Archive for outubro, 2010

Eu me apaixonei por você

quinta-feira, outubro 28th, 2010

Me apaixonei pelo seu jeito de olhar

Me apaixonei por suas cores

Me apaixonei por seu tom de voz

Me apaixonei pelas suas idéias

Me apaixonei pelos seus defeitos

Me apaixonei pelos seus medos

Me apaixonei pelo seu riso tosco

Me apaixonei por sua intensidade e suavidade

Me apaixonei pelo seu certo e errado

Me apaixonei pela sua presença e ausência

Me apaixonei por sua delicadeza e grosseria

Me apaixonei por suas  manias

Me apaixonei por suas contradições

Me apaixonei por sua luz e escuridão

Me apaixonei pelo seu jeito estabanado

Me apaixonei pelo seu barulho e seu silencio

Me apaixonei pela sua capacidade de dizer a coisa certa no momento certo

Eu me apaixonei por você e por tudo aquilo que me transformei através de você. Me apaixonei por nós e por cada coisa nossa. Me apaixonei pelo fato de sermos tão  iguais e tão diferentes, com a mesma intensidade.  Me apaixonei por todas as vezes que você me disse a coisa exata que eu precisava ouvir! Me apaixonei por cada momento em que estivemos juntos.

Me apaixonei  assim, como por uma paisagem, um lugar, uma música, uma comida, uma palavra!

Dave Matthews Band – #2

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Desde o dia 17 de julho, a minha vida estava voltada para o dia 08 de outubro. Na passagem desses dois meses, vivi muita coisa boa e tive muitas realizações importantes. E vivi do jeito que era merecido se viver. Mas ainda sim, era o dia 08 de outubro que estava na “área vip” dos meus pensamentos.

E nada e nem ninguém, acontece na minha vida pelo simples fato de acontecer. Não era por acaso a data, o lugar e a cidade onde aconteceria aquilo que eu tanto esperava! Era dia 08 de outubro. Era no Rio de Janeiro. Era Dave Matthews Band. E pra completar; era O Teatro Mágico.

8 – infinito

10 – 05+05 (eu nasci dia 05/05)

2010 – …

Rio de Janeiro – Cidade que eu mais amo.

Dave Matthews Band – Fernanda  /  Diogo / Fernando

O Teatro Mágico – Amigos / Cláudia / Fernando

Estava tudo tão perfeito, que a medida que a data se aproximava; eu ficava mais tensa e ansiosa. Cheguei até a ficar monotemática por alguns dias, de tanto que minha ansiedade e meus pensamentos estavam voltados pra esse show!!! Não sabia nem mais ou menos como tudo aconteceria, mas tinha certeza que seria inesquecível.

Poucos dias antes do show, recebi a notícia de que a Cris (amiga da Natália e minha fada madrinha!) possivelmente conseguiria me apresentar ao Dave Matthews, mas que ainda não tinha certeza de nada! Mesmo assim meu coração passou a bater acelerado, e minha ansiedade só triplicou. Não sabia como seriam meus dias, mas sabia que dia 08 de outubro eu estaria no Rio de Janeiro pro show da minha vida!

Além da minha ansiedade, tenho um carinho muito grande pelo Fernando Anitelli e pela forma de como tudo aconteceu quando o conheci, e no que se transformou no que é hoje. E, devido a todo esse carinho construído, eu estava também muito ansiosa e feliz por essa conquista dele de abrir o show da Dave Matthews Band.

Um cara que empenhou casa, carro, largou o emprego pra se jogar em um projeto maluco que nasceu na cabeça, e que poderia dar tudo errado. Um cara que lutou tanto pela música, pelos ideais e por esse projeto; como mãe que luta por um filho. Depois de tanto preconceito, tantas brigas, processos, dores, esforços. Finalmente esse cara estava prestes a subir no mesmo palco de uma das melhores bandas, e ainda por cima sua banda FAVORITA. Era muita recompensa pra um cara que vive com tanta intensidade como ele.

