Já era!

Eu ando com as palavras entaladas, abro o word e aquela folha em branco me trava, passa todas as sensações do mundo menos a paz. Aaaaaah paz, como eu queria ter paz novamente! Faz tão pouco tempo.

Hoje eu só queria tirar essa dor aqui dentro do meu peito. Essa dor forte que me dá angústia, ansiedade e que fazem as lágrimas brotarem dos meus olhos… Mesmo que eu lute com toda força pra mostrar ao mundo que não sou mais aquela menininha intensa, sentimental e emocionalmente fraca. Pra provar ao mundo que cresci, amadureci e que não é qualquer coisa (ou falta de coisa) que me faz chorar. Mas desculpe, eu sou sim fraca, imatura e estou com uma vonade imensa de chorar até adormecer.

E, para ajudar ainda recebo esse texto que diz taaaaaanto do que estou sentindo. Porque será que ao invés de só complicar, as coisas não facilitam um pouco?!

Já era

Nunca sabemos ao certo quando deixamos de ser importantes.

É triste perceber que quem tanto me importa não olha por mim, apenas me vê. Não altera em nada sua lista de prioridades quando preciso de socorro, atenção. Apenas (depois, sempre depois) desculpa-se. Diz que as coisas estão complicadas. Está constantemente ocupado, atrapalhado. Sempre se sai com ótimos motivos para não ter ido, feito, acompanhado. Conhece meus gostos, minhas neuras, o porquê do riso rasgado. Sabe o número do meu telefone, onde vivo, mas mora num outro universo, do qual não tenho o endereço, nem pertenço: é péssimo notar que sou pouco para quem é muito pra mim.

E não se trata de desdém, nem de rancor. É mais sutil e menos óbvio, por isso tão doído (sei que o carinho existe, mas anda tímido). Pode até me surpreender com telefonemas, e-mails, conversas à toa, mas não está presente nos momentos críticos da minha vida. Torna-se incomunicável, desaparece. Não fica ao meu lado. Não pega o lenço para que eu possa continuar chorando, sem medo de julgamentos. Não traz da cozinha a garrafa da minha bebida preferida para comemorarmos. Não me abraça quando faltam palavras, não me afaga quando elas não bastam. Sei que aquela pessoa, tal qual a recordo, existiu, só não sei em que ponto deixou de ser real para se tornar um holograma da minha mente. Uma suspeita de surto: será que me enganei desse jeito? Talvez não tenha me enganado, apenas o tempo nos tenha tornado diferentes demais e já não andemos na mesma direção.
Talvez.

A vida acaba nos trazendo, inevitavelmente, amigos assim (que chamamos “amigos” por desconhecimento de termo mais adequado). Amores assim. Pessoas que estiveram conosco, compartilharam e construíram nossa história, mas que, sabe-se lá quando e por que, descompassaram. Alguns até continuam presentes, mas jamais estiveram tão ausentes. Outros fazem questão de dizer o quanto somos importantes, especiais, e eis um alerta que não ignoro: sempre desconfiei de quem fala “Você pode contar comigo”, “Qualquer coisa, me liga”, “Nunca vou te esquecer”. Isso se mostra calmamente, no dia-a-dia, não se legaliza numa promessa. É preciso tempo, e é só com ele que saberei se essas palavras significam algo ou são mera formalidade. Me mostre que eu posso contar com você, não me diga isso.

Talvez percamos o sentido de existir na vida de algumas pessoas, por mais importantes que tenhamos sido (ou que supomos ter sido). Nossa permanência torna-se oca de significado. Desbota. Gradualmente, sumimos. E não há nada de errado nisso. De triste, sim (todo fim é triste), mas não de errado: não dá para exigir ser amado. Errado é mantermos à nossa volta, atrelados a nós por compulsão ou necessidade de companhia, quem não tem mais nada a nos oferecer. Para quem oferecemos tão pouco.

Quantos sinais são necessários até compreendermos que já não nos importamos com alguém?

3 Responses to “Já era!”

  1. Rodrigo Says:

    NOSSA 😐
    esse texto realmente bateu mto 😐 em tds os sentidos!

    mas amore
    uma coisa boa d ler esse post
    é q apesar dele ser pesado, triste…
    + pra cima tem um post otimista 😀
    e o otimista tá como o + recente

    ” se um dia estamos por baixo
    no otro já estamos por cima “

  2. Greice Says:

    Nossa, pára. Tô ficando emocionada. :s

  3. Silvia Odete Morani Massad Says:

    At this time I am ready to do my breakfast, after having my breakfast coming again to read additional news.

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