Desassossegada

Cara eu tenho feito uma parada que eu não queria fazer mais na minha vida, mas que por força das circunstancias a gente muitas vezes é meio que “forçado” a fazer.

Depois de um tempinho com a vida meio agitada, indo pra São Paulo, e fazendo n coisas, dessa vez eu acabei parando um pouco pra descansar e lógico deixar que meus pais também descansem afinal de contas eles não são de ferro e nem tem o pique dos meus vinte e tantos anos. Mas isso nem vem ao caso, o que interessa mesmo é que com essa parada obrigatória eu acabei fazendo quase que um retiro e aproveitando a onda do aniversário, acabei pensando um pouco sobre a vida.

De repente, depois de uns pensamentos paralelos e umas conversas, eu parei pra entender a importância da nossa existência, dos nossos atos e de como vivemos; para os outros. Deixa eu explicar melhor ainda neste parágrafo. O que eu comecei a pensar é na importância que temos na vida dos outros, a repercussão da nossa existência; para a vida de outra pessoa.

Assunto velho, mas muitas vezes esquecido. Sabe a parada do Efeito Borboleta?! Pois é, mas a profundidade disso é fascinante. Chega ser quase um big brother, dá pra sacar?! Vou desenhar em um exemplo bem idiota; será que minhas amigas sabem, por exemplo, a importância de um simples sorriso delas, pra mim?! Será que alguma delas sabe o quanto um pequeno gesto pode mudar o meu dia completamente?! Às vezes a gente vive e não nos damos conta da nossa importância.

É comum a gente ver os artistas tomando cuidado com seus atos porque pode denegrir a imagem, pode decepcionar os fãs, ou até forçar certas atitudes pra construir uma boa imagem. Mania nossa achar que isso é válido pra pessoas públicas, e esquecer que a forma como vivemos sempre está fazendo a grande diferença na vida de uma pessoa.

Viajando um pouco mais, eu parei pra pensar sobre a parada de saber a importância que temos nós para a vida de determinadas pessoas. Atire uma pedra que nunca pensou “eu gostaria de ser importante na vida daquela pessoa, queria ser tão importante quanto aquela outra é”. Independente que seja do carinha que você está afim ou de uma amiga que você goste muito. E o engraçado é esse lance da gente nunca saber, e nunca ser o quanto achamos.

Quantas pessoas a gente acha que não temos a menor importância e mal sabemos o nosso valor para elas? E aquelas que a gente tem certeza absoluta, se bobear nem é tanto quanto imaginamos. Tem aqueles que a gente jura que é puxa-saquismo, mas é tudo verdadeiro.

E, esses pensamentos me assustaram no inicio. Eu que sou uma pessoa urgente, alguém que derrama sentimentos, transborda amor ou ódio pelos olhos… Fiquei maluca tentando imaginar pra quem realmente eu seria importante. Todo mundo em alguma época da vida quis morrer por um dia pra saber as conseqüências. Carência? Crise existencial? Inferno astral? Pode ser tudo isso, mas mais que isso é a admiração sobre o quanto somos tão importantes pra algumas pessoas, e da noite pro dia nos tornamos praticamente invisíveis, ou não tão importantes assim. Mas não julgo mais (já julguei e sofri muito por isso um dia), pois sei que esta que vos fala, com certeza já deve ter feito exatamente tudo isso com algumas pessoas.

No final das contas, esses pensamentos acabaram me amadurecendo um pouco mais. Porque me deram mais suavidade no modo de levar a vida. Mais segurança, calma, e menos medo, intensidade, desconfiança.

“Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.”
(Martha Medeiros)

E é só por isso que no meu MSN está “Desassossegada”, tá?

3 Responses to “Desassossegada”

  1. Jojo Says:

    Então. Minha mãe diz que isso é a unica coisa q eu realmente penso da vida. Quero todas as pessoas gostando de mim e não sossego enquanto elas não gostam. Mas eu não sei c é isso realmente.
    Bom…Eu sei que sou importante pra uns e totalmente indiferente pra outros. E faço questão de falar quem é ou não importante pra mim.
    Ah claro que vc se tornou. E mto!
    Bjos! E bom fds/feriado!

  2. Cláudia Peito rsrsrss Says:

    Amoreeeeeeeee,
    Acordei com vontade de ser vc hj…
    Li seu blog como nunca tinha lido antes… na verdade vc sabe q não tenho muita paciência para ler essas coisas, mas hj e cada dia mais eu me interesso pelos seus textos e por esse espaço…
    Qdo crescer quero ser vc…
    Mil beijocas e já estou com saudades!!!

  3. Rodrigo Says:

    bomm… c sabe ao q eu associei esse texto né?? afinal vc msm tinha me feito uma associaçao nakele depoimento 😉
    huahuahua :$
    ahhh… nakele meu caso… nao fiz nenhum “gesto” pq mtos gestos q eu já tinha feito pareceram soar como leves tokes, sem efeito nenhum… por isso q dessa vez fikei na miuda =X
    mas ao msm tempo é engraçado isso pq a gnt nao cosnegue deduzir pra kem oq vale… oq pode tá causando… e é algo q dificilmente nós saberemos.
    por isso, vamos levando assim… consciencia, maturidade e ao msm tempo intensidade 😉
    te amo(L)

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