Para 2008…

2008 talvez não seja o ano mais importante de nossas vidas, ou seja. Talvez seja só mais um ano que virá, passará, e se ficará? Ninguém sabe… Alguém lembra, prontamente, de algo fantástico q tenha ocorrido no mundo em 1902? ou 1980?

2008 pode ser o começo, pois de acordo com a numerologia, é um ano 1… Um ano de novos começos, talvez tropeços. Sendo assim, que possamos ter mais visibilidade e deixemos de ser tão “cegos” e nos preocupemos realmente como que se passa lá fora. Mesmo que seja explicita a nossa indignação para com os problemas do mundo, são poucos, muito poucos mesmo, os que realmente tomam alguma iniciativa para mudar o senso comum.

Se a numerologia diz que 2008 é o ano do recomeço, porque não aproveitamos para repensar na nossa vida? nas nossas atitudes diante da vida? no nosso papel enquanto seres pertencentes a esse elo da vida? Sim, pois não somos o centro do universo e nem o ápice da evolução… Somos o elo de uma cadeia, pertencemos a natureza e não o inverso. A Terra é a nossa casa… E cabe a nós a cuidarmos dessa casa.

Rachel Carson, em seu livro “Primavera Silenciosa”, afirmou que temos pela frente um desafio como nunca a humanidade teve, de provar nossa maturidade e nosso domínio, não da natureza, mas de nós mesmos.

Portanto, o que adianta dizer que vou lutar pelas criancinhas pobres? Que vou lutar pelo meio ambiente? Que vou lutar definitivamente por um mundo melhor? Que vou lutar? Se na verdade eu não luto por mim mesmo? Não mudo minha maneira de pensar e agir? Não realizo minha reforma interior? Cheguei a fácil, porém complexa, conclusão de que não adianta mudar a rua, o bairro, a cidade e o país se não modificarmos primeiro a nós mesmos e nem precisa ser gênio pra saber disso.

Assim, que possamos, em atos simples, – como fechar direito uma torneira pingando; não fazer da mangueira uma vassoura hidráulica; utilizar a energia elétrica se realmente necessário; reduzir, reutilizar e reciclar; não pegar UMA sacolinha de supermercado para CADA produto que se compra – economizar os recursos naturais e assim conservar mais limpa e com maior dignidade a nossa “casa”.

Declamemos contra o que não está certo, nos admitamos vencedores. Pensemos e não dispersemos nossos propósitos. Que saibamos enxergar a real beleza da vida: A DIFERENÇA, e que possamos respeitá-la e assim crescer com o outro, somando, multiplicando, plurificando-se. SEMPRE.

Daí, então, poderemos partir à inclusão, onde cada ser humano participa no que é capaz, onde as necessidades especiais de cada um são discutidas e resolvidas. Na prática da cidadania, no pleno exercício dos seus deveres e direitos. No grande olhar sócio-altruísta que deseja melhorar o coletivo.
Não podemos deixar de acreditar em nenhum momento que é possível mudar. O mundo que conhecemos hoje não era assim há 200 anos atrás. E naquela época também existiam pessoas sem fé no futuro e outros que transbordavam de esperança e amor. Espalhe-se poesia, amor e afeto
para enfrentarmos mais esse ato da nossa existência.

Claro que não é racional imaginar que com pensamentos positivos acabaremos com a fome, a violência e todas as mazelas do tal mundo cruel. Mas é racional agir! Podemos e queremos crer que alguém veja alguma mudança depois de aspirações de ano novo. Nossos desejos, talvez, não mudem o mundo se eu não fizer mudar o que está ao meu redor e nas minhas mãos.

Começarei juntando o lixo e limpando a casa, minhas gavetas e colocarei novas pinturas na parede. Sair da mesmice ajuda a acreditar em mudanças e atrai novos pensamentos, porque a partir deles é que as pessoas entendem a importância das atitudes, dos gestos e das palavras. Aquelas que soltas ao vento não parecem nada, mas que no fundo, lá no fundo, mudam a vida e transformam multidões. E para que essas palavras fiquem e façam ecoar cada linha nos nossos corações, deixemos de pensar apenas no “eu” e comecemos a luta pelos nossos direitos, como melhorias na educação, por exemplo. O Brasil, só será o país do futuro quando governo e população entenderem que a educação é a base transformadora, que faz crescer e melhorar. Lembrando que educar, não é só “pregar”, é dar o exemplo.

Por tanto, só podemos mudar o mundo, começando por nós mesmos. Que possamos compreender que o ano de 2007 não existe, não existe ano novo. Tudo é um processo continuo, a vida é um ciclo. Nenhum ano morre no dia 31, nenhum ano nasce no dia 01. As coisas são contínuas. Assim como a vida. E tomara que nossos desejos sejam constantes, sejam diários, que façam parte do ciclo universal infinito, que entrem na cadência cósmica e possam refletir a nós mesmos em todos os momentos. Desejemos sempre, constantemente, adinfinitum.

E para finalizar que cada pessoa possa reparar que ela é única no maravilhoso teatro mágico da vida!!!

Escrita por nós na comunidade O Teatro Mágico

One Response to “Para 2008…”

  1. Greice Says:

    PARABÉNS A TOOOODOS! Copiei tá?! Rsrss…

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