… E isso cara, isso pra mim era quase como se EU fosse subir naquele palco. Como se fosse meu filho, meu irmão, meu melhor amigo! De fato era um momento importante, e eu não poderia faltar.

Um dia antes de ir viajar, a Cris me mandou email confirmando que eu teria a oportunidade de conhecer a Dave Matthews Band e, dali em diante, eu não fazia mais nada que não fosse olhar os meus emails esperando as ordens da produção de como, onde e que horas eu deveria chegar.

Esse email chegou dia 08 de outubro às 16h. Daí você imagina meu emocional.

Pra completar, minha irmã estava em dúvida se iria comigo ou se iria ao show do Bon Jovi, que aconteceria no mesmo dia, na mesma cidade, só que era na Apoteose. Eu queria muito que ela fosse comigo, senão teria que ir com meus pais que apesar de dedicados e carinhosos comigo, estão velhos e acaba rolando diversos stress. Mas por outro lado, não poderia pedir que ela perdesse o show que ela tanto queria ver, e eu também achava que possivelmente ela não gostaria de ver DMB.

No fim das contas, minha irmã foi comigo, e eu fiz tanta pressão que chegamos lá no HSBC Arena por volta das 19h45.

Chegamos lá, pedimos informação sobre as instruções do email e falaram pra esperarmos até as 21h45. Aproveitamos e fomos comer rapidinho e já dei um beijo no Sr. Odacio (Pai do Fernando Anitelli do O Teatro Mágico) e compramos umas balinhas. Mas logo voltamos para o local que deveríamos esperar até as 21h45. E no meio do “chá de cadeira”, eis que surge do nada no corredor, a cabecinha curiosa do Dave Matthews, que foi ali dar uma espiadinha no saguão.

Fiquei ali ao lado da muvuca só observando o cara atender as pessoas, cheio de carinho e humildade. Ri quando ele fazia careta para as fotos, lembrei de ALGUÉM que também faz isso sempre. De repente nossos olhos se encontraram e sorriram mutuamente. Nunca vou esquecer esse momento. Dave esboçou um “Hi” sem som, e eu me surpreendi com meu próprio “Hello” não tão alto, mas o suficiente pro Dave voltar a olhar sorrindo pra mim e vir em minha direção. Uma realização. E eu, totalmente consciente do momento.

Dave se abaixou ao meu lado, sorriu, perguntou como eu estava e se estava esperando pelo show. Apesar de estar em erupção, surpreendentemente consegui respondê-lo corretamente e o principal; não morri com tanta aproximação do Dave. Depois se posicionou para tirarmos a nossa foto.

Dave Matthews conversou comigo o tempo inteiro olhando em meus olhos.

Depois disso, Dave saiu para subir ao palco pra apresentar O Teatro Mágico. E eu, mesmo não estando ainda na platéia pra ver o Fernando realizando o sonho, nem tive tempo de recuperar da minha emoção com Dave e já me emocionei ao ouvir o Dave apresentando a galera d’O Teatro Mágico.  Momentos especiais um atrás do outro!

Mandamos, através de smartphone, pro Diogo a foto minha com o Dave. Aquele momento era dele também. Era nosso. Era ele que deveria estar ali comigo. E minha irmã, no Bon Jovi.

Perdi boa parte do show do O Teatro Mágico esperando o Dave nos receber em seu camarim. Perder o show d’O Teatro Mágico tava me cortando o coração. Eu já vi o show d’O Teatro Mágico várias vezes, mas esse era tão especial. Mas a “dor” de não ver o show passou quando eu soube que o Dave estava demorando pra vir porque estava vendo o show do Teatro Mágico. Ao saber disso eu relaxei, eu perderia o show inteiro do Teatro Mágico e esperaria ali durante horas com todo prazer do mundo, sabendo que meu ídolo tava sendo visto por outro ídolo meu.

