmo na arte de acreditar no inacreditável e seguir o fluxo dos pensamentos. Talvez lá, no lugar que chamei de “meu paraíso” eu esqueça todas as mágoas e dores que deixei por aqui. Talvez lá, eu esqueça suas promessas e o tamanho que você preencheu aqui dentro de mim. Mas mesmo assim eu ainda sou pretensiosa o suficiente pra acreditar no teu “EU TE AMO” mais uma vez, e pra te pedir duas coisas:

Não se esqueça de mim e, vamos sempre manter contato?!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=VOGHORggcYo]

Querido Santo Antonio….

domingo, junho 13th, 2010

Não Santo Antonio! Não fuja de mim. Não vou te pedir um amor perfeito. Não tenho a menor pretensão de casar. Acho que não nasci pra isso, sabe? Nem teria saco pra um casamento! Além disso, sou ciumenta sabe? Acho que não teria como viver um namoro com tanta possessividade. Seria um tormento para nós dois! Sei disso! Não nego nada! Mas sabe, Santo Antonio? Eu queria te pedir um amigo-quase-colorido. Não peço muito, eu acho! Eu só queria um amigo que conforte meu coração. Mulheres as vezes cansam, não satisfazem, dramatizam muito! Eu quero um amigo que me bote no colo, que me faça cafuné nos dias difíceis! Quero um amigo. Não estou pedindo um sexo gostoso, beijos intermináveis. Eu quero um amigo bonzinho, pode ser? Não, eu não estou falando de “pau-amigo”! É amigo mesmo! Sabe, eu queria só um amigo constante. Daqueles que eu pudesse ligar sem medo. Daqueles que não somem repentinamente, daqueles que dão força mesmo sabe? Eu não quero um psicólogo, nem alguém que resolva meus problemas! Isso ninguém pode! Eu só quero mesmo alguém que eu possa contar, que eu não tenha pudor! Um daqueles amigos que abraçam forte. Que more perto! Amigo que eu possa ver sempre! Amigo que cumpra suas promessas! Não quero conversas vãs, entende? Ai Santinho, quero um amigo sincero. Um amigo que goste de estar perto de verdade! Um amigo, viu? Não me venha com micróbio, hein? rs. Ei Santinho, eu to pedindo muito? Mais difícil que namorado né??! Não vou te jogar de cabeça na água, nem te prender de cabeça pra baixo em lugar nenhum. Eu prometo! Fica tranqüilo!!! Mas quando você tiver um tempinho entre um casamento e um namoro sério, arranja pra mim esse amigo, vai Santinho!!

Regras do jogo

sexta-feira, junho 11th, 2010

Oi? Me permite fazer uma pergunta? Onde termina seus direitos e onde começam os meus? Será que você poderia me dizer onde está essa linha que define os espaços? Não quero invadir seu campo, mas não quero também me deixar invadir. Me dá um toque de quando eu estiver em impedimento? É que eu já não ando entendendo mais nada sobre as regras desse jogo. Acho que ando invadindo teu campo. Mas tenho a sensação de que você vira e mexe invade o meu. Não sei nem se sou titular ou reserva. Pra você ter uma noção de como estão as coisas. Vamos jogar um jogo bonito! Mas antes eu só preciso saber se sou atacante ou goleiro nesse jogo. Olha aí pra mim, a minha camisa. Me fala logo a minha posição! Já não sei mais se defendo ou se ataco. Quando acho que o jogo está perdido, escuto a galera gritar gol. Nunca sei se fiz ou se sofri esse gol. Ah! Quem é o juiz desse jogo? Quem determina a posse da bola? Como eu faço pra saber qual é meu campo? Tô perdida em meio de campo. Dá pra você me dar essa força? Não cometa falta! Olha o cartão vermelho! Tô tentando jogar direito pra não ser expulsa de campo. Gosto de jogar contigo. Mas confesso que já estou quase pedindo tempo técnico! Ainda não sei se bebo uma água, ou se sento logo no banco de reserva!

Primeiro contato

quarta-feira, junho 9th, 2010

Oi?

Hoje é a primeira vez que te escrevo. E eu estou ainda meio perdida por onde começar, mas sei que aos poucos as coisas vão fluindo.

Você está bem? Apesar de saber que provavelmente você esteja muito bem, ainda sim eu me pego aqui pensando se por essas bandas daí tudo está certinho. Espero que você esteja comendo direitinho e não se entupindo daquelas porcariadas que você adora. E desejo no fundo do meu coração, que você esteja sorrindo muito aquele sorriso lindo seu. Que me encanta tanto.

Sabe, eu tenho tanta coisas pra te contar e você está tão longe e incomunicável. Eu queria ver suas reações quando soubesse da novidade que eu tenho aqui. Acho que agora nos veremos menos ainda do pouco que já nos víamos antes. E que eu não sei se isso é bom ou ruim, mas eu preciso tentar seguir minha trilha. É uma pena que cada vez mais nossos abraços serão raros e nossos encontros sempre tão corridos.

