Algumas coisas que pensamos algumas vezes…

Esses dias de Guerra, eu ando meio alienada de tudo isso. Acho essa coisa toda muito chata e muito complexa pra minha cabeça tão cheia de embaraços. E já que tem tanta gente querendo meter o bedelho, dar opinião e saber a solução, deixo pra eles e deixo o mundo girar ao redor do meu umbigo.
De tudo isso, sei que os dias estão estranhos. As aulas suspensas, compromissos cancelados, e os assuntos cansativos. Televisão foi dominada por esse tema, os blogs, os sites, e até as conversas e os nicks de MSN estão tomados pelo mesmo assunto cansativo e complexo que é essa guerra civil no estado de São Paulo.
Estou tão exausta que decidi alugar um DVD do Documentário de Vinicius de Moraes e resolvi curtir um pouco do que é bom, que trás alegria, calma e principalmente o orgulho de ser Brasileiro. Assisti o DVD em família, mas notei que só eu gostei, na minha família a única interessada em música, poesia e arte em geral sou eu mesma. Delirei com as coisas contadas, as poesias declamadas, e a filosofia de vida daquele cara que fazia tudo “errado” mas tinha uma parada foda, que é esse lance de reunir o pessoal pra conversar, descontrair e produzir em meio aquela bagunça, tanta coisa bacana.
Não contente, enquanto vomitavam no meu msn lorotas sobre a “Guerra dos Mundos”, eu fazia um social mas prestava atenção no emule puxando a discografia de Vinicius, Baden Powell, Toquinho e músicas soltas e boas, como “Chega de Saudade” e “Canto de Ossanha”. De outro lado, alguém finalmente tentava puxar assunto interessante, como uma que me apresentou o “Teatro Mágico” e outras que contaram do show da Marisa Monte, do Jorge Vercilo, e uns que mantinham conversas pessoais porem mais interessante que essa overdose de ataque terrorista do PCC.
O que mais me revolta e que marcou minha semana, são as paradas que tenho escutado desde o inicio do ano sobre o preconceito quanto ao homossexualismo. Não acredito que com tantos esclarecimentos ainda existam pessoas que estranham, olham torto, e os ainda que renegam filhos e fazem um drama como se fosse a coisa mais pecadora e inaceitável desse mundo. Com tanta guerra e o povo ainda julga os que sabem amar.
Isso pra mim é imperdoável, nojento, mesquinho. Acho que eu desenvolvi uma coisa tão grande com o amor, eu amo com tanta intensidade, tenho ele na minha vida com tanta força, com tanta verdade, que não consigo compreender pessoas que não compreendem que como já dizia a música “qualquer forma de amor vale a pena”. É tão óbvio, tão claro, que eu realmente saio do sério com esse tipo de coisa.
Não vou dizer que sou a pessoa mais cuca aberta de todas, que não possuo nenhum tipo de preconceito porque seria demagogia descarada da minha parte. Mas posso dizer que hoje, eu tento evoluir e entender ou simplesmente compreender aquilo que pra mim não é algo legal. Eu não sou ninguém pra ditar o certo e o errado, sei também que muitas coisas é questão de afinidade, de idéias parecidas, interesses iguais, mas isso não me dá o direito de julgar ninguém. E sempre que me pego fazendo, me corrijo e procuro não repetir o erro.
As pessoas precisam aprender que o fato de alguns se interessarem por pessoas do mesmo sexo, outros gostarem de funk (ou qualquer outro tipo de música que não seja sua preferência), gostem de fazer bagunça, de beber, de ter ursinho, de ter cabelo curto, comprido, pintado ou natural não os transformam em pessoas melhores ou piores. E, nada impede de você ter uma pessoa ao seu lado que tenha muitas afinidades e algumas diferenças com você, pois o interessante da coisa são as diferenças que é o que faz rolar a troca ou não de experiência.
Sei lá, eu não vou aumentar muito essa parada porque vai parecer (já está parecendo, né?) uma lição de moral, e na verdade são apenas as minhas opiniões. Acredito que as coisas devem ser feitas com cuidado, calma e assim ter mais oportunidade de ver se a química (seja amigável ou romântica) rola independente das primeiras aparências. Afinal, a primeira impressão nem sempre deve ser, a que fica.
Sobre mim?! A semana tem sido parada, estranha como eu já disse, rolou uma semi-recaida já recuperada, rolou uma preguiça universal de tudo, e agora as coisas estão voltando ao eixo. Auto-estima recuperada, insegurança abduzida, ânimo renovado, metas refeitas, deveres colocados em prática, e o sorriso verdadeiramente sendo aberto de ponta a ponta, tanto no rosto quanto na alma e no coração.

One Response to “Algumas coisas que pensamos algumas vezes…”

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