Depois de um bom tempo, Dave veio ao camarim e nos vimos novamente. Vi o olhar sorridente novamente e a voz brincalhona dele dizendo “hello again!”. Tiramos outra foto, trocamos palavras e depois de atender a todos com carinho ele foi se concentrar…

… e eu sai correndo com a cadeira, voaaando pra tentar ver O Teatro Mágico. Mas cheguei ao final da última música e só vi o momento de agradecimento.

Nessa hora me senti triste e decepcionada. Acabei não vendo os meus queridos no palco em um momento tão importante! E ainda corria o risco de nem dar sequer um oi a eles. Já os vi e verei milhões de vezes, mas é o momento, é a ocasião especial que tava contando ali!

Graças a Deus a Maíra Viana veio me buscar e me levou até eles. Foi tão especial pra mim esse encontro! Por tantas coisas. Eu queria estar nesse momento, queria abraçá-los e mostrar que tava ali vivendo junto! E foi intenso, lindo.

Depois disso voltei ao show, pra dessa vez não perder o show da Dave Matthews Band. Fiquei preocupada em não conseguir assistir o show em um bom lugar. A pista Premium estava lotada e não tinha como ficar na grade. Ali na pista esbarrei com Marisa Orth, Helena Ranaldi, Fernanda Souza entre outros.

Logo o Rodrigo conseguiu que eu ficasse na coxia pra assistir o show longe do tumulto e sem ninguém cobrindo minha visão. Não era de frente, mas era de fato um lugar privilegiado e eu pude ver tudo direitihho!!

O show da Dave Matthews Band foi realmente sensacional. Muito melhor que a minha primeira vez no “About Us” em São Paulo, dia 28 de setembro de 2008. A banda estava mais familiarizada e mais contente. Vi que todos eles estavam a vontade e animados em ver aquele o HSBC lotado de gente cantando todas as música; das mais clássicas até as menos conhecidas, se é que teve alguma que não fosse conhecidas pelo público presente!

Fico embasbacada com o carisma e o talento isolado de cada integrante da banda. Dá pra você focar em cada um e ficar vidrado durante horas vendo o cara brincar com a música. Eu obviamente fiz isso, como costumo fazer em cada show que eu vou. De voz a violino, passando por baixo, bateria e sopros; os caras deram show tocando até a nossa velha conhecida “Garota de Ipanema”.

Não decorei o setlist, mas foi sensacional ouvir mais uma vez #41, Crash Into Me, Ants Marching, ao vivo ali pertinho do palco. E com algumas pessoas que gosto muito, mesmo eu ficando vidrada no palco sem nem olhar o que acontecia ao meu redor.

É maravilhoso ver o entrosamento da banda entre si, os caras parecem estar em uma reunião de amigos, dialogando musicalmente! Você não sente desconforto nenhum entre eles, parecem que sabem exatamente o que o parceiro de palco diz através da música! Sintonia bonita de se ver.

Fiquei pertinho do cara (sei lá o nome) que era responsável pela guitarra e violões do Dave. Eu fiquei fascinada olhando os maquinários do cara!!! Parecia uma mesa de cientista, com luzes, botões, cordas, chaves, tudo preparado pra qualquer imprevisto! E a cada final de música o Dave trocava de violão e aquele que ele tinha acabado de usar era afinado novamente! O cara passa o show inteiro afinando violão!!! Acho lindo isso, esse cuidado musical!!!

Em uma dessas subidas no palco pra entregar um violão recém-afinado para o Dave, quando o cara desceu do palco me deu 4 palhetas e um setlist do show!!! Imagina se não guardei com carinho?! Muito bacana a atitude e atenção!!!

Achei muito respeitoso o modo que a banda lidou com o público e principalmente com a banda de abertura, que no caso era O Teatro Mágico. Além do do Dave apresentar pessoalmente a banda, ainda fizeram questão de assistir grande parte do show do Teatro Mágico. Além disso, conversaram com todos os integrantes da banda, sempre com muito carinho, elogio e muita humildade!!!

