1 Ano de SoulFunk

Bom, faz um tempo que eu estava querendo ir ao Na Mata, mas as coisas iam acontecendo como trabalhos na faculdade, problemas em casa, enfim… E aí mamãe prometeu que eu iria então no aniversário de um ano da SoulFunk, que seria na quinta-feira (13/10) e não quarta-feira, como de costume.

Daí como de uns tempos pra cá voltei a falar mais com o Rubens, que era da minha classe no colégio, amigo do Cauê e de tabela meu também, porque apesar de andar com a Fê, Vivi, etc, eu sempre me diverti mais com as bagunças dos meninos e com eles eu ria muito, até hoje né… Então, eu dizendo que, como voltei ter contato com o Rubens Leandro, ele quis ir no Na Mata também, porque ele é músico e queria curtir o som e tal, daí dei um toque nele um dia antes e ele topou ir.

Coincidentemente no dia seguinte o Cauê acordou pra ir à praia e deixou recado que ele queria ir no Na Mata comigo. Não entendi nada, mas curti a idéia de irmos os seis (meus pais, Rubens, Cauê e eu), afinal meus pais eu fazia questão, já que eu queria curtir o show no colo!!

Bom, chegamos lá 22h30 e até nem tava tão lotado, mas pelo que estava, já imaginei que a balada ia bombar mesmo. Deu pra falar com o Milton e com Guilherme (vocal e guitarra respectivamente) e depois começou a lotar de gente, de fotógrafos, jornalistas, que não consegui ter contato com mais ninguém da banda.

Na hora que começou o show, umas 23h30 ou 00h, o segurança me pôs na boca do palco e eu pude assistir ao show todo, sem interrupções e sentindo o som entrar goela abaixo. Fui no colo da mamãe varias vezes, cantei, ri, e renovei as energias. Fora que tudo isso protegida por um segurança (tem que ter o dom!).

Gosto muito do repertório que a banda toca, só música de gente fera, e músicas que não deprimem nem fazem pensar em saudades, amores, nada disso. Não sei se sou eu, se as músicas são mesmo alto astrais, ou se o sorriso do Milton (vocal) e as palhaçadas do Erik Escobar (teclado) realmente contagiam. Só sei que me faz bem, e o show inteiro não penso, não associo nenhuma música, não lembro de ninguém.

De convidados tocou um percursionista que não lembro o nome, o cara do Papas na Língua, Andréas Kisser (Sepultura), Davi Moraes, Allen Lima e Amon-Rá Lima (da Família Lima, dããã…), Luciana Mello e Jair de Oliveira (isso pra mim é louco, eu ouvia Balão Mágico e o Jair de Oliveira era o Jairzinho, “o mais no novo do Balão” – [trecho de Amigos do Peito] – ). Dos convidados, a Luciana Mello e o Amon-Rá Lima foram os que me viram e deram oizinho do palco, muito fofos. O Guilherme Fonseca (guitarrista da SoulFunk) sorria sempre pra mim do palco, e o Milton Guedes cantou “É Preciso Saber Viver” olhando pra mim, muito lindo.

O Junior realmente foi um caso sério, o achei um tanto quanto diferente, e ao contrário do que se imagina, não achei ele verdadeiramente feliz não. Não digo que estava triste, isso também não achei, mas tava diferente. Ausente, exibido, louco, não sei como descrever, mas não pareceu o Junior que eu costumo ver. Confesso que eu tava na frente da bateria dele e ele nem me viu, mas isso eu sei que não rola porque pessoa na batera viaja animal, nem dele ter tropeçado na cadeira e não me ver. Não falar com ele ainda mais nesse dia e tudo, me deixa triste é lógico (mas nada que me tire o êxtase), mas independente de tudo, de estar lotado de fãs, jornalistas e fotógrafos atrás dele, ele tava diferente, juro.

Quando acabou o show, umas 03h e pouquinho, ficamos ainda um pouco mais lá conversando e rindo com as brincadeiras do Rubens, conversando com o Amon-Rá do Família Lima, com Mathews do Br´oz, conheci o irmão do Milton Guedes, e só fomos embora lá pelas 4h e pouco. Ainda paramos no posto pra pegar grana pro pedágio e o Cauê e o Rubens aproveitaram pra comer alguma coisa.

Passamos o pedágio, ainda brincamos que estava muito caro o preço e tudo mais. Continuamos nosso caminho, tranqüilos e não vendo a hora de chegar em casa pra despencar na cama. De repente o carro começa a dar uns piripaques, a falhar e até que parou, sem gasolina. Foi inacreditável, e a primeira reação foi dar bronca no meu pai por não ter se ligado nisso nem quando paramos no posto. Depois meu pai foi naqueles telefones da estrada pra chamar um guincho, enquanto isso o Cauê vomitava no mato, o Rubens cochilava e eu e minha mãe ligávamos pra Nat, porque já era aniversário dela.

Meu pai volta do telefone, com uma “surpresa”. O meu tio Sérgio, aqui de Santos, estava passando de carro na estrada e viu meu pai no telefone. Achou estranho, parou e confirmou a grande coincidência! Meu tio estava voltando pra Santos porque tinha indo levar um cliente no aeroporto (meu tio é taxista). Os dois voltaram lá pra Kombi, rimos muito e tal de toda essa loucura, e o voltou de carona com meu tio, porque o Rubens tem uma banda e a banda ia a um programa de TV. Eu e minha mãe também íamos de carona com meu tio, mas ficamos com medo que meu pai levasse multa por não ter gasolina, e os policiais geralmente não multam quando me vêm, ficam penalizados =p.

O tio Sérgio e o Rubens Leandro foram embora e meus pais, meu irmão e eu ficamos esperando o guincho até 7h20. Nem preciso dizer que durante essas três horas de espera rolou tédio, sono, risos, stress e piadas. E quando o guincho chegou, já carregando outro carro, mamãe já nervosa e ainda ver que já tinha um carro guinchado, achou que o cara não ia nos levar e falou várias para o cara, que também quase brigou com ela, mas entendeu o stress e relevou.

Então fomos finalmente fomos guinchados e levados até o posto de gasolina mais próximo. Mas uma cena engraçada foi a gente tudo dormindo dentro da Kombi guinchada. Hilária a cena. Só acordamos no posto, dá pra imaginar né?! Mas aí colocamos gasolina e graças a Deus fomos pra casa!!

Como chegamos em casa 8h30, acabamos nem dormindo, minha mãe preparou o almoço, nós comemos e então só fomos dormir as 11h. Aliás, mãe, pai, Cauê e eu dormimos das 11h até as 17h.

Foi isso aê…

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