Agora sua visita na minha casa já está beirando o impossível. Mesmo assim eu devo te confessar que estou imensamente feliz! Eu te quis por perto, mas não deu e agora quem vai pra longe sou eu. Tá na hora de sacudir o pó do sofá e dar uma revirada nos móveis. Agora quem veio te dar tchau sou eu. E confesso que queria que ao menos você esboçasse um fio de tristeza por saber do tempo que perdeu correndo pra longe de mim. Quem sabe a gente ainda se esbarre em uma dessas esquinas ou beba uma cerveja gelada na Lapa? Eu sempre te quis por perto, mas agora eu to aquecendo minhas asas…

Vamos tentar pelo menos manter um razo contato através de palavras escritas. Já que cada vez mais o nosso silêncio falará por nós. Não gosto disso, mas essa e outras queixas eu deixarei pra uma próxima carta. Hoje eu não to concentrando em nada.

Vou sempre anexar um vídeo ou música, que traduzam algo que eu gostaria de dizer ou que apenas façam algum sentido com o que estou sentindo.

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Cru e gelado…

domingo, junho 6th, 2010

Desde criança ela sempre comeu leite condensado. Tinha que ser cru. E gelado. Colocado em uma xícara e comido de colheradas. Ela tentava desde os dois anos apagar um amargo que impregnava em sua boca. Lambuzava-se de leite condensado, esperando que um dia esse gosto amargo saísse definitivamente de sua boca. Não era tristeza, trauma, nem era amargura “almática”. Era um amargo na boca. Simples assim. Nem tão simples, como ela gostaria de dizer que era. Era um amargo inquieto. Tenso. Uma ansiedade exacerbada que ela tinha desde pequenina. Alem disso, não gostava do gosto e nem do cheiro de nenhuma comida. Almoçou e jantou por um bom tempo de sua vida; leite condensado. Se negassem virava fera. Quase um bicho. Um viciado. Precisava do doce intenso e gelado do leite condensado na boca. Precisava do exagero capaz de apagar aquele amargo que brotava em sua boca. Vinte e sete anos depois, ela ainda precisa esporadicamente comer algumas xícaras de leite condensado. Ainda sente por vezes, aquele amargo brotar na boca inexplicavelmente. Um gosto ruim. Um gosto de todos os seus medos e anseios. Um gosto intragável. Ainda hoje ela precisa de algumas doses da intensidade do leite condensado. Talvez o único capaz de alcançar com exatidão todas as intensidades dentro dela. Hoje ela ainda sente um prazer indescritível em suas colheradas de leite condensado. A diferença é que hoje ela sabe ponderar as colheradas do mesmo jeito que aprendeu a lidar com sua ansiedade. Ela sabe que a comida tem sabor e que o amargo da boca nada mais é do que a boca do estomago avisando que está na hora d adoçar sua vida e não apenas a ponta da língua.

Se eu… andasse…

quarta-feira, junho 2nd, 2010

Ah, se eu andasse eu me matricularia em todas as escolas de dança possíveis. Aprenderia vários estilos de dança. Um bem diferente do outro. Aliás, se eu andasse eu pegaria o carro e subiria a Serra até São Paulo. De madrugada. Andaria de carro por todas aquelas ruas e avenidas daquela cidade que não dorme. Como eu. E se eu andasse eu sentaria a bunda na areia da praia às cinco e trinta da tarde. Ficaria sentada vendo o dia terminar. Intacta. Se eu andasse eu aprenderia a tocar algum instrumento musical. Não seria violão. Eu começaria com bateria e provavelmente tentaria algum outro mais exótico também. Ah!!! Se eu andasse, nos meus dias de TPM eu dormiria debaixo da cama. E ninguém nunca saberia disso. Se eu andasse eu preferiria o chão ao sofá. Se eu andasse eu iria em shows sozinha. Porque eu preferiria mesmo. Se eu andasse eu iria tomar uma cerveja sozinha, em plena terça-feira, e ninguém saberia onde eu estaria. Se eu andasse eu daria muito mais abraços. Se eu andasse eu entraria no primeiro ônibus da rodoviária e partiria sem rumo. Se eu andasse eu moraria no Rio de Janeiro. Se eu andasse eu não lamentaria a saudade, eu mataria todas elas. Olha, se eu andasse eu faria jantarzinhos gostosos e convidaria meus amigos para degustarem. Se eu andasse eu escreveria carta e as botaria no correio. Se eu andasse eu fotografaria todas as horas bonitas do dia. Se eu andasse eu gastaria uma parte do meu dia customizando meu quarto. Se eu andasse eu não sentiria sua ausência. Se eu andasse eu mostraria melhor às pessoas e à você, quem eu realmente sou. Se eu andasse eu faria piercing na sobrancelha e outro na língua. Seu eu andasse eu faria mais cursos. E se eu andasse eu iria em mais palestras. Se eu andasse eu iria mais à luta. Se eu andasse eu não faria “revolução de sofá”. Como um amigo teima em lembrar. Se eu andasse eu só seria mais um pouco de mim. Se eu andasse eu não pediria nada, eu iria buscar.