Comum demais…Talvez…

.:: Eu não quero ser uma pessoa normal, vivendo uma vida normal, só pra inglês ver. Eu quero meus defeitos. Meus efeitos. Quero tudo e quero mais. Eu não ligo se o ano acabou, minha fé balançou e as pessoas estão pensando em árvore de natal e festa de ano-novo. Já chegou o final de dezembro? Não. Então, me desculpa. Leva os enfeites natalinos de volta pro armário, pára de procurar lentilha no supermercado, devolva sua passagem pra aquela viagem que você nem sabe onde é. Viva um dia de cada vez, respire, esqueça… Esqueça do Papai Noel suado no shopping center, das sete ondinhas que você nunca pula, esqueça sua certeza de que ” ano que vem vai ser melhor”. É estranho, eu sei. Mas certeza a gente tem que ter hoje. Do agora. Sou da turma do improviso. Por isso, não me pergunte. Eu nunca sei o que vou sentir daqui a 5 minutos, 2 meses, um ano. Sinceramente, não sei. E se sei, minto. Eu não vivo o futuro. Eu não sei que caminhos seguirei, que pessoas amarei, quantos gatos terei. Eu só sei o que quero. O que devo. NOW. Eu nasci assim: conheço o fim e improviso o meio. Falta de juízo? Não sei. Preciso sentir antes de pensar. Só depois ajo. E vivo como vive quem planeja: bato a cabeça do mesmo jeito. Arrisco. Machuco. Sangro. Costuro. Me reconstruo. Igual fiz nos últimos 10 meses. Porque verdade seja dita: cada um vive de um jeito. Mas que 2005 foi esse? Ou melhor: que ano está sendo esse? A idéia foi me partir ao meio? Dividir o mundo ao meio? Me arrancar o coração? Roubar minha esperança? Enxergar em cada rosto um ponto de desespero? Se o plano era esse, pessoal aí de cima, coloca um “A” aqui. Bota um parabéns e me dá uma estrelinha. Eu preciso, eu mereço! (Eu e todos nós). Preciso porque me arrisquei. Mereço porque me ferrei. E me ferrei porque quis. Resultado? Aprendi. Ponto pra mim! Quanto maior o grau de dificuldade, maior o prêmio. Não é assim? Eu acho, está escrito em algum lugar, não me pergunte onde. E o prêmio não é ganhar um bônus por decepções digeridas nem coragens reforçadas, com uma viagem de ida e volta com acompanhante para a Polinésia Francesa. O prêmio é olhar pra dentro e – mesmo com toda dor, mágoa, tristeza, falta de rumo e prumo – se reconstruir, se aceitar e ter orgulho de quem você é ::..

Não sei se realmente sou só mais uma com sentimentos igual a todo mundo, se as mulheres tem mesmo muito em comum, ou se foi mais uma mera coencidencia de ver meu coração ali, decifrado nas palavras de Fernanda Mello. O importante é que faço de cada virgula dela, minhas palavras. Essa sou eu hoje, ontem, ultimamente!!

One Response to “Comum demais…Talvez…”

  1. Wm Santisteban Says:

    obviously like your web site but you need to test the spelling on quite a few of your posts. A number of them are rife with spelling problems and I in finding it very troublesome to inform the truth on the other hand I will surely come back again.

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