Ressaca emocional pós-carnaval

Já são 0h passadas, e eu já posso considerar que a pior comemoração do ano já acabou, passou sem deixar mortos e feridos.

Podem me chamar de otária, chata, fresca, mas tirando o ano de 2006, eu nunca tenho boas lembranças de carnaval. É uma festa bacana pra quem pode curtir de uma forma bacana. Eu não ando pra poder “pular carnaval”, nem é muito interessante nas minhas condições ir pra micareta, trio elétrico e toda essa coisa que se resume a gente tumultuada, suando, bebendo e beijando muito na boca. Talvez por esse motivo eu acabei não gostando mesmo, em todos os sentidos; dispenso as músicas, as fantasias, o confete e tudo mais que seja referencia do carnaval. E é engraçado que uma apaixonada pela cultura possa dispensar o carnaval, que tem tanta história pra contar. Mas eu passo, definitivamente.

Todo ano algo me traumatiza no carnaval, seja uma doença séria (já tive crise renal, gastrite, rotavirus, etc no carnaval), seja por brigas e confusões, seja pela pouca acessibilidade pra curtir a festa, seja por carência (porque todo mundo cai no samba e eu fico), mas sempre rola algum stress homérico. O ano de 2009 não foi lá como o ano de 2006 (e olha que até poderia), e acho que na verdade vai ser difícil algum ano ser tão bom quanto o de 2006, mas posso dizer que foi um BOM carnaval. Tudo bem que eu tive uma pequena crise emocional e chorei sem fazer sentido nenhum, mas o mais importante é que meu principal pedido foi concedido; não fiquei doente. Além do mais, eu pude estar com as pessoas mais especiais da minha vida. Acho que só por essas duas coisas já valeu.

Vou fazer a linha “meu querido diário” pra poupar trabalho naquela velha perguntinha que todo mundo irá fazer na quinta-feira “E aí, como foi de carnaval?!”, êta perguntinha de quinta!!

Na sexta-feira foi comemorado aqui em casa, o aniversário da Luara. Pra falar a verdade eu nem esperava nada de mais a não ser ficar com a família e curtir a aniversariante do dia. No final das contas, a Pri e a Cláudia apareceram lá de ultima hora e eu acabei tirando uma ondinha com elas enquanto a Luara curtia sua festa com a priminha Maya. Foi suave e gostosa a sexta-feira.

No sábado a crise emocional já estava querendo dar sinal e apareceu em forma de nervoso por querer fazer algo bacana e não ter nada confirmado. Tinham vários planos, mas nenhuma certeza. E aí acabou que fui com a Jessica e o Fabio comer um Petit Gateau delicioso e de quebra ainda rolou um papo gostoso. Foi pouquinho tempo pro prazer das companhias, mas de lá ainda fui pra sorveteria em um programa de família. Estava a Mayra com a família, a Fernanda com o pai, e eu com meus pais. Foi uma delícia e a brincadeira acabou duas e pouco da manhã. Na volta a crise emocional se mostrou mais forte e em forma de euforia.

No domingo eu brinquei de ser Tia Iza, e nas horas vagas também morguei. Quando foi 20h o Dalarte chegou e fomos logo pra praia numa dessas tendas insuportáveis de carnaval. As companhias eram ótima, maravilhosas, mas eu definitivamente não nasci –pra essas coisas não. Não foi nenhum programão dos Deuses, mas deu pra se divertir bastante e dar umas boas risadas. A crise veio em forma de uma ansiedade inexplicável, mas acabava sempre mascarando com um pouco de jurupinga e com as palhaçadas dos amigos. A brincadeira acabou pra lá das duas horas!!

Na segunda-feira eu acordei com uma vontade enorme de chorar, mas eu e o Dalarte comemos e fomos umas 14h pra praia encontrar a Fernanda e o Bronx para curtir um solzinho e conversar um pouco. E não há nada que um céu azul e um sol não melhore. Tomamos um sol, nos divertimos com as perolas que sempre aparecem e saímos de lá um pouco mais de 16h. À noite fomos ao Chopp Santista e fui muito, mas muito divertido mesmo. Tomamos todas, dançamos samba rock, pop rock, MPB, funk e tudo mais. Eu não dava nada, tava animada pra ir mas confesso que foi uma noite que eu nunca esperava! Dei risada até doer a barriga, chorei até soluçar, levei bronca pra acordar e me diverti com as melhores pessoas do mundo até as 04h da matina. Quando cheguei em casa ainda comi pizza torrada e ri horrores até as 6h da manhã com o Dalarte e minha mãe.

Terça-feira, acordei às 13h com o tempo chuvoso e uma puta ressaca emocional. Parece que a bronca ao pé do ouvido na balada me fez acordar e acalmar o turbilhão que já estava querendo renascer e louco pra tomar uma proporção grande aqui dentro. A coisa toda sossegou e eu amanheci mais serena, calma e relaxada. O meu tio avó morreu e eu optei por ficar quietinha em casa pra minha mãe e meu pai descansarem um pouco e irem no velório, etc. Minha terça-feira foi adiantadamente uma quarta-feira de cinzas.

Resumidamente o saldo desse carnaval com certeza foi nota 8,5.

3 Responses to “Ressaca emocional pós-carnaval”

  1. Daiane Says:

    faltou eu fazer as malas e ir praí pra curitr o “bom” canarval. =p

    Love you!

    =*

  2. LeAnDrO Says:

    Eu participei de praticamente tudo isso que você escreveu. As coisas foram muito mais do que esse texto. Nós sabemos : )
    Foi muito especial ter passado esses dias com você. Me fez relembrar quando a gente viajou em 2005 pro RJ… E vamos nos encontrar e rir muito em Abril… novamente lá no RJ! Muito bom!

    Obrigado por fazer parte da minha vida! E por me aturar quando resolvo entornar o caneco. Huahuahua! Eu só molhei a boca pow…vc tbm bebeu…

  3. Rodrigo Says:

    e todo carnaval tem seu fim. brincar de ser feliz nunca tem fim.

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