Minha falecida avó costumava dizer: “Quem beija meus filhos, minha boca adoça”. E isso que eu senti. Ver o carinho e respeito deles com O Teatro Mágico, só reforçou minha admiração.

Aliás, se tem uma coisa que esse show fez, foi reforçar minha admiração.

– Admiração como músicos

– Admiração como pessoas

– Admiração como artistas

Todos que participaram e, principalmente, colaboraram pra esse dia; saibam que foi um dos momentos mais felizes pra mim!

PS: Eu devo ter esquecido algo. Mas o que esqueci eu conto em uma mesa de bar, com uma cerveja gelada e um canudo!

Comer, Rezar, Amar.

segunda-feira, outubro 11th, 2010

Logo que estreou o filme “Comer, rezar, amar” eu contatei as amizades femininas, para termos nosso momento mulherzinha juntas!

Tiramos o sábado pra isso, e fomos nós quatro (como sempre foi) para o shopping para assistir o filme.  Elas esperavam tal galã do filme, e eu tava buscando um pouco do livro que tinha lido e dos conselhos que eu tinha recebido.

Vou ignorar o fato de ter lido o livro e isso interferir um pouco na visão do filme. Obviamente não se reproduz um livro inteiro e alguns minutos de filme; ficaria longo para assistir no cinema! O único que faz isso (Harry Potter), eu acho um absurdo de chato!

Achei o filme bom enquanto um água com açúcar que mostra Julia Roberts mais uma vez na pele de tantas mulheres que sofrem por preconceito, incertezas, excesso de certeza, amores e desamores. Além disso, Julia Roberts é carismática e está rodeada de homens e de paisagens maravilhosas!

E inexplicavelmente (até tem explicação sim, mas…), esse será mais um filme de Julia, que veremos todas as vezes que passar na televisão. Afinal de contas, quem consegue mudar de canal ao zapear a TV e dar de cara com “uma linda mulher”, ou então “o casamento do meu melhor amigo”, ou “um lugar chamado Notting Hill”. Acredite que, mesmo depois de tudo que vou dizer, eu vou ser uma dessas que vou assistir “comer, rezar, amar” todas as vezes que passar na televisão. E não serei a única.

Na minha opinião, o filme peca muito com informações “chaves” que quase não são percebidas por quem assiste despretensiosamente e nunca leu o livro, e que são automaticamente subentendidas por quem já leu. Mas se você é tipo chat@, igual a mim, você vai reparar e buscar algumas informações engolidas durante todo o filme.

Um dos exemplos bem chatos, é que o filme não mostra exatamente como Liz muda de um lugar para o outro, e o que a faz querer mudar. Essas transições são feitas com cortes de cena. Outra coisa que achei importante e que não vi o filme mostrar é o porquê do amigo dela a chama de “Sacolão”.

Mas, independente desses “detalhes”, o filme peca gravemente quando não mostra direito coisas essenciais, o que torna o filme confuso em alguns momentos. Um bom exemplo é o relacionamento da Liz com o rapaz que ela conheceu logo após o divorcio. No livro, o relacionamento deles é intenso e acaba de forma bem dolorida para a Liz, o que a incentiva definitivamente de viajar. E o filme mostra tudo isso resumidamente e sem muita contextualização. Vi gente sair do cinema declarando que não entendeu nada dessa parte do filme, e realmente aparece tudo aos pingados e completamente confuso.

Além disso, na minha opinião o filme não foi feito com as passagens mais interessantes do livro. O roteiro tinha possibilidade de ser muito melhor! Mas nada disso me surpreendeu. O velho água com açúcar norte-americano; a mensagem fraca, um ator que interpreta um brasileiro mas que tem sotaque de norte-americano com castelhano.

No mais, quero ver novamente pra ver se consigo fazer algum elogio e não parecer tão chata assim!

.

PS: Não li o post da Jessica enquanto não postei esse, pra não ter risco de influenciar meu texto.