Quando eu surpreendo a mim mesma.

Que a gente está mudando sempre é mesmo um fato não muito desconhecido. Mas que é bacana quando a gente chega em uma certa fase da vida que começa a perceber de fato as mudanças ocorridas dentro da gente, isso é.
Parece que estou sempre de olhos vidrados em tudo que acontece ao redor, mas de rabo de olho sempre olhando pra mim mesma, pro meu próprio umbigo e sempre que a mente pára [mesmo que seja em meio a um show] eu acabo me auto-analisando.
Já passou da época que eu nem tinha noção das minhas atitudes e que não tinha consciência de que estava e do que eu estava vivendo. Hoje parece que um lado de mim vive, e o outro assiste de fora e acompanhando como uma novela, toma consciência de que estou viva, e fazendo e sentindo coisas.
Hoje eu me sinto como quem assiste sua própria vida, e que fica feliz quando algo bom acontece com eu-personagem e chora junto com alguma coisa de ruim. E o mais interessante é que tem vezes que só a eu-personagem chora, e outras que só eu-platéia chora.
Deu pra entender?! É, eu sei que é bastante confuso sim, mas interessante, e aposto que não estou louca e que algumas pessoas devem sentir o mesmo sintoma.
No final das contas, eu sei que assim eu vou tomando consciências das coisas e me policiando mais e melhor das atitudes e das coisas que faço. A eu-platéia julga a eu-personagem e diz que deveria ter sido mais tolerante, ou mais simpática e também vibra quando a eu-personagem toma uma atitude bacana, e surpreende-se quando por sua vez a eu-personagem ousa ou toma alguma atitude que não seria de seu feitio.
Enfim, com tudo isso eu tenho notado as coisas com mais clareza e, de certa forma sabendo melhor quando eu posso e devo ter controle sob meus atos e quando algo é natural e que não adiantaria perder tempo nem sofrer lutando por algo que está fora do meu controle.
Mas não, eu não descobri o segredo da vida. Apenas acontece que, esporadicamente as coisas se renovam e eu vou aprendendo a viver melhor até a próxima estação. Onde tudo muda novamente, se renova e se readapta a viver.

Esses dias eu notei que aquela menininha que não pronunciava nenhuma palavra, nem mesmo quando era incentivada, que com o tempo aprendeu a falar com os mais próximos, depois em público, hoje fala com desconhecidos e está tão mais disposta e de portas abertas a conhecer novas pessoas sem a velha mania de achar que ninguém é bacana até que se prove o contrario, que hoje sorri para tudo e todos na rua na intenção de mostrar sempre sua melhor foto, já que a primeira impressão é a que fica.
E foi assim que outro dia ela entrou de gaiato em uma conversa, fez brincadeira onde não foi chamada e acabou conversando com gente nova. Que se um dia ela os encontrar na rua, irão parar pra cumprimentar e perguntar como vai a vida. Pela primeira vez ela foi simpática por livre e espontânea vontade.

One Response to “Quando eu surpreendo a mim mesma.”

  1. Celly Says:

    Li mas juro q não entendi nada .. acho q não to conseguindo me concentrar .. rsrs
    Bjos amore

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