Entããão

Nem sempre somos o que parecemos ser, e isso não está necessariamente ligado a falsidade. Somos adaptados ao mundo e as pessoas, e só somos nós mesmos quando deitamos a cabeça no travesseiro e ficamos pensando até a hora do sono chegar. Nesse momento sorrimos baixinho, choramos e não temos vergonha nem medo de ser e pensar o que realmente queremos. Eu sou assim, e a diferença, é que escrevo, confesso essa minha dupla personalidade.
Tenho vários tipos de amigos, os intelectuais (prefiro chamar de nerd), os loucos, os depravados, os santos, vários tipos deles. E preciso estar sempre me encaixando a cada um, sem perder o meu verdadeiro eu, afinal de contas cada um deles tem uma partizinha de mim, uma coisa em comum, senão nem seriamos amigos. Mas quando chego em casa, sou eu. Eu e meu travesseiro, eu e meus medos preconceitos, amores, certezas, dúvidas, tristezas e alegrias.
Temos todos um segredo maior, que nem o nosso ursinho de estimação sabe. Algo secreto que temos até medo de pensar, desse pensamento sair muito alto e alguém acabar escutando. E isso é muito legal, interessante até, se parar pra analisar.
Mas tudo isso que digo, vem por um propósito maior que um simples análise. O fato é que tenho medo. Eu tenho muitos medos. Mais medos ainda do que as vezes aparento ter. E um deles é de ser feliz. E eu estou com uma felicidade assustadora, qual eu não sentia a muito tempo.
Não venho ser melancólica querendo insinuar que sou uma pessoa triste, mas durante algum tempo minha felicidade precisava de motivos, de motivações e na maioria das vezes essa felicidade dependia unica e exclusivamente de uma pessoa. É triste isso, mas os pequenos gestos (muitas vezes involuntarios) dessa pessoa era capaz de transformar meu dia pra muito bom, ou muito ruim.
Hoje esta pessoa ainda é de muita importancia pra mim, e pequenas atitudes podem realmente me agradar facilmente (isso de certa forma é ruim, I know!). Mas hoje eu posso dizer que estou feliz por nada, apesar de muitas coisas acontecendo ao meu redor, eu comemoro o tempão que não faço textinhos melancólicos nem sequer romanticos.
Tudo bem, poderiamos dizer que isso é resultado da correria da faculdade. Pense como quiser! Eu sei que não, eu tenho contabilizado este estado de espirito tanto quanto um drogado calcula o tempo sem usar drogas. Dia por dia, hora por hora. E só eu sei o quanto isso representa pra mim.
Sou assim mesmo, demonstro no olhar, na voz, nos textos, o que se passa em meu coração, e hoje eu digo: Ele tá bem, muito obrigada!

Só pra constar.

3 Responses to “Entããão”

  1. Greice Says:

    Aaaaaaaaaaaaaaaaaah…. os segredinhos!!!

  2. tv amr Says:

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