Archive for setembro, 2010

As palavras coagulam…

quarta-feira, setembro 29th, 2010

Eu não aguento mais meu próprio silencio

Tantas palavras pulsam nas minhas veias

E eu só faço me calar

Esse meu silencio me ensurdece

Mas tudo que vou dizer soa supérfluo

Tudo que tenho a dizer

Perde o sentido

Ao caminhar pra fora de mim

Aqui fora minhas palavras coagulam

Pesam minha alma

E o meu sangue é fraco

Tomo vitamina diariamente

Pra vida toda

Pra ver se crio forças

Pra agüentar o peso das palavras

O peso do amor

Nas minhas veias corre amor

Transbordam amor

Mas amor não dá saúde pra ninguém

Amor enfraquece

Sonhar cansa

Querer gasta energia

E silenciar ensurdece

Pigilógica

segunda-feira, setembro 20th, 2010

Desde jovem eu tinha o sonho de ser psicóloga, queria poder ajudar as pessoas com algumas palavras ou ajudá-las encontrar algum caminho pra o que fosse que elas sentissem. Além disso, sempre me interessei pelas atitudes humanas, pelo comportamento, pelas feições e o jeito de falar. Me  interessei sempre; até na minha fase, mais jovem ainda, de poucos amigos.

Sempre cismei em fazer amizades com as pessoas que me instigavam ou aquelas que de certo modo eram um pouco daquilo que eu não conseguia ser. Também sempre me acheguei naquelas pessoas que às vezes estavam sozinhas no canto da sala. Tudo que fosse um pouco incomum; atraia-me pela curiosidade do psicológico da pessoa.

Acabou que, qualquer tipo de coisa relacionada à área da saúde não me interessava nada. Essa coisa de estudar células, anatomia, químicas, etc foram umas das coisas que me fizeram esquecer a psicologia. Eu nunca quis compreender o funcionamento biológico das coisas, e tampouco tinha o interesse de medicar alguém. Meu único prazer na psicologia era entender e ajudar as pessoas.

Virei Jornalista quase sem querer. E a vida foi me jogando pra lados que, quem me visse com 9 ou 10 anos e visse hoje em dia, diria que eu sou uma outra pessoa. Aprendi a me relacionar com os outros e aprendi na minha área; artimanhas que pudessem me levar ao mundo dos humanos e conhecer diversos deles, um mais diferente que o outro.

Com todo esse meu vício de prestar atenção nas atitudes humanas e, inclusive, por ser deficiente física; acabei me deparando com o comportamento das pessoas para comigo. E isso foi se tornando tão interessante que acabei ficando com uma enorme vontade de desabafar aqui no blog um pouco das minhas analises sobre esse bicho humano, que convivemos diariamente.

É engraçado como existem pessoas que me relaciono em diversos graus de convivência e que isso muitas vezes não faz a menor diferença no comportamento delas comigo. Deixa eu explicar…

Tenho amizades de longas datas, com gente que não tem o menor jeito pra lidar comigo e com minhas necessidades. Pessoas quais eu convivo durante anos, mas que não sabem como me arrumar na cadeira e se atrapalham demais na hora de prestar qualquer ajuda. Não sabe mesmo, e não tem menor jeito de que um dia vai aprender.

Por outro lado, conheço pessoas que ao acabar de conhecer; já estavam me ajudando na cadeira, me alimentando e me tratando com a maior naturalidade mundo. Gente essa, que nem sequer pergunta “como posso ajudar?” a pessoa simplesmente faz como se já soubesse exatamente o que e como deve fazer.

Conheço também um terceiro tipo de pessoa: aquela que tem boa vontade, que aprende fácil, mas acaba cometendo algumas gafes justamente por tentar forçar  certa naturalidade que não está rolando.  Essas pessoas são ótimas; prestativas, de atitude, força, boa vontade, mas não conseguem esconder o “diferente”.

Tem ainda as que não me enxergam como deficiente, as que enxergam mas tentam disfarçar tanto que fica até engraçado, e as que não disfarçam porra nenhuma e te tratam como bonequinha de porcelana.

E dentro de cada tipo de pessoas, existe uma infinidade de variações que não caberia ficar classificando aqui incansavelmente.

Mas o fato é que não existe uma receita certa e nem tem como eu interferir muito no jeito da pessoa me tratar. Não tem como exigir naturalidade de quem não consegue agir desse modo, nem posso querer que todos sejam como o modelo X.

E essa diversidade de reações têm sido cada vez mais instigantes de ver.

O desapego…

quarta-feira, setembro 15th, 2010

Apegar-se é o problema, porque quando você se apega não pode ficar vazio. Não se apegue – essa é a mensagem dessa técnica. Apenas não se apegue a coisa alguma, positiva ou negativa, porque com o  não-apego você encontrará a si mesmo. Você está aí, mas devido ao apego, você fica escondido. Com o não-apego você ficará exposto, você ficará descoberto. Você explodirá.

Por: Osho

Pra todos saberem que…

terça-feira, setembro 7th, 2010

Eu queria gritar ao mundo o quanto você é bonito. Contar para todas as pessoas que passarem por mim, que a sua beleza está muito mais profunda do que onde elas são capazes de enxergar, e como você é muito mais do que qualquer um possa entender. Queria revelar que há algo em ti que é maior do que sua grandeza. Eu queria contar a elas como você é capaz de fazer despertar em mim as cores mais bonitas, e capazes de colorir todo os dias que o céu cismar de nascer cinza. Que você evidencia o meu lado mais bonito e que ao seu lado o meu sorriso é completo, límpido, verdadeiro, e que eu fico até mais fotogênica. Queria tanto contar pra todo mundo o quanto eu me orgulho de você e quanto mais o tempo passa, mais a minha admiração por você cresce. Mais do que eu imaginava que poderia crescer! Quero falar à todos os cantos, o quanto você me inspira. O quanto você me faz chegar perto daquilo que eu sou de verdade. Queria dizer o quanto você tirou as minhas amarras, quebrou meus paradigmas, me despiu de meus preconceitos. Que você me fez transformar-me naquilo que eu sempre quis ser e nunca consegui, precisava você chegar pra eu me transformar.

Queria dizer isso e mais tantas outras coisas… mas até isso eu aprendi. A não precisar falar nada, apenas sentir. Porque se não for com calma, a alma espana.